Mais um da série "Falta profissionais de TI"

181 respostas
K

A tecnologia permeia cada dia mais as relações comerciais e a vida pessoal. Isso tornou o profissional de TI (tecnologia da informação) um dos mais procurados do país.

Segundo um levantamento da consultoria IDC, somente neste ano o Brasil terá 276 mil vagas para profissionais de TI, sendo que apenas 200 mil delas serão preenchidas.

Caça-talentos também estão em falta nas companhias
Controladoria ganha força com lentidão da economia
Testes de novos remédios geram vagas em laboratório

E a perspectiva é que o cenário piore: até 2015, 117 mil postos permanecerão desocupados em áreas essenciais como segurança, telefonia IP e redes sem fio.

Setores mais específicos, como computação em nuvem, mobilidade e data center também enfrentarão tal escassez.

Deco Cury/Folhapress

Rodrigo Nasser, diretor de tecnologia da Netshoees
Nas empresas, a grande queixa é o deficit na qualificação dos profissionais. E isso no Brasil e em diversos outros países.

Segundo a pesquisa State of Business Intelligence, do portal de ensino de tecnologia Teradata University Network, feita com 308 gerentes em 43 países, quase um terço dos empregadores apontou a falta de experiência como maior desafio.

Logo em seguida aparecem a base de negócios insuficiente (26%), baixa capacidade técnica e falta de conhecimento em ferramentas reais (22%), além de pouca habilidade de comunicação (21%).

“O setor de tecnologia vive em constante renovação. E sempre que aparecem novidades há também uma nova demanda por profissionais diferenciados”, afirma Alberto Albertin, coordenador do Centro de Tecnologia da Informação Aplicada da Fundação Getulio Vargas.

“Muitos profissionais chegam às empresas sem o domínio de ferramentas técnicas essenciais simplesmente porque leva algum tempo para obter essa formação.”

EXPERIÊNCIA AMPLA
Além de competências técnicas, esse especialista precisa entender da área de negócios para aproveitar a alta demanda.

Foi essa formação que Rodrigo Nasser, 33, buscou para crescer na carreira. Ainda quando cursava administração, ele já sabia o que queria fazer: gestão em tecnologia.

Sua primeira experiência, contudo, não foi em TI, mas na gerência de relação com investidores de uma empresa de software.

Nível de rotatividade de funcionários no mundo deve aumentar em 2014
Remuneração é motivo de preocupação para diretores de recursos humanos
Brasileiro tem dificuldade de adaptação a novo emprego

“Era preciso mastigar alguns ossos para poder comer a carne lá na frente. Sabia que necessitava, acima de tudo, aprender a lidar com pessoas no dia a dia”, afirma o executivo.

Após nove anos na companhia, tendo comandado todas as operações da filial mexicana entre 2008 e 2010, Nasser transferiu-se para a Netshoes, onde, desde outubro do ano passado, é diretor de tecnologia.

“Quanto mais tempo se demora para definir as áreas preferidas em TI, mais difícil é fazer o salto entre as áreas da profissão, e muita gente vai passar na sua frente por causa dessa indecisão”, afirma Nasser.

E há muitos setores com grandes oportunidades. Por exemplo, a pesquisa O Mercado de Profissionais de TI, realizada pela Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), apontou que dez cargos concentram 93% das contratações no país.

As ocupações com maior demanda são: analista de desenvolvimento de sistemas, analista de suporte computacional, programador de sistema da informação, técnico em manutenção de equipamentos de informática, help desk, analista de redes e de comunicação de dados, operador de computador, operador de rede de teleprocessamento, analista de sistemas de automação e programador de internet.

A Brasscom, em parceria com os ministérios da Ciência e da Educação, criou ano passado o projeto Brasil Mais TI para capacitação com cursos gratuitos on-line de linguagens de programação e introdução ao setor da TI.

Até março, foram cerca de 70 mil inscritos. Os três cursos mais procurados são algoritmos (19%), comunicação visual para web (9%) e programação de páginas web (8%). A associação estima que o setor de TI faturou US$ 112 bilhões em 2011 e respondeu por 4,5% do PIB.

LIDERANÇA
Mas o que as empresas esperam, afinal, de seus profissionais? Segundo especialistas, não se pode mais buscar apenas manter-se atualizado em relação às novas tecnologias, é preciso também desenvolver habilidades de gestão.

“Muitas vezes, o profissional fica muito focado no aspecto técnico e se esquece de desenvolver habilidades comportamentais, o que é igualmente interessante”, afirma Edvaldo Acir, diretor geral da Vizury, multinacional indiana que atua no mercado de publicidade digital.

Para Malena Martelli, vice-presidente de Recursos Humanos da Capgemini Brasil, uma empresa de tecnologia de origem francesa, a capacidade de se comunicar e entender as necessidades de cada setor do negócio é um diferencial bastante apreciado nos profissionais que disputam postos de trabalho em TI.

“Hoje, o funcionário precisa mostrar senso de urgência, resiliência, adaptabilidade e foco em resultado. Não estar atualizado ou não ser capaz de argumentar com consistência sobre sua área de atuação é péssimo para alguém que quer ocupar as melhores vagas nesse mercado”, afirma a executiva.

“Não há mais espaço para o profissional de perfil meramente técnico”, aponta Júlio Vieitz, diretor geral da unidade brasileira da Level UP, empresa de entretenimento digital.

“Quanto mais esse indivíduo tiver uma visão de gestão de custos, investimentos e estratégia empresarial, melhor ele será”, completa.

ESTUDOS EM SÉRIE
Essa percepção também foi o diferencial na carreira de Mauro Brecha Campos, 38, diretor de serviços da Avaya para a América Latina, empresa do ramo de tecnologia para comunicações. Há 11 anos na companhia, o executivo conta que obteve seu crescimento graças à constante atualização.

Formado em engenharia elétrica pelo Instituto Mauá de Tecnologia (antiga Faculdade de Engenharia de Mauá), ele chegou à empresa como estagiário.

Em 2005, Campos assumiu seu primeiro cargo de gestor, na área de gerência de suporte técnico. Mas diz que não parou de se atualizar.

De lá para cá, realizou cursos de espanhol, pós-MBA em gestão de negócios e obteve outras certificações.

“Cheguei à gestão por dois fatores. Embora as certificações tenham sido fundamentais, as competências comportamentais, como conhecer a organização, ter curiosidade e iniciativa, também foram importantes.”

Deco Cury/Folhapress

Mauro Brecha Campos, engenheiro eletrônico
Qualificar-se em TI não é fácil no Brasil. Estudo da Brasscom mostra que a a evasão escolar na área é de 87%. O principal motivo é a pouca base em matemática em razão de deficiências nos níveis fundamental e médio.

O diretor de educação e recursos humanos da associação, Sergio Sgobbi, afirma que o mercado de TI brasileiro cresce a taxa robustas, acima de dois dígitos. “O deficit projetado apenas em oito Estados é de 78 mil profissionais. Só o esforço de formação em larga escala vai solucionar isso”, diz.

Segundo a IDC, a Copa do Mundo, a Olimpíada, os recentes incentivos fiscais do governo para equipamentos de rede como smartphones e o leilão do 4G contribuem para ampliar a lacuna de habilidades de TI no país nos próximos anos e aumentar ainda mais o deficit de profissionais necessários.

Alexandre Mafra, vice-presidente de Relações Humanas e Infraestrutura Organizacional da Totvs
O bom profissional de TI tem de ser capaz de inovar, ter bom relacionamento interpessoal e o que chamamos de “hands on”, que é se sentir dono da empresa em que trabalha.
Além da visão de negócio, os conhecimentos técnicos desejáveis de uma forma geral são: desenvolvimento de sistemas, banco de dados, redes, novas tendências do mercado de TI e linguagens específicas (por exemplo, Advpl, Java, C# e dot net).
Alexandre Mafra, vice-presidente de relações humanas da Totvs

A frase mais marcante pra mim foi a desse cidadão Alexandre Mafra, e um comentário no site da Folha:
O bom é ser ‘hands on’,também no ganho do final do mês.

181 Respostas

L

Indians, Indians everywhere

V

Arebaguandi!

M

Nessa historia de falta de profissionais qualificados tem muita conversa para boi dormir .

Como um país que não investe no básico pode exigir qualificação ? as escolas publicas são uma vergonha e as considero a base principal de uma boa qualificação.

Outro ponto que me deixa muito chateado é esse numero de vagas que não serão preenchidas .

O que eu vejo são recrutadores que não sabem o perfil do profissionais que eles precisam . Acabam exigindo demais e querem pagar pouco .

D

misterzire:
Nessa historia de falta de profissionais qualificados tem muita conversa para boa dormir .

Como um país que não investe no básico pode exigir qualificação ? as escolas publicas são uma vergonha e as considero a base principal de uma boa qualificação.

Outro ponto que me deixa muito chateado é esse numero de vagas que não serão preenchidas .

O que eu vejo são recrutadores que não sabem o perfil do profissionais que eles precisam . Acabam exigindo demais e querem pagar pouco .


Falta de qualidade no ensino é um problema crônico e público. O que as empresas privadas tem a ver com isso? Se você parar de pensar como funcionário, sindicalista, começará a entender que uma empresa tem seus objetivos e, embora do ponto de vista da responsabilidade social isso seja interessante, do ponto de vista financeiro, que é a razão pela qual a maioria das empresas existe, não.
Se eu abrisse uma empresa hoje, não iria pensar em contratar pessoas sem capacidade, seja ela comprovada pelo histórico profissional de uma pessoa ou pelas certificações que ela possui ou pelos diplomas que ela me apresentar.
O que acontece é que a imensa maioria é acomodada, não se interessa em aprender, não tem interesse em capacitar-se. Claro que eu entendo que isto se deve, basicamente, a dois fatores, o histórico (as pessoas se acomodam na zona de conforto) e o ambiente (quando se oferece muito, o mercado nem sempre reage bem).
Agora, nada justifica profissionais sem certificação, sem interesse, sem ambição profissional e pessoal de aprender e especializar-se em algo.
Não falo apenas dos profissionais de desenvolvimento, aqueles que trabalham com infra também refletem isso.

Que os recrutadores não estão preparados para as demandas que exigem profissionais com perfil técnico isso é e sempre foi fato. Agora, esquivar-se das próprias responsabilidades, culpando o sistema, as empresas privadas, escolas públicas e recrutadores é um lugar comum, sempre visitado por quem quer justificar a incapacidade ou a falta de vontade em crescer.

Queiramos ou não (e eu me incluo nessa) somos um povo alienado, que não tem iniciativa, que não sai às ruas para protestar, para defender seus interesses e que, a cada eleição, sempre revisita antigos dinossauros da corrupção, tornando-os quase perenes nas assembléias, senados e etcs que existem pelo país afora.

Portanto, de quem é a culpa?

D

Outro detalhe é que o texto aponta déficit em uma escala global, ou seja, não existem profissionais nem aqui, nem na China ou Índia (mesmo com quase metade da população mundial nestes países) e olha que a educação na China está há anos luz da brasileira. O problema é que são poucos os que se interessam por esta área. Carreiras mais nobres (?) como engenheiros, médicos e advogados sempre serão preferidas.
Isso pode ser reflexo da complexidade existente nesta área, como pode ser causado pela imagem associada à profissionais da área.

T

O que o misterzire falou tem tudo a ver…

Os recrutadores anunciam vaga pra backend e pedem conhecimentos especificos de front (e vice versa), isso quando não querem que você faça café e “dê um jeito” na impressora…

Esse povo tem que mudar essa concepção do “cara da computação” que sabe tudo e quebra todos os galhos…

Até concordo que existe uma falta de profissionais capacitados, mas, em contrapartida, existe também uma exigência exagerada na qualificação…

:slight_smile:

D

@ThalitaPinheiro:
O que o misterzire falou tem tudo a ver…

Os recrutadores anunciam vaga pra backend e pedem conhecimentos especificos de front (e vice versa), isso quando não querem que você faça café e “dê um jeito” na impressora…

Esse povo tem que mudar essa concepção do “cara da computação” que sabe tudo e quebra todos os galhos…

Até concordo que existe uma falta de profissionais capacitados, mas, em contrapartida, existe também uma exigência exagerada na qualificação…

:)


Mas, convenhamos, o problema não é da empresa ou do recrutador. É de quem aceita trabalhar nestas condições.
Sei que a maioria faz isso por não ter opção, mas, entra numa vaga dessas e nunca mais sai, com medo de não achar outra e, pior, não se qualifica.
Isso é culpa dos recrutadores? Das empresas?
Não, é culpa dos ‘profissionais’ desqualificados e desinteressados.

M

drsmachado:
misterzire:
Nessa historia de falta de profissionais qualificados tem muita conversa para boa dormir .

Como um país que não investe no básico pode exigir qualificação ? as escolas publicas são uma vergonha e as considero a base principal de uma boa qualificação.

Outro ponto que me deixa muito chateado é esse numero de vagas que não serão preenchidas .

O que eu vejo são recrutadores que não sabem o perfil do profissionais que eles precisam . Acabam exigindo demais e querem pagar pouco .


Falta de qualidade no ensino é um problema crônico e público. O que as empresas privadas tem a ver com isso?
Portanto, de quem é a culpa?

Concordo que o povo não sabe votar e de certo modo é até acomodado mas a grande verdade é que os políticos representam quem financiam suas campanhas que são as grandes empresas privadas e essas grandes empresas não exigem de nossos representantes investimentos em educação por que isso não interessa pra eles.
Mas agora , elas (empresários do setor privado) vem dizer que não existem pessoas qualificadas !!!
Pra mim , as empresas privadas estão dando tiro no pé .
E ficam colocando esse monte de vagas virtuais na mídia .

D

misterzire:
drsmachado:
misterzire:
Nessa historia de falta de profissionais qualificados tem muita conversa para boa dormir .

Como um país que não investe no básico pode exigir qualificação ? as escolas publicas são uma vergonha e as considero a base principal de uma boa qualificação.

Outro ponto que me deixa muito chateado é esse numero de vagas que não serão preenchidas .

O que eu vejo são recrutadores que não sabem o perfil do profissionais que eles precisam . Acabam exigindo demais e querem pagar pouco .


Falta de qualidade no ensino é um problema crônico e público. O que as empresas privadas tem a ver com isso?
Portanto, de quem é a culpa?

Concordo que o povo não sabe votar e de certo modo é até acomodado mas a grande verdade é que os políticos representam quem financiam suas campanhas que são as grandes empresas privadas e essas grandes empresas não exigem de nossos representantes investimentos em educação por que isso não interessa pra eles.
Mas agora , elas (empresários do setor privado) vem dizer que não existem pessoas qualificadas !!!
Pra mim , as empresas privadas estão dando tiro no pé .
E ficam colocando esse monte de vagas virtuais na mídia .


Ainda acho que isso é desculpa de quem não quer se coçar para encarar a vida profissional.
O governo é ruim por que o povo permite.
Há corrupção por que ainda votamos nos Collors, nos Serras, nos Dirceus, nos Antonio Carlos Magalhães, nos Lulas, nas Dilmas, nos Requiãos, nos Dias, nos Tiriricas.
As empresas podem financiar, mas somos nós que escolhemos.

C

Você sente o desespero na fala dos diretores e gestores de TI?

C

@ThalitaPinheiro:
O que o misterzire falou tem tudo a ver…

Os recrutadores anunciam vaga pra backend e pedem conhecimentos especificos de front (e vice versa), isso quando não querem que você faça café e “dê um jeito” na impressora…

Esse povo tem que mudar essa concepção do “cara da computação” que sabe tudo e quebra todos os galhos…

Até concordo que existe uma falta de profissionais capacitados, mas, em contrapartida, existe também uma exigência exagerada na qualificação…

:)

Não passa pela cabeça deles pagar tanto pra alguém só pra digitar alguns caracteres no teclado. Infelizmente essa é a visão dos diretores e gestores de TI.

C

A idéia é que você se sinta o dono da empresa, mas não tanto. :wink:

I

Concordo com o drsmachado que nao devemos colocar culpa nos outros (chefe, governo, ou o que seja) para reclamar, devemos nos especializar independente da nossa situacao/pais/governo/etc…

Mas será mesmo que nós estamos tão desqualificados assim? Claro que sai vários zé da faculdade, que nao aprenderam nada, mas a impressão que tenho é que o Brasil é muito forte em desenvolvimento de software (visao internacional), com muita mao de obra qualificada. Parece que conseguimos nos destacar melhor ser irmos para fora do Brasil, do que ficarmos por aqui.
Aí pensamos, “ah, mas aqueles que são bons estão bem no mercado, ganhando bem”. Será mesmo? Vejo mais o mercado contratando pessoas de nível estágio e junior para suprir a demanda do que realmente valorizando os que já estão lá dentro. (Essa falta de valorizacao dos profissionais entra no caso de as empresas não ter funcionarios com bastante tempo de casa, com isso, o troca-troca causa gastos com treinamentos para a empresa, além de conhecimento do negócio do funcionário novo).
Também acho que as empresas estão reclamando de barriga cheia… preferem pagar pouco para os que estão entrando agora no mercado, do que valorizar os que já estão dentro da empresa. Ou seja, estão contratando bastante, mas reclamando da falta de qualificação (se é que existe mesmo)

K

drsmachado:
Outro detalhe é que o texto aponta déficit em uma escala global, ou seja, não existem profissionais nem aqui, nem na China ou Índia (mesmo com quase metade da população mundial nestes países) e olha que a educação na China está há anos luz da brasileira. O problema é que são poucos os que se interessam por esta área. Carreiras mais nobres (?) como engenheiros, médicos e advogados sempre serão preferidas.
Isso pode ser reflexo da complexidade existente nesta área, como pode ser causado pela imagem associada à profissionais da área.

Mas é óbvio que são poucos que se interessam nessa área, enquanto tava lendo essa reportagem ontem estava passando no Jornal Hoje o salário dos novos garçons contratados para suprir a demanda da copa, e a maioria ali com gorjetas e e bonificações no fim do mês ganha quase o mesmo de um programador.

L

Muito interessante…
Só tenho uma pergunta sobre isso.
Se está faltando tanto profissional de TI assim, por que nos jornais como correio Brasiliense da qui ninguém coloca anuncio?

Pelo que vejo, os únicos quem dizem isso são as empresas de RH e faculdades pé de chinelo.
As mesmas empresas de RH que cobram pra te arrumar um emprego

J

drsmachado:

O governo é ruim por que o povo permite.
Há corrupção por que ainda votamos nos Collors, nos Serras, nos Dirceus, nos Antonio Carlos Magalhães, nos Lulas, nas Dilmas, nos Requiãos, nos Dias, nos Tiriricas.

Não importa a pessoa, o sistema se mantem o mesmo.

E

misterzire:
Nessa historia de falta de profissionais qualificados tem muita conversa para boa dormir .

Como um país que não investe no básico pode exigir qualificação ? as escolas publicas são uma vergonha e as considero a base principal de uma boa qualificação.

Outro ponto que me deixa muito chateado é esse numero de vagas que não serão preenchidas .

O que eu vejo são recrutadores que não sabem o perfil do profissionais que eles precisam . Acabam exigindo demais e querem pagar pouco .

Isso é muito chato. Acontece sempre :frowning:

L

Erick Ribeiro:
misterzire:
Nessa historia de falta de profissionais qualificados tem muita conversa para boa dormir .

Como um país que não investe no básico pode exigir qualificação ? as escolas publicas são uma vergonha e as considero a base principal de uma boa qualificação.

Outro ponto que me deixa muito chateado é esse numero de vagas que não serão preenchidas .

O que eu vejo são recrutadores que não sabem o perfil do profissionais que eles precisam . Acabam exigindo demais e querem pagar pouco .

Isso é muito chato. Acontece sempre :(

Na área de TI e afins, o conhecimento tá ai pra quem quiser.
Basta ter um pc razoável, internet e acesso a bons livros. Todos sendo seus livro, materiais de pesquisa e laboratório.
Vc pode ser seu próprio guia.
Em muitos momentos de nossas vidas temos que viver assim.

P

drsmachado:
Outro detalhe é que o texto aponta déficit em uma escala global, ou seja, não existem profissionais nem aqui, nem na China ou Índia (mesmo com quase metade da população mundial nestes países) e olha que a educação na China está há anos luz da brasileira. O problema é que são poucos os que se interessam por esta área. Carreiras mais nobres (?) como engenheiros, médicos e advogados sempre serão preferidas.
Isso pode ser reflexo da complexidade existente nesta área, como pode ser causado pela imagem associada à profissionais da área.

Ano-luz é medida de distância e não de tempo.

V

pimentelfelipe:
drsmachado:
Outro detalhe é que o texto aponta déficit em uma escala global, ou seja, não existem profissionais nem aqui, nem na China ou Índia (mesmo com quase metade da população mundial nestes países) e olha que a educação na China está há anos luz da brasileira. O problema é que são poucos os que se interessam por esta área. Carreiras mais nobres (?) como engenheiros, médicos e advogados sempre serão preferidas.
Isso pode ser reflexo da complexidade existente nesta área, como pode ser causado pela imagem associada à profissionais da área.

Ano-luz é medida de distância e não de tempo.

Sim, e a frase dele representa exatamente isso:
“E olha que a educação da china está muito distante da brasileira.”

De qualquer forma, eu realmente concordo com a parte do profissional de TI saber mais de gestão. Esse aspecto é fundamental hoje em dia. Há uns tempos atrás, postei um comentário falando sobre o profissional de TI saber dar argumento certos aos seus gerentes no blog do Kiko Lobo, só faltou o pessoal me chutar.

A

Será que falta profissionais na área, depende de quem contrata, o que ele quer um profissional de TI ou alguém que tem experiencia em carteira na área. Há muita mas muita diferença entre os dois…

D

no texto diz que os alunos desistem do curso superior por que tem dificuldade…

90% dos que sairam da minha sala, foi por desanimo da área…falta de perspectiva, carreira, salário, mesmo excelentes alunos.

W

douglaskd:
no texto diz que os alunos desistem do curso superior por que tem dificuldade…

90% dos que sairam da minha sala, foi por desanimo da área…falta de perspectiva, carreira, salário, mesmo excelentes alunos.

E o pior nem é isso… A qualidade de ensino das instituições está MUITO distante da realidade de mercado. Já tive excelentes colegas, que sempre tiravam notas altíssimas, tinham excelente lógica, facilidade de aprendizado, etc…

Mas que não conseguem vaga no mercado de jeito nenhum, pois as empresas estão pedindo conhecimentos em tecnologias especificas, framework xxx ou yyy e diabo a 4.

J

wilnerjava:
douglaskd:
no texto diz que os alunos desistem do curso superior por que tem dificuldade…

90% dos que sairam da minha sala, foi por desanimo da área…falta de perspectiva, carreira, salário, mesmo excelentes alunos.

E o pior nem é isso… A qualidade de ensino das instituições está MUITO distante da realidade de mercado. Já tive excelentes colegas, que sempre tiravam notas altíssimas, tinham excelente lógica, facilidade de aprendizado, etc…

Mas que não conseguem vaga no mercado de jeito nenhum, pois as empresas estão pedindo conhecimentos em tecnologias especificas, framework xxx ou yyy e diabo a 4.


A graduação não é para isso mesmo. É para aprender conceitos, desenvolver o pensamento para criação independente da tecnologia, um pouco de mercado para conseguir correr atrás, conseguir facilmente entrar no mercado através de estágio, conhecer pessoas, etc, em geral coisas que em maior parte servirão para vida toda e não tecnologia de momento. Mercado atual plenamente você deve aprender em casa primeiramente e depois pra valer em estágio.

M

javaflex:
wilnerjava:
douglaskd:
no texto diz que os alunos desistem do curso superior por que tem dificuldade…

90% dos que sairam da minha sala, foi por desanimo da área…falta de perspectiva, carreira, salário, mesmo excelentes alunos.

E o pior nem é isso… A qualidade de ensino das instituições está MUITO distante da realidade de mercado. Já tive excelentes colegas, que sempre tiravam notas altíssimas, tinham excelente lógica, facilidade de aprendizado, etc…

Mas que não conseguem vaga no mercado de jeito nenhum, pois as empresas estão pedindo conhecimentos em tecnologias especificas, framework xxx ou yyy e diabo a 4.


A graduação não é para isso mesmo. É para aprender conceitos, desenvolver o pensamento para criação independente da tecnologia, um pouco de mercado para conseguir correr atrás, conseguir facilmente entrar no mercado através de estágio, conhecer pessoas, etc, em geral coisas que em maior parte servirão para vida toda e não tecnologia de momento. Mercado atual plenamente você deve aprender em casa primeiramente e depois pra valer em estágio.

Concordo, em partes. Acho que realmente, se a faculdade começar a ensinar só tecnologia usadas não vai fazer o mínimo sentido! Pois em uma empresa é uma coisa, em outra empresa já é outra totalmente diferente. O que eu questiono é: a dificuldade para estudantes ,dedicados e interessados em aprender, que cursam faculdade e querem conseguir uma vaga no mercado. Pois até mesmo estágio já tem uma lista de pré-requisitos! Converso e convivo bastante com pessoas de outras áreas que não sejam TI, vejo que a realidade é um pouco diferente. Basta estar cursando graduação, e saber um pouco de inglês já é o suficiente!

Não estou dizendo que TI seja uma merda e as outras áreas uma maravilha, não é isso! Estou colocando minha opinião sobre algumas coisas que vejo acontecerem e não concordo!

T

javaflex:
wilnerjava:
douglaskd:
no texto diz que os alunos desistem do curso superior por que tem dificuldade…

90% dos que sairam da minha sala, foi por desanimo da área…falta de perspectiva, carreira, salário, mesmo excelentes alunos.

