Olha, essa realidade que “infantiliza” o programador está bem longe da realidade daqui da região Sul. Talvez algumas startups contem com umas estrutura do tipo, mas de resto é a velha realidade de sempre.
Aqui onde estou estagiando mesmo, nem máquina de café tem direito. A maioria das vezes não tem café, e quando tem é ruim.
Vejo mais esse tipo de “benefício” como uma forma de mexer com a cabeça do colaborador, como uma tática de retenção.
Essa questão de montar um playground dentro da empresa não é artimanha de quem precisa desesperadamente de profissionais. Empresa que eu conheço que tem essas áreas recreativas: Google, Microsoft, Facebook e Yahoo.
Agora pergunta se é fácil entrar em uma empresa dessa. Usam isso justamente pra relaxar os funcionários, e não pra “atrair” novos colaboradores. Só entra nesse tipo de empresa quem realmente tem conhecimento e potencial. Eles fazem isso justamente pra pegar os bons, apresentam isso como atrativo para bons profissionais.
Esse negócio de várias salas temáticas, videogame, playground e mesa de sinuca é típica destas grandes empresas, que tem ótimos colaboradores disputados pela concorrência. É tática pra manter colaboradores na empresa.
Eu acho uma boa ter uma sala de “descompressão”, algo pra você sair 10 minutinhos da frente do PC e poder tomar um café, trocar uma idéia com pessoas de outros setores que não o seu. É muito válido, acaba criando a cultura de um ambiente menos “carregado”, acaba tornando a empresa mais aconchegante.
E mais: nenhuma empresa pode se basear nesse tipo de benefício pra negar pedido de colaborador ou utilizar isso como defesa. Benefício é o que está relacionado na CLT.
Enfim, se a empresa tem bons produtos e serviços e produz de modo a satisfazer as metas, porque não proporcionar esse tipo de ambiente ao colaborador?
Gosto muito dos seus posts kicolobo, muito mesmo. Você escreve de modo que o leitor se identifica e repara em alguns aspectos da nossa área que as vezes nem são notados. Mas esse texto ficou meio carregado de certa tendenciosidade. Você tem seu modo de trabalhar, talvez sua concepção da relação empregador x empregado seja mais conservadora do que essa revolução que se vê ultimamente. Mas foi muito válida a discussão que você lançou. É um assunto que certamente levanta opiniões divergentes.
