Como tornar as aulas de Análise de Sistemas mais dinâmicas?

18 respostas
L

Oi,

Percebo no ambiente acadêmico (o qual estou inserido como professor), uma antipatia dos alunos em relação às aulas de Analise de Sistemas e Engenharia de Software.
As aulas são bem teóricas, pesadas e com muito conteúdo.

As atividades práticas, salvo as modelagens com UML, são, geralmente, de pergunta e resposta, o que desmotiva os alunos.

Como podemos melhorar o ensino de Análise e torná-lo mais atraente e dinâmico?

18 Respostas

F

Sugiro que você leia o livro “Liberdade para Aprender”, do Carl Rogers.

Abraço

F

cliquei em responder, e até agora não sei o que escrever… isso só prova que reclamar é muito fácil, solucionar o problema é que é o difícil.

uma idéia, mude o foco… proponha desafios ou competições de conhecimento valendo cerveja ou algo do gênero
a aula é chata não tem como evitar… talvez puxando pelo lado animal do aluno (rivalidade e competição) torne mais interessante a idéia. hehe ficadica.

A

Acho que oferecer cases reais seria mais motivador. O mais interessante seriam cases em que os alunos tivessem interesse real, como um projeto para um sistema de vôo de um caça, por exemplo.

Se você tiver em mente coisas mais simples, você pode ser inovador com o modelo de pergunta e resposta, mas perguntando coisas do tipo: uma prostituta pode usar somente calcinha ou calcinha e sutiã. Se estiver usando somente calcinha, o preço é X, mas se estiver usando calcinha e sutiã, o preço é Y. Como você modelaria o referido caso? Algum design pattern se aplica?

E coisas do gênero…

[]´s

E

Cuidado com os exemplos - não use um exemplo muito “sexista” - agora que temos uma presidenta a nos governar também…

F

problema é dela, gostei da idéia… tendo em vista que sao poucas mulheres nos cursos que possuem essa cadeira hehehehe
pq se tiver mulher vai dar em bobagem

A

entanglement:
asaudate:

Se você tiver em mente coisas mais simples, você pode ser inovador com o modelo de pergunta e resposta, mas perguntando coisas do tipo: uma prostituta pode usar somente calcinha ou calcinha e sutiã. Se estiver usando somente calcinha, o preço é X, mas se estiver usando calcinha e sutiã, o preço é Y. Como você modelaria o referido caso? Algum design pattern se aplica?

Cuidado com os exemplos - não use um exemplo muito “sexista” - agora que temos uma presidenta a nos governar também…

Não acho que chega a ser problemático… acho que daria encrenca se ele perguntasse quanto o aluno pagaria =P

Além do mais, dá pra fazer o mesmo com cerveja, camisinha, motel, preço do bar, etc., etc… é só escolher um assunto com o qual universitários se identificam, não precisa ser sexista.

[]´s!

E

Um colega meu disse que conseguia ensinar orientação a objetos com o tal exemplo da mesa do bar - envolvia garçons, cervejas, mesas e outras coisas e pessoas que se encontram em um bar. Infelizmente não tenho a explicação dele aqui para reproduzir.

M

Verdade, analize de processos e modelagem em bares seria interessante.

A

:shock: Jesus acende a luz…

M

O MEC está trabalhando com o SBC nesse tipo de problema: queda de interesse de alunos pela aula e fragmentação de nomenclatura de cursos.

No site do SBC tem vários trabalhos com sugestões de técnicas alternativas de ensino das principais matérias, inclusive teses de mestrado.

E

Por que você não ensina técnicas mais dinâmicas de análise? CRC e role-playing são técnicas interessantes…

D

Onde trabalho temos um conceito que acho bastante valido

As pessoas no geral aprendem: 10% em treinamento, 20% alguem ensinando e 70% praticando.

Mas isso é com respeito ao aprendizado. Quanto ao interesse, se o professor é um professor bom e mesmo assim a turma não tem interesse, o problema é o aluno.

Em minha turma na faculdade tivemos um ótimo, excelente, excepcional professor de engenharia de sw. Infelizmente não tivemos tempo para praticar mas as aulas eram tão boas que foi umas das melhores do curso. E mesmo assim tinha aluno que não tinha interesse nenhum na materia.

O maior problema eu acho que muitos alunos de cursos de TI entram na faculdade/universidade sem saber o que realmente vão estudar, daí ficam desmotivados.

Ainda tem a desculpa que a teoria que é estudada não serve para nada, o que discordo totalmente.

Enfim, quem quer aprender se esforça e aproveita o tempo da curso para aprender o máximo da matéria dada pelo professor. Quem não sabe o que quer arranja desculpas e diz que a aula é chata.

A

Concordo… :wink:

L

Lucas Emanuel:
Oi,

Percebo no ambiente acadêmico (o qual estou inserido como professor), uma antipatia dos alunos em relação às aulas de Analise de Sistemas e Engenharia de Software.
As aulas são bem teóricas, pesadas e com muito conteúdo.

As atividades práticas, salvo as modelagens com UML, são, geralmente, de pergunta e resposta, o que desmotiva os alunos.

Como podemos melhorar o ensino de Análise e torná-lo mais atraente e dinâmico?

IMHO, a minha sugestão seria você conversar com os outros professores de preferência com os de linguagens de programação para propor um projeto (pode ser mesmo um sistema de bar, de preferência os Temáticos, rsrssrs, mas algo pequeno).

