O que é Software Livre? Eu posso ganhar dinheiro com isso? Quais vantagens de usar?

55 respostas
J

Vira e mexe aparece alguém, talvez novo no assunto, que pensa que o SL é simplesmente Freeware. Alexandre Oliva, pessoa espetacular que tive a oportunidade de conhecer recentemente, fala sobre Software Livre nesse vídeo de menos de 5 minutos.

Vale a pena ver para de uma vez por todas entender esse conceito e também para poder esclarecer para outras pessoas o que é SL(sem parecer xiita, bitolado ou passar uma idéia errada sobre o SL)

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=HnEfE2HJexI[/youtube]

55 Respostas

V

Olha você me pegou agora …

rsrs
xD

Achava isso mesmo, depois desse vídeo tem algumas coisas que concordo concordo, mas há outras sobre o SL, que deixa a desejar, só por exemplo pessoaA fez um SL muito massa dai então a pessoaB pega e faz algumas alteração mas superficial, um chefe de uma companhia aparece e ver o software da pessoaB (que é muito similar a da pessoaA praticamente só foi alterado parte grafica) quem leva os créditos ?

o cara que passou 1mês na frente do pc quebrando a cara, ou o outro que em uma tarde fez algumas modificações ?

Por outro lado eu acho que a parte de livre deve ser sim, visando o desenvolvimento de novas técnicas de programação, mas não há reconhecimento para o autor.

Apesar disso eu ainda distribuiria o código mas de forma diferente, por exemplo se me perguntassem como foi que eu solucionei um certo problema especifico no meu programa eu pegaria o meu código e coloco a disposição de quem pediu. Assim ele terá a oportunidade de alterar e fazer o próprio e o meu programa ainda terá reconhecimento como minha autoria.

Se houvesse reconhecimento para quem realmente fez o código mesmo que ruim ou primitivo eu apoiaria 100%

L

Concordo, acho que o grande conflito entre o desenvolvimento de um software livre e o pago esta no reconhecimento do autor.Acho isso complicado, principalmente quando você desenvolve algo bacana e de graça,todo mundo usa,acha a coisa mais legal do mundo, quando o autor abre a boca pra dizer que vai cobrar alguma taxa, todos os usuários saem correndo e dizendo que o software é ruim ou não vale a pena.

M

Mas o intuito do software livre é compartilhar conhecimento, distribuir o software, modificar ou implementar melhorias e aprender como evoluir um “produto” desenvolvido por um colega.

O modelo de negócios adotado pelo software livre é que realmente difere do do software propreitário, sendo assim uma pedra no sapato de empresas como Microsoft, entre outras. :wink:

V

Marcio_Nogueira:
Mas o intuito do software livre é compartilhar conhecimento, distribuir o software, modificar ou implementar melhorias e aprender como evoluir um “produto” desenvolvido por um colega.

O modelo de negócios adotado pelo software livre é que realmente difere do do software propreitário, sendo assim uma pedra no sapato de empresas como Microsoft, entre outras. :wink:

É comum as pessoas confundirem SL com modelo de negócio. SL não é, nem adota, nenhum modelo de negócio em si, no máximo serve de complemento para um modelo de negócio existente.

A

Olha você me pegou agora …

rsrs
xD

Achava isso mesmo, depois desse vídeo tem algumas coisas que concordo concordo, mas há outras sobre o SL, que deixa a desejar, só por exemplo pessoaA fez um SL muito massa dai então a pessoaB pega e faz algumas alteração mas superficial, um chefe de uma companhia aparece e ver o software da pessoaB (que é muito similar a da pessoaA praticamente só foi alterado parte grafica) quem leva os créditos ?

o cara que passou 1mês na frente do pc quebrando a cara, ou o outro que em uma tarde fez algumas modificações ?

Por outro lado eu acho que a parte de livre deve ser sim, visando o desenvolvimento de novas técnicas de programação, mas não há reconhecimento para o autor.

Apesar disso eu ainda distribuiria o código mas de forma diferente, por exemplo se me perguntassem como foi que eu solucionei um certo problema especifico no meu programa eu pegaria o meu código e coloco a disposição de quem pediu. Assim ele terá a oportunidade de alterar e fazer o próprio e o meu programa ainda terá reconhecimento como minha autoria.

Se houvesse reconhecimento para quem realmente fez o código mesmo que ruim ou primitivo eu apoiaria 100%

Nisso entra a questão da licença. A maioria das licenças de SL (se não todas) prevêem esse caso e pregam que o software pode ser redistribuído, modificado e executado à vontade, desde que dando os devidos créditos aos autores originais. Você pode reparar que, quando você faz o download de um software livre grande, com dependências (por exemplo, JBoss AS), as licenças das dependências vêm junto, justamente para garantir os devidos créditos aos autores.

[]'s

D

Não.

A

Não.

Está checando qual o menor número de palavras que é possível usar para gerar flame?

D

asaudate:

Está checando qual o menor número de palavras que é possível usar para gerar flame?

Empresas podem até usar opensource para ganhar dinheiro, tem alguns exemplos que usam opensource com sucesso nos seus produtos…

Agora programadores???

Não. Ninguém ganha dinheiro distribuindo seu software de graça.

Se você ganha, por favor, conte-nos sua história!

J

desiludido:
asaudate:

Está checando qual o menor número de palavras que é possível usar para gerar flame?

Empresas podem até usar opensource para ganhar dinheiro, tem alguns exemplos que usam opensource com sucesso nos seus produtos…

Agora programadores???

Não. Ninguém ganha dinheiro distribuindo seu software de graça.

Se você ganha, por favor, conte-nos sua história!

