Olá, Vocês acreditam na frase "A faculdade quem faz é o aluno"?

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faculdade
P

Olá este é meu primeiro tópico (opa!), comecei uma faculdade de programação à pouco tempo em uma faculdade particular, mas almejando, mais pra frente, entrar em uma pública, porém, de uns dias pra cá, acabei vendo em algum lugar a seguinte frase: “A faculdade quem faz é o aluno, não importa se é publica ou privada, ead ou presencial,etc” acabei ficando com isso na cabeça e aí vim perguntar para vocês qual a opinião do pessoal, desde já agradeço a atenção (Se já houver um tópico com essa mesma indagação, prometo que não sabia) hahaha.

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L

Acabei o bacharelado em ciência da computação há cerca de um ano. Quando terminei o curso, minha sensação era que 90% da minha bagagem de conteúdo não foi aprendida lá, mas estudando sozinho. A faculdade deu um norte, me deu um pouquinho de noção sobre o que existe por aí. Acho que a coisa mais importante que eu consegui fazendo faculdade foi uma oportunidade de fazer intercâmbio e o título de bacharel.

D

Uma frase de efeito que pode ser interpretada de algumas diferentes maneiras:

  • Sem alunos, não existe faculdade. E isso é um fato.
  • A faculdade existe em prol do aluno, ele é quem define o que a faculdade fará
  • O aluno é o responsável por estudar e evoluir, fazendo, ele mesmo, sua própria formação superior.

Entre outras.
Eu acredito muito que, sim, o papel da instituição é muito subvertido. A faculdade, o curso e o professor devem dar um norte. Esse norte depende do que você almeja. E, óbvio, é papel da faculdade apresentar opções. A partir disso, vai de cada um se esforçar, buscar o conhecimento.

Além disso, é do conhecimento comum que a universidade pública tem um viés político muito forte, principalmente no que tange a ideologias de esquerda.

P

Posso perguntar em qual instituição?

L

Prefiro não expor.

P

Isso realmente é verdade, porém, creio que nos cursos de exatas esse viés político de esquerda não é muito relevante, pode ser que eu esteja enganado, mas é o que eu penso.

P

Tudo bem, perdão se fui curioso demais hahaha

P

Valeu por contar sua experiência!

L

Não é isso, só prefiro não expor a instituição pra não criar problema com ninguém. Eles lá e eu cá :slight_smile: hehe

F

Rapaz, e existe isso?

Enfim, eu acredito que sim, a faculdade quem faz é o aluno. A faculdade não te prepara 100% pro mercado de trabalho, pra você ter ideia em 1 mês de empresa eu aprendi mais do que vou aprender na faculdade, e isso é fato dito para mim pelos professores. Enfim, a obrigação da faculdade é te dar um start, um norte, um empurrão inicial. Desenvolver isso vai de você. (:

L

Do jeito que a faculdade não prepara o aluno para o mercado de trabalho, sei não heim.

P

Foi mal hahaha, quis dizer faculdade de computação hahahaha

F

Rapaz, e existe isso?

Hahahah to só tirando uma com sua cara, entendi o que quis dizer. É que computação/programação é um lance bem amplo, mas deu pra entender o que você quis dizer uhauha xD

P

XD ah bom hahahahah

L

Quando vocês dizem “a faculdade da um norte”, em que sentido vocês dizem isso? Como ela faz/faria isso no ponto de vista de vocês?

D

Estudar é obrigação de cada um.
A faculdade te dará orientações, de acordo com o que você busca, para estudar isso ou aquilo, para evitar aquele autor, para focar naquele outro.

L

Concordo totalmente.

Eu acho que não, acho que eles te orientam conforme o que está na grade deles. Concordo que tem uma assistência do professor em algumas situações, mas não vejo a faculdade fazendo esse papel de “dar um norte”.

D

Você escolhe o curso pelo nome ou pela grade?
Mesmo que descubra que essa ou aquela não é tua praia, você está sendo direcionado, não?

L

Depende, se você tem “poder”(pode se mudar, tem dinheiro para aluguel, etc) para escolher a instituição baseado na grade, dai pode ir pela grade. Senão, vai pelo nome(que é aquela na sua cidade que oferece e você não tem mais de uma opção).
Quem define a grade é a instituição. Então eles te guiam mais no que eles “devem” passar do que o mercado precisa ou no que você está interessado por exemplo. Por isso eu digo que não concordo muito com a parte de eles “darem um norte”.

Sim, está sendo direcionado. Talvez não seja o que você quer, nem o que o mercado precisa, mas estão. Eles te mostram o caminho que eles “acham” ser o norte, mas eles não estão preocupados se esse “norte” condiz com o resto das variáveis. Te direcionam, mas não tem certeza se é o “norte certo”.

Eu vejo meio como “olha, temos isso aqui pra te ensinar. Não quero saber se é ultrapassado o assunto, não vou mudar, se não quer, azar o seu, próximo!” kkkkk

D

Cara, mas, aí você colocou um monte de “se”.
A questão não é dinheiro ou o que seja, é sim, quanto você está disposto.
Uma das minhas colegas de turma na graduação era de uma cidade no interior de SP. Ela veio pra Curitiba, morou numa espécie de república. Fez estágios, trabalhou com isso e aquilo e, há alguns anos, trabalha com bancos de dados em um grande banco daqui.

