Alguma empresa trabalha com WS-BPEL no Brasil?

15 respostas
L

Olá Comunidade GUJ,

Gostaria de saber se alguém de vocês conhece ou trabalha em alguma empresa brasileira que utilize WS-BPEL. Estou desenvolvendo meu projeto de mestrado e a ideia base é a decomposição de processos de negócio definidos em WS-BPEL para que parte desse processo seja executada na nuvem. Como precisarei fazer uma aplicação e avaliação da abordagem para validar todo o projeto estou procurando empresas que trabalhem com essa tecnologia.

Obrigado pela atenção de vocês.

Até mais.

15 Respostas

L

Que mal lhe pergunte, tu mora onde?

Conheço projetos em BPEL implantados em 2006, desde então a adoção no mercado tem sido exponencial por várias empresas…

mas se tu quiser entrar em alguma delas pra ver o processo, aí acho um pouco mais difícil, mas a utilização de BPEL tem sido até mais comum do que se imagina! :slight_smile:

M

Bom dia,

Posso te dizer que sim, e não são poucas, o mercado de SOA ( que agrega BPEL ) está crescendo no Brasil.

Algumas grandes empresas que sei que o utilizam são: Grupo Ultra, Porto Seguro, Sem Parar, entre outras.

Eu trabalho nesse ramo, se tiver duvidas pode perguntar .

L

Obrigado pelas respostas.

Realmente eu precisaria entrar em contato com alguma empresa que fornecesse algum projeto aplicado para a aplicação do ferramental desenvolvido no meu mestrado.

Acredito que esse tipo de oportunidade ajudaria tanto a empresa quanto a mim, na realidade ao meu projeto.

Vou tentar entrar em contato com as empresas citadas. Mas, caso haja algum canal de comunicação com a empresa onde trabalha mcarabolante seria uma ótima oportunidade de gerar uma pesquisa aplicada a uma empresa que não tenha um centro de pesquisa como as maiores empresas do mundo.

Obrigado pelo tempo despendido. Até mais.

A

Realmente… “alguma” empresa no Brasil pegou pesado. Seria (bem) mais ou menos como perguntar: “alguma empresa trabalha com Java no Brasil?”

Quer exemplos: pense em qualquer empresa de telecomunicações, financeiras, ou empresas com mais de 2000 funcionários em geral (como as já citadas Grupo Ultra, Sem Parar, Porto Seguro… )

[]'s

A

lucasvenez:
Olá Comunidade GUJ,

Gostaria de saber se alguém de vocês conhece ou trabalha em alguma empresa brasileira que utilize WS-BPEL. Estou desenvolvendo meu projeto de mestrado e a ideia base é a decomposição de processos de negócio definidos em WS-BPEL para que parte desse processo seja executada na nuvem. Como precisarei fazer uma aplicação e avaliação da abordagem para validar todo o projeto estou procurando empresas que trabalhem com essa tecnologia.

Obrigado pela atenção de vocês.

Até mais.

Ah, só um adendo: acredito que você está olhando para a tecnologia errada. Existe esta concepção (bem errada, na minha opinião) de que processos de negócio são definidos em BPEL. Verdade, em alguns lugares, até é. Só que a ferramenta CERTA para fazer esse tipo de coisa é BPM, e não BPEL. Então, acredito que você deveria olhar mais para suítes de BPM e os processos de negócios descritos nessas do que para BPEL, OK?

[]'s

L

Olá Alexandre,

Obrigado pela atenção. Eu realmente não estou sugerindo alguma crítica às empresas do país, nem mesmo questionando sua capacidade técnica ou o conhecimento agregado delas. Na realidade eu estou procurando alguma empresa disposta a colaborar e como não conhecia empresa alguma que trabalhasse com essa tecnologia aqui no país (essa é a primeira pesquisa que faço no Brasil em relação a isso), estou recorrendo a comunidade.

Sobre o foco do ferramental, a WS-BPEL é um ponto de ataque e o BPM é diretamente relacionado com o projeto, na realidade ele é o contexto, junto com computação em nuvem, o que consecutivamente agrega as duas abordagens para aumentar produtividade e também redução de custos.

Acredito que houve um equívoco ao afirmar que BPM é uma ferramenta, BPM é uma abordagem/paradigma de trabalho e existem ferramentas para dar suporte a ela, como jBPM, por exemplo. Mas os pacotes de BPM não interessam para o projeto, pois ele é composto principalmente por um modelo abstrato para padrões de workflow e por uma abordagem que captura processos de negócio, definidos em linguagens como WS-BPEL, BPMN, Amber e entre outras, os converte para o modelo abstrato, fragmente esse último seguindo alguns critérios envolvendo principalmente custo e desempenho, e reverte esse modelo decomposto na linguagem de origem. Essa decomposição possui a finalidade de executar parte do processo, antes monolítico, em nuvem. Dessa, é claro que um processo de negócio que não seja automatizado ou executável em um computador não entra no escopo atual, já que BPM é utilizado para definir qualquer tipo de processo de negócio, seja ele computacional ou não.