E o pior nem é isso… A qualidade de ensino das instituições está MUITO distante da realidade de mercado. Já tive excelentes colegas, que sempre tiravam notas altíssimas, tinham excelente lógica, facilidade de aprendizado, etc…

Mas que não conseguem vaga no mercado de jeito nenhum, pois as empresas estão pedindo conhecimentos em tecnologias especificas, framework xxx ou yyy e diabo a 4.


A graduação não é para isso mesmo. É para aprender conceitos, desenvolver o pensamento para criação independente da tecnologia, um pouco de mercado para conseguir correr atrás, conseguir facilmente entrar no mercado através de estágio, conhecer pessoas, etc, em geral coisas que em maior parte servirão para vida toda e não tecnologia de momento. Mercado atual plenamente você deve aprender em casa primeiramente e depois pra valer em estágio.

Concordo com você a faculdade não é para te ensinar framework e sim ensinar o caminho que você deve seguir. O aluno brasileiro que tem o conceito errado do que é faculdade, e profissional não são as pessoas que fazem é você mesmo que faz acontecer.

T

Segue para quem não sabe o conceito: http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade

Esta frase resumi tudo: “Uma universidade é uma instituição pluridisciplinar de formação dos quadros de profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão”.

A faculdade ensina você a pesquisar e não a trabalhar na empresa X e essa pesquisa e formação de que tipo de profissional você será depende exclusivamente de você.

L

thokk:
Segue para quem não sabe o conceito: http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade

Esta frase resumi tudo: “Uma universidade é uma instituição pluridisciplinar de formação dos quadros de profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão”.

A faculdade ensina você a pesquisar e não a trabalhar na empresa X e essa pesquisa e formação de que tipo de profissional você será depende exclusivamente de você.

Eu não resumiria melhor

M

Concordo com a frase citada acima.

Acrescento tambem que a culpa é dos alunos, que acham que estarão se preparando pro mercado de trabalho ao cursar uma graduação de TI, pois a realidade não é esta.

A

O que fazer para mudarmos essa realidade?

A

Recentente li essa materia sobre a falta de profissionais em nossa área.

Segue o link:

F

Não falta profissionais na área de TI.

Falta é vergonha na cara por parte de alguns empreendedores em querer contratar um profissional experiente por preço de Júnior.
E querer tocar um projeto inteiro com 1 Sênior + 10 estagiários.

Falta gente competente pra GERIR a TI. (e obviamente não estou falando de gerentes - vulgo capatazes - de projetos, isso vc dá um chute numa árvore cai 5).
Que é outro fator pelo qual falta pessoas apaixonadas por desenvolvimento.
Muita faculdade meia boca por enganou as pessoas de que elas podiam sair “gerenciando” coisas ao completar 1 curso de 4 anos.

L

fabim:
Não falta profissionais na área de TI.

Falta é vergonha na cara por parte de alguns empreendedores em querer contratar um profissional experiente por preço de Júnior.
E querer tocar um projeto inteiro com 1 Sênior + 10 estagiários.

Falta gente competente pra GERIR a TI. (e obviamente não estou falando de gerentes - vulgo capatazes - de projetos, isso vc dá um chute numa árvore cai 5).
Que é outro fator pelo qual falta pessoas apaixonadas por desenvolvimento.
Muita faculdade meia boca por enganou as pessoas de que elas podiam sair “gerenciando” coisas ao completar 1 curso de 4 anos.

Abandonei um curso de farmacia por amor a ciências da computação. Depois de trocar uma idéia com o coordenador do curso mudei de idéia. Tranquei o curso e fui pra matemática. Ele queria um programador por um terço do salário. detalhe… não adiantou dizer que trabalhava com TI 8 anos.

Novamente… se precisa-se tanto de profissionais, por quê as vagas somente aparecem em empresas de RH que lhe cobram pra arrumar um emprego? Acham que isso tem lógica? Pelo menos esta é a realidade em Brasília.

Quando se quer saber como está a demanda de uma área é só olhar os classificados. E com MUITO cuidado. Vejam isso:

Hoje ligaram pra mim perguntando se eu tinha interesse em uma vaga, mas só poderia concorrer a ela se eu fisesse um curso meia boca que eles estavam oferecendo. Estelionato puro. Fui verificar sobre a legalidade disso e olhem o que encontrei:


http://blog.brsafe.com.br/golpe-no-parana-oferece-vaga-falsa-de-emprego-para-quem-pagar-curso/

Quem quiser abrir uma empresa de RH comigo manda uma MP, tenho fontes e espaço em servidor.
Parece que este é o negócio que mais cresce no Brasil.

Sobre a burrice de se contratar os serviços de uma empresa de RH:
1 - Meu currículo completo tem 4 páginas. Tem lógica eu entrar em cada uma das ofertas de vaga e preencher os mesmo campos?
Sério pessoal, o Brasil tá uma palhaçada nesse ponto. Deveria existir um padrão para preenchimento de currículos, pois não é justo que os candidatos percam tanto tempo nesses lixos de sites de RH.
2 - Quantos são os profissionais de RH que sabem dizer a diferença entre JavaScript e Java? Pois é, eu já atendi a chamados para Java mas chegando lá a prova era de JavaScript. Estudei pra nada. O pessoal de RH não é capacitado para saber quais são as necessidades das empresas de TI.
3 - Vc é dono de empresa de TI? quer ferrar sua empresa? É fácil! Seja preguiçoso! Use os serviços de uma empresa de RH pra contratar seus funcionários.

Se vc, empresário de TI, não é capaz de selecionar pessoalmente seu funcionário de TI, fecha a sua empresa.
Não reclama que tá faltando profissional não, pois é vc quem não é qualificado pro negócio.
Existem zilhões de linguagens, IDEs, frameworks, técnicas… Se vcs querem que seus funcionários se adequem a sua empresa então reconheçam que é obrigação sua em treinar o funcionário. O funcionário não tem tempo para apostar em tudo só para garantir que possa preencher os requisitos de todas as empresas. Vamos ser mais coerentes.

F

Só existe uma escapatória parceiro: dançar conforme a música.
Se enfurne num quarto e tire 5 certificações pra ser valorizado por elas (apesar de certificacao nao provar absolutamente NADA).
Mas o cenário é bem triste: vitrine ta contando mais do que competência em alguns casos.

Tenha um diferencial, um bom marketing pessoal e obviamente procure ser bom no que faz caso contrário toda essa ‘perfurmaria’ so vai servir pra vc ENTRAR.
O que te mantem vivo é gerar renda. Isso é capitalismo e vivemos nele.

Existem bons coordenadores e gestores que vão saber avaliar se vc é bom no que faz ou não.
Essas são as empresas sérias.
Um bom papo com um arquiteto de responsa da empresa ele saberia perguntar quais livros vc leu, projetos por onde passou, e se vc é um cara que ENROLA ou se realmente tem expertise em desenvolvimento Java.

Mas a farofada tá pesada. Tá bem zoneado as coisas.

W

Luiz Augusto Prado:
Não falta profissionais na área de TI.
Tem lógica eu entrar em cada uma das ofertas de vaga e preencher os mesmo campos?
Sério pessoal, o Brasil tá uma palhaçada nesse ponto. Deveria existir um padrão para preenchimento de currículos, pois não é justo que os candidatos percam tanto tempo nesses lixos de sites de RH.

Cara perfeita sua colocação! Se eu tenho um curriculo pronto e bem formulado em PDF, porque diabos tenho que preencher TUDO DE NOVO e escrever quase sempre as mesmas coisas nesses sites, é uma vergonha! E cada site tem as suas peculiaridades que você é obrigado a preencher, é ridículo!

L

fabim:
Só existe uma escapatória parceiro: dançar conforme a música.
Se enfurne num quarto e tire 5 certificações pra ser valorizado por elas (apesar de certificacao nao provar absolutamente NADA).
Mas o cenário é bem triste: vitrine ta contando mais do que competência em alguns casos.

Tenha um diferencial, um bom marketing pessoal e obviamente procure ser bom no que faz caso contrário toda essa ‘perfurmaria’ so vai servir pra vc ENTRAR.
O que te mantem vivo é gerar renda. Isso é capitalismo e vivemos nele.

Existem bons coordenadores e gestores que vão saber avaliar se vc é bom no que faz ou não.
Essas são as empresas sérias.
Um bom papo com um arquiteto de responsa da empresa ele saberia perguntar quais livros vc leu, projetos por onde passou, e se vc é um cara que ENROLA ou se realmente tem expertise em desenvolvimento Java.

Mas a farofada tá pesada. Tá bem zoneado as coisas.

Esse lance de perfumaria não é comigo. Sempre fui independente tanto na forma de estudar como na de pensar. Se as empresas estão procurando perfume, então não é lá que quero trabalhar. Quero trabalhar em uma empresa que busque inovação e não a mesmice de sempre. É responsabilidade da empresa em “perfumar”, pois existem milhares de perfumes e eu não vou pagar por um “Cristal Baccarat” só pra agradar um palhaço que “Veste Prada”. As pessoas são muito mais do que isso. É facinho desconstruir essa lógica que estão tentando nos empurrar. Esse “funk” eu não danço nem a pau, porque é de uma burrice insuportável. Se a propaganda dessa burrice é direito de liberdade de expressão, então aqui fica a resposta.

Fiz curso de ciências da computação e graças a esse curso, tive oportunidade de aprender o suficiente pra ter coragem pra dizer que Hibernate, Spring, Struts e o caralho a quatro é bom ou é ruim pra mim. Se fui capaz de fazer seus substitutos, por que não seria capaz de trabalhar com eles ou qualquer outro lixo que queiram que eu trabalhe? Como é que um gerente de TI ou entrevistador de RH tem coragem de dizer que isso não é suficiente? Sou eu ou eles quem são os desqualificados? Parece que querem apenas macacos ditadores! Não sou eu. Eu questiono, penso e argumento.

K

Se tá ruim pra vocês que já estão dentro, magina pra eu que to querendo entrar.
Minha meta é tirar certificação pelo menos já ganho algo que já passa nos primeiros filtros dessas merdas de RH, oque tem de vaga de estágio exigindo conhecimento em 3, 4 linguagens diferentes, experiencia em 5 framework, saber programar pra mobile/web/desktop de forma xyz.
Porra to começando, só de ver as exigencias dá até medo, a quantida de sigla que resolvem colocar ali

L

Kazdum:
Se tá ruim pra vocês que já estão dentro, magina pra eu que to querendo entrar.
Minha meta é tirar certificação pelo menos já ganho algo que já passa nos primeiros filtros dessas merdas de RH, oque tem de vaga de estágio exigindo conhecimento em 3, 4 linguagens diferentes, experiencia em 5 framework, saber programar pra mobile/web/desktop de forma xyz.
Porra to começando, só de ver as exigencias dá até medo, a quantida de sigla que resolvem colocar ali

Saber todos estes frameworks na verdade é bem fácil. Vc nem precisaria de certificado pra isso. O problema é vc pagar por esses cursos, não utilizar seus conhecimentos e não garantir vaga. Isso sim é a conspiração que muitos ainda não conseguiram enxergar. As únicas pessoas que estão ganhando com isso são as empresas de RH e Cursinho. É só olharem nos jornais das capitais. Aqui em Brasília a palhaçada é essa: Precisam-se mais de padeiros, pedreiros e serralheiros do que programadores.

É como mostrei no link dos vídeos, fica evidente a explosão de estelionatário tentando “maquiar” a demanda por profissionais.

Só estou dizendo todas essas coisas porque eu gastei com cursos, livros e tempo estudando profundamente as tecnologias top dos últimos 9 anos e não consegui estabilidade. Tive que passar em concurso público pra criar a coragem de falar o que tenho visto nos ultimos anos. Faça uma pesquisa de campo. Veja quantos amigos seus formados ou não (que conheçam bastante de programação) estão em empregos honestos, estáveis, com salário digno e ambiente respeitoso. Pergunte à eles quantas vezes tiveram que trabalhar de graça para algum estelionatário apenas pela promessa de emprego. Aqui no fórum conheci pelo menos 2 que passaram por isso. (Quem sabe eles mesmos vejam este post e assumam que me contaram isso)

Minha campanha é levar as pessoas a refletirem… Buscarem por suas próprias contas a verdadeira natureza dessa área.

L

hehehehe… olha a maravilha que recebi…

mesmo pedindo para retirarem meu e-mail da lista deles eles insistem.

hoje vale tudo pela grana?

A empresa de RH tem que cobrar da empresa interessada, e não do candidato.
Se for assim, eu pago 2.000 por um contrato de 2 anos. Tá valendo? Ganha quem tem mais dinheiro ou quem tem mais competência?

Vou dar uma dica pra quem quer entrar em um site de empregos… não paguem por emprego. Isso não tem lógica!
Se vc entrar em um site destes e não obter resposta em menos de 3 dias, desconfie.

C

wilnerjava:
Luiz Augusto Prado:
Não falta profissionais na área de TI.
Tem lógica eu entrar em cada uma das ofertas de vaga e preencher os mesmo campos?
Sério pessoal, o Brasil tá uma palhaçada nesse ponto. Deveria existir um padrão para preenchimento de currículos, pois não é justo que os candidatos percam tanto tempo nesses lixos de sites de RH.

Cara perfeita sua colocação! Se eu tenho um curriculo pronto e bem formulado em PDF, porque diabos tenho que preencher TUDO DE NOVO e escrever quase sempre as mesmas coisas nesses sites, é uma vergonha! E cada site tem as suas peculiaridades que você é obrigado a preencher, é ridículo!

É mais fácil extrair informação dos dados estruturados comparado com um formato opaco tipo PDF.

L

carlos alexandre moscoso:
wilnerjava:
Luiz Augusto Prado:
Não falta profissionais na área de TI.
Tem lógica eu entrar em cada uma das ofertas de vaga e preencher os mesmo campos?
Sério pessoal, o Brasil tá uma palhaçada nesse ponto. Deveria existir um padrão para preenchimento de currículos, pois não é justo que os candidatos percam tanto tempo nesses lixos de sites de RH.

Cara perfeita sua colocação! Se eu tenho um curriculo pronto e bem formulado em PDF, porque diabos tenho que preencher TUDO DE NOVO e escrever quase sempre as mesmas coisas nesses sites, é uma vergonha! E cada site tem as suas peculiaridades que você é obrigado a preencher, é ridículo!

É mais fácil extrair informação dos dados estruturados comparado com um formato opaco tipo PDF.

Tudo bem companheiro… Mas não foi isso que nos queremos dizer.

Podem ser criados formulários padrões pra isso. Exemplo:
Pra quem trabalha com E-Commerce sabe que o Banco do Brasil tem tag names para cada campo de seu formulário para emissão de boletos. Cabe a cada empresa utilizá-los corretamente.
Se 95% do que é exigido pelas empresas nos currículos fosse padronizado em um modelo XML, facilitaria muito a vida dos candidatos.
Os outros 5%, que são específicos, é que deveriam ser realizados nos sites.
Se vc gerar um XML destes dados, ele poderia seria lido por qualquer outro sistema de currículos que seguisse o padrão.

Podemos fazer essa idéia virar lei.

P

Luiz Augusto Prado:
carlos alexandre moscoso:
wilnerjava:
Luiz Augusto Prado:
Não falta profissionais na área de TI.
Tem lógica eu entrar em cada uma das ofertas de vaga e preencher os mesmo campos?
Sério pessoal, o Brasil tá uma palhaçada nesse ponto. Deveria existir um padrão para preenchimento de currículos, pois não é justo que os candidatos percam tanto tempo nesses lixos de sites de RH.

Cara perfeita sua colocação! Se eu tenho um curriculo pronto e bem formulado em PDF, porque diabos tenho que preencher TUDO DE NOVO e escrever quase sempre as mesmas coisas nesses sites, é uma vergonha! E cada site tem as suas peculiaridades que você é obrigado a preencher, é ridículo!

É mais fácil extrair informação dos dados estruturados comparado com um formato opaco tipo PDF.

Tudo bem companheiro… Mas não foi isso que nos queremos dizer.

Podem ser criados formulários padrões pra isso. Exemplo:
Pra quem trabalha com E-Commerce sabe que o Banco do Brasil tem tag names para cada campo de seu formulário para emissão de boletos. Cabe a cada empresa utilizá-los corretamente.
Se 95% do que é exigido pelas empresas nos currículos fosse padronizado em um modelo XML, facilitaria muito a vida dos candidatos.
Os outros 5%, que são específicos, é que deveriam ser realizados nos sites.
Se vc gerar um XML destes dados, ele poderia seria lido por qualquer outro sistema de currículos que seguisse o padrão.

Podemos fazer essa idéia virar lei.

  1. Sites de emprego são empresas distintas, nunca vão criar formulários padronizados para compartilhar os seus clientes com os concorrentes. É tiro no pé, não tem lógica.
  2. Sites de emprego são (repetindo) EMPRESAS, e como tal visam lucros. Pagam pelo desenvolvimento, manutenção, hospedagem, publicidade. Não existe almoço grátis. Cabe ao candidato tentar separar o joio do trigo, avaliar qual opção lhe parece mais justa na relação custo benefício. E creio que profissionais de informática tem cultura, conhecimento e discernimento suficientes para fazer uma escolha sensata. Pessoalmente, algumas empresas me causam nojo, anunciando centenas de milhares de vagas, criando uma ilusão de abundância quando apenas uma pequena fração destas se aplica a uma determinada região, ou inundando todos os sites que visito com anúncios de vagas baseados em cookies gravados quando fiz pesquisas no site deles, ou com depoimentos de candidatos agradecendo a Deus e ao site pela vaga alcançada, ou (a pior de todas) contratando a peso de ouro atores “globais” para sorrirem na capa do site, como se isto fizesse alguma diferença na hora da seleção.
  3. Um emprego é algo de suma importância na vida da maioria das pessoas, é o óbvio ululante. Não importa se vc está buscando o primeiro emprego, ou uma recolocação, ou melhores salários e condições de trabalho. Então, que sentido faz reclamar por ter que digitar o seu currículo num site? Vc que está reclamando por este “enorme esforço”, não digita vinte vezes mais do que isto por dia no Facebook? Quem está precisando, tem que preencher 200 vezes com prazer e clicar com força no submit. Me perdoe, mas se vc é preguiçoso para preencher um formulário com o seu currículo, fatalmente será preguiçoso tambem para trabalhar. Fique em casa.
L

Outro que não entendeu bulhufas…
Filhinho, ninguém aqui tá falando de compartilhar dados ou de “lanche grátis”.
Primeiro que os dados dos usuários não são das empresas de RH. São dos candidatos.
O candidato é quem deve ser o responsável por guardar seu XML. Ele envia se quiser e pra quem quiser.
Se estas empresas querem transparecer valores éticos e morais, devem cobrar de quem está precisando do funcionário e não de quem está precisando do emprego. A oferta e demanda.

Lance grátis? Vc quer? Novamente:
Se o candidato para 2000 reais por um contrato de 2 anos quem ganha, o competente ou o que tem mais dinheiro?

Se isso não tem lógica pra vc… azar seu. Tchau e bênção. Os links estão ai pra quem quiser ver os fatos.

P

Realmente o que vc diz não faz sentido, não há como entender.

Felizmente não sou seu filho.

Vc tem problemas para interpretar textos.

Sim, é exatamente isto que vc está pedindo. Leia novamente o que vc escreveu.

Bom, se vc não quer digitar os seus dados, creio que muito menos quer ler os termos de uso ou a política de privacidade dos sites, né?

Oferta e demanda neste caso depende do ponto de vista. Por exemplo, a empresa está ofertando uma vaga, e o candidato está ofertando os seus serviços. Esta modalidade de apenas a empresa pagar pelo serviço me parece justa, e é a mais praticada nos EUA. Mas por aqui não. A Monster Jobs tentou se instalar por aqui com esta política e não deu certo, já se retirou do mercado. Enquanto isso não muda, se vc precisa de uma colocação, tem que se adaptar. Ou tira a bunda da cadeira e vai pra rua protestar, como o pessoal do Movimento Passe Livre está fazendo.

Falácia. Isto não existe, e se existe é estelionato ou falsidade ideológica ou outro crime, o que não é a linha de discussão aqui.

Só tchau já tá bom.

L

pinto:

tá bom cara…
Se isso não tem lógica pra vc… azar seu. Tchau e bênção. Os links estão ai pra quem quiser ver os fatos.

W

pinto:

  1. Sites de emprego são empresas distintas, nunca vão criar formulários padronizados para compartilhar os seus clientes com os concorrentes. É tiro no pé, não tem lógica.
  2. Sites de emprego são (repetindo) EMPRESAS, e como tal visam lucros. Pagam pelo desenvolvimento, manutenção, hospedagem, publicidade. Não existe almoço grátis. Cabe ao candidato tentar separar o joio do trigo, avaliar qual opção lhe parece mais justa na relação custo benefício. E creio que profissionais de informática tem cultura, conhecimento e discernimento suficientes para fazer uma escolha sensata. Pessoalmente, algumas empresas me causam nojo, anunciando centenas de milhares de vagas, criando uma ilusão de abundância quando apenas uma pequena fração destas se aplica a uma determinada região, ou inundando todos os sites que visito com anúncios de vagas baseados em cookies gravados quando fiz pesquisas no site deles, ou com depoimentos de candidatos agradecendo a Deus e ao site pela vaga alcançada, ou (a pior de todas) contratando a peso de ouro atores “globais” para sorrirem na capa do site, como se isto fizesse alguma diferença na hora da seleção.
  3. Um emprego é algo de suma importância na vida da maioria das pessoas, é o óbvio ululante. Não importa se vc está buscando o primeiro emprego, ou uma recolocação, ou melhores salários e condições de trabalho. Então, que sentido faz reclamar por ter que digitar o seu currículo num site? Vc que está reclamando por este “enorme esforço”, não digita vinte vezes mais do que isto por dia no Facebook? Quem está precisando, tem que preencher 200 vezes com prazer e clicar com força no submit. Me perdoe, mas se vc é preguiçoso para preencher um formulário com o seu currículo, fatalmente será preguiçoso tambem para trabalhar. Fique em casa.

Cara, em algumas empresas de RH eles marcam entrevista com você, e com base na entrevista eles mesmos preenchem os seus dados no site deles. Eu entendo que assim seja o correto.

Pois não tem lógica você traçar o perfil do profissional com base em questionários bestas de sites, cada um pode colocar o que quiser. Já numa entrevista pessoal, é muito mais fácil você identificar se o cara ta enganando, se ele é um “largado”, etc…
Eu simplesmente parei de preencher meu dados em sites de empresas de RH, pois simplesmente não tem lógica. Se a empresa RECEBE DINHEIRO para gerenciar candidatos, não é mais do que sua obrigação realizar um simples entrevista e traçar o perfil do profissional com base numa conversa objetiva, e não com base em um monte de Combo Box em que qualquer “ZÉ” pode colocar o que quiser e se passar por bom. Já vi perguntas do tipo " Você se considera pró-ativo"?..

OBS: Concordo com um questionário/cadastro simples online, por exemplo areas de pretenção, experiencias, etc…
Agora traçar o perfil profissional do candidato com base em perguntas como as citadas acima, não tem cabimento. Pois os questionários completões que existem nestes sites, o candidato demora MUITO tempo para preencher e na pratica diz pouca coisa sobre su verdadeiro perfil.

P

wilnerjava:
pinto:

  1. Sites de emprego são empresas distintas, nunca vão criar formulários padronizados para compartilhar os seus clientes com os concorrentes. É tiro no pé, não tem lógica.
  2. Sites de emprego são (repetindo) EMPRESAS, e como tal visam lucros. Pagam pelo desenvolvimento, manutenção, hospedagem, publicidade. Não existe almoço grátis. Cabe ao candidato tentar separar o joio do trigo, avaliar qual opção lhe parece mais justa na relação custo benefício. E creio que profissionais de informática tem cultura, conhecimento e discernimento suficientes para fazer uma escolha sensata. Pessoalmente, algumas empresas me causam nojo, anunciando centenas de milhares de vagas, criando uma ilusão de abundância quando apenas uma pequena fração destas se aplica a uma determinada região, ou inundando todos os sites que visito com anúncios de vagas baseados em cookies gravados quando fiz pesquisas no site deles, ou com depoimentos de candidatos agradecendo a Deus e ao site pela vaga alcançada, ou (a pior de todas) contratando a peso de ouro atores “globais” para sorrirem na capa do site, como se isto fizesse alguma diferença na hora da seleção.
  3. Um emprego é algo de suma importância na vida da maioria das pessoas, é o óbvio ululante. Não importa se vc está buscando o primeiro emprego, ou uma recolocação, ou melhores salários e condições de trabalho. Então, que sentido faz reclamar por ter que digitar o seu currículo num site? Vc que está reclamando por este “enorme esforço”, não digita vinte vezes mais do que isto por dia no Facebook? Quem está precisando, tem que preencher 200 vezes com prazer e clicar com força no submit. Me perdoe, mas se vc é preguiçoso para preencher um formulário com o seu currículo, fatalmente será preguiçoso tambem para trabalhar. Fique em casa.

