DevMedia Engenharia de Software Magazine (ESMAG)... WTF? [era Ai... ai... ai... tá difícil...]

48 respostas
R

Quanto mais eu rezo… mais assombração aparece…

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L

É um artigo sobre a incrível técnica de waterfall? Escrita por um Piloto de Microsoft Project?

G

Rodrigo,

Por incrível que pareça, este tipo de cronograma é comum. Ainda dizem que estão utilizando RUP. Onde trabalho, fizemos um projeto de bpm com uma consultoria e a mesma apresentou um cronograma como esse para nós. Eles diziam que utilizam RUP como processo e que era iterativo.
O mais importante eles não faziam, entregar software funcionando, o que estava previsto para acontecer (pois o projeto foi cancelado) somente na “fase” de transição do cronograma.

Quando fiz a sugestão de fazermos pequenas entregas, eles disseram que o projeto era muito complexo para ser dividido, era impossível de implantar somente uma parte. Isso sem ao menos consultar o usuário.

Impressionante, esses “pseudo-rupeiros” são dose…

Abraços

R

Não quero desmerecer o autor, mas parece que ele não me deixa outra alternativa:

F

Olá

rodrigoy:

E a principal contribuição de modelos de referência como o CMMI é indicar o caminho das pedras e o mapa da mina: onde a experiência coletada indica que o investimento em melhorias é mais rentável, em cada passo da evolução das organizações.

Vê algum problema em postar o link para esse artigo aqui?

Obrigado

J

pelo gráfico nem dá vontade de ler o artigo… mas se postar o link… a gente lê… :lol:

F

Olá

Boa leitura

R

Abaixo segue o Currículo do “piloto de Microsoft Project” como vc disse. Tenho certeza que o seu não chega nem perto.

Nunca usei o Microsoft Project, mas não acho que só por isso, o projeto não vai prestar. Infelizmente se vê mesmo por aí muita gente falando que saca de projetos Ageis, rup, scrum e na hora H, só sai porcaria e embromação...
P

Por algum motivo bizarro o site da devmedia não entra aqui de jeito nenhum. DNS?

R

Amigo, o artigo que ele escreveu é uma coletânea de absursos sobre Engenharia de Software. Só a visão do CMMi que postei aqui é uma aberração.

E assim vamos levando nossa cultura acadêmica…

R

Faço questão de te mandar em PDF… vai ser um prato bem cheio para o Fragmental. :frowning:

P

Entrei via proxy anonimo e to baixando o PDF, o provedor deles deve ter problemas com o meu.

L

rodrigoy:
Não quero desmerecer o autor, mas parece que ele não me deixa outra alternativa:


E a principal contribuição de modelos de referência como o CMMI é indicar o caminho das pedras e o mapa da mina: onde a experiência coletada indica que o investimento em melhorias é mais rentável, em cada passo da evolução das organizações.

Senhor, perdoai-vos, eles não sabem o que dizem!
:twisted:

P

Bah, o arquivo veio corromida. Se me puder mandar por mail ou me dar o link direto pra download (pra eu usar wget) eu agradeço.

(tentando de novo daqui: http://albertoleal.eti.br/engenharia-de-software-magazine/ )

R

Opss, desculpa aê o vacilo… :oops: :oops: :oops:

R

pcalcado:
Bah, o arquivo veio corromida. Se me puder mandar por mail ou me dar o link direto pra download (pra eu usar wget) eu agradeço.

(tentando de novo daqui: http://albertoleal.eti.br/engenharia-de-software-magazine/ )

Te mandei por mail! Peraí que já chega… não é arquivo é html mesmo… só não espere grande coisa…

B

Bem, para quem não sabe nada do autor… Wilson de Pádua é o criador da metodologia Praxis, baseada no RUP.

Qualquer um que estudou na ufmg sabe quem ele é. Eu não gosto muito dele não, mas tem gente que o idolatra. (;

M

Se tem gente que faz waterfall e chama de RUP…

Enfim, não dou mais de 24 horas pra aparecer alguém de lá aqui pra começar mais um dos clássicos flamewars do GUJ.

