Gestão linha dura

41 respostas
X

Olá queridas pessoas do GUJ :slight_smile:

Estudando um assunto interessante aqui sobre modelos de gestão, e achei interessante colher a opinião de vocês.

O caso é o seguinte (resumido):

Judith Mair é dona de uma agência de publicidade na Alemanha e publicou um livro chamado Chega de Oba-oba que divulga o seu modelo de gestão, possuindo as seguintes âncoras:

“A empresa não é lugar de diversão. É um absurdo falar bem do trabalho como se fosse uma extensão de sua casa, como símbolo de status, que propicia auto realização. O trabalho é só trabalho”

“Estou acabando com a hipocrisia de ‘amor a camisa’ que, na verdade, morre nas decisões unilaterais de demitir toda vez que o resultado financeiro fica ameaçado.”

“Processos horizontais, horários flexíveis e gestão de equipes estão deixando as pessoas desorientadas e estão derrubando as barreiras entre vida profissional e vida pessoal, querendo colocar na cabeça das pessoas que a empresa é uma família, onde o único propósito é fazer com que de fato eles tratem a empresa como uma família, com amor, dedicação, trabalhando horas extras, finais de semana; e tudo isso com a finalidade de fazê-los trabalhar mais e mais.” De forma sutil, lógico.

Também é dito que não se pode decorar sua mesa com objetos pessoais, atender telefone em horário de trabalho, olhar emails pessoais em horário de serviço, e conversar assuntos pessoais com os colegas.

O que vocês acham de uma empresa com essa essência?
Eu sei que parece quase um regime militar, mas quais as vantagens e desvantagens para ambos(empregador e empregado)?

41 Respostas

V

Acho que logo era só terá mercenários trabalhando para ela.

L

Isso apenas é um facilitador para a concorrência levar os melhores talentos embora… (ninguém vai dar a mínima para uma empresa assim, abandonando-a assim que alguém oferecer mais)

V

Acho que a única coisa que eu concordo na postura dela é ter uma visão mais liberal sobre o contrato de trabalho.

Você é um empregado da empresa, que só está lá porque:

  1. A empresa precisa do seu serviço;
  2. A empresa obtém lucro com o seu trabalho.

Obviamente, se qualquer um desses dois pontos for não for mais verdade, você será demitido. E eu acho burrice uma pessoa acreditar que a empresa o manterá apenas por uma questão de amizade. Se a empresa fizer isso, ela corre o risco de não só ter que te demitir, mas de fechar as portas e a demitir todos os funcionários, o que é uma situação muito pior.

Por outro lado, temos que reconhecer que nós trabalhamos numa empresa também porque:

  1. O salário nos agrada;
  2. As condições de trabalho nos agradam;
  3. Não temos uma oportunidade melhor.

Ou seja, nós também temos a liberdade de chegar um belo dia para a chefia e dizer adeus.

Por isso, não pode haver mágoa nem entre o empregrado, nem entre o empregador, quando esse tipo de rompimento ocorre. Temos é um contrato de trabalho e, por mais light que seja o clima da empresa, funcionário e empregador não estão se casando.

A

Ela disse algumas verdades:

  1. o trabalho não é extensão do lar.

  2. sem disciplina não se chega a lugar nenhum.

André Fernando Salvati

A

xdraculax:
Olá queridas pessoas do GUJ :slight_smile:

Estudando um assunto interessante aqui sobre modelos de gestão, e achei interessante colher a opinião de vocês.

O caso é o seguinte (resumido):

Judith Mair é dona de uma agência de publicidade na Alemanha e publicou um livro chamado Chega de Oba-oba que divulga o seu modelo de gestão, possuindo as seguintes âncoras:

“A empresa não é lugar de diversão. É um absurdo falar bem do trabalho como se fosse uma extensão de sua casa, como símbolo de status, que propicia auto realização. O trabalho é só trabalho”

“Estou acabando com a hipocrisia de ‘amor a camisa’ que, na verdade, morre nas decisões unilaterais de demitir toda vez que o resultado financeiro fica ameaçado.”