Cara, em algumas empresas de RH eles marcam entrevista com você, e com base na entrevista eles mesmos preenchem os seus dados no site deles. Eu entendo que assim seja o correto.
Pois não tem lógica você traçar o perfil do profissional com base em questionários bestas de sites, cada um pode colocar o que quiser. Já numa entrevista pessoal, é muito mais fácil você identificar se o cara ta enganando, se ele é um “largado”, etc…
Eu simplesmente parei de preencher meu dados em sites de empresas de RH, pois simplesmente não tem lógica. Se a empresa RECEBE DINHEIRO para gerenciar candidatos, não é mais do que sua obrigação realizar um simples entrevista e traçar o perfil do profissional com base numa conversa objetiva, e não com base em um monte de Combo Box em que qualquer “ZÉ” pode colocar o que quiser e se passar por bom.
Obs: Já vi perguntas do tipo " Você se considera pró-ativo"?..

Concordo.
Só para esclarecer, eu não estou me referindo a empresas “físicas” de RH, e sim a sites de emprego. Nestes fatalmente vc terá que preencher um formulário com os seus dados. Nenhuma empresa vai investir num sistema para receber currículos em XML que será usado por uma minoria insignificante de usuários. Fora problemas de conformidade que gerarão rejeições e descarte de currículos.
Estes sites são apenas canais de comunicação entre candidatos e empresas, e estas é que farão uma eventual entrevista que vai eliminar os “Zés”.
Então, ainda sobre a colocação do Luiz Augusto Prado, ninguem compra um emprego.
Vc pode até pagar 2 mil reais para um site de empregos, mas se o seu currículo é ruim só o que vc vai conseguir é 2 mil a menos na sua conta.

K

Isso aqui tá parecendo um “first world problems”
Dos problemas que existem desde para quem quer ingressar no mercado de TI até para quem já faz parte do mesmo, acredito que perder 1 hora do dia para fazer o cadastro em sites de emprego seja o menor deles.

Y

Kazdum:
Isso aqui tá parecendo um “first world problems”
Dos problemas que existem desde para quem quer ingressar no mercado de TI até para quem já faz parte do mesmo, acredito que perder 1 hora do dia para fazer o cadastro em sites de emprego seja o menor deles.

Sim, é um problema pequeno, mas pra alguns é de simples resolução. Na minha realidade hoje, que pode mudar amanhã, e que, infelizmente, não é a mesma de todo mundo, eu não preciso me sujeitar a isso.

Já disse não a vagas quando me pediram pra preencher um formulário no “nosso site”. Eu respondi que manda o curriculo em pdf se eles quisessem, mas não iria redigitar todas as informações lá.

Acho incrível eu ter que organizar as informações deles.

C

quanto mais tempo você passar no site, mais chance de clicar em algum ad. :wink:

L

Kazdum:
Isso aqui tá parecendo um “first world problems”
Dos problemas que existem desde para quem quer ingressar no mercado de TI até para quem já faz parte do mesmo, acredito que perder 1 hora do dia para fazer o cadastro em sites de emprego seja o menor deles.

Novamente…
O problema não é só o cadastro de currículos…
É a “maquiagem” de que há vagas. Isso me baseando nas ofertas disponíveis nos Jornais de circulação aqui em Bsb. Agora se a realidade é diferente em outras capitais, que os usuários postem aqui.

A questão do XML foi só uma sugestão de melhoria, tanto pra empresas que realmente buscam funcionários como pra candidatos que não querem perder mais tempo e dinheiro.

V

Toda empresa também tem o direito de pedir o que quiser, e pagar o quanto quiser. Também tem o direito se ser o quão confusa ou específica o quanto quiser quanto a uma descrição de cargo ou informações que pede a você. E também tem o direito de usar o processo que quiser, seja técnico, seja psicológico, seja interno, externo, ou seja exotérico.

As empresas que falham nesse processo, já serão punidas naturalmente com maus profissionais, ou com a falta deles.

A coisa é justa pois todo candidato também tem o direito de se negar a aceitar qualquer emprego ou processo de emprego que queira. Isso vai excluí-lo da seleção, mas ser adulto é saber fazer escolhas e aceitar as conseqüências.

No Brasil, temos uma péssima mania de achar que “deveria ter uma lei que…”. Isso é infantil e arbitrário.

V

douglaskd:
no texto diz que os alunos desistem do curso superior por que tem dificuldade…

Sua sala foi uma exceção. Eu dou aula no ensino universitário há 6 anos, e a maioria sai porque ou não aguentou o tranco, ou quando viu a dificuldade sentiu que informática não era a própria praia.

L

Isso vc está falando por que fui eu quem disse isso ou por que vc sempre esteve em uma posição cômoda?
Lembrando que vc participa do processo de “venda” de curso, então fica “meio” esquisito vc dizer que estou errado.
Posso admirar sua competência como professor e desenvolvedor, mas pelo que estou sentindo vc não conhece a realidade daqui…

Concordo que é direito de qualquer empresa escolher a merda que quiser, agora maquiar as estatísticas… isso é outros 500,
porque isso influencia na tomada de decisões de uma multidão.

pelo menos faça uma pesquisa de campo aqui em bsb pra ver o que tenho dito.
Faz 5 anos que não vejo anuncio para desenvolvedor aqui em Brasília. Esporadicamente um ou outro aparecem.
Estabilidade de desenvolvedor de software só se for concursado.

Se vc tá dando a cara a tapa, eu também dou a minha. Acha que gosto de ficar aqui argumentando com trolls? Acha que eu não fico insatisfeito de me expor sobre isso? Eu queria ter mais amigos do que tenho, mas se for pra compactuar com isso… tô fora filhinho.
Não tô feliz com isso. Mas alguém tem que dizer alguma coisa sobre e por isso não vou e nem posso ficar quieto.
Mesmo que eu tenha que lhe dizer tudo isso. Eu não tenho medo e me incomoda bastante quando vejo algo qe parece errado.

Se quiser ver a qualidade de meu trabalho ou como me sai no meu curso, é só pedir que eu lhe mando meu histórico ou mesmo vc pode vir aqui, ver meus fontes, trabalhos. Pode ver até ver alguns os On-line. É só pedir que manda portfólio.
A única nota menor de 8 que eu tirei em ciências da computação foi em metodologia 7.9 (regradas da ABNT). Ou vc vai ter coragem dizer que a UNISUL é uma faculdade ruim? Foi a melhor faculdade que pus o pé na vida. Tanto na qualidade do ensino como na das instalações.

Sabe por que eu não me tornei bandido? Acha que é por causa de lei? Como já disse, não é porque tenho medo… é porque recebi educação e sei o quanto isso é prejudicial a sociedade e a mim.

Infelizmente no Brasil precisa-se criar leis porque o povão é criado em casa sem educação e sem respeito pelo próximo.

Novamente:
Minha campanha é levar as pessoas a refletirem… Buscarem por suas próprias contas a verdadeira demanda da área.
Se a realidade é diferente ai, muito bom. Sorte suas.

V

Por nenhum dos dois motivos. Por que acho que o governo não deveria interferir nesse tipo de decisão. Isso é ditatorial.
Dizer que sempre estive numa posição comoda é fazer julgamento de valor. Eu ralei para chegar até aqui, e já cheguei a ganhar menos do que gastava para ir trabalhar. Fiz segundo grau e faculdade públicas.

pelo menos faça uma pesquisa de campo aqui em bsb pra ver o que tenho dito.
Faz 5 anos que não vejo anuncio para desenvolvedor aqui em Brasília.
Estabilidade de desenvolvedor de software só se for concursado.

Até onde sei, a afirmação inicial da pesquisa não se resume a Brasilia. Se está ruim aí, se mude. Tem muita cidade no Brasil onde o mercado de TI está MUITO deficitário.
Em todo caso, não sei porque você se inflamou, pois eu não estava falando de você. Estava falando da postura geral de querermos que o governo resolva nossos problemas - mesmo os triviais quanto o de não querer preencher um mesmo formulário várias vezes em empresas de RH.

L

Novamente digo:
O problema não é só o cadastro de currículos…
É a “maquiagem” de que há vagas. Isso me baseando nas ofertas disponíveis nos Jornais de circulação aqui em Bsb. Agora se a realidade é diferente em outras capitais, que os usuários postem aqui.

A questão do XML foi só uma sugestão de melhoria, tanto pra empresas que realmente buscam funcionários como pra candidatos que não querem perder mais tempo e dinheiro. Só toquei no assunto, pois isso é um exemplo da bagunça que se instalou no Brasil. Parece que tem mais empresas de RH e de Cursinho do que vagas. Viu o PDF que postei? Agora até mulheres gostosas e chocolates estão colocando pra fazer propaganda do serviço. Parece até com as propagandas da década de 50! Se vcs não acham isso estranho… eu tenho que me mudar é do Brasil e não ir pra outra cidade!

Só disse que poderia virar lei porque se a w3c não consegue manter um padrão para web, a única forma de se criar um padrão para os CVs seria através de uma lei. Concordo que pode ser exagerado, mas pra mim (e muitos outros) vejo como uma ótima solução.

Outro exemplo, vcs sabiam que é ilegal exigir CPF em currículo? Não preciso nem dizer porque…

Eu não posso me mudar. Por mais que eu queira, existem outras responsabilidades que me obrigam a ficar aqui.
Mas sinceramente, duvido que a realidade seja diferente em outras cidades.

M

A gente percebe que está ficando velho no GUJ quando chega ao 50º tópico sobre o mesmo assunto, e a tão falada ‘falta de profissionais’ é uma das recordistas, assim como outros assuntos que vem e vão.

Só entrei pra fazer uma correção, NÃO é proibido exigir o CPF no currículo. Houve um projeto de lei de um deputado carioca em 2008 que tentou proibir a exigência porque muitas empresas usavam o CPF do candidato pra ver se ele tinha alguma pendencia com o SPC ou Serasa antes de contratar. Mas o projeto foi arquivado.

O que recomendam é que a pessoa EVITE colocar esses documentos no currículo a menos que seja exigido, justamente pra evitar essa prática pelas empresas. Mas se estas exigirem, azar delas (ou seu :wink: )

Bom, já que postei, quanto à falta ou sobra de vagas é igual o pessoal falou: depende da cidade, mas no geral sobram vagas sim. O que faltam é vagas com bons salários, tem muita empresa que um analista junior ou pleno já resolve a grande maioria dos casos, então o salário é achatado mesmo. E concordo com o Vini: o profissional não pode ter receio de mudar de cidade e ir atrás das oportunidades. Está ruim na sua cidade: comece a procurar oportunidades fora, é uma experiência não só profissional, mas também pessoal. Inclusive existem oportunidades fora do país.

C

Up no tópico…

Ao longo de uns anos que venho trabalhando em diversas consultorias e empresas… o que posso falar é que, na maioria das vezes, o que falta não é profissional qualificado não! Eu conheço muita gente que manja muito… mas… não se submete à qualquer salário que oferecem… logo o que sobra é pra quem está começando… então as 3 letrinhas contratam um jr pra atuar como sr… ai vem o tema deste tópico.

Do mais, o que vi ‘nestes lugares’ foram sistemas ferrados, projetos fracassados, arquitetura ruim, frameworks corporativos sem nada à agregar… legado, legado e legado… A garotada que está iniciando agora nunca viram struts na vida!!! Tem lugares que a espeficiação tecnica, diagramas uml, modelagem de negocios e tal viram rascunhos… hehehe

Depois vem falar na falta de profissional qualificado! Cara o que falta é profissional qualificado pra mexer com arqueologia de software, receber balinha de salário, virar 16 hrs direto codificando e atuar cliente pé-no-saco e gestor baba ovo…

Quem está em uma empresa mais segmentada, não sai dela nem a pau… ai sim têm documentação, metologia, modelagem, codificação que dá prazer de ver! E cada dia o cara tenta se manter mais atualizado com a tecnologia e fazendo cursos e tal… minha humilde e simples opinião

fui!

F

Aqui em Goiânia falta muita gente qualificada sim. Tem um número razoável de vagas abertas.

Têm várias empresas que pagam mal, têm várias empresas que pagam bem. Profissional qualificado está sendo disputado.

Pra contratar alguém bom, com experiência, tem que tirar de alguma empresa, a vaga dele fica aberta e o “buraco” vai girando.

Eu mesmo tenho um projeto em stand by de um “Portal de Empregos de TI”. Não tem nenhuma vaga fake, ainda não tenho um modelo de negócios e por enquanto publico vagas gratuitamente em uma página do Facebook. Várias delas não são preenchidas.

J

Nem vejo mais reportagens assim pois são apelativas, manipuladores e desonestas.

Falam disso para encorajar mais pessoas a gastar dinheiro pensando que as coisas vão ser fáceis.
Aí o povo entra pra Informática e “senta na graxa” como dizem.

O que existe é falta de categorização da TI no geral, pois não existe um orgão regulamentador
e por isso as empresas pagam muito pouco e querem exigir o máximo.

Na boa acho que nem compensa falar desse tema pois tem muita falcatrua no meio.

O melhor é cada um viver sua vida e evitar as Mídias de TV.

Fui…
vrummm…

D

JavaDreams:
Nem vejo mais reportagens assim pois são apelativas, manipuladores e desonestas.

Falam disso para encorajar mais pessoas a gastar dinheiro pensando que as coisas vão ser fáceis.
Aí o povo entra pra Informática e “senta na graxa” como dizem.

O que existe é falta de categorização da TI no geral, pois não existe um orgão regulamentador
e por isso as empresas pagam muito pouco e querem exigir o máximo.

Na boa acho que nem compensa falar desse tema pois tem muita falcatrua no meio.

O melhor é cada um viver sua vida e evitar as Mídias de TV.

Fui…
vrummm…


A primeira coisa que me vem a cabeça quando penso em vagas de TI é que isso não será divulgado em empresas de RH normais. Os profissionais são muito específicos para processos seletivos comuns. Talvez até possuam um perfil contrário ao que será identificado em métodos tradicionais.
A grande maioria das vagas que eu vejo estão diretamente nas empresas, nos seu sites ou quando um conhecido de um conhecido informa que há vagas aqui ou ali.
Logo, a argumentação de que “não vejo tantas vagas assim” pode ser embasada na busca incorreta e/ou falta de um networking mais efetivo.
Outro ponto é que, invariavelmente, pensamos como empregados e não como pessoas capazes de investir em algo, empreender. “Ah, criar uma startup é complicado…”. Cara, pode até ser, mas com a quantidade de sistemas ruins existentes no mercado, será que não vale a pena arriscar? Não precisa parar de trabalhar, basta gerenciar o seu tempo, fazer nos fins de semana, após o trabalho, sei lá. Deixar de reclamar e mover-se em prol de algo. Expor-se. O não sempre existirá, por isso creio que devemos buscar o sim.
“O que isso tem a ver com a questão de vagas x profissionais?”. Disponibilize teu trabalho, mesmo que partes dele. Mostre-se. Deixe que as empresas vejam o quanto você tem capacidade. Há uma diferença entre buscar oportunidade e ser buscado e ela é bem grande.
Mas, a gente volta à velha questão, a maioria das pessoas sequer tem vontade de aperfeiçoar, de estudar pra uma certificação, um novo framework, um novo design pattern, quem dirá se dedicar a algo que não tem um retorno imediato, nem garantido, não é mesmo?
Digo com propriedade, há vagas de sobra em Curitiba. Basta que você queira trabalhar. Se o salário não agrada para a vaga X, busque a Y, a Z…

K

Sobre esta questão de vagas e atrativos só uma coisa a dizer: cuidado com as ciladas e a infantilização do profissional.
Escrevi sobre isto recentemente: http://www.itexto.net/devkico/?p=1460

D

kicolobo:
Sobre esta questão de vagas e atrativos só uma coisa a dizer: cuidado com as ciladas e a infantilização do profissional.
Escrevi sobre isto recentemente: http://www.itexto.net/devkico/?p=1460

Este é outro ponto bem crucial.

D

Desculpem responder um tópico antigo, mas me formei em Análise de Sistemas, trabalhei com teste de software por um ano e me dediquei por quase dois anos em busca de trabalhar com Java e não tive oportunidades, sou introvertido e odeio me expor mas gostava muito de programar, entretanto, nada de oportunidades e quando apareceu uma um parente próximo meu precisou de mim pois estava morrendo de câncer (a dois meses morreu), enfim, acho que isso da “Falta profissionais de TI” é mídia mesmo que só fala nisso mas na minha situação não foi falta de esforço não pois tentei e só perdi tempo!
O que digo aos mais novos é saiam de TI o mais rápido possível que essa área é ilusão, “várias oportunidades” que nem os RHs das empresas sabem o que quer, tudo pagando mixaria, todos grandes enrolões (chefes, funcionários), na boa é perda de tempo TI, saí fora, só não me suicidei porque tenho família graças a Deus pois se estivesse sozinho já tinha ido dessa pra melhor também, valeu!

D

Os papos, “só depende de você”, “o céu é o limite, corra atrás”, “pagam pouco mesmo no início”, saiam dessa área que ela simplesmente é um lixo, só exploração devido às próprias atitudes dos profissionais de TI que aceitam qualquer coisa para entrar ou permanecer nela!

A

Cara, lendo seu relato sobre suicídio por conta disso, não há outra forma de pensar a não ser discordando veementemente do que você escreveu acima.

Perceba, não estou dizendo que você está errado, só estou dizendo que não concordo.

Também passei 2 anos depois de me formar pra conseguir um emprego e quando consegui não foi com um salário nada justo e nem com o que eu queria trabalhar. Ralei outros 2 anos ganhando miséria pra realmente engatar em um lugar trabalhando com Java e ganhando um salário decente. Daí pra frente só sucesso e hoje posso reclamar de qualquer coisa, menos da minha profissão e do meu salário.

Com isso só quero dizer que no final das contas nossas experiências moldam nossas opiniões pessoais e se a sua foi ruim, estou rodeado de pessoas que não pararam diante dos obstáculos da vida e hoje estão tão felizes quanto eu nas suas profissões… Assim como conheço médicos que têm sim mais dinheiro que eu, porém não aguentam mais a profissão que escolheram, assim como advogados, contadores, etc.

Com base nisso minha experiência me diz que quando vejo esse tipo de relato, provavelmente o problema está no profissional que talvez não tenha se achado na área que escolheu…

Só lhe peço uma coisa, não é porque não deu certo pra você, que você tem que generalizar pras futuras gerações.

Abs []

C

O que eu acho:

1 - Muito profissional acha que vai ganhar bem apenas porque tem um diploma e X anos de experiência.

2 - Não adianta você falar que se dedicou 1, 2, 3, 4, 5 anos e não conseguiu um bom salário, provavelmente você não tem facilidade de adquirir conhecimentos relacionados a área ou ficou pulando de galho em galho, Analista, DBA, Desenvolvedor X, Desenvolvedor Y, Suporte, QA, Tester, X, Y, Z.

3 - Muitos falam dos Engenheiros, Médicos e etc… Eu já tive a oportunidade de cursar 1 ano de Engenharia Civil, e 3 anos de SI, o curso de Engenharia Civil é 500x mais difícil, —> ESTOU ME REFERINDO AO CURSO <— Fora que o custo de Engenharia é bem maior do que um curso de TI.

4 - Muitos acham que saber programar vai fazê-los ricos, mas de nada adianta saber programar, e não saber usar isso na área em que atua.

5 - Tem muito vagabundo na área que fica enrolando pra fazer algo simples.

6 - Tem muitas pessoas acomodadas que pensam “vou me formar logo pra ganhar 2-3-4-5 mil por mês”, faz só o necessário pra tirar 6 e não estuda mais nada por fora…

Isso é o que eu vi em 1 ano trabalhando na área

O que eu espero de salário como Analista/Desenvolvedor .NET:
6 meses = 1000 - OK
1 ano = 1500 - OK
2 anos = 2000~2500
3 anos = 3000~3500
5 anos = não menos que 5000

TI = 3 - 4 anos da faculdade + 3 anos de experiência = 3000 por mês
Engenharia Civil = 5 - 7 anos da faculdade + 1 ano de experiência = 3000-4000 por mês

Em questão de salário TI compensa mais no início, e existem mais vagas de emprego. Mas um engenheiro experiente ganha mais que um analista experiente… Na média, claro que existem exceções como quem atua em área pública…

O pensamento do Brasileiro é o seguinte: tenho diploma, tenho curso, sou formado, sou bom, mereço ganhar bastante. O que tu usa de tudo isso no teu trabalho ? 10% ? Então porque eu pagaria mais por você, se o Zé tem esses 10% e fez um cursinho de Java la na xyz… ?

Não adianta estudar e não usar… Claro que é necessário ter um diploma (pois o mundo tem esse pensamento). mas o que vai te diferenciar é o conhecimento e a maneira como você o usa.

Outra coisa que muitos falam é o seguinte: jogam TI tudo no mesmo saco, tanto faz se fez um Tecnologo ou Bacharel, se demorou 3 ou 5 anos pra se formar … Você acha que só porque tem um Bacharel merece ganhar mais que quem fez o Tecnologo ? Talvez ele seja muito melhor que você…

Claro que no mundo perfeito a graduação de CC e EC é muito mais completa do que de ADS, SI, Seg da Inf. Mas vejo muitos que fazem só por causa do título de Bacharel, o que adianta ???

A

Isso é bem relativo, apesar de ambas virem da área de exatas, SI tem um foco voltado pra algumas áreas de relações humanas, enquanto que a Engenharia é pura matemática. O que é mais difícil pra um, pode ser mais fácil pra outros, assim como Direito, Medicina, etc.

E como tem meu amigo… Ah tem…

Esse “+” é relativo né? Lembre que em TI o Ensino Superior não é obrigatório apesar de já ser mandatório e sua experiência já pode começar enquanto estuda.

Outra coisa relativa, acho que na média geral você está certo, mas conheço alguns colegas engenheiros que queriam ganhar 80% do que eu ganho. Quase o mesmo tempo de serviço, só pra constar. Agora claro, minha realidade não é a de todos e nem muito menos a maioria.

Novamente, isso é relativo. Fiz S.I e tive Administração Básica, Introdução ao direito, Contabilidade e empreendedorismo pra citar algumas… “Completo” depende do foco e da carreira que você pretende seguir.

Enfim, no tudo mais concordo com você, só coloquei esses detalhes dos quais discordo.

Abs :wink:

N

caosfast:
O que eu acho:

1 - Muito profissional acha que vai ganhar bem apenas porque tem um diploma e X anos de experiência.

2 - Não adianta você falar que se dedicou 1, 2, 3, 4, 5 anos e não conseguiu um bom salário, provavelmente você não tem facilidade de adquirir conhecimentos relacionados a área ou ficou pulando de galho em galho, Analista, DBA, Desenvolvedor X, Desenvolvedor Y, Suporte, QA, Tester, X, Y, Z.

3 - Muitos falam dos Engenheiros, Médicos e etc… Eu já tive a oportunidade de cursar 1 ano de Engenharia Civil, e 3 anos de SI, o curso de Engenharia Civil é 500x mais difícil, —> ESTOU ME REFERINDO AO CURSO <— Fora que o custo de Engenharia é bem maior do que um curso de TI.

4 - Muitos acham que saber programar vai fazê-los ricos, mas de nada adianta saber programar, e não saber usar isso na área em que atua.

5 - Tem muito vagabundo na área que fica enrolando pra fazer algo simples.

6 - Tem muitas pessoas acomodadas que pensam “vou me formar logo pra ganhar 2-3-4-5 mil por mês”, faz só o necessário pra tirar 6 e não estuda mais nada por fora…

Isso é o que eu vi em 1 ano trabalhando na área

O que eu espero de salário como Analista/Desenvolvedor .NET:
6 meses = 1000 - OK
1 ano = 1500 - OK
2 anos = 2000~2500
3 anos = 3000~3500
5 anos = não menos que 5000

TI = 3 - 4 anos da faculdade + 3 anos de experiência = 3000 por mês
Engenharia Civil = 5 - 7 anos da faculdade + 1 ano de experiência = 3000-4000 por mês

Em questão de salário TI compensa mais no início, e existem mais vagas de emprego. Mas um engenheiro experiente ganha mais que um analista experiente… Na média, claro que existem exceções como quem atua em área pública…

O pensamento do Brasileiro é o seguinte: tenho diploma, tenho curso, sou formado, sou bom, mereço ganhar bastante. O que tu usa de tudo isso no teu trabalho ? 10% ? Então porque eu pagaria mais por você, se o Zé tem esses 10% e fez um cursinho de Java la na xyz… ?

Não adianta estudar e não usar… Claro que é necessário ter um diploma (pois o mundo tem esse pensamento). mas o que vai te diferenciar é o conhecimento e a maneira como você o usa.

Outra coisa que muitos falam é o seguinte: jogam TI tudo no mesmo saco, tanto faz se fez um Tecnologo ou Bacharel, se demorou 3 ou 5 anos pra se formar … Você acha que só porque tem um Bacharel merece ganhar mais que quem fez o Tecnologo ? Talvez ele seja muito melhor que você…

Claro que no mundo perfeito a graduação de CC e EC é muito mais completa do que de ADS, SI, Seg da Inf. Mas vejo muitos que fazem só por causa do título de Bacharel, o que adianta ???

Cara, posso falar por mim, eu acho que dinheiro é muito relativo… Eu não acho que ganho bem, não acho que estudei o que deveria e muito menos acho que os salários são justos, mas vamos por partes:

1- Não é experiência, muito menos conhecimento que definem os ganhos ou oportunidades, eu já trabalhei em vários empregos que tinham vários funcionários que sabiam bem menos que eu, mas mesmo assim ganhavam mais que eu.

2 - Muitas pessoas que não se dedicaram nada, não sabem nada, e não se preocupam nenhum pouco com isso, ganhavam mais que eu também, e por mais que eu não fosse o melhor do mundo, tinha disparado muito mais conhecimento que eles, era até vergonhoso comparar, os caras não sabem o que é um if e ainda são “analistas”.

