Adoro o conhecimento, mas odeio o ensino tradicional. Apenas eu?

61 respostas
O

Então pessoal, gosto muito do conhecimento, de pesquisar por conta, aprender etc. Mas não gosto da faculdade tradicional, acho desinteressante, enfadonho, sem atrativos. Um padrão de ensino muito rigoroso que da pouco enfase para o processo de desenvolvimento criativo do aluno. Tudo vem em um molde pré-definido, tudo pré-padronizado sem espaço para a inovação. Já ouvi de uma universidade criada por um engenheiro nos EUA que inovou ministrando todas as disciplinas em cima de projetos em parcerias com empresas e achei muito interessante. Já ouvi de iniciativas como estas no Brasil também.

Resolvi trazer essa conversa para o fórum, pois sei que até professores frequentam o espaço. Então o que vocês pensam sobre ? Vocês também são críticos do modelo tradicional ? O que pensam do mesmo ? Tem em mente um molde que em tese atrairia mais os alunos ao invés de criar mais e mais desinteresse?

61 Respostas

H

Cara, eu odeio professor que coloca o ppt lah e começar a ler. isso me dá nos nervos. Mauhauhuauha

Quando eu dou aula procuro fazer tudo diferente possível, procuro arrumar muitos exemplos diferentes, ilustrações e assim vai.

A PUC aqui no RJ tem a encubadora de empresas. Eu sei de umas 3 ou 4 empresas aqui no RJ que saíram de lá e estão bem grandinhas. ^^

J

a unochapecó onde estudo, tem encubadoras técnologicas, e criaram a residência de softwares, que colocam a galera lá por uns meses aprendendo na prática metodologias ágeis, programação e depois dali existe um baita portal aberto pro comercio local, mas sofremos bastante também com slides e muita leitura por parte dos professores, e creio que isso vai muito longe para ser mudado… infelizmente é assim mesmo ;(

R

Cara,

Faço Análise e Desenvolvimento de Sistemas (Veris IBTA) e vejo os professores (alguns deles até doutores) dizerem algumas catastofres como:

Matéria: Interfaces Humano Computador “O negócio é ficar na programação por uns 2 anos e depois cair na análise”…eu quase infartei

Matéria: Infraestrutura Web => “As telinhas os mulekes fazem” (referindo a páginas, telas, etc.)…

Matéria: Banco de Dados => Essa semana que já esta no final do curso o professor disse o que era uma constraint…

Matéria: Desenvolvimento Web => prefiro nem comentar…

Sem contar que temos matéria de tudo menos desenvolvimento, é uma pena…

Cara eu realmente achei que aprenderia algo na facul, pelo menos fosse um guia, mas me decepcionei…

Hoje trabalho com Java a mais de um ano, durmo 5 horas de segunda a sexta e faço duas faculdades:

  • Meu trabalho e a aquilo que chaman de faculdade…

E o pior, é que eu nao tenho o que fazer por causa dessa jossa de Grade curricular, q para min uma máfia para segurar o aluno na facul

Falei…

Abrcs

D

depende do professor…

as aulas mais dinâmicas que tive foram:

Banco de dados, o professor acho excelente

Matematica, Calculo, o professor tambem é excelente, tanto que se tornou diretor da facul.

Redes, mesmo eu não gostanto de redes, o professor tem uma didática excelente, mostrando muitos exemplos da vida real

Lógica de Circuitos: o professor era excelente, dominava completamente a matéria, tinha pós doutorado, mais acabou falecendo em um acidente de carro, foi uma grande perda.

Filosofia: professor Excelente mas saiu da faculdade para dar aula em uma Federal, ja imaginava que isso ia acontecer…

vocês tiveram alguma dessas matérias acima que acharam bem Estaticas ?

R

Eu acho que não é o modelo de ensino que é o problema, é a “implementação”, rs.

No modelo perfeito existe um professor bom, com conhecimento sólido daquilo que será ensinado, apto a tirar as dúvidas pontuais dos alunos e com uma excelente didática, e no outro lado existe um aluno interessado, com vontade de aprender e que perguntam suas dúvidas.

Não vejo nada de errado nesse modelo, visando que o objetivo é o aprendizado.

Agora existem professores ruins? Existem.
Existem alunos desinteressados? Creio eu que muito mais.

Eu não fiz uma faculdade boa, sabia disso quando me inscrevi, e sabia o resultado que teria, não esperava grandes coisas.

Resultado? Tive que correr atrás de muita coisa por minha conta, no que se trata da minha carreira de desenvolvedor Java, tive que correr atrás de tudo.

Agora eu ainda acredito que se alguém quiser um curso bom em uma faculdade séria, se procurar vai encontrar.

C

Orocildo:
Mas não gosto da faculdade tradicional, acho desinteressante, enfadonho, sem atrativos. Um padrão de ensino muito rigoroso que da pouco enfase para o processo de desenvolvimento criativo do aluno. Tudo vem em um molde pré-definido, tudo pré-padronizado sem espaço para a inovação.

Cite exemplos, o que é enfadonho, sem atrativos e em moldes pré definidos sem espaço para inovação?

R

Só para esclarecer, eu não disse que os professores não são bons,

O problema é que o que agrega na vida de um Analista e Desenvolvedor de Sistems saber de matérias como,

Filosofia, Circuitos Lógicos, e outras papagaiadas…

Ex eu tenho aula de Interface Humano Computador e tenho que estudar coisas tipo,

O que é memória dedutiva, o que é sensação, princípios de Gestault (nem sei se é assim que se escreve)…

Enfim, todo programador/desenvolvedor sabe o quanto temos que estudar e se ferrar para entender e poder até passar conhecimento no mundo de programação,

E não dá pra perder tempo com matérias obsoletas, pelo menos pra min na posição que me encontro hoje,

Mas vai da pegada de cada um e da facul de cada um…

Facu boa = FIAP, INFNET…

Abrcs

R

rafael_jesus:
Ex eu tenho aula de Interface Humano Computador e tenho que estudar coisas tipo,

O que é memória dedutiva, o que é sensação, princípios de Gestault (nem sei se é assim que se escreve)…

Se eu tivesse isso na faculdade estaria é muito feliz hehehehe.
Claro que varia de pessoa pra pessoa. Só uma opinião pessoal :slight_smile:

R

Concerteza, cada um tem uma pegada diferente e eu só quero ser no mínimo um excelente desenvolvedor e quem sabe um dia contribuir para projetos open source, como,

VRaptor, alguns módulos do Jboss Seam que vem com alguns bugs, etc…

R

rafael_jesus:
Só para esclarecer, eu não disse que os professores não são bons,

O problema é que o que agrega na vida de um Analista e Desenvolvedor de Sistems saber de matérias como,

Filosofia, Circuitos Lógicos, e outras papagaiadas…

Ex eu tenho aula de Interface Humano Computador e tenho que estudar coisas tipo,

O que é memória dedutiva, o que é sensação, princípios de Gestault (nem sei se é assim que se escreve)…

Enfim, todo programador/desenvolvedor sabe o quanto temos que estudar e se ferrar para entender e poder até passar conhecimento no mundo de programação,

E não dá pra perder tempo com matérias obsoletas, pelo menos pra min na posição que me encontro hoje,

Mas vai da pegada de cada um e da facul de cada um…

Facu boa = FIAP, INFNET…

Abrcs

Assim, até acho justo reclamar de falta de qualificação de professores, infra-estrutura, etc. Mas cara, na boa, a sua visão está sendo muito limitada. Você não pode julgar toda uma grade curricular com base apenas na sua experiência pessoal. Além do mais, de que adianta uma faculdade ficar ensinando framework da moda, se em 1 ou 2 anos ele já caiu em desuso ?

Eu mesmo, não aprendi 1 linha de Java na faculdade. Praticamente todas as minhas matérias eram em C, quando precisava. O fato de ter uma base forte em conceitos, e não em ferramentas foi o que me permitiu conseguir o emprego em que eu estou até hoje.

R

rafael_jesus:
Concerteza, cada um tem uma pegada diferente e eu só quero ser no mínimo um excelente desenvolvedor e quem sabe um dia contribuir para projetos open source, como,

VRaptor, alguns módulos do Jboss Seam que vem com alguns bugs, etc…

Ué, baixa os fontes e começa …

J

Pensando em tecnologia (ou qualquer outra área que envolve inovação), vejo que existem 3 pilares.
Teórico, Prático, Inovador (Artístico ou Cientifico)

Vejo que o ensino tradicional é somente um destes pilares neste tipo de área, diferente de outras profissões onde o lado teórico é muito mais importante que os outros.