“Processos horizontais, horários flexíveis e gestão de equipes estão deixando as pessoas desorientadas e estão derrubando as barreiras entre vida profissional e vida pessoal, querendo colocar na cabeça das pessoas que a empresa é uma família, onde o único propósito é fazer com que de fato eles tratem a empresa como uma família, com amor, dedicação, trabalhando horas extras, finais de semana; e tudo isso com a finalidade de fazê-los trabalhar mais e mais.” De forma sutil, lógico.

Também é dito que não se pode decorar sua mesa com objetos pessoais, atender telefone em horário de trabalho, olhar emails pessoais em horário de serviço, e conversar assuntos pessoais com os colegas.

O que vocês acham de uma empresa com essa essência?
Eu sei que parece quase um regime militar, mas quais as vantagens e desvantagens para ambos(empregador e empregado)?

Cara muito bom… posts como esse são importantes aqui no GUJ… mostrar um lado mais empreendedor, pq o que eu mais vejo é a galera reclamando da exploração e ecravidão das consultorias… Empreendedorismo é a palavra!

Estou até sugerindo algo assim, talvez abrir um forum de Negócios, Carreira e Empreededorismo… principalmente pq eu to vendo que tem muito post de emprego e negócios no off-topic…

Achei legal a idéia, mas tem empresas e empresas né… eu mesmo sou adepto as empresas com um bom ambiente e modelos de gestão diferenciados.

X

E ai dohko,

Concordo com você. Se nós fôssemos mais empreendedores (na verdade acreditássemos que somos, porque empreendedorismo não é um dom, cada um tem habilidades diferentes) teríamos muito mais Google’s por ai. Falta é fé em nossas próprias ideias.

Voltando ao assunto, eu acho que ela é um pouco extremista de mais, mas ela tem muita razão em certos pontos. Por exemplo, não deixar eu colocar objetos pessoais em cima da mesa, como fotos de minha família, não vão me impedir de lembrar dela. Usar uniforme, na minha opinião, não contribui muito pra ninguém.

As empresas te motivam, “te querem bem”, te acolhem, querem fazer você enxergar a empresa como seu lar não porque gostam de você, e sim porque funcionários com bem estar mais elevado rendem mais cifras, simples assim. E temos que enxergar isso.

Agora, como já foi dito, a empresas e empresas. Um professor meu trabalhou na IBM no Canadá e disse que as pessoas lá são muito menos “animadas” que as pessoas daqui, mais sisudos, não tem muita conversa. Nos termos dele: “eles são mais profissionais” e, de certa forma, isso é bom pra sua carreira.

Você tem que dividir trabalho e sua vida, acho que isso é o que se colhe de bom de uma abordagem dessas. Acredito que o comentário que ela só teria mercenários não é 100% verdade - eu não sou mercenário, muito pelo contrário sigo meus objetivos que muitas vezes não são financeiramente coerentes - e trabalharia sem problemas em uma empresa assim. Bem, a casos e casos, mas acho que o ambiente não faz o mercenário, você não conheceu nenhum mercenário em empresas com clima"auto-astral"? Eu conheci vários.

Como eu sempre digo, eu trabalho pra viver, não vivo pra trabalhar ^^.

R

Discordo totalmente.

Obviamente qualquer pessoa pode escrever um livro (ou um artigo, que seja) com sua opinião pessoal sobre algum assunto. Mas sem uma fundamentação científica, ou seja, opiniões empíricas nem deveriam ser levadas a sério.

Existem dezenas de empresas que pregam uma metodologia completamente diferente dessa e estão muito bem, obrigado.

