Assunto antigo mas achei bom dar uma passada para dar uma perspectiva.
Para facilitar a explicação gosto de dividir o mercado em 3:
- Agências (campanhas, sites institucionais, produtos voláteis e temporários em geral)
- Fábricas de Software (software corporativo, automação de processos)
- Novos produtos (startups, principalmente, ou grandes empresas entrando em novos mercados ou querendo se destacar com novos produtos)[/list]
Na primeira a prevalência ainda é PHP. Na segunda é Java e .Net. Na terceira estão a maioria das linguagens e plataformas de nicho, que inclui Ruby, Javascript, Python, Scala, etc.
O terceiro nicho era pouco expressivo e quase inexistia 5 anos atrás, hoje é bem mais expressiva. Claro que é uma generalização, não levem ao pé da letra, mas deve servir pra ilustrar porque alguns acham que não se vê Ruby ou outras plataformas no mercado onde atua.
Grandes empresas utilizam largamente Ruby no Brasil. Uma quantidade significativa de software na Editora Abril é Ruby (http://www.akitaonrails.com/2010/12/26/ruby-na-editora-abril-alexandria). Na Locaweb quase todos os novos produtos e muitas ferramentas internas são Ruby. Esses são dois grandes exemplos.
Mais do que isso, fundei uma empresa em setembro de 2011 com foco principal em Ruby e novas tecnologias (que inclui Mobile, por exemplo). Somente a minha empresa cresceu para 50 funcionários em 4 escritórios pelo Brasil em pouco mais de um ano. Tenho quase 10 projetos Ruby em andamento para startups e empresas estabelecidas (grandes nomes) dentro e agora fora do Brasil. E isso ainda é a ponta do iceberg.
No Vale do Silício a demanda é ordens de grandeza maior, no mundo todo existe falta de bons profissionais nessas novas tecnologias. Vários programadores brasileiros estão sendo “exportados” para esses mercados porque a demanda é grande mesmo. E falta programador com capacidade para lidar com esses novos produtos.
Por outro lado, há pouco interesse das comunidades nas novas tecnologias de ingressar nos mercados mais tradicionais e menos interessantes, por mais que o valor seja grande (um ERP numa Fortune 500 tem valor obviamente ordens de grandeza maior que a maioria das startups), mas aí é uma questão de “trend” mesmo. Mesmo assim minha empresa já implementou um pequeno projeto (semente) em Ruby para consumir dados de SAP numa farmacêutica que está entre as Top 10 do mundo. Quando estive na Europa soube de bancos na Suíça implementando projetos internos em Rails também. Empresas como a Suse usam Ruby (http://susestudio.com/) e dezenas de ferramentas que talvez vocês utilizem hoje como Crazyegg, Slideshare e muitos outros são em Ruby e nem todos sabem disso.
Só meus 2 cents.
[]'s