R

bandrade:
Bem, para quem não sabe nada do autor… Wilson de Pádua é o criador da metodologia Praxis, baseada no RUP.

Qualquer um que estudou na ufmg sabe quem ele é. Eu não gosto muito dele não, mas tem gente que o idolatra. (;

Praxis? Por um acaso seria este aqui?

http://www.wppf.uaivip.com.br/praxis/

Desculpe. Isso não é uma metodologia. É um modelo de artefatos. Estranhamente, modelos de artefatos é o menos importante em qualquer metodologia, seja empírica ou não. Metodologia boa tem que ter valores firmes, o resto é consequência.

L

Tem um feedback lá na página da Devmidia, acho que além daqui, o interessante seria exatamente mostrar esse feedback lá pra eles, porque já ta cheio de vaquinha de presépio achando que isso é a nova maravilha do mundo.

G

Eu fiz pós na UFV e fiz um trabalho utilizando Praxis. O mais engraçado foi que o professor nos obrigou a utilizar todos os artefatos. Só posso falar para vcs, é complicado demais utilizar isso…rssrsr

R

Essa vai ser uma guerra legal!!!
Ei, alguem da DevMidia se apresenta?!?

P.S.: Yoshima e Shoes, tá parecendo um chat isso, hein!!!

R

Bom, já que deram nomes aos bois, não quero só deixar tudo jogado sem antes apresentar as críticas. Espero que as coisas por aqui seja uma discussão saudável, não a baixaria que ficou lá na [email removido].

Vou postar aqui as críticas que postei lá na UML-BR, especificamente ao artigo “Alguns Fundamentos da Engenharia de Software” do Dr. Wilson de Pádua Paula Filho. Quero ressaltar grandemente que não é crítica pessoal, só ao que foi escrito.

  1. O texto explica coisas elementares como definições básicas de
    engenharia, arte e etc… Presume-se que seja um artigo para
    iniciantes, o problema disso são as divergências dos próximos itens. O
    termo Engenharia é no mínimo questionável entre vários outros Autores.
    O Fowler expressou isso muito bem no célebre artigo “The New
    Methodology”.

  2. Gantt Chart. Já citei aqui várias vezes e escreví que o maior
    engodo que um projeto de software pode ter é ser controlado por Gantt
    Charts. As razões já foram citadas no meu artigo “Entregue Software
    Funcionando! Gerenciamento de Projetos Ágeis”, MJ #26, em concordância
    com o Sutherland e o Schwaber. No meu artigo coloquei alguns pontos de
    observação pessoal, como a potencialização da Sindrome do Estudante
    [Goldratt]. Software é um objeto de um meio de produção atômico, isto
    é, as tarefas intermediárias para se obter o software não agregam
    qualquer valor de negócio.

  3. “Investimento em processos ao invés de pessoas e tecnologias”: É
    outro erro gravíssimo. Primeiro porque é completamente contrário ao
    primeiro valor do Manifesto Ágil, que considero o mais importante.
    Escreví no meu artigo “Mapeamento Objeto Relacional ? Tecnologia,
    Herança e Impedância” (MundoJava #24) exatamente o contrário. Invista
    em pessoas e em tecnologia e não em processos, bons processos são
    resultados de boas pessoas (treinadas) com boas tecnologias. Isso é
    baseado no Booch, Ambler, Cockburn, Schwaber.

  4. Visão do CMMi: A última coisa que o CMMi prega é que ele é um
    caminho das pedras ou mapa da mina. O fato de ter um processo maduro
    não necessariamente te faz melhor que os outros e nem te diz que você
    é eficiente. É só um modelo de maturidade baseado em checkpoints. Para
    o CMMi não interessa o como. De qualquer forma, concordo muito com o
    Jacobson quando ele fala “é fácil que um bom processo seja mensurável,
    porém, é difícil um processo mensurável ser bom.” Eu geralmente
    comento sobre CMMi que nada adianta ser maduro num processo que é ruim
    (experiência de quem já passou por 2 implementações que envolviam mais
    de 200 pessoas).

  5. Relevância: Fora isso, o artigo não apresentou nada de novo. O
    autor não correu risco nenhum e nem emitiu uma opinião própria firme,
    apesar de seu currículo. É algo que não colaborou em nada para o que o
    mercado vive atualmente.

