Analista ou Desenvolvedor, quem estuda mais

25 respostas
F

Uma pergunta que não quer calar,
Na prática, meus amigos, vendo as vagas de emprego oferecidas pelo mercado atual aqui no Brasil, seja para Desenvolvedores e Analistas de Sistemas, percebo uma disparidade na exigência dos conhecimentos para ambas as áreas com seus respectivos salários. Para um desenvolvedor Java, N+1 frameworks, N+1 padrões,N+1 metodologias, banco de dados (às vezes até store procedure) ect… salário x. Para um Analista de Sistemas é exigido um conhecimento na linguagem de programação metodologias e experiência na área…salário x + 1.
Não está meio confuso??
Com isso não quero desmerecer ninguém, só quero mostrar aquilo que vejo no nosso mercado de T.I.

25 Respostas

M

Olá Fábio. Concordo com vc que o salário inicial de um Analista seja maior. Mas quando o desenvolvedor mostra serviço na empresa, rapidamente ele ultrapassa fácil o salário de um Analista. Pelo menos é isso que sempre vi nas empresas por onde passei.

Abçs :wink:

A

Existe analista ainda?

Resposta curta: Fugir de código eu não te aconselho se você quer mesmo trabalhar na área de TI.

Realmente há uma confusão no nosso mercado, acho que se tem que ter cuidado com essas vagas de emprego por aí…

F

maranata
Posso mandar o curriculum para sua empresa :smiley: :smiley: :smiley: :smiley: :smiley: :smiley:

G

O que eu vejo muito por ai durante processos de seleção é que as empresas querem contratar Analistas, mas desde que estes também desempenhem o papel de desenvolvedor.

Um grande problema das estruturas organizacionais no Brasil é a organização hierarquica implementada, onde os desenvolvedores/programadores estão na base da piramide. Desta forma os salários para um programador senior em algumas empresas mal se iguala ao salario de um analista jr.

A

Ganha-se pelo responsabilidade do seu trabalho, não pelo volume.
Por definição um analista deve realmente ganhar mais, já que ele levanta/modela o sistema. O programador apenas implementa o que foi definido pelo analista. O sucesso ou fracasso do preojeto depende quase inteiramente do trabalho do analista. (isso num cenário totalmente teórico, na prática não é bem assim).
O mesmo se aplica ao programador jr, pl e sr. Enquanto o jr cria apenas as funcionalidades mais básicas do sistema, o sr cuida do core, dos frameworks, etc, ou seja do núcleo ( a parte mais importante) do sistema. Mais uma vez ganha-se pela responsabilidade.

M

O termo analista hoje em dia é algo muito genérico, por exemplo, alguém conhece um [color=red]analista de rh[/color]?

F

Marcio_Nogueira
O termo analista hoje em dia é algo muito genérico, por exemplo, alguém conhece um analista de rh?

Realmente o termo analista está em tudo, veja:

M

Há uma banalização do termo “analista”, hoje todo mundo pode ser um analista:
Analista de RH, Analista de Seguros, Analista de Crédito, etc.

Acredito que esta banilização seja prejudicial para a carreira de Analista de Sistemas. :wink:

R

amitabhjf:
Ganha-se pelo responsabilidade do seu trabalho, não pelo volume.
Por definição um analista deve realmente ganhar mais, já que ele levanta/modela o sistema. O programador apenas implementa o que foi definido pelo analista. O sucesso ou fracasso do preojeto depende quase inteiramente do trabalho do analista. (isso num cenário totalmente teórico, na prática não é bem assim).
O mesmo se aplica ao programador jr, pl e sr. Enquanto o jr cria apenas as funcionalidades mais básicas do sistema, o sr cuida do core, dos frameworks, etc, ou seja do núcleo ( a parte mais importante) do sistema. Mais uma vez ganha-se pela responsabilidade.

Cenário completamente teórico, pois o sucesso dos projetos dependem muito mais da sua execução em si do que o planejamento e/ou análise. Na prática, a grande responsabilidade está no time de desenvolvimento, que executa o projeto de fato. É durante a execução que os problemas e furos de modelagem e definição aparecem.

G

E nessa hora o que se faz geralmente é jogar fora toda a papelada (“análise”) e apenas implementar do jeito que funciona. Também nunca vi analistas serem cobrados pela qualidade do produto. Então essa história de “maior responsabilidade” é beeeeeeeem na teoria mesmo.

Por essas e outras que apóio totalmente essa tendência de acabar com a separação entre os papéis.

