Bem…
Acho que posso auxiliar nisso, visto que passei um bom tempo da minha curta carreira profissional como professor e coordenador de cursos livres (Microlins).
Como todos sabem, estas empresas ganham por aluno em sala de aula. Como os cursos não são obrigatórios, já é difícil colocar gente na sala de aula, e mais difícil ainda é manter a pessoa até o final no curso.
Assim, temoS várioS livroS e manuaiS, além de vários seminários e cursos para manutenção dos alunos em sala.
Já testei várias tecnicas, mas as que mais funcionavam eram:
1 - Seja descontraído.
90% da aula é o professor. Não adianta achar que os alunos vão se esforçar só por causa do conteúdo. Aliás, hoje em dia, com internet, bibliotecas e tantos profissionais por ai, a figura do professor (assim como o jornalista) estão mudando drásticamente. O professor está ali para mostrar o caminho, dar referencias, gerar questionamentos e - somente em último caso - dar a resposta. Nesse contexto, é imprescindível que os alunos vejam no professor um amigo, um companheiro (MUITO CUIDADO PARA NÃO PERDER O CONTROLE DA TURMA! VOCÊ É O PROFESSOR!), um guia para que cheguem aonde precisam.
Piadas bem colocadas, demonstrações de humanidade e de conhecimento e se importar com a individualidade do aluno (sim, mesmo em 6 meses!) tornam o professor um marco nos estudos dos alunos.
Dizer que “tem que fazer porque sim” ou “esse é o plano de aula” só estragam a imagem do professor para com os alunos.
2 - Aluno aprende fazendo.
Por mais teórica que seja a aula, faça práticas. Dê o problema antes das soluções. Dê tempo para os alunos mostrarem sua capacidade. Disponibilise o material teórico como consulta e faça os alunos correrem atras. Auxilie-os individualmente. Só recorra à aula expositiva quando a dúvida for de todos os alunos (ou da maioria). Assim, eles precisarão prestar a atenção para chegar ao objetivo. O interesse deles estará na lousa e no que você diz! Agora sim é hora de brilhar!
3 - Utilize a realidade do aluno.
Nas primeiras aulas, faça questionários com os alunos. Onde trabalham? Quais tecnologias usam? Qual proveito o aluno espera tirar do curso? Coisas triviais como estado civil, idade, local onde mora, entre outros, podem mostrar muito mais do aluno do que você imagina!
Com tudo isso em mente, faça trabalhos orientados ao que o aluno vai usar.
Exemplo: reclama-se tanto que as empresas não fazem documentação UML de seus softwares… Faça com que os alunos gerem a documentação dos softwares (ou de partes) de suas empresas! Estarão aprendendo não somente o conteúdo, mas já estarão o colocando na prática e - até quem sabe - se aprimorando diretamente na sua empresa.
Todas estas técnicas fazem parte da teoria do FOCO.
O aluno possui um foco e é dever do professor trazer esse foco para a sala de aula.
(Mesmo porque, se o foco já estivesse no conteúdo, não seria necessário um professor… um livro bastaria!)