JoseIgnacio:
luistiagos:
Isso já ta parecendo o rent a code, cheio de indiano louco pedindo uma merreca e dizendo que fazem coisas absurdas em tempo absurdo, o pior que ta cheio de gente assim… Com isto nascem os softwares cheios de gambiarras e bugs, o valor de mercado do profissional vai lá em baixo, ou seja todos perdem, o profissional que é obrigado a trampar como escravo por uma mixaria e o cliente que recebe um produto de qualidade duvidosa… Talvez se tivesse regulamentação a coisa não seria neste patamar.
Sei não, dar um lance mínimo e depois arrumar um jeito de enrolar o cliente pra aumentar o prazo e o valor é o típico procedimento que as consultorias Java aqui no Brasil usam.
Mas concordo com você, regulamentação acabaria com esse tipo de coisa.
Não é regulamentação que é necessária. É educação dos clientes e etica profissional.
Em mais nenhum ramo de atividade o cliente impõe o seu desejo ou não se preocupa com a qualidade. Em mais nenhum ramo os produtos são entregues sem qualidade ou garantia. Vai lá comprar um carro e propõe uma série de mudanças. O vendedor vai simplesmente responder : não fazemos isso. Ele não está preocupado em perder a venda. Ele sabe que não é o seu ramo. Se o cliente que rum carro tunado existem outras lojas. Mas em software não, “o cliente tem sempre razão”. O pior é que o cliente não sabe o que quer. Ai fica dificil.
Os clientes têm que saber procurar no lugar certo pela coisa certa. Se o cara quer um site e paga 700 reais feito por meia duzia de moleques, não dá para depois vir reclamar que o negócio é um lixo. Tem aquilo que paga.
O software não tem que necessáriamente ser caro. O preço tem que ser justo. Mas hoje em dia é um indicador de qualidade (infelizmente). Então os clientes acham que pagando mais têm melhores produtos - o que não é verdade. Mas no outro extremo pagar qualquer coisa também provoca receber qualquer coisa.
A necessidade está na padronização (não na regulamentação) da linguagem usada no ramo, em modelos de contratos (para que diferentes provedores possam ser comparados), nas metodologias e nas funcionalidades. Por exemplo, dizer que “o sistema deverá ter login” significa exactamente o quê ? Significa que terá um cadastro de usuários ou usará Open ID ? Será que no cadastro é usado CAPTCHA ou não ? Será que o usuário pode recuperar sua senha ou não ? será que senha está encriptada ou não ? Será que terá um modelo de perfis vs permissões ou não ? Será que integra com o Active Directory do windows , ou não ? Etc… uma coisa que parece muito simples em uma frase se pode desdobrar num absurdo de funcionalidade. Como padronizar para que em uma frase todo o mundo saiba a profundidade da funcionalidade ?
A resposta é que não tem como, então nos sobra padronizar as metodologias. Especialmente aqueles que são de preço e prazo fixo,mas com escopo variável. Por assim o cliente pode ir na profundidade que o orçamento permite. Nem mais, nem menos. E deixar livre para o cliente renegociar e aumentar o orçamento. Existe muitos modelo para isto.
O problema é apenas cultural, de ambas os lados e não tecnico.