Red Hat, > todos< os produtos são Open Source e a empresa vai atingir 1 bilhão de dólares :slight_smile:

Programadores independentes também podem ganhar dinheiro, só dar suporte/usar produtos/projetos open source, como muitos fazem com JBoss, etc

J

Olha você me pegou agora …

rsrs
xD

Achava isso mesmo, depois desse vídeo tem algumas coisas que concordo concordo, mas há outras sobre o SL, que deixa a desejar, só por exemplo pessoaA fez um SL muito massa dai então a pessoaB pega e faz algumas alteração mas superficial, um chefe de uma companhia aparece e ver o software da pessoaB (que é muito similar a da pessoaA praticamente só foi alterado parte grafica) quem leva os créditos ?

o cara que passou 1mês na frente do pc quebrando a cara, ou o outro que em uma tarde fez algumas modificações ?

Por outro lado eu acho que a parte de livre deve ser sim, visando o desenvolvimento de novas técnicas de programação, mas não há reconhecimento para o autor.

Apesar disso eu ainda distribuiria o código mas de forma diferente, por exemplo se me perguntassem como foi que eu solucionei um certo problema especifico no meu programa eu pegaria o meu código e coloco a disposição de quem pediu. Assim ele terá a oportunidade de alterar e fazer o próprio e o meu programa ainda terá reconhecimento como minha autoria.

Se houvesse reconhecimento para quem realmente fez o código mesmo que ruim ou primitivo eu apoiaria 100%

Depende da licença de Open Source, eu conheço e respeito vários “caras” Open Source, como Gavin King, o Alexandre Oliva mesmo, Stephen Chin, Bill Burke do Resteasy. Se eu precisar de algo relacionado a RESTEasy por exemplo, falo com o Bill Burke e sei que lá tem pessoa X que trabalha na parte específica da integração do Spring, etc.

F

Jesuino Master:
desiludido:
asaudate:

Está checando qual o menor número de palavras que é possível usar para gerar flame?

Empresas podem até usar opensource para ganhar dinheiro, tem alguns exemplos que usam opensource com sucesso nos seus produtos…

Agora programadores???

Não. Ninguém ganha dinheiro distribuindo seu software de graça.

Se você ganha, por favor, conte-nos sua história!

Red Hat, > todos< os produtos são Open Source e a empresa vai atingir 1 bilhão de dólares :slight_smile:

Programadores independentes também podem ganhar dinheiro, só dar suporte/usar produtos/projetos open source, como muitos fazem com JBoss, etc

Mas aí você está falando de uma empresa.

Pessoalmente, eu nunca conheci alguém também que desenvolveu um SL e ganhou algum dinheiro sozinho, seja com suporte ou
qualquer outra coisa, mas de um software desenvolvido por ele

Vocês conhecem?

D

Red Hat não ganha dinheiro com software. Programadores sim.

J

Sozinho não conheço, mas o JBoss foram algumas pessoas que começaram a trabalhar em uma implementação JEE, etc:

A eXo também começou com projetos Open Source:

Olha a Apache:

Sozinho ninguém vai muito longe (salvo casos em particular);

D

Não me levem a mal, eu amo opensource!

Uso em praticamente tudo aqui, nem imagino como seria a vida sem opensource mas…

Só não aguento esse discurso que tenta pintar opensource como negócio, que devo abrir meu código porque empresa X que recebeu investimento externo de VCs fez e agora vale 50 bilhoes. Faça-me o favor né!?

A

desiludido:
Não me levem a mal, eu amo opensource!

Uso em praticamente tudo aqui, nem imagino como seria a vida sem opensource mas…

Só não aguento esse discurso que tenta pintar opensource como negócio, que devo abrir meu código porque empresa X que recebeu investimento externo de VCs fez e agora vale 50 bilhoes. Faça-me o favor né!?

Já ouviu falar do Linus Torvalds? Sabe quanto tem na conta do cara? Garanto que é bastante! =)

D

Conheço médicos, profissionais liberais e (pasmem!) programadores que ganham a vida com seu próprio negócio.

Desculpa, mas dizer que sozinho não se “vai longe”, pra mim isso é mito.

A

desiludido:
Jesuino Master:

Sozinho ninguém vai muito longe (salvo casos em particular);

Conheço médicos, profissionais liberais e (pasmem!) programadores que ganham a vida com seu próprio negócio.

Desculpa, mas dizer que sozinho não se “vai longe”, pra mim isso é mito.

Não entenda a mal as coisas. Todos nós nesse forum (ou quase todos) usamos uma linguagem aberta, em sistemas abertos, com frameworks abertos. Dizer que não estamos ganhando dinheiro com isso é um pouco de exagero. Você pode estar não ganhando dinheiro diretamente com isso, mas indiretamente…

G

Simplesmente fazer software, seja opensource ou proprietário, não dá dinheiro para ninguém (pessoa física) a não ser que você tenha um patrão (empresa) te contratando para fazer o software para ele.
Para ganhar dinheiro com seu software (mais uma vez, pode ser opensource ou não) é preciso montar um negócio com ele - seja para vender, dar treinamento ou prestar serviços. E aí você não é mais um “programador”, é uma “empresa”.

Conclusão 1: programador sozinho não existe no mercado de software, ou você é um empregado de alguém ou é um empreendedor. O código ser aberto ou fechado não tem nada a ver com isso.

