alias:
Que bom que concordam, folgo em saber que nao sou o único que nao gosta de Javascript :lol: .
No geral tenho a impressão que a comunidade torce o nariz pro JSF preferindo a a abordagem action-based, e nao entendo bem o porque…talvez por limitações intelectuais da minha parte :lol: , mas realmente discordo (minha opiniao, é claro, hehe) que trabalhar com Jquery e Javascript seja mais “ágil” do que ter um componentezinho bonito qualquer do [seu preferido aqui]Faces pronto pro meu uso…Kicolobo, em sua opinião, o ganho de produtividade do Grails (usando como exemplo) compensa o sacrifício que será atuar na view, em uma página complexa?
Perdoem os questionamentos e colocações de iniciante, amigos.
Oi Alias,
bom: eu adoro Javascript 
Se compensa ou não, depende muito do projeto. Meu caso é similar ao seu, fim do JSF, que na época era a coisa mais linda do mundo pra mim. Mas conforme o tempo foi passando, eu percebi algumas deficiências no JSF (minha vivência real é na primeira versão, então pode desconsiderar com relação à segunda ok?)
- Componentes: realmente, há componentes maravilhosos por ai. O problema era quando eu queria desenvolver um. Era um inferno.
- A parte visual também era complicada: muitas vezes o código gerado não era conforme os padrões web, o que me causava alguns problemas com alguns clientes mais exigentes com esta questão
- O modelo baseado em componentes do JSF na época era muito ruim: aquela história de basicamente tudo ser feito com POST era um pé no saco pra mim. Muitas vezes tudo o que eu queria era um GET simples
E as promessas do JSF também não haviam se cumprido
- Desenvolvimento visual ainda é um lixo
- Aquela velha promessa de que o JSF também seria usado para mobile não vingou
- Desenvolvimento de componentes continuou sendo complicadíssimo
- Eu gastava um tempo MONSTRO integrando JSF com Hibernate, Spring, Log4j, etc.
- Malditos arquivos XML. Era um horror! Sei que no JSF2 melhorou bastante, mas no 1 era simplesmente um I.N.F.E.R.N.O.
Então conheci Grails, e de cara, o primeiro problema resolvido foi o da integração com meus componentes favoritos. Como é fullstack, de cara eu podia continuar usando as minhas bibliotecas favoritas.
A criação de “componentes” também era BEM mais fácil. Em Grails criar taglibs ou templates é absurdamente fácil e, diria, também muito mais natural. Como no meu caso Javascript não era o problema, e eu sempre gostei de ter o meu HTML limpo, o GSP caiu como uma luva
O modelo baseado em actions também era bacana pra mim, porque muitas vezes eu podia desenvolver uma API de forma muito rápida
E finalmente, tinha também o reaproveitamento de código: eu ainda podia usar minhas taglibs legadas, incluindo componentes JSF se eu quisesse.
Ah, e claro: por trás de tudo eu ainda tinha o Groovy que, na época (e ainda hoje), dava um BANHO de produtividade em cima do Java. É mais lento? Com certeza, mas não chega a ser um problema pros meus requisitos e, de qualquer maneira, eu sempre posso implementar alguma coisa em Java puro se houver necessidade REAL de performance.
No meu caso então valeu muito à pena, pois as dores de cabeça que eu tinha com o JSF simplesmente sumiram, e a minha produtividade aumentou HORRORES.
Mas claro, cada caso é um caso.