Vejo que esta parte teórica e tradicional deve existir, para “abrir a cabeça”, ter noção do que existe… pois na prática tudo que é muito teórico acaba sendo um pouco cansativo e chato, mas passar por ela é importante e até mesmo um diferencial (a maior parte dos profissionais que conheço e já entrevistei, que não fizeram faculdades, obvio que há excessões, mas a MAIOR PARTE são cabeça dura)!

O lado prático é muito mais importante (da mesma forma que tem profissional bom que nunca estudou, tem gente que coleciona títulos e male male consegue fazer um CRUD bem feito), entretanto sem o teórico, o desenvolvimento deste pode ser mais lento!! É interessante na faculdade também trabalhar este lado prático (na época que fiz o lado prático era muito pouco, praticamente os laboratórios), e acho legal estas iniciativas de projetos e tal, mas não substituem por completo o lado teórico e tradicional (na minha humilde opnião).

Já em relação ao lado inovador (artístico ou científico), acredito que isso é meio que um “dom”… tem pessoas que tendem mais para esse lado (veja crianças de 3 anos de idade que fazem desenhos que eu jamais conseguiria fazer), ou mesmo pessoas com diversas idéias de inovação! Acho que isto tem de ser trabalhado sim, pois muito do processo de desenvolvimento de sistemas tem um pouco a ver com este lado, mas também vejo que a melhor forma de se aperfeiçoar este lado, é trabalhando bem os outros dois (o lado teórico e prático)!

R

Há algum tempo, eu li um artigo na folha de um professor da ECA/USP, o Luli Radfahrer, justamente sobre o modelo educacional atual. Diz ele no artigo que, estando no século 21, estamos praticando um modelo educacional do século 19.
Eu concordo com ele, pois tive a mesma impressão quando frequentei a faculdade. Os métodos de ensino são ultrapassados, não levando em conta a óbvia evolução intelectual do ser humano nos últimos dois séculos.

Hoje, os alunos tem mais acesso a informação, podem buscar conhecimento em diversos lugares. A escola e a universidade deveriam ser hoje um centro de integração e de troca de idéias e experiências, e não somente uma sala cheia de gente com um ser que se acha iluminado lá na frente, despejando informação de qualquer jeito para 40, 50 pessoas.

Por exemplo, eu simplesmente odeio a idéia de “prova”. Você pode conhecer tudo da matéria, mas no dia da bendita prova, vc teve uma dor de barriga e pronto, o seu semestre pode ter ido pro ralo. É justo? Absolutamente não.

Eu defendo que a avaliação seja feita continuamente, como, por exemplo, trabalhos que possam ser entregues semanalmente, e que se complementem. E que, também, as avaliações sejam interdisciplinares.

Um exemplo para a Ciência da Computação, que foi o que cursei, é que, os professores deveriam se reunir no começo do ano, definir o que será ensinado e, em conjunto, fechar um trabalho que contará com a participação de todos os professores, e utilizará conceitos de todas as matérias. Não dá pra você fazer um jogo de computador sem saber algoritmos, sem saber programar, sem saber cálculo, sem saber a teoria própria da computação gráfica, sem saber física. Por que esses professores não se reunem e elaboram um trabalho do tipo? Tenho certeza que a adesão e o interesse seria bem maior, pq o conhecimento não é isolado, cada tipo de conhecimento interage com outro, formando mais conhecimento.

Enfim, a minha opinião é a de que é extremamente necessário se repensar o método de ensino praticado pelas instituições de hoje.

R

Nas minhas matérias de estruturas de dados, tudo era feito em Pascal, hehe… mas pra mim não fez diferença, a estrutura é a mesma independente da linguagem, a base em conceitos me ajudou muito também.

Só foi engraçado ver a surpresa na cara do gerente quando fiz a entrevista do meu primeiro emprego, com a prova feita em Pascal hehe.

J

douglaskd:
depende do professor…

as aulas mais dinâmicas que tive foram:

Banco de dados, o professor acho excelente

Matematica, Calculo, o professor tambem é excelente, tanto que se tornou diretor da facul.

Redes, mesmo eu não gostanto de redes, o professor tem uma didática excelente, mostrando muitos exemplos da vida real

Lógica de Circuitos: o professor era excelente, dominava completamente a matéria, tinha pós doutorado, mais acabou falecendo em um acidente de carro, foi uma grande perda.

Filosofia: professor Excelente mas saiu da faculdade para dar aula em uma Federal, ja imaginava que isso ia acontecer…

vocês tiveram alguma dessas matérias acima que acharam bem Estaticas ?

Na época que fiz a faculdade, a aula de banco de dados foi muito chata (o professor era péssimo)!
Matemática e cálculo tive um professor fantástico… ele era físico nuclear, atuava de dia em uma empresa fu… (não lembro agora qual era, isso foi em 2002) e dava aulas a noite… foi muito bom!!!
Redes, foi excelente… o problema é que a turma não acompanhou e não conseguimos seguir todo o planejamento do ano (como a turma era pequena, as aulas passaram a andar no ritmo da turma), ou seja, poderia ter sido melhor.
Circuito: Foi muito bom, embora não me agregou quase nada, pois eu fiz técnico de eletrônica e praticamente já conhecia todo o conteúdo. Na época o legal foi aprender a usar o EWB (Eletronic Work Bench), pois no curso técnico faziamos os circuitos de verdade ou em proto-boards… Depois da faculdade nunca usei mais nada disso!
Filosofia (e outras matéricas tipo psicologia, história, geografia): Essas não me agregaram em nada… acho que este tipo de coisa deveria acabar no colegial, não precisava ir até a faculdade! Inclusive já esqueci tudo (também confesso que assisti poucas aulas, nestes casos, a preferência era o bar)!

R

rmendes08:
rafael_jesus:
Concerteza, cada um tem uma pegada diferente e eu só quero ser no mínimo um excelente desenvolvedor e quem sabe um dia contribuir para projetos open source, como,

VRaptor, alguns módulos do Jboss Seam que vem com alguns bugs, etc…

Ué, baixa os fontes e começa …

Não posso pois tenho que estudar matérias como as citadas acima e até pq a depe é muito cara se eu tiver dependencias…

E quem dera que fosse simples assim desenvolver um framework…

R

ruivo:

Um exemplo para a Ciência da Computação, que foi o que cursei, é que, os professores deveriam se reunir no começo do ano, definir o que será ensinado e, em conjunto, fechar um trabalho que contará com a participação de todos os professores, e utilizará conceitos de todas as matérias. Não dá pra você fazer um jogo de computador sem saber algoritmos, sem saber programar, sem saber cálculo, sem saber a teoria própria da computação gráfica, sem saber física. Por que esses professores não se reunem e elaboram um trabalho do tipo? Tenho certeza que a adesão e o interesse seria bem maior, pq o conhecimento não é isolado, cada tipo de conhecimento interage com outro, formando mais conhecimento.

Enfim, a minha opinião é a de que é extremamente necessário se repensar o método de ensino praticado pelas instituições de hoje.

Concordo plenamente.

Isso também evidencia um problema grande, que inclusive um professor que tive destacava. Os cursos de mestrado e doutorado não tem 1 disciplina sequer voltada para a formação pedagógica. Ou seja, os professores tem uma ótima formação científica, mas não possuem formação pedagógica. Sendo assim, a maioria não tem realmente condições de oferecer muito mais do que leitura de .ppt. Meu orientador mesmo, tinha +30 publicações em periódicos internacionais e passava matéria na lousa.

L

Nossa amigo… tava pensando nisso ontem antes de dormir.
Mas não falo quanto ao conteúdo dado, mas da obrigatoriadede da presença.
O conteúdo, podemos aprender por livros, cursos, videos professores particulares, ajuda de amigos…
A presença é interessante pra conhecer pessoas com os mesmos interesses. E só.
Eu levo mais de 1 hora no transito só para ir à faculdade.
Bom que existem cursos à distância. Mas no meu caso, matemática, não existe curso a distância na Federal.,

Se existir alguma faculdade de matemática a distância, por favor me digam onde.
To disposto air apenas para fazer as provas das disciplinas.