E conclusão 2: com software livre você pode ganhar sim!
Um programador que participa em projetos open-source tem ganhos indiretos.
Ganha-se prestígio, que pode te impulsionar quando for iniciar um negócio próprio, ou pode te ajudar a conseguir um emprego que de outra forma jamais estaria ao seu alcance.
Um bom projeto open-source oferece mais visibilidade do que ter 20 consultorias no currículo, ou ter um software fechado que você está há anos tentando vender mas ninguém compra porque não tem referências sobre você.

J

desiludido:
Jesuino Master:

Sozinho ninguém vai muito longe (salvo casos em particular);

Conheço médicos, profissionais liberais e (pasmem!) programadores que ganham a vida com seu próprio negócio.

Desculpa, mas dizer que sozinho não se “vai longe”, pra mim isso é mito.

Há, eu estava falando no sentido software, nossa área. As coisas mudam rápido, você precisa de mais pessoas se quiser fazer algo grande e quando terminar ainda ser válido. É claro que o startup pode ser sozinho, mas para manter e deixar o negócio gigante e moderno, melhor ter uma equipe ou um grupo do que você sozinho…

J

Verdade!

G

Só complementando o que eu disse, você pode ter um negócio sozinho, mas mesmo assim é um negócio e não uma pessoa.
E nenhum negócio é isolado, pois depende do mercado para funcionar.

D

gomesrod:

Conclusão 1: programador sozinho não existe no mercado de software, ou você é um empregado de alguém ou é um empreendedor. O código ser aberto ou fechado não tem nada a ver com isso.

O que vc falou é falso. Eu sou pessoa física e ganho a vida vendendo software fechado.

gomesrod:

E conclusão 2: com software livre você pode ganhar sim!
Um programador que participa em projetos open-source tem ganhos indiretos.
Ganha-se prestígio, que pode te impulsionar quando for iniciar um negócio próprio, ou pode te ajudar a conseguir um emprego que de outra forma jamais estaria ao seu alcance.
Um bom projeto open-source oferece mais visibilidade do que ter 20 consultorias no currículo, ou ter um software fechado que você está há anos tentando vender mas ninguém compra porque não tem referências sobre você.

Não estou procurando prestígio, muito menos um novo emprego. #comofaz pra botar comida na mesa com opensource?

Não bota. É disso que to falando.

J

desiludido:
Não me levem a mal, eu amo opensource!

Uso em praticamente tudo aqui, nem imagino como seria a vida sem opensource mas…

Só não aguento esse discurso que tenta pintar opensource como negócio, que devo abrir meu código porque empresa X que recebeu investimento externo de VCs fez e agora vale 50 bilhoes. Faça-me o favor né!?

Hm, a idéia do post foi só mostrar o lado que a maioria acha que FOSS não leva a nada em termos de $$$$, isso é mito. Ninguém disse para você abrir seu código, só desmitificando alguns pontos.

D

Jesuino Master:

Hm, a idéia do post foi só mostrar o lado que a maioria acha que FOSS não leva a nada em termos de $$$$, isso é mito. Ninguém disse para você abrir seu código, só desmitificando alguns pontos.

Ok, meu único problema é com a idéia que você precisa abrir SEU código para ganhar dinheiro na área, ou para ser considerado bom profissional.

Tem até empresa pedindo conta no github para entrevista. Ridículo.

Mas entendo seu ponto de vista e peço desculpas por ter desvirtuado o tópico.

Sem mais…

G

desiludido:
gomesrod:

Conclusão 1: programador sozinho não existe no mercado de software, ou você é um empregado de alguém ou é um empreendedor. O código ser aberto ou fechado não tem nada a ver com isso.

O que vc falou é falso. Eu sou pessoa física e ganho a vida vendendo software fechado.

Tudo bem, nós só estamos nos desentendendo quanto a algumas terminologias :slight_smile:

Você pode não ter uma empresa legalmente constituída, mas se está vendendo seu produto então você há de concordar comigo que faz um pouco de tudo isso:

  • Idealizador do produto
  • Programador
  • Vendas e Marketing
  • Suporte técnico
  • etc.

Então, olhando pelo ponto de vista do mercado de software você não é um simples programador, é uma empresa!
O programador como um ser isolado não tem lugar nesse mercado, ele só funciona em conjunto com outros elementos.

Então, só para não esquecer por que estou batendo nessa tecla:

  • Apenas como um “programador” não há mesmo como ter ganhos financeiros diretos com o opensource. Afinal ninguém vai pagar pelos seus commits no github…
  • Por outro lado, você como “empreendedor” tem à disposição maneiras de ganhar com o software livre.

desiludido:

gomesrod:

E conclusão 2: com software livre você pode ganhar sim!
Um programador que participa em projetos open-source tem ganhos indiretos.
Ganha-se prestígio, que pode te impulsionar quando for iniciar um negócio próprio, ou pode te ajudar a conseguir um emprego que de outra forma jamais estaria ao seu alcance.
Um bom projeto open-source oferece mais visibilidade do que ter 20 consultorias no currículo, ou ter um software fechado que você está há anos tentando vender mas ninguém compra porque não tem referências sobre você.

Não estou procurando prestígio, muito menos um novo emprego. #comofaz pra botar comida na mesa com opensource?
Não bota. É disso que to falando.

Primeiramente, há a opção de vender o software já que nada impede que ele tenha um custo. O problema aqui é que logo começarão a surgir as versões “community” para concorrer com a sua.
Fora isso, a principal fonte de renda é oferecer suporte, treinamento e serviços relacionados. Você não ganha por ser o cara que desenvolveu, e sim por ser o maior expert no produto em todo o mundo! hehe

Bom, creio ter me explicado melhor agora…
Mas seus questionamentos também são válidos, o negócio é que alguns radicais vêem o opensource como única opção, o que não é verdade.