3 - Diploma conta muito sim, e tem que contar mesmo e deve ser um dos primeiros parâmetros para salários sim.

Resultado? há uns 4 anos atrás, eu ficava revoltado como o camarada acima, trabalhava como um idiota, ouvia merda direto e ainda por cima vivia duro. Nunca era reconhecido pelo que fazia e tenho certeza que fazia muito. Só que a diferença é que eu sabia, e não sabia só programar, sempre tive boa base escolar, sempre fui bem em provas. Minha solução foi quando comecei a prestar concursos, já passei em uns 4, não digo que ganho bem hoje, mas trabalho bem menos e mereço bem menos o salário que ganho hoje do que naquela época, e podem ter certeza, é bem mais do que ganhava aquela época.

E se não fosse isso, hoje com certeza estaria na merda, ganhando quase nada, o mercado profissional de TI é uma droga, tem muita gente ruim trabalhando, mas é aquilo, quem vende melhor o peixe ganha a concorrência.

V

naomeencontro:

Cara, posso falar por mim, eu acho que dinheiro é muito relativo… Eu não acho que ganho bem, não acho que estudei o que deveria e muito menos acho que os salários são justos, mas vamos por partes:

1- Não é experiência, muito menos conhecimento que definem os ganhos ou oportunidades, eu já trabalhei em vários empregos que tinham vários funcionários que sabiam bem menos que eu, mas mesmo assim ganhavam mais que eu.

2 - Muitas pessoas que não se dedicaram nada, não sabem nada, e não se preocupam nenhum pouco com isso, ganhavam mais que eu também, e por mais que eu não fosse o melhor do mundo, tinha disparado muito mais conhecimento que eles, era até vergonhoso comparar, os caras não sabem o que é um if e ainda são “analistas”.

3 - Diploma conta muito sim, e tem que contar mesmo e deve ser um dos primeiros parâmetros para salários sim.

Resultado? há uns 4 anos atrás, eu ficava revoltado como o camarada acima, trabalhava como um idiota, ouvia merda direto e ainda por cima vivia duro. Nunca era reconhecido pelo que fazia e tenho certeza que fazia muito. Só que a diferença é que eu sabia, e não sabia só programar, sempre tive boa base escolar, sempre fui bem em provas. Minha solução foi quando comecei a prestar concursos, já passei em uns 4, não digo que ganho bem hoje, mas trabalho bem menos e mereço bem menos o salário que ganho hoje do que naquela época, e podem ter certeza, é bem mais do que ganhava aquela época.

E se não fosse isso, hoje com certeza estaria na merda, ganhando quase nada, o mercado profissional de TI é uma droga, tem muita gente ruim trabalhando, mas é aquilo, quem vende melhor o peixe ganha a concorrência.

Eu discordo de praticamente tudo. Minha carreira só evoluiu bem por eu ter bem mais conhecimento técnico do que a média. Quando o pessoal percebe seu diferencial, logo vem boas oportunidades.

Mas não se pode menosprezar outras habilidades também, como capacidade de comunicação, trabalho em equipe, etc. Como eu já falei em diversos posts, ser um bom técnico não é equivalente a ser um bom funcionário.

Até porque, sem você trabalhar bem com a galera, dificilmente você fará um networking que fará com que pessoas indiquem você para futuros empregos.

J

Depende muito do nível do local onde você trabalhou, na minha opinião.

Há pouco tempo atrás trabalhei numa indústria tão esculhambada que o “programador sênior com mais de 10 anos de experiência” mal sabia fazer um join e sequer tinha ouvido falar em orientação a objetos. O sistema que ele vendia era extremamente porco e não atendia as reais necessidades da empresa. Mesmo assim, ele se mantinha como fornecedor de software pelo tempo de amizade que tinha com os donos.

Esse “programador” (se é que podemos dizer isso) tinha vários clientes (geralmente, empresas muito pequenas e com funcionários extremamente leigos). Ele me dizia que faturava cerca de R$ 20.000,00 vendendo aquele negócio malfeito.

Se você trabalhar em empresas nível “fundinho de quintal” e que não se comprometem com a qualidade de seus produtos, provavelmente se deparará com coisas desse tipo.

Enquanto somos inexperientes, muitas vezes, temos que nos sujeitar ao que não gostamos. Atualmente ainda trabalho em “fundinho de quintal”, mas estou buscando me qualificar o máximo possível para que algum dia tenha o nível desejado por uma boa empresa. Até lá paciência, e estudos, sempre.

A

Só aí cara, porque em empresas minimamente decentes, logo as coisas se acertam, pois alguém vai perceber que pode ganhar bem mais dinheiro se valorizar seus bons profissionais.

Enfim, quando vejo relatos do tipo do amigo amargurado com a área de TI, só posso achar que houve um desencontro (não era a área certa para aquela pessoa)… Só não gosto de generalizações.

Abs []

V

Eu estou falando de “carreira” e não de “uma empresa que trabalhei”. É lógico que existem distorções, mas a competência é um fator fundamental para que, a evolução de sua carreira seja de sucesso.

Você pode entrar numa empresa cheia de distorções, mas se vc for um cara bom, logo um colega sai para uma empresa melhor e te indica. Ser um cara bom ajuda também em movimentações entre setores, no caso de empresas muito grandes.

É lógico que sempre haverá distorções, especialmente em empresas grandes. Mas não se pode toma-las pela regra, especialmente ao se falar do mercado de trabalho como um todo, e de anos de profissão, e não só de um emprego.

N

Júlio Murta:
naomeencontro:

Muitas pessoas que não se dedicaram nada, não sabem nada, e não se preocupam nenhum pouco com isso, ganhavam mais que eu também, e por mais que eu não fosse o melhor do mundo, tinha disparado muito mais conhecimento que eles, era até vergonhoso comparar, os caras não sabem o que é um if e ainda são “analistas”.

Depende muito do nível do local onde você trabalhou, na minha opinião.

Há pouco tempo atrás trabalhei numa indústria tão esculhambada que o “programador sênior com mais de 10 anos de experiência” mal sabia fazer um join e sequer tinha ouvido falar em orientação a objetos. O sistema que ele vendia era extremamente porco e não atendia as reais necessidades da empresa. Mesmo assim, ele se mantinha como fornecedor de software pelo tempo de amizade que tinha com os donos.

Esse “programador” (se é que podemos dizer isso) tinha vários clientes (geralmente, empresas muito pequenas e com funcionários extremamente leigos). Ele me dizia que faturava cerca de R$ 20.000,00 vendendo aquele negócio malfeito.

Se você trabalhar em empresas nível “fundinho de quintal” e que não se comprometem com a qualidade de seus produtos, provavelmente se deparará com coisas desse tipo.

Enquanto somos inexperientes, muitas vezes, temos que nos sujeitar ao que não gostamos. Atualmente ainda trabalho em “fundinho de quintal”, mas estou buscando me qualificar o máximo possível para que algum dia tenha o nível desejado por uma boa empresa. Até lá paciência, e estudos, sempre.

Olha, eu trabalhei em empresas pequenas, multinacional e empresas públicas, de longe, mas de longe mesmo, as piores são as pequenas, trabalhar direto com o dono da empresa é simplesmente uma droga, qualquer coisa que o cara te paga ele faz questão de fazer você perceber que está pesando no bolso dele, parece um favor.

A multinacional que eu trabalhei eu não tenho muito o que reclamar da empresa (exceto que eles não pagavam horas extras), mas lá era canibalismo profissional, todos se matavam, o ambiente era péssimo, o desgaste lá não era nem pelo trabalho, mas sim pelos “colegas”.

A área pública não muda muito da multinacional, a questão é que lá a lei vale, simples assim. Se o gestor não gosta de você, sabe o que muda? nada, foda-se o gestor, se ele não tiver um critério técnico, ele não pode fazer nada contra você. Se você é uma pessoa reservada, sabe o que isso atrapalha na sua carreira? nada, o cara faz um concurso interno e sobe. Fora isso, se você fizer um minuto de hora extra, eles pagam. Pelo menos lá a individualidade e a lei são respeitadas.

E assim, na média, os profissionais são muito fracos, se você mudar a cor da grama eles passam fome, mas por incrível que pareça, a questão de avaliação profissional não é necessariamente técnica, a questão maior é comportamental, a questão é saber dizer o que as pessoas querem ouvir, na hora que elas querem ouvir.

Pode parecer recalque, mas não vou dizer que isso seja exclusividade de TI, mas pelo menos em TI, isso é evidente demais.

N

ViniGodoy:
naomeencontro:

Cara, posso falar por mim, eu acho que dinheiro é muito relativo… Eu não acho que ganho bem, não acho que estudei o que deveria e muito menos acho que os salários são justos, mas vamos por partes:

1- Não é experiência, muito menos conhecimento que definem os ganhos ou oportunidades, eu já trabalhei em vários empregos que tinham vários funcionários que sabiam bem menos que eu, mas mesmo assim ganhavam mais que eu.

2 - Muitas pessoas que não se dedicaram nada, não sabem nada, e não se preocupam nenhum pouco com isso, ganhavam mais que eu também, e por mais que eu não fosse o melhor do mundo, tinha disparado muito mais conhecimento que eles, era até vergonhoso comparar, os caras não sabem o que é um if e ainda são “analistas”.

3 - Diploma conta muito sim, e tem que contar mesmo e deve ser um dos primeiros parâmetros para salários sim.

Resultado? há uns 4 anos atrás, eu ficava revoltado como o camarada acima, trabalhava como um idiota, ouvia merda direto e ainda por cima vivia duro. Nunca era reconhecido pelo que fazia e tenho certeza que fazia muito. Só que a diferença é que eu sabia, e não sabia só programar, sempre tive boa base escolar, sempre fui bem em provas. Minha solução foi quando comecei a prestar concursos, já passei em uns 4, não digo que ganho bem hoje, mas trabalho bem menos e mereço bem menos o salário que ganho hoje do que naquela época, e podem ter certeza, é bem mais do que ganhava aquela época.

E se não fosse isso, hoje com certeza estaria na merda, ganhando quase nada, o mercado profissional de TI é uma droga, tem muita gente ruim trabalhando, mas é aquilo, quem vende melhor o peixe ganha a concorrência.

Eu discordo de praticamente tudo. Minha carreira só evoluiu bem por eu ter bem mais conhecimento técnico do que a média. Quando o pessoal percebe seu diferencial, logo vem boas oportunidades.

Mas não se pode menosprezar outras habilidades também, como capacidade de comunicação, trabalho em equipe, etc. Como eu já falei em diversos posts, ser um bom técnico não é equivalente a ser um bom funcionário.

Até porque, sem você trabalhar bem com a galera, dificilmente você fará um networking que fará com que pessoas indiquem você para futuros empregos.

Olha Vini, não é questão de menosprezar, é uma questão de ser prático, os profissionais tem que ser avaliados pelo que fazem, não pelo que dizem, e com todo o respeito, eu não estou querendo me gabar, mas os “profissionais” estão muito fracos, mas isso não impede deles ganharem mais do que eu, a questão é que são bons produtos, sabem vender, sabem como envolver as pessoas ao lado dela para conseguirem os resultados.

Quando eu era estagiário, me deram outro estagiário para comandar, chega a ser absurdo isso, eles falavam que eu era o melhor estagiário, que era um ótimo programador, mas sabe, reconhecimento financeiro = zero. Nessa mesma empresa, tinha um cara que era excelente em infra, já tinha uns 4 anos formados e ganhava uns 3 salários mínimos, não chegava nem a 2000 na época (cooperativado ainda por cima), era uma miséria, só que ele estava contente e inseguro lá dentro, senão fosse eu e outro estagiário abrir o olho do cara, ele estava lá até hoje. Graças a Deus ele arrumou um emprego bem melhor, mas ainda sim, longe do que ele merecia. Ele teve que trabalhar 4 anos, sendo bom, para ficar na média salarial.

Meu próximo passo é sem dúvida nenhuma abrir uma empresa para mim, dessas que citaram de fundo de quintal e criar um produto bem ruim que me renda uns 20.000 por mês também, não existe lei que me proíba de abrir esta empresa, não existe responsabilidade técnica, muito menos piso salarial que me impeça de contratar um programador pagando 1200 reais por mês, se o cara for ruim, eu mando embora, simples assim, sempre vai ter alguém precisando de emprego, sem ensino superior, que vou conseguir ganhar dinheiro em cima, principalmente em começo de carreira. Fazer tela e relatório 90% dos “profissionais” no mundo conseguem, além disso, como o mercado é ruim e a maioria das oportunidades são para crud makers, tanto faz, ele não vai arrumar coisa melhor mesmo. Mesmo que arrume, vão ter outros.

V

Em quantas empresas vc trabalhou, naomeencontro? TODAS eram assim?

Se comunicar e conseguir que outros cooperem com vc é uma habilidade importante.

V

De que região do país vc é, naomeencontro? Sua experiência parece ter sido péssima, totalmente oposta da minha.

N

ViniGodoy:
Em quantas empresas vc trabalhou, naomeencontro? TODAS eram assim?

Se comunicar e conseguir que outros cooperem com vc é uma habilidade importante.

5 empresas, todas assim, a menos pior foi a Ac…re, essa só não pagava hora extra. Sou de SP.

Quase todos que conheço estão na mesma, alguns um pouco melhor, outros um pouco pior.

J

ViniGodoy:

Se comunicar e conseguir que outros cooperem com vc é uma habilidade importante.

Por isso devemos abolir os gerentes do desenvolvimento de software.

Eles introduzem na comunicação mais disfunção do que sinal, se colocando como intermediário entre os desenvolvedores e aqueles que se beneficiarão do software. Sem falar que não existe cooperação onde existe hierarquia.

J

naomeencontro:
ViniGodoy:
naomeencontro:

Cara, posso falar por mim, eu acho que dinheiro é muito relativo… Eu não acho que ganho bem, não acho que estudei o que deveria e muito menos acho que os salários são justos, mas vamos por partes:

1- Não é experiência, muito menos conhecimento que definem os ganhos ou oportunidades, eu já trabalhei em vários empregos que tinham vários funcionários que sabiam bem menos que eu, mas mesmo assim ganhavam mais que eu.

2 - Muitas pessoas que não se dedicaram nada, não sabem nada, e não se preocupam nenhum pouco com isso, ganhavam mais que eu também, e por mais que eu não fosse o melhor do mundo, tinha disparado muito mais conhecimento que eles, era até vergonhoso comparar, os caras não sabem o que é um if e ainda são “analistas”.

3 - Diploma conta muito sim, e tem que contar mesmo e deve ser um dos primeiros parâmetros para salários sim.

Resultado? há uns 4 anos atrás, eu ficava revoltado como o camarada acima, trabalhava como um idiota, ouvia merda direto e ainda por cima vivia duro. Nunca era reconhecido pelo que fazia e tenho certeza que fazia muito. Só que a diferença é que eu sabia, e não sabia só programar, sempre tive boa base escolar, sempre fui bem em provas. Minha solução foi quando comecei a prestar concursos, já passei em uns 4, não digo que ganho bem hoje, mas trabalho bem menos e mereço bem menos o salário que ganho hoje do que naquela época, e podem ter certeza, é bem mais do que ganhava aquela época.

E se não fosse isso, hoje com certeza estaria na merda, ganhando quase nada, o mercado profissional de TI é uma droga, tem muita gente ruim trabalhando, mas é aquilo, quem vende melhor o peixe ganha a concorrência.

Eu discordo de praticamente tudo. Minha carreira só evoluiu bem por eu ter bem mais conhecimento técnico do que a média. Quando o pessoal percebe seu diferencial, logo vem boas oportunidades.

Mas não se pode menosprezar outras habilidades também, como capacidade de comunicação, trabalho em equipe, etc. Como eu já falei em diversos posts, ser um bom técnico não é equivalente a ser um bom funcionário.

Até porque, sem você trabalhar bem com a galera, dificilmente você fará um networking que fará com que pessoas indiquem você para futuros empregos.

Olha Vini, não é questão de menosprezar, é uma questão de ser prático, os profissionais tem que ser avaliados pelo que fazem, não pelo que dizem, e com todo o respeito, eu não estou querendo me gabar, mas os “profissionais” estão muito fracos, mas isso não impede deles ganharem mais do que eu, a questão é que são bons produtos, sabem vender, sabem como envolver as pessoas ao lado dela para conseguirem os resultados.

Quando eu era estagiário, me deram outro estagiário para comandar, chega a ser absurdo isso, eles falavam que eu era o melhor estagiário, que era um ótimo programador, mas sabe, reconhecimento financeiro = zero. Nessa mesma empresa, tinha um cara que era excelente em infra, já tinha uns 4 anos formados e ganhava uns 3 salários mínimos, não chegava nem a 2000 na época (cooperativado ainda por cima), era uma miséria, só que ele estava contente e inseguro lá dentro, senão fosse eu e outro estagiário abrir o olho do cara, ele estava lá até hoje. Graças a Deus ele arrumou um emprego bem melhor, mas ainda sim, longe do que ele merecia. Ele teve que trabalhar 4 anos, sendo bom, para ficar na média salarial.

Meu próximo passo é sem dúvida nenhuma abrir uma empresa para mim, dessas que citaram de fundo de quintal e criar um produto bem ruim que me renda uns 20.000 por mês também, não existe lei que me proíba de abrir esta empresa, não existe responsabilidade técnica, muito menos piso salarial que me impeça de contratar um programador pagando 1200 reais por mês, se o cara for ruim, eu mando embora, simples assim, sempre vai ter alguém precisando de emprego, sem ensino superior, que vou conseguir ganhar dinheiro em cima, principalmente em começo de carreira. Fazer tela e relatório 90% dos “profissionais” no mundo conseguem, além disso, como o mercado é ruim e a maioria das oportunidades são para crud makers, tanto faz, ele não vai arrumar coisa melhor mesmo. Mesmo que arrume, vão ter outros.

Abrir empresa é facil e qualquer gerente competente pode fazer um programador medíocre construir alguma coisa minimamente razoável. Aonde você pode ter uma certa dificuldade é pra conseguir um tolo que vai pagar 20 mil reais num produto ruim. Nem sempre é fácil. Requer política e manipular as pessoas certas.

A minha impressão é que as empresas que operam assim e tem “sucesso” são as que tem bons vendedores, com contatos com pessoas influentes e que podem garantir contratos com governo e um fluxo constante de $ enquanto os code monkeys ficam discutindo java vs. node.js.

V

JDesenvolvedor:
Por isso devemos abolir os gerentes do desenvolvimento de software.

Eles introduzem na comunicação mais disfunção do que sinal, se colocando como intermediário entre os desenvolvedores e aqueles que se beneficiarão do software. Sem falar que não existe cooperação onde existe hierarquia.

Acho que algum gerente deve ter sido muito mal com você. Sem gerente, não há equipe que trabalhe direito. Até hoje, não há uma organização humana que tenha funcionado e crescido de maneira “ad hoc”.

V

naomeencontro:
Olha Vini, não é questão de menosprezar, é uma questão de ser prático, os profissionais tem que ser avaliados pelo que fazem, não pelo que dizem, e com todo o respeito, eu não estou querendo me gabar, mas os “profissionais” estão muito fracos, mas isso não impede deles ganharem mais do que eu, a questão é que são bons produtos, sabem vender, sabem como envolver as pessoas ao lado dela para conseguirem os resultados.

Quando eu era estagiário, me deram outro estagiário para comandar, chega a ser absurdo isso, eles falavam que eu era o melhor estagiário, que era um ótimo programador, mas sabe, reconhecimento financeiro = zero. Nessa mesma empresa, tinha um cara que era excelente em infra, já tinha uns 4 anos formados e ganhava uns 3 salários mínimos, não chegava nem a 2000 na época (cooperativado ainda por cima), era uma miséria, só que ele estava contente e inseguro lá dentro, senão fosse eu e outro estagiário abrir o olho do cara, ele estava lá até hoje. Graças a Deus ele arrumou um emprego bem melhor, mas ainda sim, longe do que ele merecia. Ele teve que trabalhar 4 anos, sendo bom, para ficar na média salarial.

Meu próximo passo é sem dúvida nenhuma abrir uma empresa para mim, dessas que citaram de fundo de quintal e criar um produto bem ruim que me renda uns 20.000 por mês também, não existe lei que me proíba de abrir esta empresa, não existe responsabilidade técnica, muito menos piso salarial que me impeça de contratar um programador pagando 1200 reais por mês, se o cara for ruim, eu mando embora, simples assim, sempre vai ter alguém precisando de emprego, sem ensino superior, que vou conseguir ganhar dinheiro em cima, principalmente em começo de carreira. Fazer tela e relatório 90% dos “profissionais” no mundo conseguem, além disso, como o mercado é ruim e a maioria das oportunidades são para crud makers, tanto faz, ele não vai arrumar coisa melhor mesmo. Mesmo que arrume, vão ter outros.

Boa sorte em seu empreendimento!

Realmente, não há lei que te impeça de nada disso e vamos torcer para não existirem leis que te impeçam. Afinal, será o seu dinheiro em jogo, seu investimento, que nós sabemos que não será baixo, mesmo que você pague um salário mínimo. Assim, você pode dar oportunidade de emprego para esse programador, que provavelmente vai ser alguém em inicio de carreira e com potencial e, quem sabe, fazer um negócio crescer e contratar ainda mais gente. Seria realmente um absurdo uma lei que te impusesse um gasto maior para um CRUD maker, poderia, inclusive, inviabilizar seu negócio.

É claro, que você terá outros problemas. Como gerir esse negócio, e garantir que esse cara realmente faça algum tipo de produto com diferencial. Você até pode alegar sobre demiti-lo, mas isso representará um custo, única e exclusivamente para você. Horas de trabalho perdidas, novo treinamento, encontrar um novo indivíduo e, claro, os custos trabalhistas do acerto de contas.

Ainda assim, espero sinceramente que sua história seja de sucesso - apesar de duvidar ao ouvir do próprio dono da futura empresa, que almeja investir dinheiro para ter em mãos “produto ruim”. Mas quem sou eu para questionar o nicho que você quer atacar ao comercializar esse produto?

De qualquer forma, se der certo, você estará gerando riqueza para si e para a comunidade a sua volta. Estará dando emprego para pessoas e resolvendo o problema de seus clientes. Estará ajudando o próprio país a crescer.

N

JDesenvolvedor:
naomeencontro:
ViniGodoy:
naomeencontro:

Cara, posso falar por mim, eu acho que dinheiro é muito relativo… Eu não acho que ganho bem, não acho que estudei o que deveria e muito menos acho que os salários são justos, mas vamos por partes:

1- Não é experiência, muito menos conhecimento que definem os ganhos ou oportunidades, eu já trabalhei em vários empregos que tinham vários funcionários que sabiam bem menos que eu, mas mesmo assim ganhavam mais que eu.

2 - Muitas pessoas que não se dedicaram nada, não sabem nada, e não se preocupam nenhum pouco com isso, ganhavam mais que eu também, e por mais que eu não fosse o melhor do mundo, tinha disparado muito mais conhecimento que eles, era até vergonhoso comparar, os caras não sabem o que é um if e ainda são “analistas”.

3 - Diploma conta muito sim, e tem que contar mesmo e deve ser um dos primeiros parâmetros para salários sim.

Resultado? há uns 4 anos atrás, eu ficava revoltado como o camarada acima, trabalhava como um idiota, ouvia merda direto e ainda por cima vivia duro. Nunca era reconhecido pelo que fazia e tenho certeza que fazia muito. Só que a diferença é que eu sabia, e não sabia só programar, sempre tive boa base escolar, sempre fui bem em provas. Minha solução foi quando comecei a prestar concursos, já passei em uns 4, não digo que ganho bem hoje, mas trabalho bem menos e mereço bem menos o salário que ganho hoje do que naquela época, e podem ter certeza, é bem mais do que ganhava aquela época.

E se não fosse isso, hoje com certeza estaria na merda, ganhando quase nada, o mercado profissional de TI é uma droga, tem muita gente ruim trabalhando, mas é aquilo, quem vende melhor o peixe ganha a concorrência.

Eu discordo de praticamente tudo. Minha carreira só evoluiu bem por eu ter bem mais conhecimento técnico do que a média. Quando o pessoal percebe seu diferencial, logo vem boas oportunidades.

Mas não se pode menosprezar outras habilidades também, como capacidade de comunicação, trabalho em equipe, etc. Como eu já falei em diversos posts, ser um bom técnico não é equivalente a ser um bom funcionário.

Até porque, sem você trabalhar bem com a galera, dificilmente você fará um networking que fará com que pessoas indiquem você para futuros empregos.

Olha Vini, não é questão de menosprezar, é uma questão de ser prático, os profissionais tem que ser avaliados pelo que fazem, não pelo que dizem, e com todo o respeito, eu não estou querendo me gabar, mas os “profissionais” estão muito fracos, mas isso não impede deles ganharem mais do que eu, a questão é que são bons produtos, sabem vender, sabem como envolver as pessoas ao lado dela para conseguirem os resultados.

Quando eu era estagiário, me deram outro estagiário para comandar, chega a ser absurdo isso, eles falavam que eu era o melhor estagiário, que era um ótimo programador, mas sabe, reconhecimento financeiro = zero. Nessa mesma empresa, tinha um cara que era excelente em infra, já tinha uns 4 anos formados e ganhava uns 3 salários mínimos, não chegava nem a 2000 na época (cooperativado ainda por cima), era uma miséria, só que ele estava contente e inseguro lá dentro, senão fosse eu e outro estagiário abrir o olho do cara, ele estava lá até hoje. Graças a Deus ele arrumou um emprego bem melhor, mas ainda sim, longe do que ele merecia. Ele teve que trabalhar 4 anos, sendo bom, para ficar na média salarial.