Quando perguntei por que ao meu coordenador de curso, ele disse que o MEC impões isso.
Com tanto escandalo de corrupção estourando no Brasil, pergunto:
Quantos são os envolvidos que recebem propinas de donos de empresas de transporte, escolas e faculdades que pagariam por uma lei estúpida destas?
Pramim essa “conspiração” é muito real.
A educação no Brasil é uma farsa.

R

rmendes08:
rafael_jesus:
Só para esclarecer, eu não disse que os professores não são bons,

O problema é que o que agrega na vida de um Analista e Desenvolvedor de Sistems saber de matérias como,

Filosofia, Circuitos Lógicos, e outras papagaiadas…

Ex eu tenho aula de Interface Humano Computador e tenho que estudar coisas tipo,

O que é memória dedutiva, o que é sensação, princípios de Gestault (nem sei se é assim que se escreve)…

Enfim, todo programador/desenvolvedor sabe o quanto temos que estudar e se ferrar para entender e poder até passar conhecimento no mundo de programação,

E não dá pra perder tempo com matérias obsoletas, pelo menos pra min na posição que me encontro hoje,

Mas vai da pegada de cada um e da facul de cada um…

Facu boa = FIAP, INFNET…

Abrcs

Eu mesmo, não aprendi 1 linha de Java na faculdade.

E vc acha isso bom?

Não viu uma linha de código em Java vc acha isso bom???

E a minha visão é limitada???

G

Olha, eu tenho 25 anos, trabalho como desenvolvedor desde os 17 e não sou formado. Já fiz 1 ano e meio de Sistemas de Informação, 6 meses picados(2x) de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. E por que? Porque eu simplesmente não consigo ficar nas aulas. Acho o método de ensino enfadonho, ficava triste tendo que ir para a faculdade todos os dias e faltava muito.
Mas isso não quer dizer que não gosto de estudar. Eu gosto sim, mas gosto de estudar o que eu gosto de estudar. Aprendo muita coisa sozinho lendo na internet, faço alguns mini-cursos quando me interessam, compro livros na Amazon. Enfim, tento não parar e estar sempre aprendendo.

Não sei se eu um dia farei uma faculdade, mas por enquanto prefiro investir meu dinheiro em cursos, workshops, livros e afins.

L

douglaskd:
depende do professor…

as aulas mais dinâmicas que tive foram:

Banco de dados, o professor acho excelente

Matematica, Calculo, o professor tambem é excelente, tanto que se tornou diretor da facul.

Redes, mesmo eu não gostanto de redes, o professor tem uma didática excelente, mostrando muitos exemplos da vida real

Lógica de Circuitos: o professor era excelente, dominava completamente a matéria, tinha pós doutorado, mais acabou falecendo em um acidente de carro, foi uma grande perda.

Filosofia: professor Excelente mas saiu da faculdade para dar aula em uma Federal, ja imaginava que isso ia acontecer…

vocês tiveram alguma dessas matérias acima que acharam bem Estaticas ?

Concordo contigo.
Existem matérias que não dá pra ficar sem.
Cálculo, Banco de Dados e estrutura, Redes (Pelo menos o mínimo), Linguagens formais,sistemas automatos, Filosofia, Fisica para computadores e eletrônica, Ele trônica digital, etc.

Mas materias só sobre um ou outro framework ou que exijam uma IDE específica… isso pra mim é embromação.
O Aluno deveria sair sabendo como implementar o próprio com o mínimo de funcionalidade.

R

rafael_jesus:
E vc acha isso bom?

Não viu uma linha de código em Java vc acha isso bom???

E a minha visão é limitada???

Eu sinceramente não vejo problema nisso, tanto porque as matérias que tive que envolviam código eram

  • Algoritmos
  • Estruturas de Dados

ou seja, nenhum dita uma linguagem específica, na primeira eu tive C, e na segunda Pascal (a professora era excelente e ensina estruturas usando pascal a mais de 15 anos).

E sinceramente, com o conhecimento acadêmico que se aprende da linguagem, ninguém vira um programador, agora o conceito fica com você, e isso sim é importante.

R

rafael_jesus:
rmendes08:
rafael_jesus:
Só para esclarecer, eu não disse que os professores não são bons,

O problema é que o que agrega na vida de um Analista e Desenvolvedor de Sistems saber de matérias como,

Filosofia, Circuitos Lógicos, e outras papagaiadas…

Ex eu tenho aula de Interface Humano Computador e tenho que estudar coisas tipo,

O que é memória dedutiva, o que é sensação, princípios de Gestault (nem sei se é assim que se escreve)…

Enfim, todo programador/desenvolvedor sabe o quanto temos que estudar e se ferrar para entender e poder até passar conhecimento no mundo de programação,

E não dá pra perder tempo com matérias obsoletas, pelo menos pra min na posição que me encontro hoje,

Mas vai da pegada de cada um e da facul de cada um…

Facu boa = FIAP, INFNET…

Abrcs

Eu mesmo, não aprendi 1 linha de Java na faculdade.

E vc acha isso bom?

Não viu uma linha de código em Java vc acha isso bom???

E a minha visão é limitada???

Ah e só pra reforçar,

Se for pra aprender tudo fora da faculdade (tecnólogo) pra que que eu devo faze-la?

E outra coisa, alguns professores até concordam comigo…pq o que eu o meu manifesto é construtivo e nada pessoal…

E afinal, os caras querem ou não querem formar profissionais preparados???

Acho que não é com matérias com filosofia que se formará…isso é matéria de primário…

Abrcs

N

Orocildo:
Então pessoal, gosto muito do conhecimento, de pesquisar por conta, aprender etc. Mas não gosto da faculdade tradicional, acho desinteressante, enfadonho, sem atrativos. Um padrão de ensino muito rigoroso que da pouco enfase para o processo de desenvolvimento criativo do aluno. Tudo vem em um molde pré-definido, tudo pré-padronizado sem espaço para a inovação. Já ouvi de uma universidade criada por um engenheiro nos EUA que inovou ministrando todas as disciplinas em cima de projetos em parcerias com empresas e achei muito interessante. Já ouvi de iniciativas como estas no Brasil também.

Resolvi trazer essa conversa para o fórum, pois sei que até professores frequentam o espaço. Então o que vocês pensam sobre ? Vocês também são críticos do modelo tradicional ? O que pensam do mesmo ? Tem em mente um molde que em tese atrairia mais os alunos ao invés de criar mais e mais desinteresse?

Faço faculdade de SI e realmente é desanimador. Esse semestre começamos a ter aula de Java na disciplina de programação II, acontece que o professor não programa em Java! Insiste em dizer que JavaScript é “um filhote” do Java, que só se pode programar em Java utilizando uma IDE. Passou o semestre inteiro copiando códigos do livro e reescrevendo na lousa.

R

Não discordo de você, também não tive uma experiência muito boa com faculdade.

Mas te pergunto uma coisa, na hora de escolher a instituição de ensino, quais foram seus parâmetros pra escolha?

você quis a faculdade mais perto, mais fácil, e que te daria um diploma do curso que você escolheu? (minha escolha)
ou quis uma faculdade boa, renomada pela área de tecnologia, com professores bons e um curso sério?

R

digaoneves:
rafael_jesus:
E vc acha isso bom?

Não viu uma linha de código em Java vc acha isso bom???

E a minha visão é limitada???

Eu sinceramente não vejo problema nisso, tanto porque as matérias que tive que envolviam código eram

  • Algoritmos
  • Estruturas de Dados

ou seja, nenhum dita uma linguagem específica, na primeira eu tive C, e na segunda Pascal (a professora era excelente e ensina estruturas usando pascal a mais de 15 anos).

E sinceramente, com o conhecimento acadêmico que se aprende da linguagem, ninguém vira um programador, agora o conceito fica com você, e isso sim é importante.

Poh entaum pq eles naum ensinam Haskell e Fortran?

Não quer dizer só pq vc aprendeu Pascal é que temos que aprender tbm,

Eu sai da minha cidade com a proposta qua a faculdade tinha de me formar para o mercado,

Por isso optei por Tecnólogo…

R

rafael_jesus:
Poh entaum pq eles naum ensinam Haskell e Fortran?

Não quer dizer só pq vc aprendeu Pascal é que temos que aprender tbm,

Eu sai da minha cidade com a proposta qua a faculdade tinha de me formar para o mercado,

Por isso optei por Tecnólogo…

Quem disse que eu sei Pascal? Muito do que eu vi eu nem lembro mais como se faz. Agora se pedir pra eu implementar uma lista encadeada, ou uma árvore binária, eu vou saber o que você quer e vou conseguir fazer, porque o objetivo da matéria era esse, me ensinar as estruturas de dados, e não me mostrar uma receita de miojo de como fazer um CRUD.