Por exemplo:

  • Para quem não quer prestar serviços, apenas vender seu produto e acabou (uma opção perfeitamente normal!), o código fechado ainda é a melhor escolha.

  • Tem gente não se sente à vontade em “programar de graça” e depois ter que prestar outros serviços para ganhar dinheiro em cima do software (lembram do ThiagoSC ?). Essas pessoas provavelmente não se acostumarão a trabalhar com opensource e têm todo o direito de buscar outras opções.

  • E outra coisa ruim também, como vc comentou, é esse lance de “obrigação” de contribuir com algum projeto. Eu considero bastante vantajoso, mas nem todo mundo tem disponibilidade para isso!

D

gomesrod:

Então, só para não esquecer por que estou batendo nessa tecla:

  • Apenas como um “programador” não há mesmo como ter ganhos financeiros diretos com o opensource. Afinal ninguém vai pagar pelos seus commits no github…
  • Por outro lado, você como “empreendedor” tem à disposição maneiras de ganhar com o software livre.

gomesrod,

SE o projeto decolar você vai ganhar um monte de usuários mas não vai ganhar nada em troca porque você se posicionou como a alternativa sem custo para eles.

gomesrod:

Primeiramente, há a opção de vender o software já que nada impede que ele tenha um custo. O problema aqui é que logo começarão a surgir as versões “community” para concorrer com a sua.
Fora isso, a principal fonte de renda é oferecer suporte, treinamento e serviços relacionados. Você não ganha por ser o cara que desenvolveu, e sim por ser o maior expert no produto em todo o mundo! hehe

Bom, creio ter me explicado melhor agora…
Mas seus questionamentos também são válidos, o negócio é que alguns radicais vêem o opensource como única opção, o que não é verdade.

Por exemplo:

  • Para quem não quer prestar serviços, apenas vender seu produto e acabou (uma opção perfeitamente normal!), o código fechado ainda é a melhor escolha.

  • Tem gente não se sente à vontade em “programar de graça” e depois ter que prestar outros serviços para ganhar dinheiro em cima do software (lembram do ThiagoSC ?). Essas pessoas provavelmente não se acostumarão a trabalhar com opensource e têm todo o direito de buscar outras opções.

  • E outra coisa ruim também, como vc comentou, é esse lance de “obrigação” de contribuir com algum projeto. Eu considero bastante vantajoso, mas nem todo mundo tem disponibilidade para isso!

Não estou desmerecendo o lance da satisfação pessoal não, só me parece contra-produtivo a idéia de dar suporte a vida toda esperando que algum dia uma empresa vai “descobrir” meu projeto e resolver me dar um emprego. :wink:

A

desiludido,

Você há de ver duas vertentes em software: a do software meio (frameworks, linguagens de programação, middleware, etc.) e a do software fim (o Google, o MS Office, o AutoCAD). Alguns desses são livres, outros não. Te pergunto: é possível ganhar dinheiro com algum desses softwares, abertos ou não?

A teoria da economia (veja bem, não é discurso de xiita!) diz que você tende a não ganhar dinheiro com software pura e simplesmente porque o custo de reprodução do bem é quase zero (o pessoal da Santa Ifigênia, aqui em SP, sabe muito bem disso!) e pra ser produzido custa muito pouco, também - a rigor, só capital intelectual.

Quem produz software livre sabe disso. Quem produz software não-livre deveria saber disso também. O grande X da questão é o que você pode acumular com serviços em cima do produto - serviços têm um custo alto de produção e reprodução, o que permite que se ganhe dinheiro com ele. Ou seja, no final das contas, software quase sempre é um meio pra um fim - no caso, o fim é ganhar dinheiro com os serviços!

[]'s

D

Fiz confusão nos posts e acabei perdendo o comentário anterior. Desculpa…

asaudate:

Quem produz software livre sabe disso. Quem produz software não-livre deveria saber disso também. O grande X da questão é o que você pode acumular com serviços em cima do produto - serviços têm um custo alto de produção e reprodução, o que permite que se ganhe dinheiro com ele. Ou seja, no final das contas, software quase sempre é um meio pra um fim - no caso, o fim é ganhar dinheiro com os serviços!

[]'s

Concordo que serviço é uma boa saída.

Mas tirando suporte que outro tipo de serviço está associado com opensource?

A

desiludido:
asaudate:

Quem produz software livre sabe disso. Quem produz software não-livre deveria saber disso também. O grande X da questão é o que você pode acumular com serviços em cima do produto - serviços têm um custo alto de produção e reprodução, o que permite que se ganhe dinheiro com ele. Ou seja, no final das contas, software quase sempre é um meio pra um fim - no caso, o fim é ganhar dinheiro com os serviços!

[]'s

Concordo que serviço é uma boa saída.

Mas tirando suporte que outro tipo de serviço está associado com opensource?

Não senhor. Você paga para criar chips de silício, não só o silício e a madeira que o permeia como também paga se quiser reproduzí-lo. O que eu estou querendo dizer é que software, como bem de consumo, está em um quadrante da economia que simplesmente não consegue gerar lucros, como é o oposto, por exemplo, de um monopólio. Não lembro o nome do quadrante pra postar aqui, mas você entendeu a idéia.

Chips de silício estão bem distante disso.

“Se eu e você temos uma maçã, e eu compartilho com você essa maçã, cada um de nós teremos pedaços de maçã. Mas se eu tenho uma idéia (ou software) e eu compartilho com você essa idéia (ou software), então nós dois teremos software”

[]'s

D

asaudate:

“Se eu e você temos uma maçã, e eu compartilho com você essa maçã, cada um de nós teremos pedaços de maçã. Mas se eu tenho uma idéia (ou software) e eu compartilho com você essa idéia (ou software), então nós dois teremos software”

[]'s

Não seria este um motivo então para não compartilhar meu software com os outros, e ao invés disso, disponibiliza-lo na forma de serviço?