Meu próximo passo é sem dúvida nenhuma abrir uma empresa para mim, dessas que citaram de fundo de quintal e criar um produto bem ruim que me renda uns 20.000 por mês também, não existe lei que me proíba de abrir esta empresa, não existe responsabilidade técnica, muito menos piso salarial que me impeça de contratar um programador pagando 1200 reais por mês, se o cara for ruim, eu mando embora, simples assim, sempre vai ter alguém precisando de emprego, sem ensino superior, que vou conseguir ganhar dinheiro em cima, principalmente em começo de carreira. Fazer tela e relatório 90% dos “profissionais” no mundo conseguem, além disso, como o mercado é ruim e a maioria das oportunidades são para crud makers, tanto faz, ele não vai arrumar coisa melhor mesmo. Mesmo que arrume, vão ter outros.

Abrir empresa é facil e qualquer gerente competente pode fazer um programador medíocre construir alguma coisa minimamente razoável. Aonde você pode ter uma certa dificuldade é pra conseguir um tolo que vai pagar 20 mil reais num produto ruim. Nem sempre é fácil. Requer política e manipular as pessoas certas.

A minha impressão é que as empresas que operam assim e tem “sucesso” são as que tem bons vendedores, com contatos com pessoas influentes e que podem garantir contratos com governo e um fluxo constante de $ enquanto os code monkeys ficam discutindo java vs. node.js.

Cara, praticamente todas essas consultorias de 3 letras trabalham desse jeito, realmente, só me falta o otário para comprar hehehehehehe, apesar que já tenho um modo operandi em vista rs

J

Sem dúvida. O gerente é necessário pra certificar que a limpeza do escritório está em dia, que a máquina de café está abastecida, e outros detalhes importantes para o funcionamento da empresa. O que estou dizendo é abolir gerentes de dar pitaco no software ou na forma como ele é desenvolvido.

V

Nossa, é tanta besteira que não vou me dar ao trabalho de responder.

J

Nossa, é tanta besteira que não vou me dar ao trabalho de responder.

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

J

ViniGodoy:

Nossa, é tanta besteira que não vou me dar ao trabalho de responder.

Não espero que essa idéia agrade os gerentes. :wink:

Por acaso você é um deles?

D

Sem dúvida. O gerente é necessário pra certificar que a limpeza do escritório está em dia, que a máquina de café está abastecida, e outros detalhes importantes para o funcionamento da empresa. O que estou dizendo é abolir gerentes de dar pitaco no software ou na forma como ele é desenvolvido.

é MCescravo agora? eles já passam tanto sufoco no cargo que estão.

L

Me impressiona a paciência que o ViniGodoy tem para com o fórum. :slight_smile:

Y

Eu não iria responder porque acho que esse é um assunto cuja discussão, sem exemplos práticos, demonstrados e comprovados através de números, não levam a lugar nenhum.

Também não iria responder por causa do tom com que a afirmação à qual o ViniGodoy respondeu foi feita. Foi uma resposta mal-educada a um post mal-educado. Então não quis entrar no mérito.

Mas diante dessa sua frase, lanlico, resolvi palpitar.

Equipes auto gerenciáveis são cada vez mais citadas na literatura sobre gestão de empresas, principalmente na nossa área. E com equipes gerenciáveis aboliu-se o conceito de gerente de projeto, pelo menos o modelo mais famoso de gerente de projeto que é o cara que cobra prazos, cuida de horários e define tarefas.

Essa figura de gerente de projetos, segundo a literatura, deve ser extinta, o que tendo a concordar. Esse cara é inútil, mais que inútil, atrapalha. Principalmente dando pitaco no desenvolvimento de software.

Isso é o que diz parte da literatura e alguns estudos que vem sendo publicados.

Estou falando de estudos, com os quais tendo a concordar e de teorias porque, sinceramente, não conheço esse modelo na prática. Mas ele existe e vem sendo discutido, então não se pode chamar de “Tanta besteira que não vale o trabalho responder”, algo que vem sendo profundamente discutido.

J

Alguém tem que ter uma visão Global do projeto que uma equipe esta trabalhando, muitas vezes o programador, desenvolvedor, analista, etc,
tem apenas uma visão compartimentada, ou seja recebeu uma tarefa para fazer uma parte do aplicativo, outras pessoas estão trabalhando em
outras atividades no mesmo projeto. Então é preciso alguém com uma visão global do projeto, que pode até ser chamado de gerente do projeto ou não.

sds

j.silvestre

A

Concordo com você, porém se ler tudo o que o Viny escreveu em resposta ao amigo que descreveu essa imagem de gerente, em nenhum momento o Viny discute ou discorda dessa visão.

A verdade é que já existem equipes auto-gerenciáveis, porém o ambiente onde elas são aplicadas e foram testadas são ambientes controlados até então.

Tenho a mais absoluta certeza que essa visão de gerente que controla ponto está mais do que ultrapassada e é o tipo de profissional que mais atrapalha do que ajuda, mas em certos ambientes, precisa de uma(s) figura(s) centralizadora(s) que responde ao cliente e facilita a comunicação com a equipe, onde o trabalho e as decisões são distribuídas, mas o canal de comunicação é único.

A verdade é que o amigo teve experiências ruins em relação à gerentes e está colocando uma opinião burra (pra mim toda generalização é burra) sobre o assunto.

No ambiente que trabalho, hoje, ainda não é possível haver equipe auto-gerenciável por alguns fatores, dos quais os principais são:

1 - Maturidade da equipe: tanto de negócio quanto técnico, pois equipes auto-gerenciáveis precisam de um nível de maturidade alto, e isso só é alcançado hoje com algum nível de experiência.

2 - Exigência do cliente para fins de facilidade de comunicação: não adianta, o cliente quer e pronto. Facilita na comunicação com a equipe e na comunicação com a sede, pois somos parte da empresa dentro de um cliente.

No fim das contas, acho que tudo se encaminha para que equipes do futuro sejam auto-gerenciáveis, mas hoje, no país em que vivemos e na “selva” de ambientes que ainda habitamos, fica complicado resumir a função de um gerente como “o cara que fica controlando o ponto dos subordinados”.

Se o amigão teve somente essa experiência na vida dele (e eu acredito, pois a maioria esmagadora é assim), isso é um problema pessoal, mas repito, toda generalização é burra e precisamos ter cuidados ao avaliar os cenários.

Por exemplo, o amigão disse o seguinte

Mais um problema pessoal que foi generalizado. Hierarquia existe e sempre existirá. Posso daqui há 20 anos admitir que falei bobagem, mas não está nem no horizonte um mundo sem hierarquias.

E o Viny, pra finalizar, disse o seguinte

Eu estou falando de “carreira” e não de “uma empresa que trabalhei”. É lógico que existem distorções, mas a competência é um fator fundamental para que, a evolução de sua carreira seja de sucesso.

Você pode entrar numa empresa cheia de distorções, mas se vc for um cara bom, logo um colega sai para uma empresa melhor e te indica. Ser um cara bom ajuda também em movimentações entre setores, no caso de empresas muito grandes.


Não sou advogado dele, mas é somente pra fortalecer meu ponto de vista. No fim das contas ainda acho que o problema maior do amigão é pessoal mesmo por não ter se achado dentro da área. Sendo assim, tanto faz ele trabalhar com ou sem hierarquias, pois dessa forma dificilmente se encaixará em equipes auto-gerenciáveis.

PS: Não sou gerente, sou um Desenvolvedor que trabalho com um e respeitando hierarquia (antes que queiram atribuir minha opinião ao fato de eu ser um gerente).

PS 2: Posso não concordar com a forma que o Viny respondeu, mas sinceramente entendo o lado dele.

Enfim :-\

Y

adriano_si:

PS 2: Posso não concordar com a forma que o Viny respondeu, mas sinceramente entendo o lado dele.

Enfim :-

Eu tbm, por isso nao iria entrar na discussão. Só entrei porque o comentário dele pode dar a entender aos desavisados que as besteiras a que ele se refere são afirmar que gerentes, no formato que muitas empresas mantem, são inúteis. Quando, acredito eu, a crítica está mais na forma como foi falado do que o que foi de fato dito.

Y

Curioso esse ponto. Pois já eu acho que no futuro, assim como hoje, equipes auto-gerenciáveis ainda serão minoria. Como você mesmo disse uma equipe assim precisa de muita maturidade, em vários aspectos profissionais, não somente técnico. Nesse caso o rigor na contratação é muito alto. Não haveria gente suficiente para suprir toda essa demanda, embora possa aumentar com a propagação da ideia, duvido que se torne o padrão.

Além disso, existe o outro lado. Há pessoas que são competentes, empreendedoras e, mesmo assim, centralizadoras. Essas pessoas têm dificuldade de delegar e gostam de levar tudo na rédea curta, o que afasta aqueles que se adaptam ao auto-gerenciamento.

O ponto é que o modelo centralizador funciona. Vigiar e manter no cabresto, e quando cresce por leões de chácara para ficar de olho em tudo, funciona e vem funcionando há alguns séculos. Os resultados podem não ser tão extraordinários quanto aqueles que apontam os estudos sobre o auto-gerenciamento, mas ele funciona e é mais fácil de implantar.

Então, devem continuar como o padrão por muito tempo.

A

O fato é que só podemos conjecturar, afinal o tempo o dirá. Lendo o que você escreveu, fico tendendo a concordar com você, porém o futuro pode reservar outras formas de pensar, tendo em vista que as novas gerações sempre trazem suas “atualizações pessoais e sociais”.

Enfim, como você disse, bem ou mal o modelo funciona, o fato é que essa repulsa para com gerentes está mais na forma como ocorre a gerência do que o conceito de gerência em sí.

Abs :wink:

V

Eu tbm não ia entrar na discussão, mas resolvi dar meus 50 centavos de contribuição. Eu trabalho em uma equipe auto-gerenciavel, aliás, até onde eu sei, todas as equipes da empresa são auto-gerenciáveis. O papel do gerente de projetos é APENAS de fazer cotações, alocação de recursos e resolver burocracias. No projeto ele não fala nada. Para discutir coisas técnicas com o cliente, contamos com o líder técnico que normalmente é acompanhado por pelo menos um de nós. A faixa etária dos devs ali é de 20 e poucos anos, com uma exceção ou outra que tem mais de 30. A maioria dos devs de 20 e poucos anos ali tem experiencia de 1 ou 2 anos de mercado e fazemos coisas bem complexas, bem longe de CRUDs. Portanto, creio que um papel centralizador é algo péssimo e acho que maturidade em relação ao mercado/idade é irrelevante, o que é necessário é apenas senso de responsabilidade e isso é independente. Eu não conseguiria trabalhar com algm que fica me cobrando prazos. Nem mesmo o líder técnico (que entende de programação) fica enchendo o nosso saco, imagine então um gerente de projetos…aih não dá

A

Se o gerente de projeto só faz isso e não se envolve no projeto, ele pode ter o título que for, mas ele não é um gerente de projeto.
Uma equipe com essa média de experiência é uma temeridade ser auto-gerenciável. O problema não é responsabilidade, é experiência mesmo.
Ah, e se ninguém cobra prazos de ninguém, onde está o auto-gerenciamento?

V

Pelo contrário, ele é um gerente de projetos e é muito relevante pra empresa, mas não no desenvolvimento do sistema. Nisso ele nem se mete. Pode até ser uma temeridade pelo pouco tempo de mercado, mas na sua análise vc desconsidera responsabilidade, formação, comprometimento, etc… . E experiência não é problema, pega uma pessoa com boa formação e pouca experiência que vai se sair muito melhor do que muita gente que tem apenas experiencia. Com relação aos prazos, todos sabemos o que precisamos fazer dentro da sprint. Temos que cumprir isso, ninguém precisa ficar em cima da gente cobrando. Locais onde é necessário alguem ficar cobrando constantemente, significa que não confia em seus funcionários, o que implica na empresa beirar o arcaico em questão de metodologia de desenvolvimento.

A

Não desconsiderei não, muito menos coloquei experiência X formação. E não sou contra métodos ágeis de desenvolvimento de sistemas.
Estou mais focado em adequação, o melhor método de desenvolvimento é o que melhor se encaixa na cultura, filosofia, características da empresa, equipe disponível, e não se o método é novo ou não, o que me interessa é se vai ter um bom resultado ou não.

A

Entrei por acaso na última página deste tópico, achando que seria mais um daqueles com discussões infinitas beirando as religiosas/esportivas.

Achei muito interessante essa discussão que nasceu na página 7, sobre o papel de gerentes no desenvolvimento de software, hoje em dia, especialmente considerando times ágeis.

Poderíamos continuar esta conversa num tópico específico para isso?
(E evitar o desgaste que esse já causou com outros assuntos).

Que tal neste tópico aqui?

J

j.silvestre:
Alguém tem que ter uma visão Global do projeto que uma equipe esta trabalhando, muitas vezes o programador, desenvolvedor, analista, etc,
tem apenas uma visão compartimentada, ou seja recebeu uma tarefa para fazer uma parte do aplicativo, outras pessoas estão trabalhando em
outras atividades no mesmo projeto. Então é preciso alguém com uma visão global do projeto, que pode até ser chamado de gerente do projeto ou não.

sds

j.silvestre

Compartimentação assegura que programadores fiquem isolados do resto da equipe preparando-os assim para se tornarem peças de fácil substituição. O resultado final são assalariados digitadores de luxo que possuem apenas uma visão simplista sobre os projetos de software e que nunca tem o conhecimento do todo. Essas pessoas acabam ficando vulneráveis a indotrinação e lavagem cerebral corporativa.

Em equipes auto-gerenciáveis, todos tem o direito de ter uma visão global do projeto.

J

Já é a 3a pessoa que tenta negar a existência de equipes auto-gerenciáveis usando o argumento que não é possível contar com todos serem maduros o suficiente para o trabalho. Isso diz muito sobre os problemas que a sua empresa enfrenta pra atrair bons profissionais. Mas por algum motivo isso é problema meu? Hilário.

adriano_si:

Mais um problema pessoal que foi generalizado. Hierarquia existe e sempre existirá. Posso daqui há 20 anos admitir que falei bobagem, mas não está nem no horizonte um mundo sem hierarquias.

Não disse que hierarquia não existe ou deixará de existir. Tenta ler de novo o que eu disse, desta vez com mais calma.

Pelo que entendi, seu ponto de vista é de alguém conformado com a falta de maturidade profissional entre os membros da equipe. Por isso a necessidade de uma figura controladora.

Uma dúvida: você já trabalhou em equipes auto-gerenciável pra saber quem se encaixa ou não nesse modelo?

J

Se o gerente de projeto só faz isso e não se envolve no projeto, ele pode ter o título que for, mas ele não é um gerente de projeto.
Uma equipe com essa média de experiência é uma temeridade ser auto-gerenciável. O problema não é responsabilidade, é experiência mesmo.
Ah, e se ninguém cobra prazos de ninguém, onde está o auto-gerenciamento?

Por que você acha que resolver burocracias e outras questões não técnicas relacionadas ao projeto é o mesmo que “não se envolver com o projeto”?

A

Aí está um ponto curioso. Quando você fez essa pergunta parei pra avaliar o ambiente onde estou inserido. Vou tentar explicar como funciona.

Temos 3 dinossauros do mercado onde estamos inseridos. Os caras são programadores antigos em outras plataformas pré-Java, porém possuem um conhecimento monstro do negócio, chegando ao ponto de muitos concursados do cliente virem aqui com a eles tirar dúvidas de negócio.

Abaixo, temos 4 figuras que já estão há mais de 3 anos na empresa e já possuem um conhecimento acima da média do negócio. Eu estou nesse bolo, crescendo a cada dia.

Abaixo, está uma galera que entrou recente (menos de 6 meses). Essa galera é bem esforçada, sendo que dos que entraram, posso dizer que depois de 6 meses, apenas 2 ainda estão treinando, todos os outros estão batendo pênalti já (no negócio que estamos, 6 meses é um tempo curto).

Resumindo, apesar da equipe ser NOVA, posso dizer que a equipe é bem madura. Fazemos 2 reuniões mensais para verificação de andamento de tarefas. Mantemos uma hierarquia interna para fluxo e controle de comunicação. Cada um faz seu horário e todos trabalhamos com metas definidas.

Nosso gerente é um dos dinossauros do negócio e do cliente. Ele está mais para um distribuidor geral de atividades do que um controlador. Porém, não temos ruídos de cliente chegando até os desenvolvedores (raras exceções onde são tarefas bem específicas), normalmente isso é filtrado por alguém com “mais tempo de casa”.

No fim das contas, creio que estou hoje inserido em uma equipe auto-gerenciável sim, apesar de outras equipes da mesma empresa não o serem.

Complementando, passei 1 ano e meio longe da empresa ajudando a formar uma startup. Equipe altamente auto-gerenciável e sem ruídos na comunicação, embora o cara da $$ cobrasse os prazos e as metas.

Enfim, acho que deu pra ter uma geral.

Em momento algum eu disse que não pode haver equipes auto-gerenciáveis, inclusive se lesse, veria que em momento algum neguei. Veja: "A verdade é que já existem equipes auto-gerenciáveis, porém o ambiente onde elas são aplicadas e foram testadas são ambientes controlados até então. " (retirado do seu quote no que escrevi).

Vou repetir mais uma vez meu ponto de vista. Creio que a generalização das coisas é que é ruim, toda generalização é ruim, e o que ocorre é que muitas vezes generalizamos a questão simplesmente porque nossa experiência é “limitada” (no sentido de que nossos ambientes antigos sempre foram iguais).

Vou ler de novo : “Sem falar que não existe cooperação onde existe hierarquia.”. Então podemos afirmar que nunca existiu colaboração, pois sempre houve hierarquia? (Minha mente é de programador, desculpe se não achei a nuance do que você disse).

Quotei algumas coisas que você escreveu, mas quando pensei experiências ruins, pensei no naomeencontro. Foi ele quem passou por 5 empresas péssimas e descarregou toda a sua raiva na área onde ele “não se encontrou”, que foi como essa discussão começou.

Abs []

A

Incrível cara, sério mesmo, não saia nunca dessa sua empresa e nem dessa sua equipe, pois ela representa uma % bem pequena de equipes de desenvolvimento de Software no país.

Quanto ao papel do seu gerente, ele é mais um gerente de vendas e rh do que um gerente de projetos.

Abs []

N

Então, eu acho que existe um problema cultural quanto a gerenciamento. Numa equipe, todos sabem quem faz ou quem deixa de fazer, o gerente não é um iluminado que consegue ter uma visão única do que está acontecendo, sempre quem está dentro do grupo sabe mais sobre o andamento do projeto do que um gerente centralizador de atividades. A questão é que o gerente é cobrado pelo andamento de um projeto e precisa repassar informações deste para os seus clientes e isso por si só já é um erro, porque o gerente é parte de um processo, não a chave dele, o gerente não pode ser responsável pelas metas do grupo. Em todas as empresas que eu trabalhei, os gerentes ficavam “vendidos” e desesperados para serem reportados, o que quase nunca acontecia, pois a equipe não tinha tempo de criar os relatórios, muitos menos essa cultura e nem regulamentos, fora isso, as informações passadas eram mascaradas muitas vezes por esses problemas. O fato é que não se envolve a equipe no processo de gerenciamento de projetos, sempre onde trabalhei era um gerente delegando um serviço, com um prazo limite e buscando atender apenas a solicitação sem enxergar o todo, e era o que acontecia, só que várias falhas eram vistas e negligenciadas, pois o prazo era curto e nossa única intenção era entregar a solicitação e o projeto. A consequência disso eram erros em todas as etapas e setores e em cada iteração aumentava-se o número de remendos, pois sempre buscou-se o menor prazo, ao invés do melhor produto.

Eu acho que a solução são equipes auto-gerenciáveis mesmo, todos sabem suas obrigações e todos tem o direito de se cobrar, e mais que isso, evoluir junto, quando você tem equipes trabalhando apenas por distribuição de tarefas, isso acaba gerando uma competição interna não sadia e que a longo prazo desgasta os funcionários. Não existe nada pior que um ambiente de trabalho ruim, cansa muito mais que um trabalho pesado em si. Fora isso, os créditos tendem a ser melhor distribuídos, pois a avaliação e o reconhecimento é da equipe não de um líder, isso faz muita diferença no dia a dia.

V

Não foi do modelo que discordei, mas do papel que ele atribuiu ao gerente, que e geralmente da secretaria ou do auxiliar administrativo do setor.

Mas mesmo nas equipes autogerenciaveis alguém assume o papel de gerência, mas com outros nomes. Líder técnico, coach, coordenador, analista de sistemas, etc. A necessidade ter ter alguém que coordena os trabalhos não desaparece.

Agora mesmo no caso do papel da gerência estar separado da liderança técnica limitar o cargo a alguém que se preocupa só se o escritório está limpo e se tem café e uma visão extremamente limitada. Eu realmente só posso lamentar de haver tantos desenvolvedores o que pensem assim. Claro que parte da culpa das próprias empresas, que escolhem e toleram maus gerentes as vezes por tempo demais.

A profissão e extremamente importante numa equipe, e um mau gerente pode realmente ser um algoz dentro da empresa. Mas a situação fica ainda pior se ao invés de entender o que ele faz e tentar melhorar a comunicação com ele, usamos de uma visão preconceituosa para taxar o cara de ignorante, inútil, ou achar que a profissão dele se resume a atividades medíocres.

N

adriano_si:
YvGa:

Equipes auto gerenciáveis são cada vez mais citadas na literatura sobre gestão de empresas, principalmente na nossa área… Mas ele existe e vem sendo discutido, então não se pode chamar de “Tanta besteira que não vale o trabalho responder”, algo que vem sendo profundamente discutido.

Concordo com você, porém se ler tudo o que o Viny escreveu em resposta ao amigo que descreveu essa imagem de gerente, em nenhum momento o Viny discute ou discorda dessa visão.

A verdade é que já existem equipes auto-gerenciáveis, porém o ambiente onde elas são aplicadas e foram testadas são ambientes controlados até então.

Tenho a mais absoluta certeza que essa visão de gerente que controla ponto está mais do que ultrapassada e é o tipo de profissional que mais atrapalha do que ajuda, mas em certos ambientes, precisa de uma(s) figura(s) centralizadora(s) que responde ao cliente e facilita a comunicação com a equipe, onde o trabalho e as decisões são distribuídas, mas o canal de comunicação é único.

A verdade é que o amigo teve experiências ruins em relação à gerentes e está colocando uma opinião burra (pra mim toda generalização é burra) sobre o assunto.

No ambiente que trabalho, hoje, ainda não é possível haver equipe auto-gerenciável por alguns fatores, dos quais os principais são:

1 - Maturidade da equipe: tanto de negócio quanto técnico, pois equipes auto-gerenciáveis precisam de um nível de maturidade alto, e isso só é alcançado hoje com algum nível de experiência.

2 - Exigência do cliente para fins de facilidade de comunicação: não adianta, o cliente quer e pronto. Facilita na comunicação com a equipe e na comunicação com a sede, pois somos parte da empresa dentro de um cliente.

No fim das contas, acho que tudo se encaminha para que equipes do futuro sejam auto-gerenciáveis, mas hoje, no país em que vivemos e na “selva” de ambientes que ainda habitamos, fica complicado resumir a função de um gerente como “o cara que fica controlando o ponto dos subordinados”.

Se o amigão teve somente essa experiência na vida dele (e eu acredito, pois a maioria esmagadora é assim), isso é um problema pessoal, mas repito, toda generalização é burra e precisamos ter cuidados ao avaliar os cenários.

Por exemplo, o amigão disse o seguinte

Mais um problema pessoal que foi generalizado. Hierarquia existe e sempre existirá. Posso daqui há 20 anos admitir que falei bobagem, mas não está nem no horizonte um mundo sem hierarquias.

E o Viny, pra finalizar, disse o seguinte

Eu estou falando de “carreira” e não de “uma empresa que trabalhei”. É lógico que existem distorções, mas a competência é um fator fundamental para que, a evolução de sua carreira seja de sucesso.

Você pode entrar numa empresa cheia de distorções, mas se vc for um cara bom, logo um colega sai para uma empresa melhor e te indica. Ser um cara bom ajuda também em movimentações entre setores, no caso de empresas muito grandes.


Não sou advogado dele, mas é somente pra fortalecer meu ponto de vista. No fim das contas ainda acho que o problema maior do amigão é pessoal mesmo por não ter se achado dentro da área. Sendo assim, tanto faz ele trabalhar com ou sem hierarquias, pois dessa forma dificilmente se encaixará em equipes auto-gerenciáveis.

PS: Não sou gerente, sou um Desenvolvedor que trabalho com um e respeitando hierarquia (antes que queiram atribuir minha opinião ao fato de eu ser um gerente).

PS 2: Posso não concordar com a forma que o Viny respondeu, mas sinceramente entendo o lado dele.

Enfim :-

Adriano, o gerente na empresa serve, entre outras poucas coisas, para conduzir e organizar uma equipe para que esta obtenha os resultados desejados, o que não é errado, mas enfim, experiência não tem nada a ver com maturidade, pode ser relacionada com conhecimento, mas não responsabilidade e acredito seriamente que não é necessário um “chefe” para que alguém faça o seu melhor em qualquer serviço.