Agora caímos em outra situação, o que pra você seria “formar para o mercado”?

Só pra constar, eu não estou discordando de você, só apresento o meu ponto de vista. Porque acho que as vezes as pessoas esperam coisas demais do curso universitário. Sendo que o nome do curso não é “Desenvolvimento Java Web com Frameworks atuais”.

N

Meus parâmetros foram:
O curso ter reconhecimento do MEC.
Nota do curso no Enade
Ser perto do meu trabalho.
Preço da mensalidade.
Ouvi bons comentários da instituição.

D

Todo mundo sabe que o sistema de ensino no Brasil é defasado e deficitário, qual a novidade?
Pense bem, se vocês todos aprenderam a escrever e ler com uma tia que, ao menos na minha época, cursava apenas um segundo grau técnico (nem lembro o nome da formação). Começa errado. Eu fui ter filosofia no segundo grau (na minha época era primário, ginásio, primeiro e segundo graus). E para quê? Para perceber que todos deveríamos ter tido filosofia desde sempre, para aprender a questionar e pensar. Mas quem faria esse papel? A tia que, não por sua culpa, estava lá me ensinando a ler e escrever?
Sempre tivemos dois pesos e duas medidas, o ensino público e o privado. Adivinha qual o melhor?
Por quê? Não vou entrar nos méritos, mas, quanto menos o povo sabe, mais incompetentes são eleitos.

Por outro lado, algumas opiniões aqui me fazem entender por que o mercado tem pessoas tão ruins e tantas vagas.
A linguagem, definitivamente, não é importante. Sintaxes e “manhas” você aprende no dia a dia. Além do que, o mercado exige pessoas polivalentes. A função da faculdade/universidade é despertar o interesse pela pesquisa, pela leitura. Você precisa ir atrás da informação. Pense no mundo real, no trabalho, embora o cara do lado possa responder, nem sempre ele estará ali. Ah, mas estamos na era do google. Nem tudo está lá e nem sempre pode-se acessar o mesmo.

Claro que eu entendo perfeitamente que existem picaretas em todos os lugares, de padres a pastores, de programadores a gerentes de projetos. Mas cabe a cada um saber se desvencilhar dessa visão pequena de que uma faculdade deve ensinar a programar.
“Ah, mas medicina ensina a operar”, “direito ensina a advogar”… Será? Se você quer ser apenas programador (e meia boca, por sinal), vá e faça um curso técnico em uma escola qualquer. Não gaste seu dinheiro com uma formação. (Aliás, eu dou aulas, se alguém estiver interessado…).
O problema do brasileiro é que reclama demais e faz pouco. “Ah, por que o governo não investe na saúde”, “A segurança está um caos”, “o pedágio subiu de novo”.

Eu tive várias experiências ruins na faculdade. A pior delas foi numa disciplina eletiva, que varia de acordo com a época. Na minha, por exemplo, eu tive JME. E, de um total de 40 horas/aula, praticamente as 10 primeiras (ou 1/4) foram perdidas. Motivo? O professor queria que todos entendessemos o funcionamento do bluetooth. Resultado, fizemos uma reclamação à coordenação do curso que imediatamente substituiu o ser.
Claro que nem todas as vezes será possível ser atendido, mas é uma questão de enfrentar a situação.

Não concorda com o ensino desta instituição, reclame, esbraveje, denuncie ao MEC, faça um protesto (real, nao no twitter). Não adiantou? Mude de instituição. Ou aprenda a adaptar-se ao que você escolheu.

Tem uma frase (não lembro o autor), que se encaixa perfeitamente nisso. “O que me assombra não é a estupidez de poucos, mas o silêncio de muitos”. Pensem a respeito. Pensem que daqui a alguns anos vocês podem estar do outro lado. E o que farão?

D

Luiz Augusto Prado:
Nossa amigo… tava pensando nisso ontem antes de dormir.
Mas não falo quanto ao conteúdo dado, mas da obrigatoriadede da presença.
O conteúdo, podemos aprender por livros, cursos, videos professores particulares, ajuda de amigos…
A presença é interessante pra conhecer pessoas com os mesmos interesses. E só.
Eu levo mais de 1 hora no transito só para ir à faculdade.
Bom que existem cursos à distância. Mas no meu caso, matemática, não existe curso a distância na Federal.,

Se existir alguma faculdade de matemática a distância, por favor me digam onde.
To disposto air apenas para fazer as provas das disciplinas.

Quando perguntei por que ao meu coordenador de curso, ele disse que o MEC impões isso.
Com tanto escandalo de corrupção estourando no Brasil, pergunto:
Quantos são os envolvidos que recebem propinas de donos de empresas de transporte, escolas e faculdades que pagariam por uma lei estúpida destas?
Pramim essa “conspiração” é muito real.
A educação no Brasil é uma farça.


Camarada, não sei não, mas se quer ir apenas para prestar as provas, por que não verifica a possibilidade de exame de proficiência? Até onde sei, a maioria das instituições empregam tais exames.
É o que pretendo fazer na próxima graduação que eu for fazer.

R

Basicamente era isso que eu estava tentando dizer. Transformar pensamentos em palavras é um processo mais trabalhoso do que parece, rs.
Pelo menos pra mim.

R

Problemas das nossas faculdades os professores são “by on the book”.
Nunca inovam a forma de repassar o conhecimento e nunca estao antenados como o mercado está evoluindo.

D

ramilani12:
Problemas das nossas faculdades os professores são “by on the book”.
Nunca inovam a forma de repassar o conhecimento e nunca estao antenados como o mercado está evoluindo.


E como você acha que deveria ser esse processo?
Você já teve alguma experiência lecionando?
Qual a melhor forma de passar conhecimento, de acordo com teu critério?

R

ramilani12:
Problemas das nossas faculdades os professores são “by on the book”.
Nunca inovam a forma de repassar o conhecimento e nunca estao antenados como o mercado está evoluindo.

Você está invertendo a ordem das coisas. O mercado evoluiu de acordo com o conhecimento científico, não o contrário. Gates e Jobs são exceções, mas alguns dos maiores inovadores sairam do meio acadêmico. Na prática, temos muito mais exemplos de acadêmicos ganhando o mercado do que o inverso.

O

drsmachado, só para deixar claro, considero de grande relevância a formação acadêmica e concordo com a sua linha e discordo da linha do rafael_jesus, embora respeite. Todos nós sabemos que uma formação superior visa muito mais que preparar para usar ferramenta x ou y ou exercer(apenas) função x ou y. Meu questionamento é como poderia ser melhorado o ensino, mas não no sentido de “vamos protestar, abaixo MEC, melhores condições, mi mi mi”. É um pensamento muito mais “high level”, do papel do professor nos dias de hoje, qual o papel da tecnologia na educação, o ensino se adaptou a realidade que vivemos ? Ou está estagnado ? E por aí vai…(Embora o espaço esteja absolutamente aberto para uma discussão mais pontual)

A realidade é que a informação está aberta, livre, eu não preciso mais de um “mestre” que abra um ppt e fique vomitando “conhecimento” na minha cabeça, me olhando de cima para baixo se achando melhor que eu. Ainda tendo aquela visão binária : “Esse aluno é bom, interessado, esse tem futuro”, “Esse outro é medíocre, não sabe nada da minha matéria, é burro mesmo, péssimo aluno”. Hoje em dia acredito em um professor muito mais como um colega que se especializou mais em uma área e quer compartilhar com os alunos suas experiências e conhecimento do que como um “grande mestre sábio”. Já tive um professor com essa postura de orientador e impressionou-me o engajamento dos alunos, noventa por cento deles interessados debatendo com o professor, discordando, errando, discutindo sobre um assunto, trazendo coisas interessantes de fora da sala de aula para debater, indo além por conta atrás de pesquisas, criando iniciativas de projetos próprios etc. Enfim, me impressionei com a experiência que obtive com esse professor. Mas o por que disso ? Porque ele se postava muito mais como um orientador do que como um “grande mestre sábio” dono da razão e da verdade que ditava as coisas de cima para baixo: “O conteúdo é esse, a prova vai ser assim, cai isso, isso não cai. O trabalho vai ser esse, o assunto vai ser esse. Tiro nota x passou, menos que y rodou”.