F

asaudate:
desiludido,

Você há de ver duas vertentes em software: a do software meio (frameworks, linguagens de programação, middleware, etc.) e a do software fim (o Google, o MS Office, o AutoCAD). Alguns desses são livres, outros não. Te pergunto: é possível ganhar dinheiro com algum desses softwares, abertos ou não?

A teoria da economia (veja bem, não é discurso de xiita!) diz que você tende a não ganhar dinheiro com software pura e simplesmente porque o custo de reprodução do bem é quase zero (o pessoal da Santa Ifigênia, aqui em SP, sabe muito bem disso!) e pra ser produzido custa muito pouco, também - a rigor, só capital intelectual.

Quem produz software livre sabe disso. Quem produz software não-livre deveria saber disso também. O grande X da questão é o que você pode acumular com serviços em cima do produto - serviços têm um custo alto de produção e reprodução, o que permite que se ganhe dinheiro com ele. Ou seja, no final das contas, software quase sempre é um meio pra um fim - no caso, o fim é ganhar dinheiro com os serviços!

[]'s

A não ser que o software tenha grande valor agregado. Toda análise de investimento de produtos inovadores passa pela técnica V.R.I.O, isto está em caráter prioritário e significa que ao desenvolver um novo produto ou serviço você deve verificar na sequencia decrescente: 1- Valor, 2- Raridade, 3- Imitabilidade e 4-Organização (capacidade produtiva suficiente, conhecimentos suficientes para desenvolver o produto dentro da empresa e etc).

Fato é que a imitabilidade é o grande calo do software, mas ainda assim softwares que gerem valor pro cliente e quase não existem no mercado são válidos por causa do pioneirismo, mesmo que imitem ou simplesmente pirateiem, você o lançou antes no mercado e mantém vantagem competitiva por um tempo além de consolidar a marca.

T

Um texto sobre GPL que curto muito é este aqui: http://zedshaw.com/essays/why_i_gpl.html

Repare que o texto vai um pouco além. O autor explica o motivo de mudar para GPL ao invés de permissoes mais permissivas. Já avaliando o contexto do texto, fica bem claro que tem muita gente (desde empresas até programadores) tirando proveito do Software Livre, assim como pode estar acontecendo abusos também.

É um texto na minha opinião puramente pessoal. Trata-se mais do indivíduo, o programador, do que uma empresa.

V

desiludido:
Não me levem a mal, eu amo opensource!

Uso em praticamente tudo aqui, nem imagino como seria a vida sem opensource mas…

Só não aguento esse discurso que tenta pintar opensource como negócio, que devo abrir meu código porque empresa X que recebeu investimento externo de VCs fez e agora vale 50 bilhoes. Faça-me o favor né!?

E claro também temos que observar que isso ocorre graças ao “adorável” capitalismo, em sua essência o capitalismo não atura essa ideia do SL, por isso eu digo que ao minimo que dever haver e o reconhecimento do autor, ou das pessoas envolvidas esse acho que é o minimo mas e difícil por com certeza haverá pessoas que conseguirá o código e não coloca os créditos.

E óbvio a culpa do capitalizo, por uma questão ate de sobrevivência nele precisamos do dinheiro, isso claro se não quisermos morar no meio do nada com a esquina do judas, isso inclui também o conhecido com neoliberalismo, uma ideia de que hoje em dia temos que pagar por tudo, observe hj você paga até pelo que você ganha (imposto de renda), temos que pagar para viver(Saude), temos que pagar para nus excitar(Academia), temos que pagar para nus movimentar(transporte), então e difícil hoje remover o dinheiro de alguma coisa por causa da nossa base econômica não permite, o SL tenta fazer isso mas é bem provável que se os contribuentes não tiverem nenhum retorno mesmo que seja com o reconhecimento de sua autoria, essa ideia vai demorar muito para se torna efetiva no mundo da programação.

Fórum como o GUJ.com.br fazem o trabalho de desenvolvimento e compartilhamento de dados, assim ele também proporciona o desenvolvimento da área de programação isso é fato, e o autor tem seu certo reconhecimento, como pro exemplo:

Recentemente abri um tópico afim de saber como faço para gravar um objeto complexo em um arquivo, provavelmente alguns de você ou muitos já fizeram esse código, e desenvolveram um pequeno código para isso mas no meu tópico quem me disponibilizou o código foi o diego123321, muito provável ele deve ter feito um CTRL+C CTRL+V de algum código dele, ao fazer isso o mesmo está aberto para alterações e desenvolvimento para quem quiser, inclusive de minha parte que em meu programa alterei afim de melhorar.

Me corrijam se estou errado mas um dos motivos do SL não é o desenvolvimento ?
não fora isso que ocorreu aqui mesmo na GUJ ?

Esse é um assunto complexo, sei que muito vão falar que são adeptos do opensource mas, hoje sem implementação de dinheiro isso não e tão fácil quanto parece, sim óbvio que devemos começar a abrir mais nossos códigos, mas como fazer de forma que o próprio autor não se sinta prejudicado ? Essa ao meu ver e a pergunta que deve ser respondida.