Dez razões para se trabalhar na Google
Google anuncia lucro de US$ 6,5 bi em 2009

Career Development

Muito mais que bons salários, um empregado também deseja satisfação para trabalhar na empresa. Não há nada pior que acordar e pensar “que saco, tenho que ir trabalhar!”
Infelizmente, essa autora deseja escravos e não empregados.

X

Eu penso um pouco diferente:

“Mas sem uma fundamentação científica, ou seja, opiniões empíricas nem deveriam ser levadas a sério.”

Eu acredito em outra vertente. Eu li uma frase que infelizmente não lembro o autor, que explica isso, na minha opinião:

“Já vi tanta gente burra mandando em gente inteligente, que começo a acreditar que a burrice é uma ciência.”

Metodologias ágeis e outras tantas coisas foram inventadas sem conhecimento propriamente cientifico e são tão difundidas quanto as outras.

O Google fazia, e faz, sucesso antes de ter centenas (milhares) de funcionários e a política de “tratá-los bem”. Isso certamente faz com que a empresa seja desejada pelos profissionais, mas não é o fator vital para obter os lucros que obtém, isso está muito mais ligado ao negócio da empresa, e te garanto que se ela usasse qualquer outra abordagem, teria na media o mesmo sucesso.

E esta ai mais um exemplo que confirma um aspecto da filosofia dela: o Google. Você acredita que o tempo cedido aos funcionários para trabalharem em seus projetos “pessoais” não está alinhado aos objetivos da empresa? Tu acha mesmo que esse projeto sai de lá como seu? Não, eles unem o útil ao agradável, sempre. Una sua ideia ao nosso poder de patrocínio para ela, mas ela vira um produto Google, ok? Mas não se preocupe, você vai ganhar um percentual sobre o faturamento desse produto.

Isso é bom pro funcionário? É! Mais é com objetivo de agregar a empresa, não a você diretamente. Você é uma conseqüências infelizmente necessária. Se fosse por você, te emprestariam uma boa quantia em dinheiro e mandariam você ir viver sua ideia.

Uma pergunta, você não iria trabalhar na Google se eles usassem a abordagem da Mair? Isso é uma questão de fonte da informação, se o Google pronunciasse essa filosofia, você iria achar, talvez, que isso fosse o correto e não ia nem lembrar que ciência existe e que merece atenção superior a fontes empíricas.

Não sou contra sua opinião, afinal, é a sua opinião, nem a favor da opinião dela, mas, tenho minha opinião também. :slight_smile:

F

Que novidade… ninguém trabalha de graça… só esses moleques que estão saindo da faculdade e dão uma pequena contribuida em algum projeto open source mas depois percebem que é melhor trabalhar com algo que dê dinheiro…

Os 3 principais motivos no qual eu trabalho de Segunda até Sexta:

1-Dinheiro
2-Dinheiro
3-Dinheiro

Os 3 motivos no qual trabalho de Sábado ou Domingo:

4-Dinheiro
5-Dinheiro
6-Dinheiro

Motivos que eu faço porque gosto:

1-Viajar usando o dinheiro nos ítens anteriores
2-Comer bem usando o dinheiro nos ítens anteriores
3-Ver filmes usando o dinheiro nos ítens anteriores
4-Estudar coisas que eu gosto usando o dinheiro nos ítens anteriores
5-Ler livros que eu gosto usando o dinheiro nos ítens anteriores
6-Alugar casa no interior ou praia usando o dinheiro nos ítens anteriores
7-Ficar sem fazer nada em casa usando o dinheiro nos ítens anteriores pois preciso pagar água luz telefone internet ipva iptu contador
8-Acessar sites e postar em fóruns usando o dinheiro nos ítens anteriores para pagar notebook mouse fone pen drive monitor teclado cadeira mesa
9-Mobiliar a casa usando itens mais confortáveis usando o dinheiro nos ítens anteriores
10-Tudo isso em dobro ou até mais… o melhor seria uma mulher que pagasse tudo isso…

F

E como sempre a empresa que paga mais leva os melhores profissionais…

R

Bom, também não concordo muito com essa abordagem.
Realmente, eu já cansei de ver pessoas reclamando de seus gerentes (ou chefes, que seja).
O que acontece é que são visões diferentes. Um gerente não tem a visão técnica, o papo dele é do projeto (financeiramente).
O técnico não tem a visão do projeto (financeiro), tem visão técnica.
Por isso cansei de ver gente chamando o chefe de burro, são visões diferentes. E cá para nós, muitos desses técnicos também gostariam de estar no lugar desse “burro”.