Outro ponto, na mesma linha, é a questão de prova, essa visão da escola de um professor como carrasco, avaliador no estilo: “Foi bem é o cara, excelente aluno. Foi mal é burro, fraco”. É uma visão, ao meu ver, bastante pequena que minimiza e muito o papel da escola, do ensino etc.

Outro ponto mais voltado para a realidade de TI é a interação entre empresa e acadêmia. Ouvi de universidades que tem cadeiras voltadas para projetos, muitos deles executados dentro das empresas(como já ocorre em MSc e Phd, mas na graduação). Achei fantástico e segundo relatos a experiência é extraordinária, o engajamento dos alunos é de impressionar. Coisa que para o pensamento de muitos professores de universidades federais é um grande absurdo(minha mãe é professora de superior).

Emfim, são outros tantos diversos pontos e essa discussão é muito ampla e profunda. Mas foi bom que descobri que não é só eu que crítico do nosso modelo.

Uma excelente palestra sobre o assunto, quem tiver um momento para assistir, vale muito :

R

Não quero criar “flame war” a minha opnião é de minha experiência acadêmica, qndo sai da faculdade e fui enfrentar o mercado trabalho parecia que estava no outro mundo.
Me senti frustado!

A minha opinião que faculdade deveria preparar mais os estudante para o mercado de trabalho e sua realidade, criar situações onde estudante resolva um problema real.

Não lembro onde li se foi aqui, uma universidade de SP usava DOJO e Scrum nas aulas é esse tipo de ação que é interessante.

No hard feelings rmendes08 e drsmachado !

C

O problema da educação vai muito além do ensino superior, ele começa com a cultura do povo brasileiro que costuma valorizar o dinheiro mais do que o conhecimento, e dos pais que acham que a escola é quem deve ensinar tudo para seus filhos. Quando uma criança chega no fim do ano com o boletim em casa, o que os pais perguntam para ela? “E aí filho, passou de ano? Tirou quanto? Acima da média?”. (sem falar nos pais que vão até a escola ameaçar o professor porque o filho tirou nota baixa). Ao invés de perguntar: e aí filho, aprendeu? O que você aprendeu? Gostou? Já que gostou que tal ler esse livro aqui que eu comprei pra você? Vai te ensinar mais coisas legais. Vamos fazer algo com o que você gostou mais de ter aprendido?

Ok, a correria do dia a dia muitas vezes não permite isso frequentemente, e muitos pais também não tiveram a oportunidade de ter uma boa educação para transmitir diretamente ao filho. O resultado disso? Mais uma geração de crianças que vão se preocupar em aprender o suficiente em passar de ano durante todos os seus anos escolares e quando chegar na faculdade vão fazer a mesma coisa, simplesmente para entrar no mercado de trabalho, comprar aquele carro 0km, o smartphone da moda e ir para as festas no fim de semana.

Na maior parte das vezes o que eu vejo são alunos preguiçosos, que só querem aprender a linguagem de programação que usam no estágio para fazer seus CRUD’S, que gostam que o professor passe aquele trabalhinho em grupo ao invés de uma prova individual, e não procuram o adquirir conhecimento por si mesmo. Quando o professor recomenda a leitura de um livro em inglês então… “Ah professor esse livro só tem em inglês, não tem outro não?”

É claro que tem muito professor ruim por aí, que não tem habilidade para ensinar, sim, tem muitos por aí. Sim, o ensino superior no Brasil tem muitos defeitos, eu achei fraco (estudei engenharia em uma universidade federal),
nas particulares então nem se fala, se o professor passa uma prova difícil, lá vão os alunos reclamar com o coordenador do curso que a prova foi difícil, entre outras coisas.

Tenho muito medo dessa interação empresa acadêmia. Empresa só tem um objetivo: ganhar dinheiro e talvez agradar clientes, e para isso ela faz o que for preciso, seja certo ou errado, do ponto de vista técnico (e também do ético, mas isso não importa nessa conversa). Em uma universidade federal, a grande maioria dos professores são doutores e publicam trabalhos de relevância internacional sobre todo o tipo de assunto, basta mostrar interesse, falar com o professor e participar, com certeza você vai aprender muita coisa com isso, acho bem melhor do que essa “interação empresa acadêmia”. Mas como que os alunos que só querem aprender o framework para fazer o cadastro de clientes no trabalho vai participar de um projeto assim? Um projeto em que ele vai precisar “queimar neurônios”, saber muito cálculo, álgebra, ler artigos e livros em inglês… Ele não vai participar, e nem vai correr atrás para aprender, ele vai falar que os professores são ruins.

R

Orocildo:
drsmachado, só para deixar claro, considero de grande relevância a formação acadêmica e concordo com a sua linha e discordo da linha do rafael_jesus, embora respeite. Todos nós sabemos que uma formação superior visa muito mais que preparar para usar ferramenta x ou y ou exercer(apenas) função x ou y. Meu questionamento é como poderia ser melhorado o ensino, mas não no sentido de “vamos protestar, abaixo MEC, melhores condições, mi mi mi”. É um pensamento muito mais “high level”, do papel do professor nos dias de hoje, qual o papel da tecnologia na educação, o ensino se adaptou a realidade que vivemos ? Ou está estagnado ? E por aí vai…(Embora o espaço esteja absolutamente aberto para uma discussão mais pontual)

A realidade é que a informação está aberta, livre, eu não preciso mais de um “mestre” que abra um ppt e fique vomitando “conhecimento” na minha cabeça, me olhando de cima para baixo se achando melhor que eu. Ainda tendo aquela visão binária : “Esse aluno é bom, interessado, esse tem futuro”, “Esse outro é medíocre, não sabe nada da minha matéria, é burro mesmo, péssimo aluno”. Hoje em dia acredito em um professor muito mais como um colega que se especializou mais em uma área e quer compartilhar com os alunos suas experiências e conhecimento do que como um “grande mestre sábio”. Já tive um professor com essa postura de orientador e impressionou-me o engajamento dos alunos, noventa por cento deles interessados debatendo com o professor, discordando, errando, discutindo sobre um assunto, trazendo coisas interessantes de fora da sala de aula para debater, indo além por conta atrás de pesquisas, criando iniciativas de projetos próprios etc. Enfim, me impressionei com a experiência que obtive com esse professor. Mas o por que disso ? Porque ele se postava muito mais como um orientador do que como um “grande mestre sábio” dono da razão e da verdade que ditava as coisas de cima para baixo: “O conteúdo é esse, a prova vai ser assim, cai isso, isso não cai. O trabalho vai ser esse, o assunto vai ser esse. Tiro nota x passou, menos que y rodou”.

Outro ponto, na mesma linha, é a questão de prova, essa visão da escola de um professor como carrasco, avaliador no estilo: “Foi bem é o cara, excelente aluno. Foi mal é burro, fraco”. É uma visão, ao meu ver, bastante pequena que minimiza e muito o papel da escola, do ensino etc.

Outro ponto mais voltado para a realidade de TI é a interação entre empresa e acadêmia. Ouvi de universidades que tem cadeiras voltadas para projetos, muitos deles executados dentro das empresas(como já ocorre em MSc e Phd, mas na graduação). Achei fantástico e segundo relatos a experiência é extraordinária, o engajamento dos alunos é de impressionar. Coisa que para o pensamento de muitos professores de universidades federais é um grande absurdo(minha mãe é professora de superior).

Emfim, são outros tantos diversos pontos e essa discussão é muito ampla e profunda. Mas foi bom que descobri que não é só eu que crítico do nosso modelo.

Uma excelente palestra sobre o assunto, quem tiver um momento para assistir, vale muito :


As vagas para desenvolvimento estão cada vez mais exigentes, por isso que eu fico p da vida,

A questão é simples, as faculdades preparam para o mercado de trabalho?

Se não formam, pq colocam no mercado que formam e já sai preparado?..

As noções de orientação a objeto na minha turma é muito fraca, e das outras tbm

Outra coisa eu tenho um ano de área e quero recuperar o tempo em que estive fora dela, pra quem já esta nela e já possui um conhecimento alto ou já passou dessa fase de facul, é fácil falar…agora quem dorme 5 horas por dia, tem que resolver pepinos no trampo e ter que estudar uma coisa que vc não usa ai sim é osso…

Infelizmente a minha faculdade não me agrega valor nenhum no dia a dia de meu trabalho, mas nem de longe

Obrigado por respeitar minha opinião, eu só estou passando a minha experiência…

Abrcs,

M

Eu senti falta de estudar algumas coisas legais, mas também tem o fato que o professor precisa acompanhar a sala, e não são todos iguais.