Resumindo, o artigo fala contra exatamente tudo que escreví na minha coluna da MundoJava desde 2006. Desta forma, tinha que me manifestar, pois acredito no meu ponto de vista. Não quero que vire essa guerra que o Rodrigo Allemand falou. Dei esse alerta aqui e na UML-BR pois são as listas que participo mais ativamente (considero como meus alunos, assim, quero manter na linha, he he he).

É só isso.

D

Sem querer defender ninguém, mas agora entendo porque a revista é de teste e foi aberta a todos. Se eu fosse editor da revista, faria o mesmo. O objetivo realmente é esse, atingir pessoas que entendam do assunto e possam colocar seus pontos de vista.
rodrigoy , já que sabe bem sobre o assunto, porque não propõe um artigo para essa revista?
O mais importante é surgirem mais pessoas com conhecimentos sólidos sobre o assunto e começar a criar um material de qualidade.

Abraços

R

Já sou colunista da MundoJava. Isso já me toma um bom tempo e já tenho um relacionamento com os leitores da revista. Além disso, a MundoJava é mais alinhada com a minha visão de ensino, é mais conceitual, mais aprofundada. Nós que escrevemos para a MJ sabemos que eles são exigentes, os artigos tem que ter mais de 20 páginas! A revisão técnica é muito profunda e se você escreve besteira leva paulada. Dá uma olhada no editorial e vc vai ver que o corpo técnico só tem feras.

De qualquer forma, deixo uma sugestão a todos vocês. ESCREVAM! Se vocês gostam de estudar, gostam de explorar, publiquem suas idéias. Eu acho que a ciência está crescendo mais através de revistas comerciais, revistas on-line e fóruns de discussão do que no meio acadêmico propriamente dito. Muita gente já me falou que aprende mais em fórum do que em sala de aula (é triste mas é a realidade).

Meu trabalho já está sendo feito. Sou um adepto do livre mercado. O leitor escolhe o que quer ler.

D

Já sou colunista da MundoJava. Isso já me toma um bom tempo e já tenho um relacionamento com os leitores da revista. Além disso, a MundoJava é mais alinhada com a minha visão de ensino, é mais conceitual, mais aprofundada. Nós que escrevemos para a MJ sabemos que eles são exigentes, os artigos tem que ter mais de 20 páginas! A revisão técnica é muito profunda e se você escreve besteira leva paulada. Dá uma olhada no editorial e vc vai ver que o corpo técnico só tem feras.

De qualquer forma, deixo uma sugestão a todos vocês. ESCREVAM! Se vocês gostam de estudar, gostam de explorar, publiquem suas idéias. Eu acho que a ciência está crescendo mais através de revistas comerciais, revistas on-line e fóruns de discussão do que no meio acadêmico propriamente dito. Muita gente já me falou que aprende mais em fórum do que em sala de aula (é triste mas é a realidade).

Meu trabalho já está sendo feito. Sou um adepto do livre mercado. O leitor escolhe o que quer ler.

Nem todos os artigos de ambas as revistas são boas. Algumas vezes uma revista tem artigos melhores que outra. Então discordo do que disse. Quanto aos “feras” amigo, num leva mal, mas tem caras bons na Java Magazine também, ou Vinicius Senger é ruim? Edgar Silva é ruim?
A questão é que outra revista foi feita, focando em um determinado assunto e não fazer um monte de vai e volta com vários assuntos diversificados. Acho que esse é o propósito.
Eu acho que está levantando mais uma visão pessoal neste caso e está levando uma situação que dá a entender, pode não ser, que uma revista é extremamente ruim e a outra é extremamente boa, o que equivoca demais um iniciante.
Pode ser que o artigo tenha sido horrível, mas não generalize. Por isso eu sou contra assinar revistas, nem sempre estão boas e o melhor mesmo é ir a banca e verificar.

Abraços

L

Onde o Rodrigo falou que SÓ E SOMENTE SÓ na Mundo Java se tem “feras”?
Não sei pq ficou todo dolorido com uma frase tão clara e simples que ele disse.