Mas é claro. Em nenhum momento eu disse que existem empresas boazinhas, apenas não concordo com essa filosofia de Hitler que ela tenta impor na empresa.

Falo com a maior consciência que não. Já trabalhei na IBM por causa de dinheiro e sai de lá depois de 8 meses, porque não concordava com várias filosofias da empresa. Não é porque a empresa é grande que ela estará certa, também não disse isso.
Vale lembrar que mais uma vez citei a Google porque é exatamente o oposto da filosofia proposta.

D

Importante frisar que:

Talvez para nós brasileiros essa “metodologia” pareça um tanto radical, porém talvez seja mais bem aceita em culturas mais rigídas, como a alemã por exemplo.

Mas claro, tirando os exageros citados por essa dignissima senhora, concordo que as empresas deveriam ter uma postura um pouco menos “largada” em relação ao que pode e não pode ser feito pelos funcionários,… MAS … isso tem que ser para TODOS … digo TOOOOOOOOODOOOOOOOOS OS FUNCIONÁRIOS!!!

Do office boy ao diretor presidente, afinal de contas são todos peões que trocam trabalho por dinheiro e não deveriam estar no trabalho para se divertir ou aproveitar as “regalias” oferecidas pela empresa.

Outro detalhe: essa história de amor a camisa é uma cilada. Se a empresa não precisar mais de você, ela te manda embora. Assim quando não precisar mais da empresa vou para outra, sem nenhuma dó ou peso na conciência

L

Olá

Respondo por mim porque sei que cada pessoa é diferente.

  1. Em mais de 35 anos de trabalho, todas as vezes em que trabalhei SÓ por dinheiro acabei muito insatisfeito e depois saindo. Sempre me orgulhei de NÃO trabalhar por dinheiro.

  2. Sempre me doei ao máximo independente do quanto estava ganhando quando trabalhei em um ambiente que me deu condições razoáveis de trabalho, onde eu era respeitado e meu trabalho reconhecido. Isto independente de ser rígido ou liberal. Mas não acho fácil encontrar um razoável ambiente de trabalho onde haja respeito e reconhecimento.

  3. Cada país tem suas condições ideais de trabalho. Como o texto se refere a Alemanha, nada posso argumentar porque não sei como eles estão acostumados por lá. Aqui não sei se funcionaria na área de TI

  4. Acho que uma contrapartida importante que o funcionário pode dar a empresa é ser comprometido. Não sei se é o mesmo que vestir a camisa mas é agir sempre como se a empresa fosse sua. Isto implica em defender a empresa no cliente e até mesmo na imagem que passa aos amigos. É feio aquele cara que cospe no prato que come e vive falando mal de quem lhe paga, principalmente quando o faz na presença de clientes (como já vi muitas vezes)

  5. Por fim digo que mesmo sendo amigo de todo mundo na empresa, se você for mandado embora não deixe que as amizades impeçam de buscar na justiça algum direito que lhe tenha sido negado. Em 1982 abri mão de colocar no pau uma empresa onde trabalhei por 10 anos e onde fiz muitos amigos que permanecem amigos até hoje. Meu erro foi confundir amigos com negócios e tem até ditado que fala nisto. Deixei para trás uma boa grana.