Mas o que mais lembro por enquanto:

Aula de estatistica: O professor disse que aprenderiamos a resolver as probabilidades pela curva de Gauss por que integrar era muito dificil =/

Eu apoiaria a idéia de poder escolher as disciplinas a serem cursadas, ai eu tiraria administração e colocaria um de fisica por exemplo.

J

rafael_jesus:
Orocildo:
drsmachado, só para deixar claro, considero de grande relevância a formação acadêmica e concordo com a sua linha e discordo da linha do rafael_jesus, embora respeite. Todos nós sabemos que uma formação superior visa muito mais que preparar para usar ferramenta x ou y ou exercer(apenas) função x ou y. Meu questionamento é como poderia ser melhorado o ensino, mas não no sentido de “vamos protestar, abaixo MEC, melhores condições, mi mi mi”. É um pensamento muito mais “high level”, do papel do professor nos dias de hoje, qual o papel da tecnologia na educação, o ensino se adaptou a realidade que vivemos ? Ou está estagnado ? E por aí vai…(Embora o espaço esteja absolutamente aberto para uma discussão mais pontual)

A realidade é que a informação está aberta, livre, eu não preciso mais de um “mestre” que abra um ppt e fique vomitando “conhecimento” na minha cabeça, me olhando de cima para baixo se achando melhor que eu. Ainda tendo aquela visão binária : “Esse aluno é bom, interessado, esse tem futuro”, “Esse outro é medíocre, não sabe nada da minha matéria, é burro mesmo, péssimo aluno”. Hoje em dia acredito em um professor muito mais como um colega que se especializou mais em uma área e quer compartilhar com os alunos suas experiências e conhecimento do que como um “grande mestre sábio”. Já tive um professor com essa postura de orientador e impressionou-me o engajamento dos alunos, noventa por cento deles interessados debatendo com o professor, discordando, errando, discutindo sobre um assunto, trazendo coisas interessantes de fora da sala de aula para debater, indo além por conta atrás de pesquisas, criando iniciativas de projetos próprios etc. Enfim, me impressionei com a experiência que obtive com esse professor. Mas o por que disso ? Porque ele se postava muito mais como um orientador do que como um “grande mestre sábio” dono da razão e da verdade que ditava as coisas de cima para baixo: “O conteúdo é esse, a prova vai ser assim, cai isso, isso não cai. O trabalho vai ser esse, o assunto vai ser esse. Tiro nota x passou, menos que y rodou”.

Outro ponto, na mesma linha, é a questão de prova, essa visão da escola de um professor como carrasco, avaliador no estilo: “Foi bem é o cara, excelente aluno. Foi mal é burro, fraco”. É uma visão, ao meu ver, bastante pequena que minimiza e muito o papel da escola, do ensino etc.

Outro ponto mais voltado para a realidade de TI é a interação entre empresa e acadêmia. Ouvi de universidades que tem cadeiras voltadas para projetos, muitos deles executados dentro das empresas(como já ocorre em MSc e Phd, mas na graduação). Achei fantástico e segundo relatos a experiência é extraordinária, o engajamento dos alunos é de impressionar. Coisa que para o pensamento de muitos professores de universidades federais é um grande absurdo(minha mãe é professora de superior).

Emfim, são outros tantos diversos pontos e essa discussão é muito ampla e profunda. Mas foi bom que descobri que não é só eu que crítico do nosso modelo.

Uma excelente palestra sobre o assunto, quem tiver um momento para assistir, vale muito :


As vagas para desenvolvimento estão cada vez mais exigentes, por isso que eu fico p da vida,

A questão é simples, as faculdades preparam para o mercado de trabalho?

Se não formam, pq colocam no mercado que formam e já sai preparado?..

As noções de orientação a objeto na minha turma é muito fraca, e das outras tbm

Outra coisa eu tenho um ano de área e quero recuperar o tempo em que estive fora dela, pra quem já esta nela e já possui um conhecimento alto ou já passou dessa fase de facul, é fácil falar…agora quem dorme 5 horas por dia, tem que resolver pepinos no trampo e ter que estudar uma coisa que vc não usa ai sim é osso…

Infelizmente a minha faculdade não me agrega valor nenhum no dia a dia de meu trabalho, mas nem de longe

Obrigado por respeitar minha opinião, eu só estou passando a minha experiência…

Abrcs,

Lembro que na época que comecei a faculdade, os empregos da “moda” que hojem são .NET e Java, eram Visual Basic e Delphi… em certa aula de linguagem C um aluno chegou pro professor e falou… pow professor… C é muito chato… e quase ninguem usa! Pq agente não aprende Visual Basic ou Delphi… desse jeito como vou arrumar emprego?

E o professor respondeu:

  • Se você quer aprender visual basic ou delphi, tem muitos cursos bons de 1 semana. Posso inclusive te indicar alguns… mas você esta na faculdade para aprender os conceitos necessários para criar seu sistema operacional (e não aprender a usar windows ou linux), criar o seu compilador, criar sua linguagem de programação, etc

O curso que fiz foi ciência da computação… não sei se o curso de sistemas de informação puxa mais para o outro lado, pois lembro de um amigo que tinha aula de delphi e estava no terceiro ano de SI (isso foi em 2001).

R

Marky.Vasconcelos:
Eu senti falta de estudar algumas coisas legais, mas também tem o fato que o professor precisa acompanhar a sala, e não são todos iguais.

Mas o que mais lembro por enquanto:

Aula de estatistica: O professor disse que aprenderiamos a resolver as probabilidades pela curva de Gauss por que integrar era muito dificil =/

Eu apoiaria a idéia de poder escolher as disciplinas a serem cursadas, ai eu tiraria administração e colocaria um de fisica por exemplo.

Se eu pudesse trocar as minhas aulas de filosofia/administração por O.O ou fisica seria uma pessoa mais feliz! :stuck_out_tongue:

H

ramilani12:
Problemas das nossas faculdades os professores são “by on the book”.
Nunca inovam a forma de repassar o conhecimento e nunca estao antenados como o mercado está evoluindo.

Faculdade é pra ganhar diploma, não conhecimento.

D

Como eu disse, o sistema de ensino no Brasil é deficitário e ineficaz, isso é fato. Onde já se viu, 9 anos de ensino básico (primário e fundamental), onde a criança entra com 6 anos e, sabendo ou não ler e escrever, vai passando até a 5ª série)?

[politic mode: on]
Depois disso, vão querer cobrar que o sujeito saiba escolher seus candidatos, que se previna contra doenças venéreas e gravidez precoce…
[politic mode: off]

Concordo que a informação está aí para quem quiser, aliás, sempre esteve, bibliotecas existem em todo lugar. Lê quem quer. Internet é assim.
Estes dias discutíamos sobre a regulamentação profissional e criação de conselho de classe (algo como CRM para TI). Lembro de ter sido criticado por dizer que tenho visto por aí empresas que deixam a formação em segundo plano, pois querem resolver problemas mais pertinentes, como falta de mão de obra.
É evidente que eu considero importante uma formação, porém, coisas como “empreendedorismo” (tive essa disciplina com um professor que, além de gago - nada contra - e que sequer possuía uma empresa. Ou seja, qual o know how de alguém que não empreendeu para falar sobre empreendedorismo?) deveriam ser substituídas por coisas mais inerentes, como física ou cálculo mesmo (aquele temido, dos cursos de matemática, física e afins).

Repito, linguagem de programação se aprende no dia a dia, mesmo que você faça todos os cursos da Caelum, Algaworks e correlatas em suas respectivas cidades, dificilmente encontrará uma arquitetura limpa. O padrão, em muitos lugares, é misturar padrões de maneira a não ter padrão, trabalhar com tecnologias defasadas, como delphi, struts 1, jsf 1 e coisas dessa natureza;

A formação acadêmica deveria ensinar a pensar por si próprios, baseando argumentos em bibliografias diversas. Não é só ler um livro, é ler vários, para ter opiniões distintas, contrapor idéias, aprender a questionar. Filosofia é, sim, necessária. Ler é preciso. Programar também.