O fato de você citar que a maioria esmagadora dos empregados na nossa área passam por esses problemas discutidos anteriormente, já deixa claro que nossa área precisa rever muitas coisas urgentemente, e o fato de você, eu ou qualquer outra pessoa ter conseguido “se livrar” desses problemas, isso não torna a área boa, pelo contrário, apenas prova que a área está uma droga.

N

ViniGodoy:
YvGa:

Equipes auto gerenciáveis são cada vez mais citadas na literatura sobre gestão de empresas, principalmente na nossa área. E com equipes gerenciáveis aboliu-se o conceito de gerente de projeto, pelo menos o modelo mais famoso de gerente de projeto que é o cara que cobra prazos, cuida de horários e define tarefas.

Essa figura de gerente de projetos, segundo a literatura, deve ser extinta, o que tendo a concordar. Esse cara é inútil, mais que inútil, atrapalha. Principalmente dando pitaco no desenvolvimento de software.

Isso é o que diz parte da literatura e alguns estudos que vem sendo publicados.

Estou falando de estudos, com os quais tendo a concordar e de teorias porque, sinceramente, não conheço esse modelo na prática. Mas ele existe e vem sendo discutido, então não se pode chamar de “Tanta besteira que não vale o trabalho responder”, algo que vem sendo profundamente discutido.

Não foi do modelo que discordei, mas do papel que ele atribuiu ao gerente, que e geralmente da secretaria ou do auxiliar administrativo do setor.

Mas mesmo nas equipes autogerenciaveis alguém assume o papel de gerência, mas com outros nomes. Líder técnico, coach, coordenador, analista de sistemas, etc. A necessidade ter ter alguém que coordena os trabalhos não desaparece.

Agora mesmo no caso do papel da gerência estar separado da liderança técnica limitar o cargo a alguém que se preocupa só se o escritório está limpo e se tem café e uma visão extremamente limitada. Eu realmente só posso lamentar de haver tantos desenvolvedores o que pensem assim. Claro que parte da culpa das próprias empresas, que escolhem e toleram maus gerentes as vezes por tempo demais.

A profissão e extremamente importante numa equipe, e um mau gerente pode realmente ser um algoz dentro da empresa. Mas a situação fica ainda pior se ao invés de entender o que ele faz e tentar melhorar a comunicação com ele, usamos de uma visão preconceituosa para taxar o cara de ignorante, inútil, ou achar que a profissão dele se resume a atividades medíocres.

Auto-gerenciamento é diferente da forma tradicional de gerenciamento, primeiro porque o gerente não é imposto, é escolhido pela própria equipe, segundo porque é transitório, não necessariamente o líder da equipe em um projeto vá ser o mesmo de outro projeto e terceiro porque o “gerente” está sendo avaliado também pelos subordinados, a hierarquia até pode existir, mas é algo bem menos rígido do que em uma organização tradicional.

A maioria das empresas usam gerentes como cargos de confiança, assim vale a velha lei da autoridade, manda quem pode, obedece quem tem juízo, eu realmente não acho que esse tipo de atitude seja algo construtivo ou produtivo, acredito até que esse seja um dos principais motivos da alta rotatividade de funcionários nas empresas de TI, nem tanto pelas ofertas de trabalho como tanto se fala, mas sim o péssimo ambiente de trabalho que os funcionários tem vivido dentro destas empresas, é uma impressão minha, eu não tenho como provar, posso estar errado, mas é o que mais escuto falar.

V

naomeencontro:
Auto-gerenciamento é diferente da forma tradicional de gerenciamento, primeiro porque o gerente não é imposto, é escolhido pela própria equipe, segundo porque é transitório, não necessariamente o líder da equipe em um projeto vá ser o mesmo de outro projeto e terceiro porque o “gerente” está sendo avaliado também pelos subordinados, a hierarquia até pode existir, mas é algo bem menos rígido do que em uma organização tradicional.

A maioria das empresas usam gerentes como cargos de confiança, assim vale a velha lei da autoridade, manda quem pode, obedece quem tem juízo, eu realmente não acho que esse tipo de atitude seja algo construtivo ou produtivo, acredito até que esse seja um dos principais motivos da alta rotatividade de funcionários nas empresas de TI, nem tanto pelas ofertas de trabalho como tanto se fala, mas sim o péssimo ambiente de trabalho que os funcionários tem vivido dentro destas empresas, é uma impressão minha, eu não tenho como provar, posso estar errado, mas é o que mais escuto falar.

Acho que o problema não está na figura do gerente em si, mas no fato de que muitos deles ainda pensam que trabalhar com software é como trabalhar numa linha de produção. A informática é relativamente nova, e não é de surpreender que a própria área de administração ainda tenha que aprender na hora de liderar uma equipe de software.

Já há, entretanto, bastante literatura na administração falando na nova tendência e de equipes auto-gerenciáveis - e elas não se restringem a software. Sobre como gerir projetos quando seus funcionários tem empowerment. E de como é diferente quando cada membro da sua equipe é maduro para tomar decisões. Ter uma equipe de alto-padrão, com funcionários de nível superior, alta instrução é uma consequencia moderna e há mesmo dificuldades para os antigos gestores se adaptarem a isso. Seja em informática, publicidade, engenharia ou qualquer outro lugar que tenha um time de alto nível. Isso muda a dinâmica de ser gerente, mas não exclui nem o papel, nem sua importância. Na verdade, a necessidade de gerentes competentes é crescente.

Nesse contexto, a disciplina militar é um problema para a gerencia de software. Eu nunca gostei de trabalhar em equipes onde os funcionários são submissos e obedecem a coordenação técnica simplesmente para não serem demitidos. Quando se adota uma gestão mais focada em acreditar nas pessoas e conhecer seu time, na verdade, o cara submisso e que tem medo de tomar decisões e assumir responsabilidades se torna um problema.

N

ViniGodoy:
naomeencontro:
Auto-gerenciamento é diferente da forma tradicional de gerenciamento, primeiro porque o gerente não é imposto, é escolhido pela própria equipe, segundo porque é transitório, não necessariamente o líder da equipe em um projeto vá ser o mesmo de outro projeto e terceiro porque o “gerente” está sendo avaliado também pelos subordinados, a hierarquia até pode existir, mas é algo bem menos rígido do que em uma organização tradicional.

A maioria das empresas usam gerentes como cargos de confiança, assim vale a velha lei da autoridade, manda quem pode, obedece quem tem juízo, eu realmente não acho que esse tipo de atitude seja algo construtivo ou produtivo, acredito até que esse seja um dos principais motivos da alta rotatividade de funcionários nas empresas de TI, nem tanto pelas ofertas de trabalho como tanto se fala, mas sim o péssimo ambiente de trabalho que os funcionários tem vivido dentro destas empresas, é uma impressão minha, eu não tenho como provar, posso estar errado, mas é o que mais escuto falar.

Acho que o problema não está na figura do gerente em si, mas no fato de que muitos deles ainda pensam que trabalhar com software é como trabalhar numa linha de produção. A informática é relativamente nova, e não é de surpreender que a própria área de administração ainda tenha que aprender na hora de liderar uma equipe de software.

Já há, entretanto, bastante literatura na administração falando na nova tendência e de equipes auto-gerenciáveis - e elas não se restringem a software. Sobre como gerir projetos quando seus funcionários tem empowerment. E de como é diferente quando cada membro da sua equipe é maduro para tomar decisões. Ter uma equipe de alto-padrão, com funcionários de nível superior, alta instrução é uma consequencia moderna e há mesmo dificuldades para os antigos gestores se adaptarem a isso. Seja em informática, publicidade, engenharia ou qualquer outro lugar que tenha um time de alto nível. Isso muda a dinâmica de ser gerente, mas não exclui nem o papel, nem sua importância. Na verdade, a necessidade de gerentes competentes é crescente.

Nesse contexto, a disciplina militar é um problema para a gerencia de software. Eu nunca gostei de trabalhar em equipes onde os funcionários são submissos e obedecem a coordenação técnica simplesmente para não serem demitidos. Quando se adota uma gestão mais focada em acreditar nas pessoas e conhecer seu time, na verdade, o cara submisso e que tem medo de tomar decisões e assumir responsabilidades se torna um problema.

Eu acho que de certa forma esse perfil de gerente é mais uma consequência do que outra coisa, eu vejo assim, as empresas dependem da venda de sistemas para viver, e para conseguir essas vendas muitas vezes é necessário reduzir o custo no desenvolvimento.

O ponto é que temos dificuldades gigantescas para determinar prazos e custos de um projeto e sempre que possível devemos vender por hora o sistema, quando temos um cliente que tem conhecimento de como é a criação de um sistema, acaba sendo mais fácil negociar, porém, essa é uma minoria.

Todo mundo que compra algo quer saber o quanto vai pagar e quanto tempo vai demorar para receber o produto que comprou, é a forma tradicional que sempre negociou-se qualquer produto. Quem está envolvido diretamente no processo de desenvolvimento até entende isso, mas quem não está, acha que isso é uma forma de aumentar o custo. E esse tipo de cobrança acaba causando uma confusão sobre comprometimento e forma de trabalho. As empresas precisam passar um custo para o cliente e um prazo, e para cumprir com o combinado que as empresas acabam contratando os leões de chácara para atender prazos irreais e maximizar o lucro do projeto, criando um estado de pressão constante na equipe, reduzindo a qualidade do serviço, criando-se o tal de good enough.

Acho que enquanto nossas metodologias forem incompletas como são hoje, sofreremos constantemente esse tipo de pressão, é pura questão de mercado o que ocorre e que como não existe nenhuma regulamentação de responsabilidade técnica, as empresas podem continuar a baixar a qualidade de seus projetos sem preocupar-se com o resultado final, pois sempre haverá a desculpa que o sistema está incompleto e que mudanças são necessárias, sendo assim, o cliente vê-se obrigado em algum momento cortar o vínculo com o contratado, mesmo o sistema estando “incompleto”.

V

naomeencontro:
Eu acho que de certa forma esse perfil de gerente é mais uma consequência do que outra coisa, eu vejo assim, as empresas dependem da venda de sistemas para viver, e para conseguir essas vendas muitas vezes é necessário reduzir o custo no desenvolvimento.

O ponto é que temos dificuldades gigantescas para determinar prazos e custos de um projeto e sempre que possível devemos vender por hora o sistema, quando temos um cliente que tem conhecimento de como é a criação de um sistema, acaba sendo mais fácil negociar, porém, essa é uma minoria.

Todo mundo que compra algo quer saber o quanto vai pagar e quanto tempo vai demorar para receber o produto que comprou, é a forma tradicional que sempre negociou-se qualquer produto. Quem está envolvido diretamente no processo de desenvolvimento até entende isso, mas quem não está, acha que isso é uma forma de aumentar o custo. E esse tipo de cobrança acaba causando uma confusão sobre comprometimento e forma de trabalho. As empresas precisam passar um custo para o cliente e um prazo, e para cumprir com o combinado que as empresas acabam contratando os leões de chácara para atender prazos irreais e maximizar o lucro do projeto, criando um estado de pressão constante na equipe, reduzindo a qualidade do serviço, criando-se o tal de good enough.

Acho que enquanto nossas metodologias forem incompletas como são hoje, sofreremos constantemente esse tipo de pressão, é pura questão de mercado o que ocorre e que como não existe nenhuma regulamentação de responsabilidade técnica, as empresas podem continuar a baixar a qualidade de seus projetos sem preocupar-se com o resultado final, pois sempre haverá a desculpa que o sistema está incompleto e que mudanças são necessárias, sendo assim, o cliente vê-se obrigado em algum momento cortar o vínculo com o contratado, mesmo o sistema estando “incompleto”.

Eu sempre defendi que uma das razões pela qual a informática ainda se dá muito mal com os administradores é que um não quer, e não faz questão de aprender a lingua do outro. O pessoal de administração até tem tentado, mas a contra-partida na informática, o esforço é mínimo. É só ver parte das opiniões aqui, que claramente não fazem idéia do que um gerente faz, das pressões que sofre e, de maneira geral, chegam a julga-lo desnecessário - não estou só falando do gerente técnico de projeto, mas da figura do gerente de maneira geral.

Eu concordo com você em quase tudo que disse nas suas últimas colocações. No fato das nossas próprias estimativas serem muito irreais e de nossos processos ainda serem extremamente falhos. Mas não acho que uma regulamentação resolveria nada, nem que seja necessária, muito menos benéfica.

Vale ressaltar também que muitas vezes o “leão de chácara” pressiona para os profissionais cumprirem os prazos que eles mesmos deram - e que erraram grosseiramente. Já muitos profissionais de informática (e eu já fui um deles) se empolgarem e, deliberadamente, aumentarem os requisitos do software - uma prática tão comum que há vários capítulos evangelizando contra isso no início de todo livro ágil. E não estou nem entrando no mérito também da má preparação das faculdades, e dos erros grosseiros que muitos profissionais cometem por pura inexperiência (para não dizer incompetência).

O que temos de mais metodológico, que é a UML e os processos não ágeis, chega a ser irreal e patético. Envolve um esforço grande de estimativa (que por mais que os defensores queiram, não pode ser cobrado e por isso nunca é feito), seguido de um desenvolvimento quase em cascata e de péssimos resultados.

A saída ágil, apesar de mais precisa, também falha ao propor ausência de cronograma ou prazos de longo prazo, o que soa irreal para qualquer um que vai gastar o próprio dinheiro. Imagine você ir comprar um carro, e o vendedor dizer “vai pagando aí pelas partes, que um dia seu carro vai ficar pronto”, e se recusar a dizer quantas iterações ou qual vai ser o custo total da brincadeira. Embora eu ache que o ágil seja realmente mais seguro e correto, e saiba que na prática um software é muito diferente de um carro, creio que ainda precisamos equacionar a questão da expectativa de longo prazo e as previsões de investimento. Eu passei o último ano inteiro tentando - e essa é uma tarefa MUITO difícil.

Não estou dizendo que os gerentes fazem tudo certo. Há muitas empresas ruins, onde o comercial inventa prazos e funcionalidades, onde os gerentes são realmente ignorantes e leões de chácara (e devemos fugir de empresas assim). Há também o fator humano, ou seja, o gerente também é passível de erros por inexperiência ou por desconhecimento. E há a imprecisão natural da profissão - que é bem mais distante do preto no branco da área técnica e trabalha com variáveis bem menos conhecidas.

Agora, não acho que a solução também esteja na gente se fechar no nosso mundinho, e achar que seremos uma área isolada da administração e que poderemos desenvolver projetos sem nos preocupar com custos, prazos, riscos, planos de contingência, metas, indicadores, performance, etc. Que nossas equipes serão 100% auto-gerenciadas e independentes do resto da empresa. Auto-gerenciamento técnico é uma coisa, auto-gerenciamento total, é outra e utópica.

N

ViniGodoy:
Eu sempre defendi que uma das razões pela qual a informática ainda se dá muito mal com os administradores é que um não quer, e não faz questão de aprender a lingua do outro. O pessoal de administração até tem tentado, mas a contra-partida na informática, o esforço é mínimo. É só ver parte das opiniões aqui, que claramente não fazem idéia do que um gerente faz, das pressões que sofre e, de maneira geral, chegam a julga-lo desnecessário - não estou só falando do gerente técnico de projeto, mas da figura do gerente de maneira geral.

Eu concordo com você em quase tudo que disse nas suas últimas colocações. No fato das nossas próprias estimativas serem muito irreais e de nossos processos ainda serem extremamente falhos. Mas não acho que uma regulamentação resolveria nada, nem que seja necessária, muito menos benéfica.

Vale ressaltar também que muitas vezes o “leão de chácara” pressiona para os profissionais cumprirem os prazos que eles mesmos deram - e que erraram grosseiramente. Já muitos profissionais de informática (e eu já fui um deles) se empolgarem e, deliberadamente, aumentarem os requisitos do software - uma prática tão comum que há vários capítulos evangelizando contra isso no início de todo livro ágil. E não estou nem entrando no mérito também da má preparação das faculdades, e dos erros grosseiros que muitos profissionais cometem por pura inexperiência (para não dizer incompetência).

O que temos de mais metodológico, que é a UML e os processos não ágeis, chega a ser irreal e patético. Envolve um esforço grande de estimativa (que por mais que os defensores queiram, não pode ser cobrado e por isso nunca é feito), seguido de um desenvolvimento quase em cascata e de péssimos resultados.

A saída ágil, apesar de mais precisa, também falha ao propor ausência de cronograma ou prazos de longo prazo, o que soa irreal para qualquer um que vai gastar o próprio dinheiro. Imagine você ir comprar um carro, e o vendedor dizer “vai pagando aí pelas partes, que um dia seu carro vai ficar pronto”, e se recusar a dizer quantas iterações ou qual vai ser o custo total da brincadeira. Embora eu ache que o ágil seja realmente mais seguro e correto, e saiba que na prática um software é muito diferente de um carro, creio que ainda precisamos equacionar a questão da expectativa de longo prazo e as previsões de investimento. Eu passei o último ano inteiro tentando - e essa é uma tarefa MUITO difícil.

Não estou dizendo que os gerentes fazem tudo certo. Há muitas empresas ruins, onde o comercial inventa prazos e funcionalidades, onde os gerentes são realmente ignorantes e leões de chácara (e devemos fugir de empresas assim). Há também o fator humano, ou seja, o gerente também é passível de erros por inexperiência ou por desconhecimento. E há a imprecisão natural da profissão - que é bem mais distante do preto no branco da área técnica e trabalha com variáveis bem menos conhecidas.

Agora, não acho que a solução também esteja na gente se fechar no nosso mundinho, e achar que seremos uma área isolada da administração e que poderemos desenvolver projetos sem nos preocupar com custos, prazos, riscos, planos de contingência, metas, indicadores, performance, etc. Que nossas equipes serão 100% auto-gerenciadas e independentes do resto da empresa. Auto-gerenciamento técnico é uma coisa, auto-gerenciamento total, é outra e utópica.

Esse é o motivo porque acho que nossa área é uma droga…

Administração e TI tem focos diferentes, um é voltado para soluções limitadas, o outro pensa em metas e resultados. A questão é que as organizações tendem em pensar em algo como hora trabalhada/pontos de função em que cada hora um profissional é capaz de criar x pontos de função. Essa é uma visão de administração, mas não de TI, simplesmente porque ela não é real. O problema não está na administração das empresas, está na nossa área. Nós não somos capazes de produzir estimativas e orçamentos confiáveis e por causa disso nossa área sofre uma descrença, o resultado disso é que nossos gerentes geralmente são profissionais que não sabem a diferença entre um mouse e um teclado (salvo exceções em tipos de serviços muito específicos, ou empresas com maior grau de conhecimento), porém sabem como maximizar a produtividade de sua equipe a troco da qualidade. Ele não é capaz de produzir uma estimativa, mas reduz o prejuízo do projeto e quem paga são os profissionais que apenas discutem formas de implantação (aka Go Horse).

Para mim, tanto os métodos ágeis quanto os tradicionais já provaram não funcionar, para mim um é acadêmico demais e o outro caro e não funcional, é impossível planejar um sistema inteiro para dar o preço dele como é feito em engenharia.

Eu entendo 100% o que você quer dizer, mas só vou fazer um parênteses quanto a parte que você fala que o próprio funcionário estimou o prazo e está sendo cobrado por ele, o trabalho na área de TI é 100% tecnológico e de certa forma, de pesquisa, sempre haverá essa variação de prazo e isso tem que ser entendido, eu já vi muita gente tomar esse tipo de cobrança, eu mesmo já tomei, mas não concordo, as dificuldades decorrentes do cálculo de prazo são relativos as novidades encontradas em cada etapa de um projeto, existem poucos erros de cálculos em domínio conhecido e principalmente, é necessária uma análise profunda do momento em que o prazo de uma demanda foi passado, a pressão exercida para passar o prazo e tantos outros fatores…

O problema é que trabalhamos com conceitos intangíveis para entregarmos um sistema rodando. Sempre haverá pressão enquanto não conhecermos a melhor a forma com a qual devemos criar estes. Recentemente, muitas empresas migraram de sistemas desktop para sistemas web, eu conheço as vantagens tecnológicas, mas não conheço as vantagens de negócio. Eu acho que precisamos repensar seriamente o que estamos desenvolvendo e até que ponto é útil e funcional o que desenvolvemos.

A questão da regulamentação não solucionaria hoje o problema que temos em relação a especificações, que convenhamos, é nosso trauma, começamos a fazer o sistema sem saber como ele vai ficar quando estiver pronto e por isso é impossível calcular o esforço e consequentemente o tempo e o custo, tudo que fazemos é estimar baseado na nossa experiência, as vezes mais embasado, as vezes mais estimado. Só que a questão vai muito mais longe do que isso, se existisse hipoteticamente uma documentação perfeita, em que todos os detalhes fossem cobertos, ainda sim existiriam vários problemas de implantação, pela falta de conhecimento nas tecnologias que estão sendo utilizadas, e isso decorre principalmente da mudança constante na nossa plataforma de desenvolvimento. O ponto é que quando um cliente contrata uma empresa, ele geralmente não sabe qual tecnologia será usada e mesmo que soubesse, ele não consegue avaliar se quem foi contratado está apto ou não para executar um determinado tipo de serviço. A responsabilidade técnica é uma defesa para o cliente, não é para os profissionais de TI, é injusto dividirmos a responsabilidade do sistema que criamos com ele, o cliente é apenas um consumidor e nada mais, e assim que deve ser visto.

Quando eu desenvolvo um sistema para terceiros, eu limito com o cliente as tecnologias que serão usadas, mesmo sabendo que o sistema pode precisar de mais recursos, eu acredito seriamente que é melhor ter domínio de algo limitado, do que utilizar erroneamente algo poderoso. E isso varia de cliente para cliente, quando tenho um cliente com conhecimento maior, eu utilizo mais recursos, quando não, utilizo o mínimo possível, pois no futuro, caso eu não esteja mais trabalhando para ele, o cliente pode ter dificuldades de manter o sistema, devido a mão de obra que ele não tem como avaliar.

Se existisse alguma forma de tornar obrigatória a certificação de uma empresa e habilitá-la para trabalhar apenas com o que suas certificações permitem, acredito que muitos erros seriam evitados e consequentemente, haveria um domínio muito maior do que está sendo desenvolvido. Essa é a forma que eu regulamentaria algo tão dinâmico quanto TI.

Y

Eu entendo a necessidade de alguém para manter a visão geral da equipe no problema sendo resolvido. Manter o foco, ter certeza de que todo mundo entendeu tudo do mesmo jeito e está caminhando na mesma direção. Pra isso um líder técnico seria suficiente, não precisando de uma pessoa exclusivamente pra isso.

Entendo também que é necessário alguém para se comunicar com aqueles que estão esperando o resultado do projeto, sejam diretores, investidores, clientes. Como diz Jurgen Appelo em Management 3.0, se as equipes podem se auto-gerenciar, a expectativa daqueles que aguardam o resultado não podem. E aqui sim é necessário alguém para se comunicar com eles sobre questões não técnicas sem que atrapalhe o desenvolvimento.

Quando eu falo que os gerentes são inúteis, eu falo desses que tem como responsabilidade “garantir que os prazos sejam cumpridos”, ainda que eles sejam fofos e legais e almocem com os programadores.

A empresa precisa de boa comunicação entre seus setores, precisa de gente que tome decisões estratégicas, precisa de alguém com uma visão do todo e com capacidade pra fazer ajustes nas partes. Se é isso que vocês querem de um gerente eu concordo com um.

Agora, um gerente pra ser a “cara” da equipe, como uma secretária de luxo, com posição hierárquica superior, que só preenche planilha, normalmente com dados estimados e imprecisos. Alguém cuja única função é levar mijada grossa da diretoria que sabe que não pode falar daquele jeito com os programadores porque se eles saem são difíceis de ser repostos. Alguém que recebe salários de 5 dígitos só pra engolir sapo e cuja principal habilidade deve ser “saber suportar pressão”, ou seja, levar porrada e ficar quieto pra não perder o salário de 5 dígitos.

Se são esses os gerentes que vocês defendem, ainda que sejam queridos, eu continuo com a opinião de que são inúteis para qualquer empresa.

V

YvGa:

Agora, um gerente pra ser a “cara” da equipe, como uma secretária de luxo, com posição hierárquica superior, que só preenche planilha, normalmente com dados estimados e imprecisos. Alguém cuja única função é levar mijada grossa da diretoria que sabe que não pode falar daquele jeito com os programadores porque se eles saem são difíceis de ser repostos. Alguém que recebe salários de 5 dígitos só pra engolir sapo e cuja principal habilidade deve ser “saber suportar pressão”, ou seja, levar porrada e ficar quieto pra não perder o salário de 5 dígitos.

Se são esses os gerentes que vocês defendem, ainda que sejam queridos, eu continuo com a opinião de que são inúteis para qualquer empresa.

Era o que estava falando. Banalizar a profissão de gerente, chama-lo de secretária de luxo, é miopia. Ainda que o gerente seja só administrativo, há muitas coisas na profissão. Desde as reuniões - que envolvem tomada de decisão, visão estratégica e habilidade de negociação - até acompanhamento de metas e planejamento. Um bom gerente pode fazer outros departamentos da empresa trabalharem a seu favor, conseguir parcerias de tecnologia e pode aliviar muito as dificuldades do dia-a-dia. Pode projetar a equipe, conseguir promoções.

Vocês também estão pensando só nas situações positivas. O bom gerente também é necessário para evitar as coisas ruins. É ele que lida com cortes, quando são necessários, que pensa em avaliação de pessoal, que dá conta de conflitos e lida com as finanças do setor. É ele que defende a equipe frente a direção e que consegue traduzir o tecniquês na linguagem que os diretores da empresa, donos do negócio, entendem - coisa que o pessoal de TI ainda é muito, mas muito, ruim.