[]s
Luca

X

Renamed, quando eu falei sobre pessoas burras mandando em pessoas inteligentes, eu me referi a pessoas, por exemplo, empreendedoras que por acreditarem no que faziam hoje mandam em phd’s, doutores e mestres.

Esse tipo de pessoas criaram ideias que ninguém acreditava (ninguém, leia-se pessoas inteligentes).

Eu quis contrastar isso com o que você falou sobre o conhecimento não ser científico, e não merecer atenção,só isso. :slight_smile:

Há, mas não estou dizendo que o que essa mulher prega é correto, como eu disse, estou colhendo opiniões, porque é bom discutir. :slight_smile:

Eu, sou a favor de um meio termo: nem liberal de mais pra não sufocar o pessoal criativo, nem liberal de mais pra não virar bodega!

Outra coisa interessante que o Luca falou foi sobre trabalhar por dinheiro. Eu sempre achei que dinheiro não é um bom motivador. Espaço para trabalho, ou seja dar vazão a criatividade do profissional, compreensão, feedback, desafios adequados, qualificação, foco, transparência, sinceridade, organização, responsabilidades definidas, são coisas menos palpáveis mas que tem muito mais valor com o passar do tempo - pelo menos pra mim.

Dinheiro como motivador é igual crack.

X

HÁ! Coverdia minha não ter dito outra coisa:

Segundo Mair, seus funcionários nunca fazem hora-extra, e nunca trabalham finais de semana.

Pô gente,pelo menos ela não usa câmara de gás… :lol:

L

Desculpa,

mas será que sou só eu que achei interessante a ideia da tal autora?

Pelo que eu saiba, não existe correlação entre rigidez na gestão e satisfação profissional. Fosse assim, aquelas empresas onde o funcionário não é cobrado por nada seria onde as pessoas fossem mais felizes (acreditem, não são!).

As ideias da Judith Mair não tem nada de linha dura, ela se resume a um ponto: sob nenhum aspecto, traga sua vida pessoal pra dentro do trabalho que, em contrapartida, não empurraremos trabalho para sua vida pessoal. Talvez tenha gente que não goste de controle, mas uma empresa que segue essa linha mostra mais transparência na relação com seus empregados, dando mais consistência nos relacionamentos interpessoais e, consequentemente, maior satisfação profissional.

X

E ai Leonardo,

Eu concordo com a metodologia dela em partes, mas eu acho que tem coisas que não contribuem muito pro funcionário, nem para empresa.

Z

A maioria das pessoas que dizem amar o trabalho estão mentindo.

Motivo simples, voce recebe para trabalhar, sem dinheiro, sem trabalho.

Agora, uma pelada no domingo ninguem exige dinheiro, pois joga bola porque gosta.

Eu não cobro salario pra ir viajar, eu pago rsrs

sds,

R

Claro…

Trabalhar em uma empresa em que eu não verei cara feia se chegar meia hora atrasado (ainda mais em São Paulo que qualquer coisa vira motivo para caos), onde o ambiente seja agradável, que tenha pessoas legais onde possa conversar 10 minutos no café no meio da tarde, onde eu tenha um superior que me trate com respeito e não como um mero objeto vai realmente diminuir minha produtividade…

Não é porque estão me pagando que eu não tenho que ter satisfação no trabalho. Você passa grande parte do seu tempo no trabalho, você quer que isso seja apenas dinheiro?

Minha opinião…

A

Vcs sabem pq existem tantos fracassos em adoção de métodos ágeis como XP/Scrum?

1 - Não se fazem mais líderes como antigamente.

2 - Nem todas as equipes estão preparadas para adotar métodos ágeis.

Qual a melhor solução para o caos?

Disciplina.

André Fernando Salvati.

D

Ola!

É muito fácil falar para não atender ligações pessoais por exemplo quando se é solteiro, agora, quando seu filho está doente, internado ou coisa do tipo quer ver ter o sangue frio de desligar o celular.