G

Minha dica: existem algumas faculdades e cursos muito bons. A maioria é, no máximo, medíocre.
Se você quer ser um bom desenvolvedor, corra atrás. Estude novas linguagens de programação, leia livros técnicos, leia blogs de outros desenvolvedores e vejam o que eles estão desenvolvendo, participe de projetos open source, vá a conferências, participe de grupos de discussão, etc.

O

drsmachado, concordo com você, fazemos uma linha parecida.

cfred, concordo com você até a parte da interação acadêmia empresa. Aí é um tópico polêmico e bastante discutível, renderia uma thread só para esse assunto. Mas resumindamente, eu fazia a linha sua também, mas depois descobri que na prática existem muitos cases de sucesso entre as duas.

“…basta mostrar interesse, falar com o professor e participar, com certeza você vai aprender muita coisa com isso…”
“…Um projeto em que ele vai precisar “queimar neurônios”, saber muito cálculo, álgebra, ler artigos e livros em inglês…”

Bastante discutível. Converse com alunos de graduação que fazem IC. O que mais ouço falar é de muita matação, projetos enrolados, que não andam. O que mais vejo é aluno vindo de IC para estágios dentro de empresas e achando muito melhor. Não estou falando em certo ou errado apenas creio que seja algo bastante discutível.

E não se iluda com “Em uma universidade federal, a grande maioria dos professores são doutores e publicam trabalhos de relevância internacional sobre todo o tipo de assunto”. Cara, não acaricie o ego desses caras, tem muito professor sério e top mesmo que merece esse reconhecimento. Agora tem muitos aproveitadores que usam o status do cargo para tirar proveito para empresa própria, ganham trocentas bolsas do governo, sem falar que usam o recurso público para fazer seus mestrados e doutorados fora e depois vão dar aula no privado ganhando o dobro. Sem falar que muitas universidades federais são grandes repartições públicas com as mesma pecuinhas e politicagens de qualquer outra. Esse comentário é apenas um adicional, off topic, sem “war flames” como disse o amigo acima.

V

Tem algumas coisas que as pessoas não entendem, ou não querem entender, ou só vão entender com o tempo:
a) A faculdade não está lá para te formar para o seu primeiro emprego. Ela está lá para te formar para todos os seus empregos. Ou seja, não adianta estudar a última tecnologia da moda, você tem que estudar os fundamentos, que criam essas tecnologias. Pense que você deve bolar a ementa de um curso universitário, levando em conta que o aluno sairá dele 4 anos depois de entrar lá. Muitas tecnologias morrem nesse período, fazer um curso totalmente voltado ao mercado é suicídio. Além disso, a formação universitária deve ser abrangente, permitindo que você faça novas escolhas no futuro, isso é que chamamos de “mobilidade na carreira”. Você pode estar trabalhando com web hoje, querer usar mobile amanhã, ou quem sabe o que surgirá em 15 anos? Por isso é importante estudar um pouco além do que você está precisando em seu emprego atual.

b) Especialmente no caso dos fundamentos, nem tudo é interessante, nem fácil de estudar, nem imediatamente aplicável. Mas não significa que aquilo não seja importante. Já perdi as contas de quantas vezes na carreira fui salvo por saber os fundamentos, ou quantas vezes me surpreendi por um conhecimento que julgava “inútil” na faculdade se mostrar a salvação da lavoura. Já está virando minha marca registrada aqui (e digo isso muito antes de me tornar professor) dizer para as pessoas estudarem “computação” e não só a “linguagem java”. De usadores de frameworks o mercado está cheio, mas pessoas que realmente resolvem problemas precisam ir muito além disso.

c) Na sua vida, você não irá estudar apenas o que gosta, do jeito que gosta, mesmo dentro do mercado de trabalho. Por isso vemos tópicos aqui de gente querendo “sair da empresa pq pegou um projeto ruim”, ou desistindo da área de informática pq “agora só sobraram tarefas chatas no projeto”. Na faculdade é a mesma coisa. Você deve se adaptar, e achar o jeito que gosta de estudar. Não gosta de ouvir o professor falando? Ótimo, não preste atenção, mas corra atrás com livros. Ou leia-os antes e leve dúvidas para sala. Preferiria uma abordagem mais prática? Bole um projetinho pessoal (eu faço muito isso), e vá tirar dúvidas com o professor. E, claro, as vezes vai existir aquele professor ruim, que você deverá engolir com farinha, assim com de vez enquando numa empresa você vai ter um colega mala ou, pior ainda, um chefe mala.

Mas te vira, o papel de estudar é seu.
Cabe à você usar da melhor maneira possível os recursos que a faculdade oferece.

L

drsmachado:
Luiz Augusto Prado:
Nossa amigo… tava pensando nisso ontem antes de dormir.
Mas não falo quanto ao conteúdo dado, mas da obrigatoriadede da presença.
O conteúdo, podemos aprender por livros, cursos, videos professores particulares, ajuda de amigos…
A presença é interessante pra conhecer pessoas com os mesmos interesses. E só.
Eu levo mais de 1 hora no transito só para ir à faculdade.
Bom que existem cursos à distância. Mas no meu caso, matemática, não existe curso a distância na Federal.,

Se existir alguma faculdade de matemática a distância, por favor me digam onde.
To disposto air apenas para fazer as provas das disciplinas.

Quando perguntei por que ao meu coordenador de curso, ele disse que o MEC impões isso.
Com tanto escandalo de corrupção estourando no Brasil, pergunto:
Quantos são os envolvidos que recebem propinas de donos de empresas de transporte, escolas e faculdades que pagariam por uma lei estúpida destas?
Pramim essa “conspiração” é muito real.
A educação no Brasil é uma farça.


Camarada, não sei não, mas se quer ir apenas para prestar as provas, por que não verifica a possibilidade de exame de proficiência? Até onde sei, a maioria das instituições empregam tais exames.
É o que pretendo fazer na próxima graduação que eu for fazer.

Os exames de proficiência tem suas condições impostas por cada faculdades.
Algumas só permitem o exame em até em 3 disciplinas.

V

É interessante pelo trabalho em grupo, pelo contato com o professor e também pelo networking. As pessoas tendem a subestimar a importancia de “conhecer gente com o mesmo interesse”. Acho que esse “só” é um dos pontos mais importantes.

Luiz Augusto Prado:
Quando perguntei por que ao meu coordenador de curso, ele disse que o MEC impões isso.
Com tanto escandalo de corrupção estourando no Brasil, pergunto:
Quantos são os envolvidos que recebem propinas de donos de empresas de transporte, escolas e faculdades que pagariam por uma lei estúpida destas?
Pramim essa “conspiração” é muito real.
A educação no Brasil é uma farsa.

O Brasil é um dos países que está mais adiantado no quesito “educação à distância”. Não tem nada de conspiratório aí. O MEC já prevê essa modalidade e já temos muitas universidades, em especial as particulares, adotando.

Você tem que pensar que, no quesito educação, as coisas demoram mesmo a evoluir. É necessário haver concientização, por parte do aluno, dos pais do aluno, dos professores e do contratador que novos modelos de ensino são tão bons quanto os modelos atuais. É necessário haver treinamento e amadurecimento nessa modalidade de ensino por parte dos professores e da instituição de ensino (treinamento, compra de infra-estrutura - seja para gravar os vídeos ou de rede, tempo para autorar as aulas).

Não estamos falando somente em ter um curso “bom ou ruim”, mas em compremeter a carreira do indivíduo e o nome da instituição.

Quantos contratadores por aí você acha que não vão simplesmente descartar seu currículo ao ver que o curso é a distância? Quanta gente aí ainda não confia nessa modalidade de ensino? Mesmo universidades americanas são bastante restritivas quanto à cursos a distância. Stanford começou a adotar isso agora, e ainda assim, para cursos complementares, o que faculdades como a PUC já fazem há muitos anos. Harvard permite que você assista as aulas, mas não permite que você tire diploma a menos que faça o curso presencial.

Então, não se impressione se as faculdades ainda não estão investindo nessa modalidade de ensino. A Positivo, aqui em Curitiba, está investindo cada vez mais em cursos à distância e já recebe críticas.

Eu acho esse “corrupcionismo conspiratório” um dos grandes males do brasileiro. Nós queremos ver corrupção em tudo, e acabamos fechando os olhos para os reais problemas e adotando uma postura passiva.

L

Marky.Vasconcelos:
Eu senti falta de estudar algumas coisas legais, mas também tem o fato que o professor precisa acompanhar a sala, e não são todos iguais.