A revista cidada aqui nesse tópico (baseando-se por essa primeira edição) é sim ruim, vc gostando ou não!

D

Onde o Rodrigo falou que SÓ E SOMENTE SÓ na Mundo Java se tem “feras”?
Não sei pq ficou todo dolorido com uma frase tão clara e simples que ele disse.

A revista cidada aqui nesse tópico (baseando-se por essa primeira edição) é sim ruim, vc gostando ou não!

Não fiquei dodoi tá :smiley:

Luiz Aguiar:
Onde o Rodrigo falou que SÓ E SOMENTE SÓ na Mundo Java se tem “feras”?
AQUI:

Apenas dei uma sugestão quanto a fazer um artigo pra revista.
Aliás, se doeu por ele porque?

D

Há, e não interpretem mal. O que entendi de uma revista focada em metodologia de desenvolvimento é uma melhor idéia do que uma revista que fala de Java, metodologia e etc. Aliás, Java não é a única linguagem que usa metodologia de desenvolvimento.
E também não falei que a revista tá boa, aliás, tá horrível, mas que pode melhorar, porque não?

E

djemacao:

Luiz Aguiar:
Onde o Rodrigo falou que SÓ E SOMENTE SÓ na Mundo Java se tem “feras”?
AQUI:

Você nem sabe ler o que os outros escrevem. Faça-me um favor. Claramente ele falou que a Mundo Java só tem feras mas em nenhum momento falou que a Java Magazine não tem.

PS: Ninguém ta se doendo pelos outros, é somente insano o que você escreveu.

L

djemacao:
Não fiquei dodoi tá :smiley:

Luiz Aguiar:
Onde o Rodrigo falou que SÓ E SOMENTE SÓ na Mundo Java se tem “feras”?
AQUI:


Acho que o problema nosso aqui é interpretação de texto rsrs

O Rodrigo apenas afirmou que na Mundo Java o corpo técnico só tem feras (alguém tem dúvidas disso rs), e ponto!
Essa frase não diz em momento algum que APENAS lá só tem feras e em nenhuma outras revista não possa ter, mais alguém NÃO esta lendo isso, porque é isso que esta escrito ali?!

:thumbup:

C

Colega, tu tá mal de interpretação de texto hein! :lol:

P

complicado ver alguem com um curriculo impressionante como esses estar na contra mao de tudo que falamos e pregamos aqui no GUJ, atraves do shows, rodrigo yoshima e tantos outros…

D

emerleite:
djemacao:

Luiz Aguiar:
Onde o Rodrigo falou que SÓ E SOMENTE SÓ na Mundo Java se tem “feras”?
AQUI:

Você nem sabe ler o que os outros escrevem. Faça-me um favor. Claramente ele falou que a Mundo Java só tem feras mas em nenhum momento falou que a Java Magazine não tem.

PS: Ninguém ta se doendo pelos outros, é somente insano o que você escreveu.


Deixa escrever melhor, já que está me chamando de insano:

Isso deu a entender que a revista alheia não possui revisão alguma e que não há pessoas com conhecimento suficiente para dar uma paulada quando se escreve uma besteira, entendeu melhor cara ou que que eu desenhe. Se eu interpretei mal, desculpa, mas foi o que entendi.
PS: Editei para falar que o texto me levou a entender de forma generalizada e não focada no assunto metodologia, antes que um outro espertinho diga que eu sou insano.

M

Wilson de Pádua Paula Filho
Engenheiro Mecânico pelo ITA, Doutor em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da USP, Professor Titular aposentado do Departamento de Ciência da Computação da UFMG. Autor dos Livros ?Engenharia de Software: Fundamentos, Métodos e Padrões? e ?Multimídia: Conceitos e Aplicações? Atualmente é consultor em Engenharia de Software e trabalha no Synergia ? Laboratório de Engenharia

Nao e por nada nao, mas me atentei para uma única palavra no CV: aposentado.

Além do mais, deve ser daqueles professores que vivem no utópico e hermético mundo acadêmico.