A

rmendes08:
amitabhjf:
Ganha-se pelo responsabilidade do seu trabalho, não pelo volume.
Por definição um analista deve realmente ganhar mais, já que ele levanta/modela o sistema. O programador apenas implementa o que foi definido pelo analista. O sucesso ou fracasso do preojeto depende quase inteiramente do trabalho do analista. (isso num cenário totalmente teórico, na prática não é bem assim).
O mesmo se aplica ao programador jr, pl e sr. Enquanto o jr cria apenas as funcionalidades mais básicas do sistema, o sr cuida do core, dos frameworks, etc, ou seja do núcleo ( a parte mais importante) do sistema. Mais uma vez ganha-se pela responsabilidade.

Cenário completamente teórico, pois o sucesso dos projetos dependem muito mais da sua execução em si do que o planejamento e/ou análise. Na prática, a grande responsabilidade está no time de desenvolvimento, que executa o projeto de fato. É durante a execução que os problemas e furos de modelagem e definição aparecem.

Pois é, como EU mesmo disse, esse cenário é teorico. Na prática, se um programador encontra furos de modelagem e resolve, ou se ele “joga fora a papelada” e faz de outro jeito, ele está atuando como analista. E nesse caso, estamos falando da função mais comum da área de TI, o “Programalista”. E claro, esse cara tem mesmo que ganhar mais, já que ele atua em dois papéis ao mesmo tempo.

A

E nessa hora o que se faz geralmente é jogar fora toda a papelada (“análise”) e apenas implementar do jeito que funciona. Também nunca vi analistas serem cobrados pela qualidade do produto. Então essa história de “maior responsabilidade” é beeeeeeeem na teoria mesmo.

Por essas e outras que apóio totalmente essa tendência de acabar com a separação entre os papéis.

Já trabalhei em projetos que funcionaram desta maneira, o programador faz tudo e o “analista” apenas finge que trabalha. Aliás, este é o cenário mais comum que existe no nosso meio. Mas também já trabalhei em projetos onde os papéis são bem definidos e as responsabilidades também. E acredite: o modelo funciona se levado a sério.

V

fabioEM:
Uma pergunta que não quer calar,
Na prática, meus amigos, vendo as vagas de emprego oferecidas pelo mercado atual aqui no Brasil, seja para Desenvolvedores e Analistas de Sistemas, percebo uma disparidade na exigência dos conhecimentos para ambas as áreas com seus respectivos salários. Para um desenvolvedor Java, N+1 frameworks, N+1 padrões,N+1 metodologias, banco de dados (às vezes até store procedure) ect… salário x. Para um Analista de Sistemas é exigido um conhecimento na linguagem de programação metodologias e experiência na área…salário x + 1.
Não está meio confuso??
Com isso não quero desmerecer ninguém, só quero mostrar aquilo que vejo no nosso mercado de T.I.

Pessoalmente não vejo nada demais exigir de um desenvolvedor Java conhecimento de frameworks e boas práticas de design de software.

H

vargas:
fabioEM:
Uma pergunta que não quer calar,
Na prática, meus amigos, vendo as vagas de emprego oferecidas pelo mercado atual aqui no Brasil, seja para Desenvolvedores e Analistas de Sistemas, percebo uma disparidade na exigência dos conhecimentos para ambas as áreas com seus respectivos salários. Para um desenvolvedor Java, N+1 frameworks, N+1 padrões,N+1 metodologias, banco de dados (às vezes até store procedure) ect… salário x. Para um Analista de Sistemas é exigido um conhecimento na linguagem de programação metodologias e experiência na área…salário x + 1.
Não está meio confuso??
Com isso não quero desmerecer ninguém, só quero mostrar aquilo que vejo no nosso mercado de T.I.

Pessoalmente não vejo nada demais exigir de um desenvolvedor Java conhecimento de frameworks e boas práticas de design de software.

Concordo. Pode exigir e muito, mas que paguem bem por isso! 8)

A

E nessa hora o que se faz geralmente é jogar fora toda a papelada (“análise”) e apenas implementar do jeito que funciona. Também nunca vi analistas serem cobrados pela qualidade do produto. Então essa história de “maior responsabilidade” é beeeeeeeem na teoria mesmo.

Por essas e outras que apóio totalmente essa tendência de acabar com a separação entre os papéis.

Já trabalhei em projetos que funcionaram desta maneira, o programador faz tudo e o “analista” apenas finge que trabalha. Aliás, este é o cenário mais comum que existe no nosso meio. Mas também já trabalhei em projetos onde os papéis são bem definidos e as responsabilidades também. E acredite: o modelo funciona se levado a sério.

hahaha

também trabalhei em um projeto assim.

