Thiagosc:
Bruno Laturner:
Qual é a dificuldade em entender que não precisamos cobrar por todo conhecimento que compartilhamos? Espera retorno financeiro em tudo que é feito?
Compartilhar conhecimento é ok. Dar um software completo, testado, documentado e funcionando sem cobrar nada não é ok.
Bem, pode dar a opinião que quiser, mas esse é um modelo válido, que está fazendo muito sucesso, e o resultado dele está em boa parte da base de software que possuímos hoje no mundo, principalmente na infraestrutura da internet. Funciona.
Thiagosc:
Bruno Laturner:
Eu gosto da metodologia de desenvolvimento em código aberto por que me parece ser a maneira ideal de melhorar um código, dele ser usado por mais pessoas, para mais fins diferentes, e para eu aprender de volta com isso. Prazer de vê-lo funcionando, e de muita gente gostar do teu trabalho e te agradecerem por isso.
Muitos podem gostar do seu trabalho e te agradecer por isso pagando. Ambas as situações não são mutualmente exclusivas.
Realmente não são exclusivas. O que digo é que este modelo possui um bom retorno, seja ele financeiro ou não. Basta administrar esse retorno.
Outro caso que conheço de um desenvolvedor de software open source que estava passando por apuros financeiros foi o Daniel Robbins, fundador da distribuição Gentoo Linux. Por um tempo ele parou de contribuir e até arranjou um emprego lá na Microsoft, numa divisão de pesquisa de software livre (alguns xiitas até ficaram chocados).
Como tudo, eu digo que você tem que sabe administrar o teu tempo, entre ganhar o teu pão de cada dia, e o o que você faz fora disso.
Para levantar e manter um projeto de sucesso, você precisa de um bom líder. Este bom líder pode não estar na tua cidade, nem no teu país. Quem sabe o encontre lá no Canadá, na Finlândia, Índia, África do Sul ou na Nova Zelândia. Para melhorar código, você precisa de melhores desenvolvedores, e um deles pode ser você, amanhã, depois de ler um livro, conversar com alguém sobre o assunto, estudar código de outras pessoas. Outro deles também pode ser alguém lá do Japão.
Eu digo que com um projeto aberto, é muito mais fácil juntar pessoas de diferentes nacionalidades, muito melhores que você, que são capazes de te elevar a um nível maior de conhecimento.
Num projeto fechado, você dificilmente sai do ambiente local e conhece pessoas assim.