Sendo assim, o que estou procurando é uma empresa disposta a auxiliar no desenvolvimento das avaliações do ferramental desenvolvido, que parte desde definições matemáticas até algoritmos de decomposição. Por fim, a WS-BPEL é o ponto de ataque atual pois existe um padrão aberto e bem documentado, além de ferramentas de código aberto que dão suporte a ela.

Se puderem me passar algum contato relativo às empresas que atuam com esse tipo de tecnologia que, felizmente, segundo o que vocês estão me informando são em um grande número no país, eu ficaria muito grato.

Obrigado pela atenção e tempo despendido por vocês todos. Isso poderá me ajudar demais!

A

Acho que você não entendeu muito bem o que eu quis dizer. Vamos lá:

BPM é um paradigma. Posto isso, não sei se você conhece bem as suítes de execução BPM (BPMS’s). Foi a elas a que eu estava me referindo, já que é comum associar WS-BPEL a engines de execução BPEL (apesar de que, internamente, alguns BPMS’s convertem BPMN em BPEL para habilitar a execução - por exemplo, o Oracle BPM).

Dito isso, gostaria de reiterar que é mais elegante, numa abordagem SOA, colocar processos de negócio em suítes BPM (ou seja, processos executáveis) do que em BPEL. BPEL não é feita para execução de processos de negócio (apesar de muitos acreditarem - erroneamente - no contrário), mas sim, orquestrações sob ponto de vista estritamente técnico.

[]'s

L

Bom, acredito que estamos tentando falar das mesmas coisas linhas de pensamentos divergentes.

Fiquei intrigado com suas afirmações. Primeiro, o que você assume como um processo de negócio? Como você define um processo de negócio e o torna executável?
Quais tecnologias são empregadas para disponibilizar um processo de negócio? O que você assume como um BPMS? E o que você assume como “Execution Engine” de processos de negócio?

Vamos começar com essas perguntas para chegarmos em um consenso, assim me ajudaria a refinar as explanações que preciso fazer para obter algum resultado importante.

Obrigado novamente pela atenção.

A

Vamos assumir um exemplo hipotético: um fluxo de aprovação de compra de equipamentos em uma empresa. A requisição entra por uma área, é cadastrada em algum registro, passa por uma área aprovadora, após aprovação, devem ser acionados tanto sistemas de fluxo de caixa quanto registro de ativos.

Em 99,9% das empresas, utilizando BPMN. Para torná-lo executável, utiliza-se BPMS.

Após o BPMN estar pronto, o BPMS transforma isto (internamente) em algo executável (em geral, BPEL) e disponibiliza via web services.


http://www.oracle.com/us/technologies/bpm/suite/overview/index.html?ssSourceSiteId=ocombr
http://www.progress.com/docs/datasheets/savvion/savvion-bpms_ds.pdf

etc…

[]'s

J

Conversa com o Felipe Oliveira da SOAExpert, fiz um curso lá com ele o cara é monstro!!

Ele tá aqui no GUJ tmbm:

http://www.guj.com.br/user/profile/2094.java

L

Agora vamos convergir para o mesmo caminho.

Agora que sei como você pratica seu processo de desenvolvimento, posso ser mais específico.

Com certeza especificar processos de negócio em BPMN é muito mais inteligente e gerenciável do que escrever código BPEL para isso e utilizar um BPMS é o que torna essa prática viável. Mas a minha abordagem não precisa se preocupar com o processo de conversão de BPMN para BPEL, por exemplo; na realidade só precisa se preocupar em gerar uma abordagem robusta o suficiente para fragmentar processos de negócios escritos em uma linguagem difundida. No seu caso BPMN é utilizada pelo desenvolvedor do processo de negócio, mas isso será convertido para BPEL posteriormente, mesmo que o seu especificador não veja não tem problema, só seria necessário ter acesso ao BPEL gerado.

Seguindo o seu próprio exemplo, imagine que exista um processo com alto custo computacional dentro desse fluxo de aprovação na compra de equipamentos (o que não consigo ver, mas se não existir imagine que exista, rs), e que a empresa que mantem esse processo em execução tenha recursos limitados de hardware e dinheiro e tenha decidido colocar esse processo na nuvem. Ai entraria minha pesquisa. Ela tem capacidade de captar um processo de negócio escrito em WS-BPEL e fragmentá-lo em dois processos, sendo necessário somente escolher que componente do processo deverá ser executado na nuvem. Assim você não precisaria reescrever o processo de negócio, a ferramenta faz a decomposição e validação do processo decomposto. Entendeu?