D

Luiz Aguiar:
djemacao:
Não fiquei dodoi tá :smiley:

Luiz Aguiar:
Onde o Rodrigo falou que SÓ E SOMENTE SÓ na Mundo Java se tem “feras”?
AQUI:


Acho que o problema nosso aqui é interpretação de texto rsrs

O Rodrigo apenas afirmou que na Mundo Java o corpo técnico só tem feras (alguém tem dúvidas disso rs), e ponto!
Essa frase não diz em momento algum que APENAS lá só tem feras e em nenhuma outras revista não possa ter, mais alguém NÃO esta lendo isso, porque é isso que esta escrito ali?!

:thumbup:

Valeu, pelo menos você entendeu que eu entendi mal :thumbup:

F

pois é…
me sinto como um rebelde… porque quando aparecem pessoas assim no dia dia e conversamos com elas ficamos com esse rotulo ai de “rebeldes”

agilidade… só consegui utilizar em freelas… nas empresas em que trabalhei nunca… mas continuo tentando… hehe

R

Paulo, é um padrão que tenho visto no meio acadêmico, salvo raras exceções… Quando falamos de UML a coisa piora muito. Até hoje nenhum aluno meu disse que aprendeu direito UML na universidade.

E

djemacao:
emerleite:
djemacao:

Luiz Aguiar:
Onde o Rodrigo falou que SÓ E SOMENTE SÓ na Mundo Java se tem “feras”?
AQUI:

Você nem sabe ler o que os outros escrevem. Faça-me um favor. Claramente ele falou que a Mundo Java só tem feras mas em nenhum momento falou que a Java Magazine não tem.

PS: Ninguém ta se doendo pelos outros, é somente insano o que você escreveu.


Deixa escrever melhor, já que está me chamando de insano:

Isso deu a entender que a revista alheia não possui revisão alguma e que não há pessoas com conhecimento suficiente para dar uma paulada quando se escreve uma besteira, entendeu melhor cara ou que que eu desenhe. Se eu interpretei mal, desculpa, mas foi o que entendi.
PS: Editei para falar que o texto me levou a entender de forma generalizada e não focada no assunto metodologia, antes que um outro espertinho diga que eu sou insano.


Descupe amigo, não deveria ter escrito a palavra insano. Paz :smiley:

D

emerleite:

Descupe amigo, não deveria ter escrito a palavra insano. Paz :smiley:

Foi tudo um tremendo mal entendido :oops: . Paz pra vc tb :thumbup:

R

Em uma frase: o meio acadêmico ainda prega o waterfall, puro e simples.

Ontem mesmo recebi uma crítica a um artigo científico de um orientando reclamando do porquê de o processo de desenvolvimento da ferramenta não ter sido descrito em termos de análise, projeto, implementação e testes. Esta é a nossa realidade.

A

rodrigoy:
Bom, já que deram nomes aos bois, não quero só deixar tudo jogado sem antes apresentar as críticas. Espero que as coisas por aqui seja uma discussão saudável, não a baixaria que ficou lá na [email removido].

Vou postar aqui as críticas que postei lá na UML-BR, especificamente ao artigo “Alguns Fundamentos da Engenharia de Software” do Dr. Wilson de Pádua Paula Filho. Quero ressaltar grandemente que não é crítica pessoal, só ao que foi escrito.

  1. O texto explica coisas elementares como definições básicas de
    engenharia, arte e etc… Presume-se que seja um artigo para
    iniciantes, o problema disso são as divergências dos próximos itens. O
    termo Engenharia é no mínimo questionável entre vários outros Autores.
    O Fowler expressou isso muito bem no célebre artigo “The New
    Methodology”.

  2. Gantt Chart. Já citei aqui várias vezes e escreví que o maior
    engodo que um projeto de software pode ter é ser controlado por Gantt
    Charts. As razões já foram citadas no meu artigo “Entregue Software
    Funcionando! Gerenciamento de Projetos Ágeis”, MJ #26, em concordância
    com o Sutherland e o Schwaber. No meu artigo coloquei alguns pontos de
    observação pessoal, como a potencialização da Sindrome do Estudante
    [Goldratt]. Software é um objeto de um meio de produção atômico, isto
    é, as tarefas intermediárias para se obter o software não agregam
    qualquer valor de negócio.