Mas o que mais lembro por enquanto:

Aula de estatistica: O professor disse que aprenderiamos a resolver as probabilidades pela curva de Gauss por que integrar era muito dificil =/

Eu apoiaria a idéia de poder escolher as disciplinas a serem cursadas, ai eu tiraria administração e colocaria um de fisica por exemplo.

Eu faria exatamente o contrario… O que adianta gostar de fisica se a mesma não tem valor no mercado?!

V

Ter ou não “valor no mercado” depende é do mercado que você quer atuar.
Com certeza seria uma boa se você quiser fazer concurso para Petrobrás.

Alguém que vá para web poderia abrir mão de cálculo para estudar mais a fundo redes, por exemplo.

Y

luistiagos:
Marky.Vasconcelos:
Eu senti falta de estudar algumas coisas legais, mas também tem o fato que o professor precisa acompanhar a sala, e não são todos iguais.

Mas o que mais lembro por enquanto:

Aula de estatistica: O professor disse que aprenderiamos a resolver as probabilidades pela curva de Gauss por que integrar era muito dificil =/

Eu apoiaria a idéia de poder escolher as disciplinas a serem cursadas, ai eu tiraria administração e colocaria um de fisica por exemplo.

Eu faria exatamente o contrario… O que adianta gostar de fisica se a mesma não tem valor no mercado?!

O que tem valor é o profissional não a profissão, e gostar da sua profissão é um dos requisitos para se dar bem financeiramente. Se voce gosta de física a probabilidade de se dar bem é maior do que fazendo direito (se voce nao gosta). Voce nao vai conseguir ganhar dinheiro se nao gostar do que faz. E passar o dia, e a vida, fazendo o que gosta, pode ser bem mais compensador do que todo o dinheiro hipotetico que voce ganharia.

L

É interessante pelo trabalho em grupo, pelo contato com o professor e também pelo networking. As pessoas tendem a subestimar a importancia de “conhecer gente com o mesmo interesse”. Acho que esse “só” é um dos pontos mais importantes.

Sim, é muito importante.
Mas o contato não depende de um vinculo com a faculdade.
Com os recursos que temos e sem a obrigatoriedade de nos encontrarmos fisicamente podemos poupar tempo.

ViniGodoy:

Eu acho esse “corrupcionismo conspiratório” um dos grandes males do brasileiro. Nós queremos ver corrupção em tudo, e acabamos fechando os olhos para os reais problemas e adotando uma postura passiva.

Por exemplo esse ultimo caso de corrupção que mais se fala na TV.
O que você sugere se tudo terminar em Pizza?

Vou procurar saber mais sobre os cusos da Positivo.

V

Luiz Augusto Prado:
Por exemplo esse ultimo caso de corrupção que mais se fala na TV.
O que você sugere se tudo terminar em Pizza?

Quando falo que “corrupcionismo” é nocivo, me refiro ao fato de deixar as pessoas achando que tudo está relacionado a corrupção, que tudo é ruim, que tudo não tem jeito, e que tudo no Brasil é pior que nos outros países.

L

ViniGodoy:
Luiz Augusto Prado:
Por exemplo esse ultimo caso de corrupção que mais se fala na TV.
O que você sugere se tudo terminar em Pizza?

Quando falo que “corrupcionismo” é nocivo, me refiro ao fato de deixar as pessoas achando que tudo está relacionado a corrupção, que tudo é ruim, que tudo não tem jeito, e que tudo no Brasil é pior que nos outros países.

Eu acredito que nossos problemas sociais tem soluções.
O que pensar quando vemos problemas que são criados para se vender facilidades?
É evidente que se uma cidade com trânsito, saúde, educação, clima e segurança estão desorganizados, é porque estamos diante de governantes corruptos.
Os problemas que estão surgindo hoje já foram discutidos a vários anos.

Sugiro uma lida nisso:


Aldous Huxley faz um alerta sobre a sociedade de consumo:

E o que foi feito para mudar esse caminho?
Eu acredito que a nossa população pode ser mais feliz, mas vai depender da ação de todo mundo junto e coordenado.

Y

Editado.

Estava desviando o assinto do topico.

O

Mas é isso mesmo que faço, ViniGoy, respondo a chamada e vou embora, não preciso de professor. Alguns me interpretam mal acreditando que sou arrogante ou coisa do gênero. Longe disso, mas não tenho porque explicar para eles o que esta por trás dessa postura.

D

rafael_jesus:
rmendes08:
rafael_jesus:
Só para esclarecer, eu não disse que os professores não são bons,

O problema é que o que agrega na vida de um Analista e Desenvolvedor de Sistems saber de matérias como,

Filosofia, Circuitos Lógicos, e outras papagaiadas…

Ex eu tenho aula de Interface Humano Computador e tenho que estudar coisas tipo,

O que é memória dedutiva, o que é sensação, princípios de Gestault (nem sei se é assim que se escreve)…

Enfim, todo programador/desenvolvedor sabe o quanto temos que estudar e se ferrar para entender e poder até passar conhecimento no mundo de programação,

E não dá pra perder tempo com matérias obsoletas, pelo menos pra min na posição que me encontro hoje,

Mas vai da pegada de cada um e da facul de cada um…

Facu boa = FIAP, INFNET…

Abrcs

Eu mesmo, não aprendi 1 linha de Java na faculdade.

E vc acha isso bom?

Não viu uma linha de código em Java vc acha isso bom???

E a minha visão é limitada???

Na minha Faculdade também só vejo C e agora C++, e muita teoria. Mas não acho isso nem um pouco ruim. Acharia ruim se tivesse aprendido a programar em java, e pegar as coisas todas prontas. Prefiro aprender na faculdade uma linguagem mais “simples” como C, e sozinho ou por meio de cursos estudar as tecnologias atuais, por exemplo JAVA.

R

douglas_arantes:
rafael_jesus:
rmendes08:
rafael_jesus:
Só para esclarecer, eu não disse que os professores não são bons,

O problema é que o que agrega na vida de um Analista e Desenvolvedor de Sistems saber de matérias como,

Filosofia, Circuitos Lógicos, e outras papagaiadas…

Ex eu tenho aula de Interface Humano Computador e tenho que estudar coisas tipo,

O que é memória dedutiva, o que é sensação, princípios de Gestault (nem sei se é assim que se escreve)…

Enfim, todo programador/desenvolvedor sabe o quanto temos que estudar e se ferrar para entender e poder até passar conhecimento no mundo de programação,

E não dá pra perder tempo com matérias obsoletas, pelo menos pra min na posição que me encontro hoje,

Mas vai da pegada de cada um e da facul de cada um…

Facu boa = FIAP, INFNET…

Abrcs

Eu mesmo, não aprendi 1 linha de Java na faculdade.

E vc acha isso bom?

Não viu uma linha de código em Java vc acha isso bom???

E a minha visão é limitada???

Na minha Faculdade também só vejo C e agora C++, e muita teoria. Mas não acho isso nem um pouco ruim. Acharia ruim se tivesse aprendido a programar em java, e pegar as coisas todas prontas. Prefiro aprender na faculdade uma linguagem mais “simples” como C, e sozinho ou por meio de cursos estudar as tecnologias atuais, por exemplo JAVA.

A questão não é se é Java, C++ ou qualquer outra linguagem. A questão é que uma lista encadeada é uma lista encadeada independente da linguagem, algoritmos de ordenação, árvores, autômatos, compiladores … Ou seja, se a base teórica é boa (na verdade, nem precisa ser tão boa assim, se tiver a mínima base), aprender uma tecnologia nova ou uma ferramenta é relativamente simples.

Já ouvi casos de pessoas que foram dispensadas em seleção de estágio porque quando pediram para implemetar ordenação de arrays em Java, tiveram a cara de pau de chamar Arrays.sort().

D

“Já ouvi casos de pessoas que foram dispensadas em seleção de estágio porque quando pediram para implemetar ordenação de arrays em Java, tiveram a cara de pau de chamar Arrays.sort()

KKKKKKKKKKKKKKKKKK

L

Acho que esse link exemplifica bem o problema que estamos tendo hoje com os estudos de hoje:

As idéias iluministas foram muito boas para a época deles, mas hoje estão antigas de mais.
Precisam de uma renovaçãoe uma boa limpeza.

V

PS: Já aconteceu na empresa onde eu trabalho também.

Criado 31 de maio de 2012
Ultima resposta 14 de jun. de 2012
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