Na questão das metas, é ele também que gasta tempo analisando números e cruzando dados para entender porque elas não estão sendo cumpridas. E, quando o problema vem de outros setores, comprova isso para os diretores, propõe mudanças de processos, etc.

Não menosprezem a atividade, só porque ela parece fácil. Participar de reunião e dar a cara a tapa na diretoria, respondendo por todo um time não é uma atividade fácil. E, se feita da forma errada, pode representar cortes de verbas e de pessoal.

Eu concordo com o naomeencontro que esse tipo de visão dificulta muito a vida da TI e que a falha também é de TI - não exclusivamente, mas em grande parte.

Sobre a regulamentação: não vou continuar a discussão pois ela é outra. Eu já escrevi um post longo sobre isso aqui.

Sobre a área ser ruim, também discordo. Eu adoro tecnologia, gosto de estar um passo no futuro. Há muitas empresas boas, com gerencias boas. Há projetos muito interessantes e, mesmo com as dificuldades (que existem em QUALQUER área), é bastante empolgante trabalhar com computadores. É legal também conhecer vários modelos de negócio, de várias empresas diferentes. Eu mesmo já atuei no mercado de engenharia, educacional, games e agora estou na gestão de documentos. Hoje estou numa boa empresa, com uma boa equipe.

Bom, mas já cansei de repetir as mesmas coisas aqui e, logicamente, um não vai fazer o outro mudar de opinião. Por isso, vou me retirar dessa discussão, que já rendeu o bastante, com visões bastante interessantes.

N

YvGa:
Eu entendo a necessidade de alguém para manter a visão geral da equipe no problema sendo resolvido. Manter o foco, ter certeza de que todo mundo entendeu tudo do mesmo jeito e está caminhando na mesma direção. Pra isso um líder técnico seria suficiente, não precisando de uma pessoa exclusivamente pra isso.

Entendo também que é necessário alguém para se comunicar com aqueles que estão esperando o resultado do projeto, sejam diretores, investidores, clientes. Como diz Jurgen Appelo em Management 3.0, se as equipes podem se auto-gerenciar, a expectativa daqueles que aguardam o resultado não podem. E aqui sim é necessário alguém para se comunicar com eles sobre questões não técnicas sem que atrapalhe o desenvolvimento.

Quando eu falo que os gerentes são inúteis, eu falo desses que tem como responsabilidade “garantir que os prazos sejam cumpridos”, ainda que eles sejam fofos e legais e almocem com os programadores.

A empresa precisa de boa comunicação entre seus setores, precisa de gente que tome decisões estratégicas, precisa de alguém com uma visão do todo e com capacidade pra fazer ajustes nas partes. Se é isso que vocês querem de um gerente eu concordo com um.

Agora, um gerente pra ser a “cara” da equipe, como uma secretária de luxo, com posição hierárquica superior, que só preenche planilha, normalmente com dados estimados e imprecisos. Alguém cuja única função é levar mijada grossa da diretoria que sabe que não pode falar daquele jeito com os programadores porque se eles saem são difíceis de ser repostos. Alguém que recebe salários de 5 dígitos só pra engolir sapo e cuja principal habilidade deve ser “saber suportar pressão”, ou seja, levar porrada e ficar quieto pra não perder o salário de 5 dígitos.

Se são esses os gerentes que vocês defendem, ainda que sejam queridos, eu continuo com a opinião de que são inúteis para qualquer empresa.

Assim, eu não defendo isso, eu só acho que isso é uma consequência da forma com a qual trabalhamos, para mim é uma distorção na verdade. Do jeito que está hoje nós não conseguimos definir nem preço, muito menos prazo, sempre acabamos estimando e quando acontecem os atrasos ou estouro no custo, o resultado será sempre o mesmo, uma cobrança para honrar o compromisso, mas esse compromisso não foi assumido pela equipe, que na verdade não tem como assumir porque não existe uma forma confiável de dizer, mas quem comprar precisa saber, no final, mesmo que a equipe seja auto-gerida, ela sofrerá o mesmo tipo de cobrança sempre, que é a do prazo e do custo. Não importa quem vá cobrar, os motivos das cobranças serão sempre os mesmos, independente do que for feito.

M

Pelo que vi está tendo um conflito entre tipos de empresa, uma startup com 1-2 projetos que são os produtos core de empresa precisam de um nível de gerenciamento menor pois é bem menos dinamico que uma empresa com dezenas ou centenas de projetos.

Outra coisa não ter um GP/lider não significa que sua equipe é auto-gerenciavel, isto é uma denomiação a uma equipe que consegue obter controle, organização e performance com uma supervisão reduzida, isto não é algo facil de alcançar como simplesmente mandar o GP embora, é preciso conseguir motivacionar e conscientizar a equipe inteira de suas funções e responsabilidades e fazer elas performarem do mesmo jeito como que em uma equipe com um GP.

Em equipes auto-gerenciaveis AINDA tem a necessidade de um GP/lider/etc só que este terá mais confiança e dará mais liberdade para a equipe, dando mais espaço para ele realizar as outras funções dele, negociação, comunicação, organização, etc, são skills totalmente diferentes de um desenvolvedor e que não fazem parte do seu escopo de trabalho.

Concordo com o ViniGodoy no ponto que há muito conflito por falta de visão de ambos os lados, atualmente estou nos 2 mundos, desenvolvo e faço pós em GP na USP e isso abre muito a cabeça e muda sua visão de como a empresa funciona.

A

naomeencontro:
…e acredito seriamente que não é necessário um “chefe” para que alguém faça o seu melhor em qualquer serviço.

Nem eu, em momento algum escrevi isso.

O fato de a esmagadora maioria dos empregados passarem por isso têm muito mais a ver com o fato de que nossa área nasceu ontem e de acharmos que tudo de errado acontece aqui enquanto contadores, administradores e até mesmo engenheiros reclamam de suas áreas. Talvez menos, mas reclamam, e olha que são áreas até consolidadas.

J

naomeencontro:

Assim, eu não defendo isso, eu só acho que isso é uma consequência da forma com a qual trabalhamos, para mim é uma distorção na verdade. Do jeito que está hoje nós não conseguimos definir nem preço, muito menos prazo, sempre acabamos estimando e quando acontecem os atrasos ou estouro no custo, o resultado será sempre o mesmo, uma cobrança para honrar o compromisso, mas esse compromisso não foi assumido pela equipe, que na verdade não tem como assumir porque não existe uma forma confiável de dizer, mas quem comprar precisa saber, no final, mesmo que a equipe seja ágil, ela sofrerá o mesmo tipo de cobrança sempre, que é a do prazo e do custo. Não importa quem vá cobrar, os motivos das cobranças serão sempre os mesmos, independente do que for feito.

Equipes auto-gerenciáveis não colocam um preço no número de horas de trabalho que um programador leva pra completar determinada funcionalidade que alguém achou que deveria existir, mas no valor real que aquela funcionalidade traz em termos de benefícios para um usuário.

Concordo que é uma mudança na forma como trabalhamos, por isso não tem nada a ver com agile, que é apenas mais do mesmo.

J

Não sei quem é esse Jurgen Appelo, sabe por que ele acha isso?

Y

Não sei quem é esse Jurgen Appelo, sabe por que ele acha isso?

Ele escreveu Management 3.0, um livro excelente sobre gerenciamento de equipes ágeis. Ele defende o tempo todo o auto-gerenciamento da equipe, mas defende também alguém pra manter a visão do negócio e principalmente negociar com os agentes externos, como diretores, clientes, investidores e etc, já que esses não conseguem se auto-gerenciar e têm o ímpeto de “atacar” a equipe o tempo todo.

O livro é muito bom, apesar dele deixar claro que, na opinião dele, um pouco de gerência e hierarquia são necessárias, mas muito muito longe do que é padrão hoje em dia. Ele compara a rede de relacionamentos dentro das empresas à teoria de sistemas complexos e, em cima disso, tenta explicar porque a simplicidade da relação causa-efeito não costuma funcionar pra nós. Mesmo ela sendo a forma de pensar que rege ainda hoje o gerenciamento.

A

YvGa:

O livro é muito bom, apesar dele deixar claro que, na opinião dele, um pouco de gerência e hierarquia são necessárias, mas muito muito longe do que é padrão hoje em dia.

Isso que é bacana desses debates, acabamos achando alguns pontos em comum depois de algumas divergências.

Literatura anotada. Valeu :wink:

M

Nossa, é tanta besteira que não vou me dar ao trabalho de responder.

Kkkkkkkkkkkkkkkkkk Realmente ta cheio de gerente enganadores que levam os custos dos projetos as alturas e não produzem nada Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Isso ocorre nas empresas de padarias e nas três letrinhas Kkkkkkkkkkkkkkk

M

Não sei quem é esse Jurgen Appelo, sabe por que ele acha isso?

Ele escreveu Management 3.0, um livro excelente sobre gerenciamento de equipes ágeis. Ele defende o tempo todo o auto-gerenciamento da equipe, mas defende também alguém pra manter a visão do negócio e principalmente negociar com os agentes externos, como diretores, clientes, investidores e etc, já que esses não conseguem se auto-gerenciar e têm o ímpeto de “atacar” a equipe o tempo todo.

O livro é muito bom, apesar dele deixar claro que, na opinião dele, um pouco de gerência e hierarquia são necessárias, mas muito muito longe do que é padrão hoje em dia. Ele compara a rede de relacionamentos dentro das empresas à teoria de sistemas complexos e, em cima disso, tenta explicar porque a simplicidade da relação causa-efeito não costuma funcionar pra nós. Mesmo ela sendo a forma de pensar que rege ainda hoje o gerenciamento.

Valeu pela Dica !

J

Se separar negócio da implementação o que temos, segundo o próprio autor, é implementação submetido ao gerenciamento externo do negócio. Só que auto-gerenciamento não significa intervenção desde que mínima ou organizada, e sim nenhuma intervenção externa.

YvGa:

O livro é muito bom, apesar dele deixar claro que, na opinião dele, um pouco de gerência e hierarquia são necessárias, mas muito muito longe do que é padrão hoje em dia. Ele compara a rede de relacionamentos dentro das empresas à teoria de sistemas complexos e, em cima disso, tenta explicar porque a simplicidade da relação causa-efeito não costuma funcionar pra nós. Mesmo ela sendo a forma de pensar que rege ainda hoje o gerenciamento.

Ele têm todo direito de ter opinião, mas não de chamar isso de equipe auto-gerenciavel ou mesmo de equipe ágil, já que ter um intermediário responsável por gerenciar as expectativas do cliente em relação ao produto é justamente o contrário do que o manifesto agile prega!

Y

JDesenvolvedor:
YvGa:

Ele escreveu Management 3.0, um livro excelente sobre gerenciamento de equipes ágeis. Ele defende o tempo todo o auto-gerenciamento da equipe, mas defende também alguém pra manter a visão do negócio e principalmente negociar com os agentes externos, como diretores, clientes, investidores e etc, já que esses não conseguem se auto-gerenciar e têm o ímpeto de “atacar” a equipe o tempo todo.

Se separar negócio da implementação o que temos, segundo o próprio autor, é implementação submetido ao gerenciamento externo do negócio. Só que auto-gerenciamento não significa intervenção desde que mínima ou organizada, e sim nenhuma intervenção externa.


Então se eu te contrato para desenvolver uma aplicação pra mim, pela qual vou pagar, você vai fazer o que quiser, quando quiser, como quiser e eu vou ter que ficar sentado esperando pacientemente o resultado?

JDesenvolvedor:

YvGa:

O livro é muito bom, apesar dele deixar claro que, na opinião dele, um pouco de gerência e hierarquia são necessárias, mas muito muito longe do que é padrão hoje em dia. Ele compara a rede de relacionamentos dentro das empresas à teoria de sistemas complexos e, em cima disso, tenta explicar porque a simplicidade da relação causa-efeito não costuma funcionar pra nós. Mesmo ela sendo a forma de pensar que rege ainda hoje o gerenciamento.

Ele têm todo direito de ter opinião, mas não de chamar isso de equipe auto-gerenciavel ou mesmo de equipe ágil, já que ter um intermediário responsável por gerenciar as expectativas do cliente em relação ao produto é justamente o contrário do que o manifesto agile prega!

Você está desconsiderando a possibilidade, comum, de que usuário, aquele cujas expectativas em relação ao produto devem ser satisfeitas, conforme diz o manifesto ágil, pode não ser exatamente o cliente, aquele que está pagando a conta.

J

YvGa,

Só estou dizendo que além de ir contra o que diz o manifesto agil, separar as duas coisas coloca você de volta à estaca zero, ou seja, dependendo dos tais gerentes inúteis.

As vezes nem precisa esperar.

Vocês não tem idéia como isso é comum. As pessoas tendem achar que seu problema é especial, mas na maioria das vezes é um problema que outra pessoa já teve, não havendo necessidade de uma solução customizada.

Uma solução que já existe no mercado e atende suas expectativas oferece muitos benefícios, ajuda economizar tempo, eliminar os riscos de um novo projeto, e geralmente sai mais barato também!

YvGa:

Você está desconsiderando a possibilidade, comum, de que usuário, aquele cujas expectativas em relação ao produto devem ser satisfeitas, conforme diz o manifesto ágil, pode não ser exatamente o cliente, aquele que está pagando a conta.

Digamos que quem escreveu o manifesto agil desconsiderou essa possibilidade (provavelmente eles chegaram a conclusão que essa não é uma boa maneira de desenvolver software). Estou apenas concordando com os autores do agile, e discordando do “especialista”.

Y

JDesenvolvedor:

Digamos que quem escreveu o manifesto agil desconsiderou essa possibilidade (provavelmente eles chegaram a conclusão que essa não é uma boa maneira de desenvolver software). Estou apenas concordando com os autores do agile, e discordando do “especialista”.

Repare que você não está discordando do “especialista”, visto que você sequer leu o que ele escreveu, a não ser um esboço de ideia que eu postei aqui. O livro é muito bom porque o foco não é “como ser gerentinho sem precisar bater na mesa”, nem “seja um gerente bonzinho e todos vão adorar você”. O foco são os relacionamentos humanos e um novo ponto de vista pra lidar com eles, independentemente da sua função e responsabilidade. E um ponto de vista bastante técnico e prático, sem nada exotérico e que exija auto-estima elevada, nem harmonia com as energias do universo.

Em todo projeto existe sempre uma pessoa que tem a palavra final, inclusive de cancelar se ele achar que não vale o esforço. Você querendo ou não, no ambiente corporativo invariavelmente existe um dono e é dele a palavra final.

Por tanto entender como funciona o relacionamento entre pessoas, estudar isso, achar padrões (patterns) para infinitas situações pode ser bastante útil.

O que eu abomino, e o autor do livro também - pelo que entendi - é o tal “gestor de pessoas”.

Eu acho que se você não sabe fazer, você não tem autoridade pra me dizer como se faz. Mas um chefe, um líder técnico, um diretor, a nossa esposa… sempre vai ter alguém responsável pela palavra final. E essa pessoa precisa ter a visão do todo antes de tomar qualquer decisão.

M

JDesenvolvedor o que você descreveu é anarquia, ninguém é de ninguém, eu faço as coisas como bem entender e que se exploda o resto e isto NÃO é auto-gerenciamento.

Sempre vai existir alguém por cima do desenvolvedor, nem mesmo que seja a própria equipe que defina como cada membro deve realizar suas atividades e quais são as suas responsabilidades, isto é auto-gerenciamento e isto não elimina um chefe, o chefe pode intervir a qualquer horário, mas se a equipe é auto-gerencialvel ele não terá esta necessidade, ele focará em outros assuntos, negociação de contrato, fornecedor, contratações, custos etc, coisa que não está no seu escopo de conhecimento.

J

mcarabolante:
JDesenvolvedor o que você descreveu é anarquia, ninguém é de ninguém, eu faço as coisas como bem entender e que se exploda o resto e isto NÃO é auto-gerenciamento.

Sempre vai existir alguém por cima do desenvolvedor, nem mesmo que seja a própria equipe que defina como cada membro deve realizar suas atividades e quais são as suas responsabilidades, isto é auto-gerenciamento e isto não elimina um chefe, o chefe pode intervir a qualquer horário, mas se a equipe é auto-gerencialvel ele não terá esta necessidade, ele focará em outros assuntos, negociação de contrato, fornecedor, contratações, custos etc, coisa que não está no seu escopo de conhecimento.

Tem razão, isso é o que agile diz: Relações baseadas na colaboração diretamente com o cliente, ao invés de contratos. Anarquismo de mercado, sem dúvida!

Você também está certo quando diz que agile não é auto-gerenciamento.

J

E o ambiente corporativo vai continuar sendo o sinônimo de software medíocre e clientes insatisfeitos por anos…

YvGa:

Você querendo ou não, no ambiente corporativo invariavelmente existe um dono e é dele a palavra final.

Eu posso querer não desenvolver software para o ambiente corporativo. :wink:

J

YvGa:

Por tanto entender como funciona o relacionamento entre pessoas, estudar isso, achar padrões (patterns) para infinitas situações pode ser bastante útil.

O que eu abomino, e o autor do livro também - pelo que entendi - é o tal “gestor de pessoas”.

Eu acho que se você não sabe fazer, você não tem autoridade pra me dizer como se faz. Mas um chefe, um líder técnico, um diretor, a nossa esposa… sempre vai ter alguém responsável pela palavra final. E essa pessoa precisa ter a visão do todo antes de tomar qualquer decisão.

Não é isso que todo “gestor de pessoas” estuda?

J

O foco são produtos que resolvem problemas reais dos usuários, e não essa baboseira de “relacionamentos humanos”. Se seu cliente não é o usuário, bom… aí você tem um problema…

YvGa:

E um ponto de vista bastante técnico e prático, sem nada exotérico e que exija auto-estima elevada, nem harmonia com as energias do universo

Pra mim está mais pra ficção.

Y

Pode ser, mas ele é uma dos principais consumidores de software e uma realidade para a maioria de nós.

JDesenvolvedor:

Eu posso querer não desenvolver software para o ambiente corporativo. ;)

Sim, sorte a sua não precisar desse mundo, mas a literatura é geralmente voltada para os 90% de nós que precisamos.

J

YvGa:
JDesenvolvedor:

E o ambiente corporativo vai continuar sendo o sinônimo de software medíocre e clientes insatisfeitos por anos…

Pode ser, mas ele é uma dos principais consumidores de software e uma realidade para a maioria de nós.

JDesenvolvedor:

Eu posso querer não desenvolver software para o ambiente corporativo. ;)

Sim, sorte a sua não precisar desse mundo, mas a literatura é geralmente voltada para os 90% de nós que precisamos.

Eu diria opção.

R

Bom mesmo é desenvolver crapware pra mobile …

Bom, mas aí já é gosto … e como diz o ditado é como o u, cada um tem o seu …

A

Acho que sempre entendi o Agile errado se você estiver certo. Até onde eu me lembro os itens à direita têm valor, apesar de não serem o foco.

Esse “AO INVÉS” que você escreveu não existe nesse contexto.

Quanto à discussão do Corporativo, gostaria de saber em que contexto discutimos Corporativo aqui?

Facebook seria Corporativo em nosso contexto? Google? Twitter? Startups?

J

rmendes08:
JDesenvolvedor:

Eu posso querer não desenvolver software para o ambiente corporativo. :wink:

Bom mesmo é desenvolver crapware pra mobile …

Bom, mas aí já é gosto … e como diz o ditado é como o u, cada um tem o seu …

As chances de sucesso de alguém como você, incapaz de ter qualquer empatia para com o usuário, são maiores no ambiente corporativo.

G

JDesenvolvedor:
YvGa:

Você querendo ou não, no ambiente corporativo invariavelmente existe um dono e é dele a palavra final.

Eu posso querer não desenvolver software para o ambiente corporativo. ;)


A argumentação está indo por um caminho meio estranho.

Uma coisa é a opção pessoal de não trabalhar com software para o ambiente corporativo. Outra é discutir os problemas, questionamentos e boas práticas do desenvolvimento de software, que queira ou não é uma coisa fortemente ligada ao mundo corporativo.

Se “sair do mercado e montar sua própria cool startup” for a resposta para todos os problemas que enfrentamos no dia-a-dia, será simplesmente o fim do mundo capitalista como o conhecemos *

[size=9]* Se isso é ruim ou não também é uma escolha pessoal, não entremos nesse assunto aqui no tópico :-)[/size]

Y

Ou talvez seja apenas um: Não precisa ninguém pra ficar dizendo o que se tem que fazer, a não ser que seja eu quem diga.

J

YvGa:

Ou talvez seja apenas um: Não precisa ninguém pra ficar dizendo o que se tem que fazer, a não ser que seja eu quem diga.

Equipes auto-gerenciadas que sofrem intervenção externa é uma contradição. Usar agile fazendo o oposto do que o manifesto agile diz é contradição. Desejar o fim dos gerentes e querer que os gerentes permaneçam aonde estão, é uma contradição.

YvGa, seus posts tem tanta contradição que deve ser uma confusão ser você.

J

gomesrod:
JDesenvolvedor:
YvGa:

Você querendo ou não, no ambiente corporativo invariavelmente existe um dono e é dele a palavra final.

Eu posso querer não desenvolver software para o ambiente corporativo. ;)


A argumentação está indo por um caminho meio estranho.

Uma coisa é a opção pessoal de não trabalhar com software para o ambiente corporativo. Outra é discutir os problemas, questionamentos e boas práticas do desenvolvimento de software, que queira ou não é uma coisa fortemente ligada ao mundo corporativo.

Se “sair do mercado e montar sua própria cool startup” for a resposta para todos os problemas que enfrentamos no dia-a-dia, será simplesmente o fim do mundo capitalista como o conhecemos *

Resolver problemas é o que se espera de um profissional de TI, “boas práticas de desenvolvimento” é aquilo que programadores anti-sociais usam como desculpa pra justificar seu tempo perdido, quando deviam estar lidando com pessoas e resolvendo problemas reais.


Se isso é ruim ou não também é uma escolha pessoal, não entremos nesse assunto aqui no tópico :-)

Ou você pode escolher não participar se o assunto não te interessa?

J

Como o Viny já disse, é tanta bobagem que nem vale a pena responder.

J

adriano_si:

Acho que sempre entendi o Agile errado se você estiver certo. Até onde eu me lembro os itens à direita têm valor, apesar de não serem o foco.

Esse “AO INVÉS” que você escreveu não existe nesse contexto.

Não existe no contexto dos “consultores agile” por que o objetivo deles é surfar na onda agile e vender livros para os futuros gerentes. E ninguém é bem sucedido nessa área interpretando agile corretamente (dizendo que gerentes precisam ser colaboradores como todos outros membros da equipe), e sim vendendo a idéia que eles são seres superiores aos outros.

Irônico se você considerar que a maioria se torna gerente por não ter talento nenhum como programador. :smiley:

adriano_si:

Quanto à discussão do Corporativo, gostaria de saber em que contexto discutimos Corporativo aqui?

Facebook seria Corporativo em nosso contexto? Google? Twitter? Startups?

Penso que eles tem um braço corporativo hoje, apesar de não necessariamente eles tiveram quando começaram.

Quando começaram, ágeis e sem gerentes, os programadores eram recompensados pelo valor que agregavam a empresa. Procura saber quantos funcionários dessa época estão aposentados com o bolso cheio hoje, ou comandando suas próprias empresas.

Em comparação, as mesmas empresas depois que os gerentes tomam conta:

J

Júlio Murta:
JDesenvolvedor:

“boas práticas de desenvolvimento” é aquilo que programadores anti-sociais usam como desculpa pra justificar seu tempo perdido, quando deviam estar lidando com pessoas e resolvendo problemas reais.

Como o Viny já disse, é tanta bobagem que nem vale a pena responder.

É uma boa decisão, principalmente se você não tem nada de novo pra acrescentar ao que outros já disseram.

Considere isso uma boa prática de fórum. :wink:

J

JDesenvolvedor:
Júlio Murta:
JDesenvolvedor:

“boas práticas de desenvolvimento” é aquilo que programadores anti-sociais usam como desculpa pra justificar seu tempo perdido, quando deviam estar lidando com pessoas e resolvendo problemas reais.

Como o Viny já disse, é tanta bobagem que nem vale a pena responder.

É uma boa decisão, principalmente se você não tem nada de novo pra acrescentar ao que outros já disseram.

Considere isso uma boa prática de fórum. ;)

Eu poderia dizer algumas coisas, mas observando o rumo que a conversa tomou é melhor ficar quieto. Ainda mais quando encontramos pessoas que ostentam na assinatura “Desenvolvedor Java Profissional” escrevendo algo tão tosco quanto o que foi citado.

Mas continue, gosto ver os barracos do GUJ.

A

Bom, até onde sei não existe no contexto do Manifesto Ágil, que é a premissa básica do que discutimos aqui. A não ser que o Ágil que você pratica ignore até mesmo negociação de contratos.

Fiquei curioso pra saber como funciona sua relação comercial com os clientes.

JDesenvolvedor:

Penso que eles tem um braço corporativo hoje, apesar de não necessariamente eles tiveram quando começaram.

Quando começaram, ágeis e sem gerentes, os programadores eram recompensados pelo valor que agregavam a empresa. Procura saber quantos funcionários dessa época estão aposentados com o bolso cheio hoje, ou comandando suas próprias empresas.

Em comparação, as mesmas empresas depois que os gerentes tomam conta:


Ou seja, quando começaram, sem grana, não tinham “braço” corporativo… Hoje, com a grana toda, têm um “braço” (o que seria o outro braço não corporativo?) corporativo…

Logo, [corporativo = $$]?