Disse que SL pode granar dinheiro, na reportagem foi mostrado isso, mas o dinheiro ganho nela não foi para o autor mas para terceiros que se aproveitam do trabalho de um cidadão, ele mesmo disse que uma empresa pode pegar o código da mesma forma que ele está e oferecer suporte afim de ganhar dinheiro, por min se fosse meu código deixa eu da suporte já que foi eu que fiz pocha …

São questões de opiniões deixo a minha aqui escrito, fação o mesmo, assim quem sabe se o melhor SL que podemos fazer já existe aqui mesmo na GUJ a oportunidade.

Att

Victor Gerin de Lacerda

A

felipefranz:
asaudate:
desiludido,

Você há de ver duas vertentes em software: a do software meio (frameworks, linguagens de programação, middleware, etc.) e a do software fim (o Google, o MS Office, o AutoCAD). Alguns desses são livres, outros não. Te pergunto: é possível ganhar dinheiro com algum desses softwares, abertos ou não?

A teoria da economia (veja bem, não é discurso de xiita!) diz que você tende a não ganhar dinheiro com software pura e simplesmente porque o custo de reprodução do bem é quase zero (o pessoal da Santa Ifigênia, aqui em SP, sabe muito bem disso!) e pra ser produzido custa muito pouco, também - a rigor, só capital intelectual.

Quem produz software livre sabe disso. Quem produz software não-livre deveria saber disso também. O grande X da questão é o que você pode acumular com serviços em cima do produto - serviços têm um custo alto de produção e reprodução, o que permite que se ganhe dinheiro com ele. Ou seja, no final das contas, software quase sempre é um meio pra um fim - no caso, o fim é ganhar dinheiro com os serviços!

[]'s

A não ser que o software tenha grande valor agregado. Toda análise de investimento de produtos inovadores passa pela técnica V.R.I.O, isto está em caráter prioritário e significa que ao desenvolver um novo produto ou serviço você deve verificar na sequencia decrescente: 1- Valor, 2- Raridade, 3- Imitabilidade e 4-Organização (capacidade produtiva suficiente, conhecimentos suficientes para desenvolver o produto dentro da empresa e etc).

Fato é que a imitabilidade é o grande calo do software, mas ainda assim softwares que gerem valor pro cliente e quase não existem no mercado são válidos por causa do pioneirismo, mesmo que imitem ou simplesmente pirateiem, você o lançou antes no mercado e mantém vantagem competitiva por um tempo além de consolidar a marca.

Corretíssimo! Só que, no longo prazo, você tende a perder o seu pioneirismo. E, aí, vence quem prover o maior valor agregado - na verdade, o melhor custo x benefício. Se o seu concorrente for software livre, o custo é quase zero. Se ele fornecer bons benefícios, ele é usado. Mas, em geral, software livre não vem com manual de instruções… ganha dinheiro quem “fornecer” o manual.

[]'s

A

desiludido:
asaudate:

“Se eu e você temos uma maçã, e eu compartilho com você essa maçã, cada um de nós teremos pedaços de maçã. Mas se eu tenho uma idéia (ou software) e eu compartilho com você essa idéia (ou software), então nós dois teremos software”

[]'s

Não seria este um motivo então para não compartilhar meu software com os outros, e ao invés disso, disponibiliza-lo na forma de serviço?

Se você só compartilha em forma de serviço, automaticamente você o está convertendo em produto - o que não tem condições de competir, por ser copiável e blábláblá.

Por exemplo, o Google poderia cobrar pelas buscas, certo? É justo, é um dos softwares mais usados no mundo e a concorrência não chega a ameaçar. Mas, se ele começasse a cobrar… bom, o Bing está aí.

[]'s

T

Há… deixa eu destacar alguns pontos do texto que indiquei:

That?s my first reason I use the GPL:

Because I want to, and if you disagree with it then don?t use my software. It?s as simple as that.

This is my second reason I use the GPL:

After Mongrel I almost need companies to have to admit they use my software. I would actually rather nobody use my software than be in a situation where everyone is using my gear and nobody is admitting it.

Or worse, everyone is using it, and at the same time saying I can?t code.

This is my third reason I use the GPL:

Technology firms are now designed to be created and destroy fast for large VC profits while keeping costs low. That means they have no economic incentive to give back, so I have no social incentive to ?give? them my software.

This is my fourth reason for using the GPL:

I use the GPL to keep you honest. You now have to tell your bosses you?re using my gear. And it will scare the piss out of them. Good. Because I have a solution to that too.

My fifth reason for using the GPL:

I?ll always be an open source developer, but quite frankly, we?re dying off because the companies who use our software do not give back. The irony of the situation is that, in order to improve my motivation to do open source, I have to charge for it.

I obviously won?t ever charge an open source project, since they are honoring the unwritten contract: If I give, you give.

But the days of quick-flip corporations and ingrate programmers making money on my software are over. My new motto is:

Open source to open source, corporation to corporation.

If you do open source, you?re my hero and I support you. If you?re a corporation, let?s talk business.

fonte: http://zedshaw.com/essays/why_i_gpl.html

V

asaudate:
felipefranz:
asaudate:
desiludido,

Você há de ver duas vertentes em software: a do software meio (frameworks, linguagens de programação, middleware, etc.) e a do software fim (o Google, o MS Office, o AutoCAD). Alguns desses são livres, outros não. Te pergunto: é possível ganhar dinheiro com algum desses softwares, abertos ou não?

A teoria da economia (veja bem, não é discurso de xiita!) diz que você tende a não ganhar dinheiro com software pura e simplesmente porque o custo de reprodução do bem é quase zero (o pessoal da Santa Ifigênia, aqui em SP, sabe muito bem disso!) e pra ser produzido custa muito pouco, também - a rigor, só capital intelectual.

