eltonk, preciso discordar. Esse é justamente o problema: infelizmente - infelizmente mesmo - o ideal seria uma maneira de avaliação 100% correta. Isso não existe, jamais vai existir. O princípio da certificação é a probabilidade de acerto. Com uma probabilidade razoável, a certificação pode apontar para um bom profissional. (precisa ser acima de 50%, senão cara ou coroa resolvia).
É como metodologias: você tem probabilidade maior de encontrar maior qualidade se a empresa for certificada ISO 9001. Você tem probabilidade maior de comprar um produto de qualidade se for certificada pelo InMetro.
No caso da SCJP, parte-se do princípio que uma pessoa que investiu tempo e dinheiro em estudar para uma certificação, provavelmente tem algumas qualidades como: esforço pessoal, afinco, concentração, disciplina, etc.
Infelizmente, toda boa qualidade tem um antagônico de efeito contrário: a pessoa pode ser esforçada por um curto prazo, uma vez atingido seu objetivo imediado ela senta no resultado. Essas são as maçãs podres. Qualquer contratação é um risco, mas ninguém está disposto a jogar cara e coroa o tempo todo, 50% é muito baixo. Uma certificação, embora longe de perfeita, apresenta uma chance de acerto maior do que 50%. Portanto é uma escolha menos ruim do que uma moeda.
Se a empresa em a possibilidade de colocar um líder de desenvolvimento sênior, experiente, etc que possa ser o ponto focal de contratação, é melhor. Essa pessoa poderá gastar mais do que 1 hora numa entrevista e avaliar com seu “feeling”, se a pessoa sabe se comunicar, se ela sabe expressar seu conhecimento, se ela demonstra segurança sem precisar demonstrar arrogância, se ela mostra ter afinco e esforço, etc. Quando um candidato ainda é junior ou pleno e não tem um CV necessariamente estelar, é preciso um pouco mais para saber se ela pode ou não crescer mais.
A todos que ainda pretendem tirar certificações, que estão no meio desse processo, minha recomendação é: vão em frente. É um bom objetivo, é um bom estudo, dá uma boa direção. Mas nesse caso não parem: continuem para a de Arquiteto, por exemplo. Mas tenho dois poréns: quando tirarem o primeiro: não assumam que vocês já aprenderam tudo que precisam saber. Certifiquem-se entendendo que o que vocês provaram é que sabem dar o primeiro passo de mais uns mil. E continuem um passo de cada vez, sempre em frente. A partir daí escolham: vocês podem continuar no caminho das certificações ou, se vocês entenderem o caminho, continuar com as próprias pernas no caminho de ser auto-didata.
Estudo não é decoreba, ser bom em uma área é gostar dessa área. Minha cunhada é estilista. Ela não é estilista apenas nas 8 horas por dia dentro do trabalho, ela acorda com Victoria’s Secret e vai dormir com Versaci. É o meu dia a dia. Os “melhores”, os que podem se proclamar assim, tem certeza absoluta que ainda falta uma tonelada de coisas a aprender, que o teto nunca está parado e ele continua subindo sempre mais alto do que se pode tentar alcançá-la, e a única coisa que fazemos: continuamos tentando subir mais e mais alto.
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