Olá
Quando surgiu o UML, acho que fui um dos primeiros seguidores. Cheguei até a dar palestra para explicar isto para uma platéia que nunca tinha ouvido falar.
Antes do UML haviam várias tendências de metodologia, cada uma com sua idéia genial mas que os autores do livro UML Toolkit chamaram de “the method wars”. Só para fazer uma listinha de autores e recomendações, vou citar os seguintes:
- Rumbaugh (OMT), Jacobson (OOSE e Objetory), Booch (clouds), Meyer (pre e post conditions), Harel (state charts), Rebecca Wirfs-Brock (CRC cards), Fusion (método da HP), Embly, Shlaer-Mellor, Odell, Coad/Yourdon (OOA/OOD), Gane e Sarson (DFD)
O UML veio justamente para unificar. Só não incluiu o conceito dos CRC cards da Rebecca Wirfs-Brock, que acho muito interessante e que até hoje alguns usam de forma adaptada, principalmente adeptos do desenvolvimento ágil.
O UML tornou obsoleto os diagramas de fluxo de dados (DFDs) muito comuns na época. Não é que os DFDs fossem ruins de ler depois que ficavam prontos mas é que o pessoal pecava por tentar fazer DFDs de sistemas inteiros ao invés de usar só para explicar casos isolados. Quando vejo um diagrama UML complexo demais lembro dos DFDs.
Sempre gostei dos livros do Peter Coad e não só pelas figurinhas UML desenhadas a mão. Foi ele o primeiro autor que li recomendando favorecer composição sobre herança. Confesso que não me lembrava mais desta história de DNC e não sei direito como usá-lo.
Ainda acho UML um bom modo de usar figuras ao invés de palavras. Aliás, às vezes o bom e velho fluxograma também ajuda em alguns casos.
Só não acho que o UML deva ser usado como eu já usei muitas vezes, isto é, apenas para gerar documentos de projetos mais bonitinhos ou para fazer marketing com o cliente.
O melhor modo de usar UML que conheço é desenhar com canetinha na lousa durante reunião de discussão com a equipe e depois bater uma foto.
Agora conte você o que acha e se usa o DNC, como é a experiência.
[]s
Luca