Quem produz software livre sabe disso. Quem produz software não-livre deveria saber disso também. O grande X da questão é o que você pode acumular com serviços em cima do produto - serviços têm um custo alto de produção e reprodução, o que permite que se ganhe dinheiro com ele. Ou seja, no final das contas, software quase sempre é um meio pra um fim - no caso, o fim é ganhar dinheiro com os serviços!

[]'s

A não ser que o software tenha grande valor agregado. Toda análise de investimento de produtos inovadores passa pela técnica V.R.I.O, isto está em caráter prioritário e significa que ao desenvolver um novo produto ou serviço você deve verificar na sequencia decrescente: 1- Valor, 2- Raridade, 3- Imitabilidade e 4-Organização (capacidade produtiva suficiente, conhecimentos suficientes para desenvolver o produto dentro da empresa e etc).

Fato é que a imitabilidade é o grande calo do software, mas ainda assim softwares que gerem valor pro cliente e quase não existem no mercado são válidos por causa do pioneirismo, mesmo que imitem ou simplesmente pirateiem, você o lançou antes no mercado e mantém vantagem competitiva por um tempo além de consolidar a marca.

Corretíssimo! Só que, no longo prazo, você tende a perder o seu pioneirismo. E, aí, vence quem prover o maior valor agregado - na verdade, o melhor custo x benefício. Se o seu concorrente for software livre, o custo é quase zero. Se ele fornecer bons benefícios, ele é usado. Mas, em geral, software livre não vem com manual de instruções… ganha dinheiro quem “fornecer” o manual.

[]'s

Não seria mais logico quem criou o Software oferecer o manual também ?

Por que eu perderia a oportunidade de eu ganhar dinheiro e da para outra pessoa que nunca vai olhar para o meu rosto ?

(não entenda isso como uma critica mas uma pergunta de como sobreviver bem nesse mundo)*

D

asaudate:

Se você só compartilha em forma de serviço, automaticamente você o está convertendo em produto - o que não tem condições de competir, por ser copiável e blábláblá.

Por exemplo, o Google poderia cobrar pelas buscas, certo? É justo, é um dos softwares mais usados no mundo e a concorrência não chega a ameaçar. Mas, se ele começasse a cobrar… bom, o Bing está aí.

[]'s

Apenas uma correção: Google cobra dos anunciantes para exibir anuncios próximo à resultados da busca.

Engraçado você citar o google porque a principal fonte de receita da empresa é software na forma de serviço (o algoritmo de busca é fechado). Nem mesmo Android com toda a fama consegue gerar lucro para a empresa.

A

Victor Gerin:
asaudate:
felipefranz:
asaudate:
desiludido,

Você há de ver duas vertentes em software: a do software meio (frameworks, linguagens de programação, middleware, etc.) e a do software fim (o Google, o MS Office, o AutoCAD). Alguns desses são livres, outros não. Te pergunto: é possível ganhar dinheiro com algum desses softwares, abertos ou não?

A teoria da economia (veja bem, não é discurso de xiita!) diz que você tende a não ganhar dinheiro com software pura e simplesmente porque o custo de reprodução do bem é quase zero (o pessoal da Santa Ifigênia, aqui em SP, sabe muito bem disso!) e pra ser produzido custa muito pouco, também - a rigor, só capital intelectual.

Quem produz software livre sabe disso. Quem produz software não-livre deveria saber disso também. O grande X da questão é o que você pode acumular com serviços em cima do produto - serviços têm um custo alto de produção e reprodução, o que permite que se ganhe dinheiro com ele. Ou seja, no final das contas, software quase sempre é um meio pra um fim - no caso, o fim é ganhar dinheiro com os serviços!

[]'s

A não ser que o software tenha grande valor agregado. Toda análise de investimento de produtos inovadores passa pela técnica V.R.I.O, isto está em caráter prioritário e significa que ao desenvolver um novo produto ou serviço você deve verificar na sequencia decrescente: 1- Valor, 2- Raridade, 3- Imitabilidade e 4-Organização (capacidade produtiva suficiente, conhecimentos suficientes para desenvolver o produto dentro da empresa e etc).

Fato é que a imitabilidade é o grande calo do software, mas ainda assim softwares que gerem valor pro cliente e quase não existem no mercado são válidos por causa do pioneirismo, mesmo que imitem ou simplesmente pirateiem, você o lançou antes no mercado e mantém vantagem competitiva por um tempo além de consolidar a marca.

Corretíssimo! Só que, no longo prazo, você tende a perder o seu pioneirismo. E, aí, vence quem prover o maior valor agregado - na verdade, o melhor custo x benefício. Se o seu concorrente for software livre, o custo é quase zero. Se ele fornecer bons benefícios, ele é usado. Mas, em geral, software livre não vem com manual de instruções… ganha dinheiro quem “fornecer” o manual.

[]'s

Não seria mais logico quem criou o Software oferecer o manual também ?

Por que eu perderia a oportunidade de eu ganhar dinheiro e da para outra pessoa que nunca vai olhar para o meu rosto ?

(não entenda isso como uma critica mas uma pergunta de como sobreviver bem nesse mundo)*

O Windows também vem com manual. Eu nunca li, mas vem. De fato, não conheço ninguém que já tenha lido o manual dele, mas sei de gente que ligou no suporte. O caso é que você fornece a ferramenta e, mesmo que você forneça um manual junto, ninguém vai ler e, se ler, ou vai descobrir que a função que precisa naquele software não está lá, ou não funciona bem, ou não está explícito de maneira clara o suficiente como usar determinada função. São poucos casos em que eu já tenha lido um manual e, de fato, a informação que eu precisava estava lá.