Eu digo que é impossível não haver uma certa mistura de vida pessoal com trabalho, pois eu mesmo passo mais tempo por dia com os amigos de trabalho do que com minha própria mulher. Jamais eu trabalharia só por dinheiro, já tentei algumas vezes e realmente não vale a pena, a conta bancaria sobe mas em compensação você ganha depressão, gastrite, stress e outras mil coisas.

D

Não se fazem mais lideres como antigamente? Então você não ouviu o suficiente as histórias de seus pais, a maioria dos gestores antigos seguiam a filosofia tiranica onde o que eu disser vc fala amém, pronto e acabou. Quantos abusos de poder não foram feitos nessa época? meus pais mesmo sofreram vários, e não são exceção.

Hoje em dia os gerentes/lideres pelo menos te respeitam mais, por mais incompetentes que sejam são no mínimo muito mais qualificados.

L

– Não concordo com a opinião da autora, e nunca trabalharia para uma pessoa assim. –

[]s

A

deniswsrosa:
andre_salvati:

1 - Não se fazem mais líderes como antigamente.

Não se fazem mais lideres como antigamente? Então você não ouviu o suficiente as histórias de seus pais, a maioria dos gestores antigos seguiam a filosofia tiranica onde o que eu disser vc fala amém, pronto e acabou. Quantos abusos de poder não foram feitos nessa época? meus pais mesmo sofreram vários, e não são exceção.

Hoje em dia os gerentes/lideres pelo menos te respeitam mais, por mais incompetentes que sejam são no mínimo muito mais qualificados.

Ok, vamos falar sobre nosso país. Antigamente existiam líderes como Ulysses Guimarães e Tancredo Neves. Eles conseguiram levantar um país inteiro em torno de um objetivo. Quem são nossos líderes hoje? Lula, defensor de terroristas (esses sim, tiranos)? E outros tantos governantes que usam a máquina do Estado para seus interesses pessoais?

Para cada nível de maturidade de equipe existe um tipo de liderança apropriado.

Sua resposta está fora de contexto. Vc leu o artigo e viu a palestra que eu linkei?

Já viu o treinamento de um Seal americano? Já viu os laços de equipe que são criados através do treinamento deles? Eles são os melhores no que fazem… :wink:

André Fernando Salvati

A

.

P

Talvez esse tipo de gestão faça sentido em alguns tipos de empresa OU então usar parte dos conceitos no dia-a-dia mas eu não aceitaria trabalhar hoje nesse tipo de ambiente.

S

xdraculax:
Eu penso um pouco diferente:

“Mas sem uma fundamentação científica, ou seja, opiniões empíricas nem deveriam ser levadas a sério.”

Eu acredito em outra vertente. Eu li uma frase que infelizmente não lembro o autor, que explica isso, na minha opinião:

“Já vi tanta gente burra mandando em gente inteligente, que começo a acreditar que a burrice é uma ciência.”

Metodologias ágeis e outras tantas coisas foram inventadas sem conhecimento propriamente cientifico e são tão difundidas quanto as outras.

Isso não é verdade. As metodologias ageis derivam do lean que nasceu na toyota de onde ha muitos dados sobre o assunto.
A aplicação ao software deriva de vários trabalhos ao longo do tempo que mostraram coisas básicas como a necessidade de iteração e que não ha como levantar todos os detalhes dos requisitos à priori. Coisa que se pode resumir em: “A mudança é a unica constante do universo” que significa que quanto mais tenta engessar pior. Além disso , algumas práticas derivam de outras técnicas mais antigas (planing poker ->wideband delphi, por exemplo).

Sugiro que leiam Software Estimation - Demystifying the black art, Code Complete (ambos do Steve MConnell), Software Requirements (karl wiegers ),
Agile Estimating And Planning (Kie cohn). O Code Complete tem uma referencia exautiva sobre obras de base.