  3. “Investimento em processos ao invés de pessoas e tecnologias”: É
    outro erro gravíssimo. Primeiro porque é completamente contrário ao
    primeiro valor do Manifesto Ágil, que considero o mais importante.
    Escreví no meu artigo “Mapeamento Objeto Relacional ? Tecnologia,
    Herança e Impedância” (MundoJava #24) exatamente o contrário. Invista
    em pessoas e em tecnologia e não em processos, bons processos são
    resultados de boas pessoas (treinadas) com boas tecnologias. Isso é
    baseado no Booch, Ambler, Cockburn, Schwaber.

  4. Visão do CMMi: A última coisa que o CMMi prega é que ele é um
    caminho das pedras ou mapa da mina. O fato de ter um processo maduro
    não necessariamente te faz melhor que os outros e nem te diz que você
    é eficiente. É só um modelo de maturidade baseado em checkpoints. Para
    o CMMi não interessa o como. De qualquer forma, concordo muito com o
    Jacobson quando ele fala “é fácil que um bom processo seja mensurável,
    porém, é difícil um processo mensurável ser bom.” Eu geralmente
    comento sobre CMMi que nada adianta ser maduro num processo que é ruim
    (experiência de quem já passou por 2 implementações que envolviam mais
    de 200 pessoas).

  5. Relevância: Fora isso, o artigo não apresentou nada de novo. O
    autor não correu risco nenhum e nem emitiu uma opinião própria firme,
    apesar de seu currículo. É algo que não colaborou em nada para o que o
    mercado vive atualmente.

Resumindo, o artigo fala contra exatamente tudo que escreví na minha coluna da MundoJava desde 2006. Desta forma, tinha que me manifestar, pois acredito no meu ponto de vista. Não quero que vire essa guerra que o Rodrigo Allemand falou. Dei esse alerta aqui e na UML-BR pois são as listas que participo mais ativamente (considero como meus alunos, assim, quero manter na linha, he he he).

É só isso.

Muibo bom Rodrigo,

essa briga é minha tb. Se nós não botarmos a boca no trombone as coisas continuam como estão.

Abraço.

M

:wink: Seja lá como for, quem vier a mim e dizer que é Java Senior eu só vou querer ver o PHD, por uma questão bem justa ao Cargo pretendido.

O

waterfall, waterfall, chamem logo de cascata!

L

Rodrigo, não sou um “expert” na área, por isso não me sinto confortável em julgar se a revista está boa ou ruim, mas analisando seus comentários vi que vc tem experiência e conhecimento o suficiente para criticar o assunto. Porém, reparei que vc criticou somente o artigo “Alguns Fundamentos de Engenharia de Software”.

Existem vários outros artigos na revista: “Introdução a Engenharia de Requisitos”, “Introdução a Testes de Software”, dentre ourtos, como: “Processo Unificado Integrado ao Desenvolvimento Web”, cujo autor é um conhecido meu. Após suas críticas ao artigo “Alguns Fundamentos de Engenharia de Software”, que são bastante claras, precisas e objetivas, todos vieram aqui e passaram a criticar a revista como um todo. Então eu pergunto:

A revista perdeu a credibilidade somente por causa desse artigo? Os outros artigos são, tb, de má qualidade?

O artigo “Processo Unificado Integrado ao Desenvolvimento Web” me chamou a atenção para seu processo que se mostra bastante prático. Para equipes de desenvolvimento que procuram algum assunto relacionado a melhorias de processos do desenvolvimento de software, isso é uma grande ajuda. Eu tentaria automatizar um pouco mais os artefatos para ajudar no processo. O que vc acha? Ou melhor, o que vcs acham?

G

Olá Pessoal!