Sabendo dessa utilização de WS-BPEL como linguagem utilizada para execução de processos de negócio (eu não estou preocupado se o processo foi definido em BPMN e convertido posteriormente, mas sim em que BPEL é utilizada), estou procurando por empresas que utilizem a prática de BPM para desenvolver software, mas que utilizem também BPEL para executar os seus processos, mesmo que isso ocorra diretamente.

Acredito que agora convergimos para o mesmo caminho, certo? Você conhece alguma empresa no país que teria algum interesse ou boa vontade para ajudar com a aplicação dos resultados da minha pesquisa? Ou que eu pudesse conhecer? Dependendo do nível de interesse da empresa é possível que seja adicionado suporte a BPMN ao projeto, até porque isso não seria um problema, já que todo o núcleo do projeto está finalizado.

Obrigado pela atenção novamente. Já me ajudou muito com suas informações.

L

Valeu JackOld,

Vou entrar em contato com o Felipe Oliveira.

Até mais.

J

Tranquilo,

esse cara vai te ajudar ele é gente boa pacas!!

A

Então, eu entendí muito bem o propósito da sua pesquisa, e acho bastante válido. O problema é essa frase:

lucasvenez:

Sabendo dessa utilização de WS-BPEL como linguagem utilizada para execução de processos de negócio

Essa utilização de WS-BPEL é “interna” - ou seja, é um detalhe da implementação e não deve ser encarado como verdade absoluta. Pegue, por exemplo, o Oracle BPEL. O Oracle BPEL converte internamente sua engine para Java. Isso quer dizer que você pode falar de implementações de BPEL em Java? Não!!! Não iria mudar em absolutamente nada, porque teoricamente sua aplicação deveria continuar funcional na mesma ferramenta se amanhã o vendor decidir compilar isso pra python, ruby ou sabe-se lá o que. Era nesse ponto que eu queria chegar: o detalhe da implementação é apenas um detalhe.

P.S: Costumo chamar o Felipe Oliveira de “chefe” =) Aliás, ele gostaria muito se ele ver esse tópico e ver que eu falei o seguinte:

“Poste sua dúvida no soacloud.com.br”

[]'s

L

Obrigado Alexandre Saudate,

Realmente isso é verdade. Mas na realidade eu não posso me prender a determinado software privado ou específico demais, por isso a utilização do WS-BPEL, por enquanto. Com os resultados atuais aqueles que não se valem dessa tecnologia (BPEL) ficam de fora, infelizmente, mas por ser um padrão aberto gera oportunidades de mercado e pesquisa nessa área (BPM + Cloud Computing).

O que é válido a curto prazo, pensando em suprir o mercado já existente, seria fornecer suporte a linguagens como BPMN, mas sempre utilizando padrões abertos (eu também não poderia pegar um código XML do diagrama BPMN criado para um único software, ainda mais se esse for caixa preta). Esse fato é um ponto importante, pois é o que viabiliza investimentos de qualquer ordem e também uma validade mais ampla dos resultados. Hoje nós sabemos que basear-se em padrões abertos é mais inteligente e gera benefícios para todo mundo, tanto para o usuário final tanto para quem mantem o projeto, nós utilizamos softwares nessa onda todos os dias, trabalhando com sistemas operacionais ruins ou não.

O que deve acontecer nessa área é investimentos dos desenvolvedores do BPMS para gerar melhoras em seus recursos, e se gostarem dessa abordagem poderiam integrá-la em sua arquitetura já que ela é aberta (ou rejeitar totalmente se for ruim demais ou inviável [tomara que isso não aconteça, rs]). Além disso, a abordagem parte da área científica, por isso não devo me prender a padrões fechados, pois isso inviabilizaria minha pesquisa, ou faria eu me tornar dependente de uma empresa que pode nem ter interesse atual em ajudar. Esse projeto também parte da Universidade de Twenty da Holanda, o que favorece e fortalece essa posição.

Mas, caso alguma empresa queira investir pode ser tomado um foco mais específico, pois isso validaria a abordagem em um âmbito maior, mas existiria um vínculo dessa com o projeto (isso aconteceria da empresa para a pesquisa e o que eu quero é só um apoio da pesquisa para a empresa, o que não iria gerar qualquer tipo de vínculo, somente propagando nos agradecimentos nas apresentações dos resultados).

Posso citar o exemplo da Universidade de Twenty que fez uma proposta parecida com a descrita só que para a linguagem Amber, que é utilizada por uma empresa daquela região. O problema é que não há tantas empresas que utilizam essa linguagem para processos de negócio o que dificulta e muito a aceita da abordagem deles.

Enfim, vocês me ajudaram muito! Obrigado! Até mais.

Criado 17 de janeiro de 2013
Ultima resposta 17 de jan. de 2013
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