Você ensinaria aos seus alunos a parte de modelagem, em paralelo, os alunos vão codificando o sisteminha com o professor de linguagem de programação (Se você for também o professor de linguagem de programação, melhor ainda).

A

Oi Lucas Emanuel ,

Quem não tem interesse,não muda,falo por experiência,quando estava no curso o pessoal reclamava de aulas teóricas,no final do curso as aulas passaram a ser 100% praticas e quem não tinha interesse,continuo reclamando.
Mas um dia eles acordam.Quando perceberem o tempo que perderam… :wink:

R

Comentaram sobre aula prática. Eu ficava tão puto na facu de ficar tudo na teoria que abri um curso 100% prático, a Nuccitec. O pessoal mete a mão na massa durante a aula.

Sigo o seguinte sistema: Explico o conceito, dou exemplos reais de aplicação do conceito, fazemos um exemplo didático programando mesmo. Para mim tem funcionado. O legal da aula assim que vc começa falando de uma coisa e vai para outra muito rápido eqto condifica. No meu exemplo de polimorfismo, que inclusive poste nesse tópico, eu sempre acabo falando de TDD, injeção de dependências e etc. Acaba que o rumo da aula fica dependendo da curiosidade dos alunos. O fato de colocarem a mão na massa os ajuda a compreender melhor, evita que durmam, e eles acabam fazendo perguntas quantas as coisas não acontecem como previam.

Na aula de Eng. de Software ainda é possível implementar o SCRUM, fazendo os alunos desenvolverem projetos e aplicar os SCRUM durante o processo, o que evita de fazer aquelas documentações infinitas que ngm lê, inclusive na vida real.

A

Bem…

Acho que posso auxiliar nisso, visto que passei um bom tempo da minha curta carreira profissional como professor e coordenador de cursos livres (Microlins).

Como todos sabem, estas empresas ganham por aluno em sala de aula. Como os cursos não são obrigatórios, já é difícil colocar gente na sala de aula, e mais difícil ainda é manter a pessoa até o final no curso.

Assim, temoS várioS livroS e manuaiS, além de vários seminários e cursos para manutenção dos alunos em sala.

Já testei várias tecnicas, mas as que mais funcionavam eram:

1 - Seja descontraído.
90% da aula é o professor. Não adianta achar que os alunos vão se esforçar só por causa do conteúdo. Aliás, hoje em dia, com internet, bibliotecas e tantos profissionais por ai, a figura do professor (assim como o jornalista) estão mudando drásticamente. O professor está ali para mostrar o caminho, dar referencias, gerar questionamentos e - somente em último caso - dar a resposta. Nesse contexto, é imprescindível que os alunos vejam no professor um amigo, um companheiro (MUITO CUIDADO PARA NÃO PERDER O CONTROLE DA TURMA! VOCÊ É O PROFESSOR!), um guia para que cheguem aonde precisam.
Piadas bem colocadas, demonstrações de humanidade e de conhecimento e se importar com a individualidade do aluno (sim, mesmo em 6 meses!) tornam o professor um marco nos estudos dos alunos.
Dizer que “tem que fazer porque sim” ou “esse é o plano de aula” só estragam a imagem do professor para com os alunos.

2 - Aluno aprende fazendo.
Por mais teórica que seja a aula, faça práticas. Dê o problema antes das soluções. Dê tempo para os alunos mostrarem sua capacidade. Disponibilise o material teórico como consulta e faça os alunos correrem atras. Auxilie-os individualmente. Só recorra à aula expositiva quando a dúvida for de todos os alunos (ou da maioria). Assim, eles precisarão prestar a atenção para chegar ao objetivo. O interesse deles estará na lousa e no que você diz! Agora sim é hora de brilhar!

3 - Utilize a realidade do aluno.
Nas primeiras aulas, faça questionários com os alunos. Onde trabalham? Quais tecnologias usam? Qual proveito o aluno espera tirar do curso? Coisas triviais como estado civil, idade, local onde mora, entre outros, podem mostrar muito mais do aluno do que você imagina!
Com tudo isso em mente, faça trabalhos orientados ao que o aluno vai usar.
Exemplo: reclama-se tanto que as empresas não fazem documentação UML de seus softwares… Faça com que os alunos gerem a documentação dos softwares (ou de partes) de suas empresas! Estarão aprendendo não somente o conteúdo, mas já estarão o colocando na prática e - até quem sabe - se aprimorando diretamente na sua empresa.

Todas estas técnicas fazem parte da teoria do FOCO.
O aluno possui um foco e é dever do professor trazer esse foco para a sala de aula.
(Mesmo porque, se o foco já estivesse no conteúdo, não seria necessário um professor… um livro bastaria!)

A

Anime:
Oi Lucas Emanuel ,

Quem não tem interesse,não muda,falo por experiência,quando estava no curso o pessoal reclamava de aulas teóricas,no final do curso as aulas passaram a ser 100% praticas e quem não tinha interesse,continuo reclamando.
Mas um dia eles acordam.Quando perceberem o tempo que perderam… :wink:

Obs:Não quis dizer para vc não"ligar" para as aulas…Ao contrario acho que deve fazer seu trabalho bem feito,mas não vai se desesperar se alguns alunos não tem interesse,achar que é com vc,por que na maioria das vezes não é… :wink:

Criado 4 de novembro de 2010
Ultima resposta 5 de nov. de 2010
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