Eu sou professor aqui no ITA e não prego os valores “antigos” da engenharia de software. Acho que não podemos generalizar que o mundo acadêmico não abriu os olhos para as metodologias ágeis. Existem vários professores que estudam e levam bastante a sério esse novo tipo de abordagem. Na UFMG mesmo tem um curso somente sobre XP!!! Por outro lado, eu não posso negar que alguns professores ainda ensinem valores e conceitos ultrapassados a respeito do assunto…

Em relação ao que o Rodrigo disse da revista MundoJava, eu preciso admitir que realmente na revista prezamos muito pela qualidade dos artigos, principalmente do ponto de vista técnico e conceitual. Tentamos levar aos leitores não só o como fazer, mas também os conceitos envolvidos e o porque daquela forma ser melhor ou mais produtivo. Acho que em nenhum momento, falando sobre a MundoJava, ele quis atacar outras revistas. Como ele trabalha com a MundoJava, ele sabe como é o nosso esquema de trabalho. Como não trabalhou com outras revistas, não pode dizer nada sobre elas…

Para não querer ser tendencioso e “puxar sardinha” somente para MundoJava, a Visão Ágil é uma excelente revista sobre engenharia de software que sempre recomendo aos meus alunos. Eu acho que vale a pena conferir: http://www.visaoagil.com/

Abraços a todos!!!

F

Galera

Nosso colega realmente tem razão quando disse que estão julgando a revista “Engenharia de Software” com base apenas na primeira matéria.

A propósito, já deram uma olhada no artigo “Agilidade ou Controle Operacional? Os dois!” Onde o Autor comenta bastante sobre CMMI e faz algumas críticas sobre a modelagem ágil, como sendo uma alternativa das pequenas empresas que não podem/conseguem implementar um processo de desenvolvimento mais robusto. Traz críticas à modelagem ágil em:

“Os pontos fracos dos Modelos Ágeis:
O modelo ágil possui algumas fraquezas que impedem sua adoção de forma corporativa e podem comprometer sua credibilidade e implementação no mercado mundial.”

Mais no fim ele incentiva a adoção de um processo misto, com “Modelo Controlada” e “Modelo Ágil” gerando o “Modelo Combinado”

Eu particularmente ainda tenho uma visão de processo de desenvolvimento mais tedencioso para o processo mais robusto, com modelagem e documentação e tudo mais, na minha formação tive muito de RUP, UML e onde trabalhei por alguns anos, implementaram um processo baseado no RUP, participei de alguns treinamentos desse processo, onde se provava que era uma boa solução para o desenvolvimento de software, porém comparando o processo (baseado no RUP) com o ad-hoc que se fazia antes do processo… obviamente o processo é bem melhor…

Porém não sou vidrado como vejo algumas pessoas em algumas discussões, e que até mesmo ao tentar defender o processo organizado e robusto, acabam até mesmo piorando a imagem do processo por falta de experiência ou má interpretação, e muitas vezes preferem criticar a modelagem ágil sem ao menos conhecê-la.

Eu ainda estou estudando a modelagem ágil e pretendo me aprofundar mais, mesmo porque a empresa em que trabalho agora não segue nenhum padrão para desenvolvimento, e pretendo estudar e implementar um padrão de desenvolvimento ágil aqui.

Enfim, o que eu queria com isso tudo é realmente alimentar esta discussão, pois penso como os antigos mais quero mais conhecimento sobre a modelagem ágil. Acho este tipo de discussão saudável e muito válida para a disseminação de novos paradigmas.

O que me dizem sobre a matéria que comentei?

um abraço a todos…

P

Essa matéria, bem como as outras, já foram discutidas em tros lugares. Siceramente, eu não tive acesso à número 2 mas na número 1 nenhuma matéria possui qualidade aceitável, trazendo por vezes erros claros.

Sobre essa em específico:
http://br.groups.yahoo.com/group/agile-brasil/message/1689

R

É um discurso marketeiro. Como você mesmo disse, muita gente não sabe e isso não as impede de criticar. O problema dessa mistura é que o Modelo Ágil é o modelo mais controlado que existe no mundo. Se ele é controlado o que seria o “Modelo Controlado”? O Modelo Ágil não compete com “outras coisas” que funcionam. Só Agilidade funciona. As literaturas que temos sobre o assunto nos últimos 10-20 anos só falam sobre práticas ágeis (mesmo que algumas não tenham esse nome). Não existe essa dualidade entre Agile x outras coisas. O argumento do Sr. Alexandre Bartie não tem sustentação nem teórica e nem prática.

Criado 10 de março de 2008
Ultima resposta 27 de mai. de 2008
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