E primeiro lugar, quer status? Vai ser médico ou advogado. Esses sim são chamados de "doutor’ sem ter doutorado.
Eu tenho 30 anos. Já abri empresa, já quebrei empresa, já atuei como analista, arquiteto, coordenador… Mas se quer me respeitar, se quer meu respeito, me chame de programador. Não importa que eu seja o presidente da república, continuo sendo programador. É isto que está no meu sangue, é isto que amo fazer.
Se você faz cara de nojo pra mim por isso, sinto te dizer, tá gastando energia à toa. Enquanto você despreza minha profissão, eu estou construindo minha felicidade e meu patrimônio. E, em alguns anos, talvez eu esteja mais rico que você. Talvez menos. Mas isso não interessa, porque mais ou menos rico, não importa. Não estarei dando a mínima para sua opinião e, com toda certeza, continuarei mais feliz que você.
Sou programador e sou respeitado por isso. Sabe porque? Porque, em primeiro lugar, eu me respeito! Se você se deixa afetar pela carinha de nojinho dos outros, me desculpa, o problema não está neles, está em você! Eles não te conhecem, não sabem o que você faz, não botam comida em sua mesa, sequer entendem o que você faz! Para eles, você é como se fosse um sacerdote do obscuro mundo da maginformática. A maioria deles parece te desprezar, mas acredite, eles têm é medo. (Acha que tô brincando? Pede pra mexer no computador dele e depois me conta… rs) A questão é:Porque a opinião deles importa? Porquê é tão importante que você diga sua profissão e essas pessoas te tratem bem?
E sobre gerentes, bem… O mesmo nojo que alguns gerentes têm de programadores, nós também temos destes gerentes.Claro que existem profissionais competentes na gerência. Eu conheço vários. E esses são justamente os caras que respeitam os programadores e que entendem que nós somos tão importantes para o time do que eles. Normalmente esses são os que escolheram essa carreira e a amam tanto quanto nós amamos programar.
Já os outros, os que descontam as próprias frustrações tentando diminuir programadores para se sentir menos desgraçados, são os caras que estão nessa carreira não porque optaram por ela, mas simplesmente porque foram jogados. Eles não tinham outra opção. Não eram fortes o suficientemente nem pra ser programadores, nem pra ser empreendedores, nem pra ser porra nenhuma. Aí, ficam no limbo da gerência eternamente vagando, procurando subordinados para humilhar. Normalmente é o sujeito entre 30 e 60 anos que não sai desse passo na carreira, ou avança muito pouco, que tem uma vida medíocre de classe média e não aceita o fato de que algumas pessoas podem ser felizes e ganhar mais do que ele sem precisar mandar em ninguém.
Meu caro, você está em uma das melhores profissões para se estar atualmente. Poucas áreas tem tantas chances de crescimento com tão pouco tempo e esforço. As possibilidades são infinitas e só dependem de você! Então, quando ver uma criatura choramingando que ninguém o respeita e que todo mundo pisa nele porque ele é programador, olhe para esta pobre alma digna de pena e ajude este infeliz dando um conselho: pede pra sair, porra!