Gostaria de entender.

Abs []

Y

Isso que eu iria perguntar, mas não quis levar a discussão adiante, até porque começou com provocações pessoais. Mas vou reforçar a pergutna então.

Como você acha que deve ser a relação com o cliente e quem fica responsável por fazer com que se cumpra e mais ainda o que se faz quando se começa verificar que não está se cumprindo.

L

A área da TI tem tanto campo, que é impossível abarcar todo o conhecimento sobre ela.
Não falta profissionais. O que falta é paciência para treinar os novos funcionários.

Por mais experiente que eu seja em uma empresa, frameworks ou outras tecnologias, dependendo de como ocorrem os processos em uma nova empresa, dos novos frameworks, das “manhas” da nova linguagem e etc, isso pode tomar tempo até que o novo funcionário se readapte.

Quantos teriam coragem de largar seu emprego, ganhando 2k, em um projeto com fonte ágil, otimizado e fácil de trabalhar para ir trabalhar ganhando 4 ou 5 k em um fonte zoneado e equipe estressada?

Acho que as empresas devem se perguntar se seu ambiente, projeto e equipe são assim quando sentirem falta de profissionais.

Vejo e conheço tantos profissionais que possuem o mínimo para trabalhar (OO, SQL, Generics, Patterns), mas são descartados por não conhecer o framework X, A IDE y…

O que é mais importante? A Certificação ZXKY da ACME Foundation ou um funcionário que sabe o que está fazendo e apresenta resultados? Encontrar funcionários assim exige paciência, confiança, tempo e investimento.

M

Ou seja, faltam. Conclusão, a teori ade que falta profissionais de TI é verdadeira.

L

marcosalex:
Luiz Augusto Prado:

Encontrar funcionários assim exige paciência, confiança, tempo e investimento.

Ou seja, faltam. Conclusão, a teori ade que falta profissionais de TI é verdadeira.

É disso que falava no post anterior:
Vamos falar para que 1 bilhão de pessoas estude C#, o outro Java, o outro Delphi.
Com a explosão de frameworks, inovações, ides, e etc, só assim para facilitar as coisas.
O que estou mostrando é que não existe peça sobressalente quanto se fala de humano com conhecimento especializado.
Tem que molda-lo e adapta-lo.

J

Luiz Augusto Prado:
marcosalex:
Luiz Augusto Prado:

Encontrar funcionários assim exige paciência, confiança, tempo e investimento.

Ou seja, faltam. Conclusão, a teori ade que falta profissionais de TI é verdadeira.

É disso que falava no post anterior:
Vamos falar para que 1 bilhão de pessoas estude C#, o outro Java, o outro Delphi.
Com a explosão de frameworks, inovações, ides, e etc, só assim para facilitar as coisas.
O que estou mostrando é que não existe peça sobressalente quanto se fala de humano com conhecimento especializado.
Tem que molda-lo e adapta-lo.


Mas muitos não gostam de ser moldados e procuram se candidatar no que gosta e só aprender mais coisas naturalmente depois de acostumado com o ambiente. Dai cadê o programador para Delphi que não aparece fácil nem pagando muito bem para quem sabe ou oferecendo treinamento?

M

Existem muitas tecnologias e cada empregador procura aquilo que é mais adequado a suas necessidades assim como o profissional de TI procura aquilo que é mais interessante para si.

Acredito que o problema possa estar na forma como os recrutadores estão trabalhando as contratações pois o RH não consegue adequar a vaga disponibilizada pela empresa aos profissionais que estão no mercado e saem a procura de profissionais com o perfil que não existe dentro dos valores que a empresa esta disposta a pagar.

Um belo exemplo são as vagas para estágio onde se pode observar que as empresas não estão dispostas a treinar os estagiários em função da vasta gama de conhecimento necessário a contratação.

Se os estagiários não são treinados imaginem o resto da equipe .

R

misterzire:
Existem muitas tecnologias e cada empregador procura aquilo que é mais adequado a suas necessidades assim como o profissional de TI procura aquilo que é mais interessante para si.

Acredito que o problema possa estar na forma como os recrutadores estão trabalhando as contratações pois o RH não consegue adequar a vaga disponibilizada pela empresa aos profissionais que estão no mercado e saem a procura de profissionais com o perfil que não existe dentro dos valores que a empresa esta disposta a pagar.

Um belo exemplo são as vagas para estágio onde se pode observar que as empresas não estão dispostas a treinar os estagiários em função da vasta gama de conhecimento necessário a contratação.

Se os estagiários não são treinados imaginem o resto da equipe .

E esse é o maior erro da maioria das empresas. A maioria trata os funcionários como se fossem descartáveis.

Longe de mim ficar de mimimi, papinho de sindicato e afins, mas eu vejo que se as empresas contratassem estagiários, dessem bastante treinamento, e criassem uma cultura de valorizar mais o funcionário e fazer o mesmo sentir que é parte da empresa e de que é importante, teríamos muito mais empresas de sucesso.

A maioria dos contratadores são burros. Eles encaram a cota mínima de estagiários por lei como um empecilho.

Eu já encaro de outra forma, pois em sua maioria eles são pessoas jovens. Todo jovem sonha em trabalhar num lugar que te cative, onde você possa fazer amigos, onde o relacionamento entre as pessoas é respeitoso.

Agora pegue um jovem e faça tudo isso… Pronto! Você vai ter um funcionário realmente animado e com vontade de trabalhar, que vai ser fiel à empresa. Isso faz toda a diferença…

Isso é psicologia, é coisa simples. Até a pessoa mais ranzinza do mundo vai se sentir diferente em um lugar onde é bem recebida e tratada direito.

J

adriano_si:

Bom, até onde sei não existe no contexto do Manifesto Ágil, que é a premissa básica do que discutimos aqui. A não ser que o Ágil que você pratica ignore até mesmo negociação de contratos.

Claro que existe. A posição do manifesto é clara quanto a relação entre o que é pra ser construído não ser baseada em contratos. Claro, estou falando de agile usado por desenvolvedores, e não de agile vendido por consultores.

adriano_si:

Fiquei curioso pra saber como funciona sua relação comercial com os clientes.

Aqui o comercial lida com divulgação do produto e cobrança (vender).

Agile lida com o que construir e como, ou seja, nada a ver com vendas.

JDesenvolvedor:

Penso que eles tem um braço corporativo hoje, apesar de não necessariamente eles tiveram quando começaram.

Quando começaram, ágeis e sem gerentes, os programadores eram recompensados pelo valor que agregavam a empresa. Procura saber quantos funcionários dessa época estão aposentados com o bolso cheio hoje, ou comandando suas próprias empresas.

Em comparação, as mesmas empresas depois que os gerentes tomam conta:


Ou seja, quando começaram, sem grana, não tinham “braço” corporativo… Hoje, com a grana toda, têm um “braço” (o que seria o outro braço não corporativo?) corporativo…

Logo, [corporativo = $$]?

Gostaria de entender.

Abs [][/quote]

O outro braço são os produtos que você usa e que são considerados os recursos chave da empresa.

O fato é, sem software, não existe corporação, e sem corporação os gerentes estão no olho da rua.

Logo, se gerentes existem, eles precisam se adaptar aos desenvolvedores de software, e não o contrário.

J

YvGa:

Como você acha que deve ser a relação com o cliente e quem fica responsável por fazer com que se cumpra e mais ainda o que se faz quando se começa verificar que não está se cumprindo.

O que agile tem a ver com isso?

[i]
Significado de Colaboração

s.f. Ato ou efeito de colaborar; concurso, ajuda, auxílio: trabalhar em colaboração.
O trabalho feito pelos colaboradores, contribuição: colaboração dada a uma revista.

Definição de Colaboração

Classe gramatical: Substantivo feminino
Separação das sílabas: co-la-bo-ra-ção
Plural: colaborações[/i]

J

marcosalex:
Luiz Augusto Prado:

Encontrar funcionários assim exige paciência, confiança, tempo e investimento.

Ou seja, faltam. Conclusão, a teori ade que falta profissionais de TI é verdadeira.

Desmentido pelo fato das app stores da vida estarem lotadas de aplicativos feitos por brasileiros?

J

Se a empresa não quer treinar e não quer pagar muito, ela vai descartar o segmento de profissionais que tem pouca experiência, e o outro segmento que têm muita experiência. O que sobra é o profissional que as empresas consideram o ideal, estes estão em falta.

J

Ruttmann:

E esse é o maior erro da maioria das empresas. A maioria trata os funcionários como se fossem descartáveis.

Longe de mim ficar de mimimi, papinho de sindicato e afins, mas eu vejo que se as empresas contratassem estagiários, dessem bastante treinamento, e criassem uma cultura de valorizar mais o funcionário e fazer o mesmo sentir que é parte da empresa e de que é importante, teríamos muito mais empresas de sucesso.

A maioria dos contratadores são burros. Eles encaram a cota mínima de estagiários por lei como um empecilho.

Eu já encaro de outra forma, pois em sua maioria eles são pessoas jovens. Todo jovem sonha em trabalhar num lugar que te cative, onde você possa fazer amigos, onde o relacionamento entre as pessoas é respeitoso.

Agora pegue um jovem e faça tudo isso… Pronto! Você vai ter um funcionário realmente animado e com vontade de trabalhar, que vai ser fiel à empresa. Isso faz toda a diferença…

Isso é psicologia, é coisa simples. Até a pessoa mais ranzinza do mundo vai se sentir diferente em um lugar onde é bem recebida e tratada direito.

Se você escolhe uma política de contratação equivocada, o resultado não poderia ser outro. Isto é sinal de um mercado que está funcional e saudável.

M

JDesenvolvedor:
marcosalex:

Ou seja, faltam. Conclusão, a teori ade que falta profissionais de TI é verdadeira.

Desmentido pelo fato das app stores da vida estarem lotadas de aplicativos feitos por brasileiros?

‘Estar lotadas’ é relativo, mesmo se considerarmos os 5% dos aplicativos que prestam. Você precisa saber o valor da oferta E da demanda pra tomar uma decisão, ou então vai ser pra sempre um troll nos sites técnicos repetindo a mesma coisa sem convencer ninguém.

J

marcosalex:
JDesenvolvedor:
marcosalex:

Ou seja, faltam. Conclusão, a teori ade que falta profissionais de TI é verdadeira.

Desmentido pelo fato das app stores da vida estarem lotadas de aplicativos feitos por brasileiros?

‘Estar lotadas’ é relativo, mesmo se considerarmos os 5% dos aplicativos que prestam.

Não existe unidade absoluta pra medir quanto alguma coisa “presta”. O que tem é a receita que esses apps geram para seus desenvolvedores (informação que só os desenvolvedores e respectivas appstores possuem).

marcosalex:

Você precisa saber o valor da oferta E da demanda pra tomar uma decisão, ou então vai ser pra sempre um troll nos sites técnicos repetindo a mesma coisa sem convencer ninguém.

Suspeito que isso diz mais sobre sua atitude frente a situações de incerteza do que o mercado de TI em si e pra onde ele está caminhando, que é o assunto da discussão…

J

Pra encerrar essa discussão sobre agile, se você quer:

  • Estabelecer um processo pra verificar se esta sendo cumprindo sem o cliente ter que interagir com programadores (processes and tools over individuals and interactions);

  • Coletar requisitos pra não ter que interagir com usuários (comprehensive documentations over working software);

  • Assinar um contrato pra não ter que descobrir o problema do cliente (contract negotiation over customer collaboration);

  • Seguir a dotrina corporativa ao invés de se tornar ágil e adaptável a mudanças (following a plan over responding to change).

… tenha no mínimo a decência de chamar isso de outra coisa (metodologia anti-social?).

Não há necessidade de distorcer um conceito que já existe e é útil para desenvolvedores que não tem problemas de relacionamento com usuários e clientes.

A

O que se pode concluir de tudo que foi postado é que desenvolvimento de software é uma área em que a humanidade está apenas engatinhando, os índices de sucesso na implantação das diversas metodologias (ou frameworks) tem mais fracassos que sucessos. Isso significa que nesse ambiente tem mais ignorância, mistificação e egos que resultados.
Por outro lado, é uma área repleta de oportunidades.

J

A H Gusukuma:
O que se pode concluir de tudo que foi postado é que desenvolvimento de software é uma área em que a humanidade está apenas engatinhando, os índices de sucesso na implantação das diversas metodologias (ou frameworks) tem mais fracassos que sucessos. Isso significa que nesse ambiente tem mais ignorância, mistificação e egos que resultados.
Por outro lado, é uma área repleta de oportunidades.

Tem muito fracasso por que a maioria dos programadores é anti-social. Eles preferem enfiar a cabeça na IDE e sair programando qualquer coisa nas condições que um gerente sem noção mandar a ter que interagir com o cliente pra descobrir qual problema merece ser resolvido.

E os gerentes continuam propagando esse mito que metodologia ou frameworks são decisivos para o sucesso quando na verdade o que realmente importa para o cliente é se o software resolve o problema dele.

L

Ruttmann:

E esse é o maior erro da maioria das empresas. A maioria trata os funcionários como se fossem descartáveis.

Longe de mim ficar de mimimi, papinho de sindicato e afins, mas eu vejo que se as empresas contratassem estagiários, dessem bastante treinamento, e criassem uma cultura de valorizar mais o funcionário e fazer o mesmo sentir que é parte da empresa e de que é importante, teríamos muito mais empresas de sucesso.

A maioria dos contratadores são burros. Eles encaram a cota mínima de estagiários por lei como um empecilho.

Eu já encaro de outra forma, pois em sua maioria eles são pessoas jovens. Todo jovem sonha em trabalhar num lugar que te cative, onde você possa fazer amigos, onde o relacionamento entre as pessoas é respeitoso.

Agora pegue um jovem e faça tudo isso… Pronto! Você vai ter um funcionário realmente animado e com vontade de trabalhar, que vai ser fiel à empresa. Isso faz toda a diferença…

Isso é psicologia, é coisa simples. Até a pessoa mais ranzinza do mundo vai se sentir diferente em um lugar onde é bem recebida e tratada direito.

++

Uma empresa onde os funcionários não se respeitam é uma forte candidata a falência. Não tem maturidade e nem porque ficar aberta, pois indica que não está aguentando a pressão dos concorrentes. Perde espaço para outra que tenha uma visão mais holística.

Ruttmann = mente limpa, tranquila e visionária = funcionário excelente

T

Existe uma doença no mercado. Essa doença se chama: RH.

Outsourcing de RH está matando tudo.

Foram raros as vezes que falei com alguém da parte técnica.

Essa é a pior doença do mercado: RH.

Vá a um congresso de Administração/RH, e saia de lá transtornado com as coisas que você vai ouvir.

Eles são doutrinados a buscar profissionais BBB [Bom (oa) Bonito (a) e Barato (a)].

Por isso manter uma boa networking, um github é o que salva hoje em dia. Você é indicado por pessoas que CONHECEM o seu trabalho. E que se dane: 10 graduações, 15 mestrados, 20 doutorados, 150 MBAs, 500.000 de experiência.

Quando você passa por alguma entrevista esquisita por telefone/skype. Você é chamado para fazer alguma prova.

Por exemplo, em um outro tópico perguntei se alguém trabalha e já “testes técnicos” na Cadmus. Me chamaram para uma vaga de admin linux/java/tomcat/jboss.

Andei pequisando e essa vaga está em circulação fazem meses. E por isso resolvi perguntar: que diabos de teste é esse e pq essa vaga está em aberto a tanto tempo ?

Porque já fui em lugares, que sentei pra fazer teste. E as pessoas praticamente me pediram pra criar uma matrix em 15min.

Boa semana a todos.

M

[email removido:
]Existe uma doença no mercado. Essa doença se chama: RH.

Outsourcing de RH está matando tudo.

Foram raros as vezes que falei com alguém da parte técnica.

Essa é a pior doença do mercado: RH.

Vá a um congresso de Administração/RH, e saia de lá transtornado com as coisas que você vai ouvir.

Eles são doutrinados a buscar profissionais BBB [Bom (oa) Bonito (a) e Barato (a)].

Por isso manter uma boa networking, um github é o que salva hoje em dia. Você é indicado por pessoas que CONHECEM o seu trabalho. E que se dane: 10 graduações, 15 mestrados, 20 doutorados, 150 MBAs, 500.000 de experiência.

Quando você passa por alguma entrevista esquisita por telefone/skype. Você é chamado para fazer alguma prova.

Por exemplo, em um outro tópico perguntei se alguém trabalha e já “testes técnicos” na Cadmus. Me chamaram para uma vaga de admin linux/java/tomcat/jboss.

Andei pequisando e essa vaga está em circulação fazem meses. E por isso resolvi perguntar: que diabos de teste é esse e pq essa vaga está em aberto a tanto tempo ?

Porque já fui em lugares, que sentei pra fazer teste. E as pessoas praticamente me pediram pra criar uma matrix em 15min.

Boa semana a todos.

O problema do RH é que geralmente eles não sabem o que o cargo precisa.
Também “pode” ocorrer nepotismo.

R

não entendi essa do “nepotismo” …

K

a primeira do ano em galera:

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2014/02/crescimento-de-vagas-em-tecnologia-da-informacao-gera-oportunidades.html

R

uhauhauhauahau, só pode ter sido erro da edição:


A especialização também ajuda. O coordenador de TI Thiago Fagundes é formado em computação e é especializado em gestão de negócios. Ele foi contratado há seis meses e já conquistou um cargo como coordenador, ganhando 30$ a mais

Mas realmente, R$ 30 a mais, no muito longo prazo deve compensar o custo de uma especialização …

A

Kazdum:
a primeira do ano em galera:

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2014/02/crescimento-de-vagas-em-tecnologia-da-informacao-gera-oportunidades.html

As informações do Sergio Sgobbi são bem pertinentes.
O bate-papo após o programa é mais esclarecedor.

A

rmendes08:
uhauhauhauahau, só pode ter sido erro da edição:


A especialização também ajuda. O coordenador de TI Thiago Fagundes é formado em computação e é especializado em gestão de negócios. Ele foi contratado há seis meses e já conquistou um cargo como coordenador, ganhando 30$ a mais

Mas realmente, R$ 30 a mais, no muito longo prazo deve compensar o custo de uma especialização …

É 30% de aumento. Não é R$ 30K

R

A H Gusukuma:
rmendes08:
uhauhauhauahau, só pode ter sido erro da edição:


A especialização também ajuda. O coordenador de TI Thiago Fagundes é formado em computação e é especializado em gestão de negócios. Ele foi contratado há seis meses e já conquistou um cargo como coordenador, ganhando 30$ a mais

Mas realmente, R$ 30 a mais, no muito longo prazo deve compensar o custo de uma especialização …

É 30% de aumento. Não é R$ 30K

copie e colei do texto, lá tá escrito 30$, não 30% …

bom, 30% já é um adianto …

A

Vendo os comentários do vídeo aí vejo que o mercado não está tão legal mais não, hein…

L

A uns 15 anos, isso era verdade, mas hoje este mercado virou uma bolha.
Só tá bom pras empresas que pagam merrecas, pras certificadoras e escolas de TI que fazem estardalhaço com a “falta de profissionais”.

Tem um ditado dito como certo
que cavalo esperto não espanta a boiada.
E quem refuga o mundo resmungando,
passará berrando essa vida marvada.

Como não somos cavalos, não precisamos ter medo. Os fatos estão ai pra qualquer um ver.

A

O mercado passa por uma série de fatores desfavoráveis: baixo crescimento, infraestrutura, eleição presidencial, custo Brasil, previsões pessimistas de que a crise externa deve se aprofundar, etc. Considerando tudo isso, a área continua crescendo acima da média.

D

adriano_si:

Cara, lendo seu relato sobre suicídio por conta disso, não há outra forma de pensar a não ser discordando veementemente do que você escreveu acima.

Perceba, não estou dizendo que você está errado, só estou dizendo que não concordo.

Também passei 2 anos depois de me formar pra conseguir um emprego e quando consegui não foi com um salário nada justo e nem com o que eu queria trabalhar. Ralei outros 2 anos ganhando miséria pra realmente engatar em um lugar trabalhando com Java e ganhando um salário decente. Daí pra frente só sucesso e hoje posso reclamar de qualquer coisa, menos da minha profissão e do meu salário.

Com isso só quero dizer que no final das contas nossas experiências moldam nossas opiniões pessoais e se a sua foi ruim, estou rodeado de pessoas que não pararam diante dos obstáculos da vida e hoje estão tão felizes quanto eu nas suas profissões… Assim como conheço médicos que têm sim mais dinheiro que eu, porém não aguentam mais a profissão que escolheram, assim como advogados, contadores, etc.

Com base nisso minha experiência me diz que quando vejo esse tipo de relato, provavelmente o problema está no profissional que talvez não tenha se achado na área que escolheu…

Só lhe peço uma coisa, não é porque não deu certo pra você, que você tem que generalizar pras futuras gerações.

Abs []

Cada uma das gerações ou profissionais que decidam o que é melhor para cada um, só dei opinião sobre a minha dificuldade e repito ela assim que desejar, isso aqui não é um fórum? Sei que você fez um pedido educado, espero estar também sendo educado na resposta!
Na boa tentei por muito tempo trabalhar com desenvolvimento Java (o que sempre desejava) mas nada de oportunidades por mais de dois anos tentando de várias formas, mandava assim no currículo na maioria das vezes:
" Pretensão Salarial - Aceito Estágio Não Remunerado "
Apareceu alguma oportunidade? P… nenhuma, nunca! Hoje procuro um subemprego qualquer, mas acham que eu consigo? P… nenhuma também, é f…! Só nessa semana fui recusado em duas oportunidades para porteiro de condomínio, tá brabo! É assim, todos dizem para você quando pequeno, “estudem para ser algo na vida”, aí você estuda e não consegue aquilo que deseja e quando procura algo que não necessita de estudo, dizem que você não serve, pois, “tem estudo ou é muito qualificado”, á vá t…!
Hoje em dia estou omitindo a graduação em TI para ver se consigo talvez voltar ao mercado de trabalho, porque maluco eu já estou a muito tempo!
Concordo com o que muitos disseram, o RH nunca soube e nem vai saber o que é preciso, esse mercado é só do QI (“quem indica”), mas não tá dando certo para as empresas que continuam nesse ritmo e não é saudável e favorável para elas? Então, fiz o que me restava e o que recomendo, larguem essa porcaria de TI para sempre!

É isso Kazdum, a mídia como sempre enrolando todos e assim sempre será! Fujam de TI, pelo menos comigo foi a maior perda de tempo e dinheiro que já fiz na vida! Muitos me chamam e irão me chamar aqui no fórum de BURRO! Fez um investimento e vai jogar fora? Estudou se formou e vai jogar o “conhecimento” fora? “Tá dando mole hein”! Burrice é permanecer nessa área ingrata dando murro em ponta de faca! Fui, me desculpem os moderadores qualquer coisa, sejam felizes os trolls de plantão e se assim desejarem excluam minha resposta! Não sei porque fui ler esse tópico, mas como algumas opiniões se “igualaram” a minha no sentido do RH idiota e oportunidades que só aparecem nas matérias do G1, decide opinar novamente!
Tenho que nunca mais ver o GUJ, acho que deve ser o melhor, rsrs, graças a Deus os livros de TI já vendi todos, um camarada aqui (Douglaskd eu acho que é o nome) me recomendou vender o computador e graças a Deus também já fiz! Senhores, desistam de TI o quanto antes!

A

Postei o seguinte em outro tópico:

A H Gusukuma:
Depende da sua postura, se ficar se lamentando por não encontrar o emprego dos sonhos aí é que não vai. Só para ilustrar (e obviamente mantendo as devidas proporções), o atual presidente da Lenovo começou como vendedor de pc´s de porta-em-porta tendo um diploma de ciência da computação. Com uma postura pró-ativa, conseguiu ser notado e subiu rapidamente na empresa. Hoje a Lenovo é simplesmente a maior fabricante de PC´s do mundo e vem crescendo muito na área de celulares. Acaba de comprar a Motorola.
Então, o que conta mesmo é o que você vai fazer com essa oportunidade.

Felicidades!


Cada um constrói a sua história, não de acordo com o que desejamos, mas de acordo com o que está ao nosso alcance.
Mas, como isso é algo meio vago, o melhor conselho continua sendo: faça o melhor que puder que o dignifique como ser humano.

W

Excelente matéria…

K

Concordo com todos, não é dado o devido tratamento ao ensino básico, eu fico abismado quando nossa presidente vai à tv falar que pretende colocar na universidade ou em intercâmbios internacionais, cidadão nem tiveram uma formação básica digna e consequentemente não estão preparados para isso.

As empresas perdem muitos bons futuros profissionais devido a sua seleção, tem muita gente com anos de estudo que não consegue colocar sua aptidões em prática em ambientes corporativos ou de produção, participei de uma seleção para estágio à alguns anos quando eu era iniciante em Java, que para base da contratação o candidate deveria saber: OO, Swing, JDBC, Hibernate, JPA, HTML, CSS, JavaScript, noções de Gerenciamento e Scrum… isso para vaga de estagiário e nem sabia o que era Scrum.

Hoje me dedico à linguagem Java por puro Hoby e está ai um exemplo do que acontece.

D

Eu não tenho do que reclamar da nossa área. Exceto meu primeiro emprego que tinha um salário de 900 reais como programador trainee , os outros que vieram na sequência sempre foram bem remunerados.

Criado 10 de junho de 2013
Ultima resposta 14 de fev. de 2014
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