Não é bem assim.
Na maior parte dos casos, a gripe A se cura da mesma forma que uma gripe comum. Muitos contrairão o vírus, não apresentarão sintomas, e se curarão antes mesmo de perceber que estão com gripe.
Embora o CDC admita ainda não haver dados estatísticos suficientes para o caso, já há indícios que essa gripe é menos letal que a gripe comum. É bom lembrar que a gripe comum também faz vítimas todos os anos, e que a maior parte dos casos hoje em dia não se refere ao de pessoas saudáveis, mas sim, aos do grupo de risco da gripe comum: idosos, pessoas já hospitalizadas, grávidas. Além do mais, os idosos não parecem ser mais afetados pela nova gripe que os adultos, do contrário do que ocorre com a influenza típica. Veja o que o CDC diz sobre a gripe comum nos EUA:
“Each year, in the United States, on average 36,000 people die from flu-related complications and more than 200,000 people are hospitalized from flu-related causes. Of those hospitalized, 20,000 are children younger than 5 years old. Over 90% of deaths and about 60 percent of hospitalization occur in people older than 65.”
O trabalho das unidades de saúde hoje tem sido trabalhar o pânico geral na população. Há pessoas chegando lá sem febre, por exemplo, que alegam ter gripe. O duro é que nosso país também não nos ajuda muito em termos de informações ou dados estatísticos sobre a gripe. Há matérias extremamente incompletas na imprensa. Por exemplo, recentemente surgiu uma estatística que 60% das pessoas no Brasil estão sendo diagnosticadas com o novo vírus.
Se você prestar atenção a matéria, ele diz que “60% das pessoas testadas contra o novo vírus, tinham mesmo o novo vírus”. O que é bem diferente do que o título dá a entender, especialmente se você levar em consideração que os testes só são feitos em pacientes com estado grave e problemas respiratórios.
Nos EUA, foram hospitalizados 5.514 casos, com 353 mortes. Isso equivale a 6% dos casos. Se essa estatística se mantiver (o que é difícil, pois hoje já temos comprovados alguns medicamentos sobre a doença, e os países já estão tomando precauções extras para combate-la), em 2 bilhões de pessoas teríamos 1 milhão e duzentos mil mortos. Bem diferente dos 500 milhões que você falou aí.