Agile tem uma base teórica e matemática solida e a todo o momento mais evidencias são recolhidas que suportam os conceitos e práticas. Agile é o que existe hoje de mais parecido como uma teoria cientifica do processo de produção de software. (Não confundir agile com manifesto agil, ou scrum…)
Algumas até entram com a teoria dos jogos , especialmente o dilema do prisioneiro (que eu pessoalmente acho que encaixa que nem uma luva)

São as formas tradicionais que não são baseadas em teoria nenhuma

A

Sim, essa é a idéia: usar esse estilo de liderança para conduzir o time a um nível onde ele possa se tornar auto-gerenciado.

André Fernando Salvati

A

Pode até ter. Mas liderança é mais Psicologia e Antropologia do que Matemática.

André Fernando Salvati

V

Mesmo? http://hbr.org/product/new-new-product-development-game/an/86116-PDF-ENG

Foi um artigo científico sim. Pois se tratou da tese de mestrado de dois funcionários da Toyota. E numa universidade um tanto famosa, chamada Harvard.

C

Concordo com tudo o que o Luca falou. Inclusive, me encontro em uma empresa onde não existe reconhecimento, apenas mérito e de sobra ahaha. E vou dizer que é a maior merda que tem, não quero isso pra mim nunca mais, esses anos aqui só serviram pra eu saber o que buscar num próximo emprego que, aliás, não condiz em nada com a visão dessa alemoa aí ehehe

P

Uma das bases do Scrum (e de grande parte das metodologias ágeis) é que, em alguns momentos, é preferível ter uma forma empírica de trabalhar do que uma forma exata quando se trata de coisas com determinada complexidade, que é o caso de gerenciar um projeto de software.

H

Por acaso alguem leu o livro?

Quem sabe o que ela defende por “Linha Dura” seja o que nós achamos de “O Melhor dos Mundos” aqui no Brasil.

Eu sempre escuto das benesses de empresas como Google e Microsoft, e ainda não trabalhei em nenhum lugar perto do que eles oferecem, por sinal, eu adorei a experiencia que tive no lugar mais rigoroso aonde eu trabalhei, que tinha extremo rigor com horário e regras.

E igualmente adorei quando trabalhei numa empresa altamente liberal ( mas sem os recursos para propiciar massagens de graça) que me permitia horário flexivel e que poderia fazer home office a qualquer hora.

Por enquanto, a minha teoria de lugar bom para trabalhar começa pela chefia, um bom PM consegue fazer milagres com o ambiente de trabalho, e um mal PM pode afundar um projeto excelente.

E não existe metodologia de trabalho que aguente por muito tempo uma péssima gerencia, sem falar que, quando quem comanda não é bom o suficiente, tende a prevalecer os pontos ruins e criticados da metodologia escolhida.

H

Achei esta entrevista da Época(de 2005) sobre a escritora do livro

http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT1008158-1666,00.html

Interessante a entrevista

C

eu adorei a experiencia que tive no lugar mais rigoroso aonde eu trabalhei, que tinha extremo rigor com horário e regras.
Poderia exemplificar algumas dessas regras? Eu acho ótimo que haja rigor com horários, sinceramente isso não é ser “linha dura”, do meu ponto de vista.

G

Eu concordo alguém aí que disse que é relativo.

Depende MUITO da pessoa. E não é só questão de “gostar” mais ou menos. É questão que existem pessoas que precisam de “linha dura”(horário, pressão, normas) e outras que precisam de mais liberdade, menos pressão e etc.

Atualmente trabalho num lugar que é bem rígido com horários, o gerente é extremamente exigente a ponto de ser chato e não é muito tolerante com erros. Mas ele te dá todas as condições de trabalhar bem e não ter desculpas para não realizar a sua tarefa com perfeição. Tem uma galera que reclama dele aqui, mas eu o admiro. Ele é pontual, organizado e nunca está errado no que diz pois sempre faz tudo certo.