É óbvio que dinheiro é um fator impeditivo grande: eu só me graduei graças a uma bolsa integral do prouni, senão, ainda era suporte técnico.
Porém, com EAD e tudo mais, não acha que, hoje, pode-se fazer uma graduação e buscar uma especialização com a pós?

Sabe por que a bússola só aponta para o norte? Por que, dessa maneira, você não se confunde, mesmo que queira ir na direção oposta.
É questão de lógica.
Quando eu entrei na faculdade, em fevereiro de 2006, eu não sabia nem a ementa do curso. Sendo bem sincero. Mas, sabia que era para trabalhar com computadores.
Qual foi meu norte? Saber que a área estava em crescimento e tudo ligado a isso me daria condições de estabilizar a vida. Acertei, em partes.
Porém, veja, você está colocando N questionamentos contrários e negativos. Tua graduação foi ruim? Você não aprendeu nada? A instituição é péssima?
Tem certeza que assistiu a todas as aulas? Fez todas as perguntas que deveria? Exigiu comprometimento e foco dos professores? Questionou quando tirou uma nota mais alta, mesmo sabendo que foi mal na prova? Em resumo, fez a tua parte?
Vamos supor que sim, você fez tudo e, mesmo assim, acha que não teve o esperado da instituição. Está mais do que na hora de decidir: processa a instituição e pede ressarcimento pelas perdas financeiras e tempo ou levanta a cabeça, mira numa pós em uma instituição de renome (e paga por isso) e segue a vida.

Diferente do que ocorre com restaurantes, lanchonetes e outros, tem alguns nichos de mercado que não são canibais (onde os concorrentes melhores não engolem os ruins), como as auto escolas e instituições de ensino.
Você sempre vai ter as referências (Mackenzie, PUC, etc) e as contra referências (nem vou citar nomes). Se você não pode pagar uma Mackenzie (mesmo que passe no vestiba), precisa entender que, a partir dali, é ladeira abaixo.
Eu tive sorte de entrar numa instituição que, para se formar, precisava, mesmo estudar.

G

Eu faço SI em faculdade particular e 90% do que eu aprendo é estudando sozinho em casa através de livros, vídeo-aulas, praticar o que aprendi etc.

Então eu diria que sim, quem faz a faculdade é o aluno.

L

Sim, concordo, hoje temos o EAD que ajuda nesse caso. Ali no exemplo foi mais voltado para as presenciais realmente…

Faz sentido, mas prefiro a bussola do Capitao Jack Sparrow que aponta para o que eu quero kkkkk

Eu queria mais mesmo é chegar a um ponto para refletir se vale mais a pena investir em uma faculdade ou “aprender sozinho”. Entende? Se quem faz a faculdade é o aluno, ele não poderia faze-la em outro lugar e de outro jeito que não seja os meios tradicionais de uma faculdade mas que tenham a mesma equivalência em conhecimento? E se pode, como poderíamos fazer isso? Tentar fazer diferente, sabe? Não entrar na faculdade “pq sim”…

D

A questão da faculdade está mais ligado ao que as empresas esperam. É uma espécie de must have.
Porém, se você tem outras perspectivas, talvez a faculdade não seja o caminho.
Eu costumo pensar no seguinte: dos brasileiros adultos, são 15% que possuem curso superior. Deveria ser o contrário: 85 ou mesmo 80% com nível superior.

L

Concordo em partes, porque esses 15%, na teoria, seria o pessoal que “realmente queria estudar”, foi estudar porque realmente queria crescer, evoluir, etc. Do que ter 85% que foram estudar por obrigação, sem vontade, sem gosto e dai sai aqueles formandos que escrevem “familha”. kkkk Entende?

D

Não, não. Esses 15% contemplam todos os adultos com curso superior, desde o ferrado que decidiu estudar para virar alguém na vida, até os filhinhos de papai que foram obrigados a tirar diploma para serem advogados, médicos e seguirem a carreira da família (não a de pó).
E me refiro que o inverso deveria ser verdade por que, por pior que seja, o estudo acaba abrindo a mente e as portas do mundo.

L

Sim, te entendi, por isso eu disse antes “na teoria”, porque sabia que na pratica é desse jeito que você disse.

Concordo, faz quem está parado se mexer e sair um pouco do lugar, mesmo contra a vontade, tem uma melhoria.

D

Veja só, entre problemas com trabalho infantil, salário miseráveis e etc, a China saiu de um país efetivamente agrícola para uma potência graças ao estudo.
EUA e todos os países que são potências mundiais detém os melhores índices de educação e escolaridade.
E ainda tem gente que acredita que a solução para os problemas da nação vêm das armas, exército e de um presidente…

Criado 18 de agosto de 2018
Ultima resposta 20 de ago. de 2018
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