Os “Analistas” ficaram meses escrevendo UCs que no final das contas não serviam pra nada.

Daí com o prazo estourando colocaram eles pra programar também.

Nem preciso dizer que o projeto foi cancelado…

F

Caraca meu irmão!! Trabalhamos então no mesmo projeto? Aconteceu desse jeito em um projeto que trabalhei!!! :lol: :lol: :lol: :lol: :lol:

F

Essa resposta é muito relativa.

Analista de verdade estuda mais, pois todo analista de verdade já foi desenvolvedor. Analista é um desenvolvedor com conhecimento de análise.

Mas se for pensar separadamente: desenvolvedor estuda mais, uma vez que para dominar a técnica, a linguagem, requer anos de prática e estudo. Pelo lado daquele que é somente analista, o estudo é menos pois o trabalho é mais abstrato: não implementar, não conhece as ferramentas nem a linguagem, só documenta e analise tudo no nível de negócio.

No entanto, um analista que não sabe programar ou que não tem suficiente conhecimento da tecnologia, da linguagem, é muito limitado, não é de confiança. O mais comum é as empresas contratarem analistas programadores, ou seja, aquele que faz tudo.

G

Nunca vi isso acontecer, mas até acredito… conheço umas pessoas de mainframe que falam muito bem de quando as coisas eram desse jeito. E falam que esse negócio de “analista programador” é uma espécie de depravação rsrsrs

Mas a cultura agora é outra, não tem jeito… antes o cara ficava 8 ou 10 anos programando para só então receber uma responsabilidade maior e poder ser o “que pensa”. Hoje um desenvolvedor razoável-bom não consegue viver assim, ele quer desafios.

M

pois é… eu ja vi empresa onde era assim… programador jr, depois pl, depois sr, depois analista jr…

funções que tendem a “meter mais a mão na massa” tendem a ganhar menos… indiferente da quantidade de exigências que se tem… eu ja pensei em várias vezes seguir carreira de analista por causa disso, sei que é mais valorizado (e nem sempre, mas costuma ser menos exigido), mas eu gosto de programar mesmo e não curto muito mecher com processos como é comum o analista mecher …

F

Não vejo muito sentido neste tipo de tópico, faça aquilo que você gosta, independente de estudar, trabalhar ou ganhar mais, simples assim.

A heurística é algo engraçado, as pessoas tendem a rotular tudo e atribuir padrões e classificadores, mas se for parar pra pensar é algo inútil.

Se você for virar analista porque ganha mais ou pior ainda, porque estuda menos, será um péssimo analista com esta visão.

Não faz sentido dizer qual estuda mais, por exemplo, eu trabalho com gerenciamento de projetos, muitos criticam dizendo que a curva de aprendizado inicial é alta mas depois acaba se acomodando (tipicamente depois do exame PMP).

Eu faço MBA, matérias de mestrado, trabalho o dia todo, dou palestra, leio livros constantemente, tiro certificações em metodologias que acho importante, atualmente estou estudando Prince2 e BPMN com EPF, mal tenho tempo pra fazer qualquer outra coisa na vida e conheço vários gerentes de projeto e analistas com este ritmo, assim como vários programadores. Todos tem uma coisa em comum: fazem aquilo que gostam, e normalmente se dão bem por isso.

Quem estuda mais são aqueles que decidiram por dar um foco profissional, nada contra quem não faça isto, na verdade às vezes até tenho uma certa inveja de quem sabe aproveitar um pouco melhor a vida e é mais equilibrado.

P

I disagree.
Eu penso que se vc está fazendo o que gosta, está aproveitando bem a vida.
Muitos vão discordar da sua maneira de aproveitar a vida (inclusive eu…), mas que se danem! :lol:

F

Não vejo muito sentido neste tipo de tópico, faça aquilo que você gosta, independente de estudar, trabalhar ou ganhar mais, simples assim.

A heurística é algo engraçado, as pessoas tendem a rotular tudo e atribuir padrões e classificadores, mas se for parar pra pensar é algo inútil.

Se você for virar analista porque ganha mais ou pior ainda, porque estuda menos, será um péssimo analista com esta visão.

Não faz sentido dizer qual estuda mais, por exemplo, eu trabalho com gerenciamento de projetos, muitos criticam dizendo que a curva de aprendizado inicial é alta mas depois acaba se acomodando (tipicamente depois do exame PMP).