Sim, é bem rígido, mas eu já trabalhei em lugares mais “liberais” e me dou melhor em lugares mais rígidos. Talvez eu ainda não tenha maturidade o suficiente pra ter mais “liberdade”, e tem muita gente que quando você dá liberdade confunde com libertinagem, e ai dá no que dá…

S

Eu tive a felicidade de ficar por 1 ano em uma das “empresas” mais rigorosas: o Exército.
Tínhamos regras para tudo, desde horário para acordar até horário para dar risada.

Mas isso não fazia do comandante um cara ruim. Pelo contrário, quando saíamos do expediente, ele ia com a gente no bar e conversava como um amigo qualquer.
O mais legal do Exército é que somo avaliados pelo desempenho, determinação e atitude.

Por esse exemplo, acredito que possa haver “regras” (não iguais do Exército) sem perder o espírito de corpo.

C

Eu tive a felicidade de ficar por 1 ano em uma das “empresas” mais rigorosas: o Exército.
HUheehuehueh!

Ele é pontual, organizado e nunca está errado no que diz pois sempre faz tudo certo.
Pô, quero ser igual a ele quando eu crescer hehehe

Eu diria que sou um dos que não teriam problemas em trabalhar com ele.

P.s.: me vi nessa tua descrição, só não vou dizer que não erro nunca hehe lol

S

É preciso deixar bem claro o que significa “empirico”. Empirico quer dizer que é baseado no emprirismo, e empirismo significa

empirismo
(francês empirisme)
s. m.

  1. Doutrina ou sistema que só reconhece a experiência como guia seguro.
  2. Conjunto de conhecimentos adquiridos só pela prática.
  3. Sistema filosófico que atribui exclusivamente à experiência dos sentidos a origem dos conhecimentos; rotina.

Ou seja, significa se basear na experiência, em fatos, em observações, em medições. Em nenhum ponto empirismo deve ser confundido com chute ou baderna ou “vamos fazer o que queremos”…

O empirismo é o braço direito do teoricíssimo, que é conhecer apenas na teoria sem fatos nem medições. A ciencia nasce quandos os dois se retro-alimentam. Não é possivel provar a teoria sem o empirismo, nem o empirismo por si mesmo vale algo ( O Efeito Casimir é um exemplo de algo muito extraordinário, cuja explicação demanda uma fisica teorica bem avançada )

As práticas ágeis vieram da experienca, da observação. Pair programing, repositorio partilhado, quadro kanban ,etc… Depois foi racionalizado o porque do exito destas coisas. Com mais teoria chegamos em modelos mais elevados de pq estas coisas devem funcionar.
Mas o Agil empirico adota outra postura, ele deriva principios (valores) das observações. É quase que um mecanismo filosofico, meta-fisico.
O Agil como um todo tem uma postura mais cientifica, adotando empirismo e teoricismo simultaneamente a fim de provar um com o outro. E não estamos longe disso.

O Agil é para o desenvolvimento tradicional o que a medicina moderna é para o curandeirismo.
(mesmo a mediciona moderna tem muito empirismo, sobretudo para coisas novas /mal entendidas)

M

As pessoas geralmente associam a Matemática a coisas exatas, formulas absolutas e algoritmos. Matemática também lida com dados empíricos. Não existe receita de bolo pra gerenciar desenvolvimento de software da mesma forma que não existe pra administrar uma empresa ou pra fazer marketing.

O que existe e as metodologias ágeis pregam são valores e pilares. A partir daí são as técnicas que eles aplicam e que todo mundo já conhece.

D

Discordo bastante da autora.

Sempre achei essa coisa de vida pessoal e vida profissional uma bobagem. Quero ver a autora ter uma dor de barriga soh na “vida pessoal” ou uma enxaqueca soh na “vida profissional”.

A vida eh uma soh. Quando um dos lados nao entende isso, dah merda.

Criado 2 de maio de 2010
Ultima resposta 27 de mai. de 2010
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