O mesmo pode ocorrer com diversos outros softwares, não apenas os apps para Android. Mas vamos nos concentrar nesse caso.
Pelo lado técnico, não é tão simples baixar, descompilar, modificar e recompilar um aplicativo. O desenvolvedor pode ter colocado diversas verificações que precisam ser alteradas para tudo isso funcionar, não só um número de conta no meio do código. E a transação não é um depósito bancário direto, ela é intermediada pela desenvolvedora e passa pelos seus servidores (os da King, no caso do Candy Crush), além de ter diversas validações por parte do banco (para evitar fraudes) e do Google (caso o Google também faça a intermediação das transações). Então, além de modificar o app, seria necessário ter uma estrutura por trás do negócio.
Pelo lado legal, não seria possível ter um jogo que:
- se chama Candy Crush (ou muito similar);
- usa os mesmos assets (imagens e sons) ou assets muito similares;
- não pertence à King
Isso provavelmente geraria uma notificação assim que o desenvolvedor soubesse da cópia, e seu aplicativo seria removido da loja, além de que, caso houvessem transações financeiras, a empresa poderia abrir um processo contra o desenvolvedor do aplicativo. Fora que as pessoas que baixassem o aplicativo (pensando que era o Candy Crush) também poderiam se sentir lesadas e procurar seus direitos. Não pense que elas baixarem o aplicativo protege o desenvolvedor de tais coisas.
Um aplicativo tão similar geraria muitas suspeitas, e para ter algum lucro seria necessário convencer as pessoas a baixar esse novo aplicativo (que parece, mas não é o original). Sem uma divulgação gigantesca, ele acabaria com meia dúzia de downloads, esquecido no oceano de apps que existem hoje.
Clones de aplicativos famosos existem aos milhares, mas no geral evita-se usar nomes e assets que causem confusão, justamente para não ter o app removido ou mesmo problemas legais.
Abraço.