Eu faço MBA, matérias de mestrado, trabalho o dia todo, dou palestra, leio livros constantemente, tiro certificações em metodologias que acho importante, atualmente estou estudando Prince2 e BPMN com EPF, mal tenho tempo pra fazer qualquer outra coisa na vida e conheço vários gerentes de projeto e analistas com este ritmo, assim como vários programadores. Todos tem uma coisa em comum: fazem aquilo que gostam, e normalmente se dão bem por isso.

Quem estuda mais são aqueles que decidiram por dar um foco profissional, nada contra quem não faça isto, na verdade às vezes até tenho uma certa inveja de quem sabe aproveitar um pouco melhor a vida e é mais equilibrado.

Esse tópico é um pouco provocativo propositalmente, de acordo com os relatos se percebe que é verdade, não existe algo claro e definido sobre as duas qualificações na ÁREA de T.I.
Na pratica, um desenvolvedor, a não ser em grandíssimas empresas e olhe lá, faz o trabalho das duas qualificações. Assim como, na prática, nem sempre um analista já foi desenvolvedor, o que parece ser até irracional e explica a falência de tantos projetos por aí.
Interessante seu próprio relato onde você diz e confirma meu pensamento:

Pelo que vejo, nós desenvolvedores temos que estudar mais. Nunca parece ser o bastante, de fato, as tecnologias mudam e se transformam sempre.
Quem escolhe ser analista de sistemas ou gerente de projetos, não tem tanta necessidade de estudar tecnologias, mas outras disciplinas menos dinâmicas.
Mas percebo que na PRÁTICA, quem trabalha mais sempre é o coitado do desenvolvedor.
Talvez, isso seja uma realidade do Brasil, onde a maioria que está abrindo ou abriu uma empresa não tem conhecimentos sólidos na área e não sabe de quem cobrar.
Com relação ao conceito de estudar é de cada um, claro, que aquele que estudar mais sempre terá mais chances e isso é a mesma coisa que dizer; ei um + um é igual a dois!.
O que me incomoda é essa total desorganização em nossa área. Sem falar que sempre que encontro alguém e tento explicar o que faço acabo sendo convidado a instalar um sistema operacional ou a concertar um pc. :lol: :lol: :lol: :lol:
Ou eu não sei falar, ou a pessoa não sabe entender, ou o que acho mais provável Nossa área esta entrega ao LIMBO!! :lol: :lol: :lol:

R

Eu tenho tido dificuldade em encontrar oportunidades devido a essa junção das funções, pois trabalhei quase sempre em fábrica de software, onde é tudo separado, então tenho dificuldade nessa parte de levantamento/análise de requisitos (sempre trabalhei com a implementação). Já tentei ler livros a respeito, mas eu acho eles muito teóricos. Se alguém tiver uma sugestão de curso/livro com uma abordagem mais prática sobre levantamento e modelagem eu agradeço.

F

Eu também já trabalhei em fábrica de software e não aprendi nada. Divisão de trabalho é uma humilhação, degrada as faculdades humanas, robotiza. Quem trabalha em fábrica de software como programador é um infeliz, não muito diferente de operários de linhas de montagem da época de Taylor. Em uma palavra: lixo.

Enquanto eu trabalhava numa fabrica dessas, estava lendo Filosofia da Miséria de Phoudhon, critica as linhas de produção dizendo o que nós, que já passamos por fábricas de softwares sabemos: degrada nossas faculdades, nos limita, nos humilha. O resultado dessas separação da produção é isso que vc tá sofrendo: só sabe fazer parte do produto, não sabe fazê-lo inteiramente ( não faz aquilo que não foi adestrado fazer na fábrica ), toda linha de produção resulta nisso.

Eu só consegui sair dessa vida, depois que arrumei um emprego numa consultoria, que era pequena e só tinha a mim para fazer todo trabalho de desenvolvimento, eu sai de um emprego lixo para ser quarterizado por uma consultoria (de lixo para menos lixo)… Fui explorado muito, mas aprendi fazer análise, levantamento de requisito, eu falava com os usuários, etc, aprendi frameworks e estudei muito padrões de projeto e engenharia de software.

Fiquei 2 anos na consultoria ganhando pouco, depois sai e estou no meu atual emprego, cujo salário é um pouco maior, porém não é compatível para meu perfil sênior (segundo o que fui registrado). Mas tá aí a dica, busque uma consultoria ou uma empresa trampulim, mesmo que não pague muito, você vai ganhar experiência.

M

É muito ocmum as empresas inventarem formas “criativas” para demitir funcionários, uma delas é dizer que o projeto foi cancelado pelo cliente. :wink:

Criado 28 de outubro de 2011
Ultima resposta 29 de out. de 2011
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