Mas o ponto em que eu quero chegar é que, se quase todo mundo que usa seu software vai acabar precisando de suporte, quem vai ser o fornecedor de suporte preferido? Quem fez o sistema, claro. Se outra pessoa fornecer esse suporte, ela vai aumentar a confiabilidade do software. Aumentando a confiabilidade, você aumenta o valor agregado dele (mais pessoas vão conhecer, vão preferir usar, e assim por diante). Seu preço vai começar a subir :wink:

[]'s

V

Sakei por esse lado realmente e vantajoso fazer uso do SL, mas o mesmo ocorreria se eu pegasse meu software torna-se ele um Software proprietário e distribui-se ele sem preço, logo eu tenho os direitos em cima dele e crio meu serviço de suporte, sendo da mesmo forma outros também poderão fazer suporte, da mesma forma aumenta o valor agregado do produto sobe, assim da mesma forma que pessoas hoje ensinam como usar Windows para outras em forma de suporte.

Isso posso fazer sem torna meu programa SL

A

desiludido:
asaudate:

Se você só compartilha em forma de serviço, automaticamente você o está convertendo em produto - o que não tem condições de competir, por ser copiável e blábláblá.

Por exemplo, o Google poderia cobrar pelas buscas, certo? É justo, é um dos softwares mais usados no mundo e a concorrência não chega a ameaçar. Mas, se ele começasse a cobrar… bom, o Bing está aí.

[]'s

Apenas uma correção: Google cobra dos anunciantes para exibir anuncios próximo à resultados da busca.

Engraçado você citar o google porque a principal fonte de receita da empresa é software na forma de serviço (o algoritmo de busca é fechado). Nem mesmo Android com toda a fama consegue gerar lucro para a empresa.

OK, o Google faz receita através de um serviço agregado - da mesma forma como o open source faria. O algoritmo de busca até pode ser fechado, mas continua sendo facilmente copiável, porque todo mundo sabe como funciona. E mesmo que não soubesse, continua sendo software - as pessoas descobrem como copiar mesmo se não souberem como é feito. Só que o Google é o Google, todo mundo sabe que esse algoritmo veio dele. O mesmo não dá pra fazer com Software Livre (são muitos!), então, abre-se o algoritmo e deixa que quem copie queira dizer que usa, ao invés de simplesmente sair por aí usando e sem admitir isso - vamos ser honestos, é o que um monte de gente faz com Windows.

[]'s

A

Victor Gerin:
Sakei por esse lado realmente e vantajoso fazer uso do SL, mas o mesmo ocorreria se eu pegasse meu software torna-se ele um Software proprietário e distribui-se ele sem preço, logo eu tenho os direitos em cima dele e crio meu serviço de suporte, sendo da mesmo forma outros também poderão fazer suporte, da mesma forma aumenta o valor agregado do produto sobe, assim da mesma forma que pessoas hoje ensinam como usar Windows para outras em forma de suporte.

Isso posso fazer sem torna meu programa SL

Você pode. Só que, se for proprietário, você tem que manter sua própria estrutura pra bater na porta dos outros e checar se não estão usando seu software de forma não- licenciada. Acaba sendo impraticável. Acredito piamente que a Microsoft só conseguiu se firmar com o modelo de negócios dela porque ela nasceu justamente num momento em que a distribuição de informação não era tão fácil como é hoje, pela internet. Se fosse hoje, ela nunca conseguiria fazer o que fez.

[]'s

V

Na verdade o Google não foi o primeiro a criar esse tipo de algorítimo, tanto que se não me engano o Yahoo era mais velho (não sei direito dessa parte da historia por ser novo mas meus pais me contam que antes do Google já conheciam o Yahoo)

A

Já existia o Yahoo, mas o algoritmo de levar em conta referências (e calcular, assim, “pesos” dos links) foi pioneiro.

V

então concordamos que quem começou com essa ideia não foi o Google mas o Yahoo, apesar do Google ter copiado e aperfeiçoado.

V

Numa visão em SL se o Yahoo fosse SL o Google seria hoje mais velho do que já isso por que o desenvolvimento dele seria mais rápido mas quem ganhou no final ?

As pessoas que iram usar o Google ,e o próprio Google, e o Yahoo aonde fica nessa equação ? Se depender do Google muito e muito longe

A

Victor Gerin:
Numa visão em SL se o Yahoo fosse SL o Google seria hoje mais velho do que já isso por que o desenvolvimento dele seria mais rápido mas quem ganhou no final ?

As pessoas que iram usar o Google ,e o próprio Google, e o Yahoo aonde fica nessa equação ? Se depender do Google muito e muito longe

O que acontece é que é tudo software. Se são livres ou não, pouco importa, são copiáveis. A diferença é que se o algoritmo do yahoo fosse aberto, o Google usaria e não teria pudor de dizer. O Yahoo não ganharia com isso diretamente, mas o pessoal do Google ia viver ligando pra lá pra perguntar como funciona isso ou aquilo - e o Yahoo ia cobrando…

[]'s

V

Uhm…

Agora acabou meus argumentos kkkkkkkkkkkkkkk

V

Se este modelo de exemplo de SL realmente ocorra então, sim.

Eu vou seguir o SL de acordo com o dito espero que de certo, apesar de n ter experiencia vou fazer meus teste

mas obrigado por esclarece esse modelo de Software Livre

F

Só uma dúvida:

Se o objetivo é que os outros perguntem como funciona e você cobrar suporte, o melhor modelo para este tipo de negócio não seria pegar idéias como refatoração, baixo acoplamento, a própria OO e jogar tudo no lixo? Quanto mais complexo seu código e menos pessoas entenderem, mais irão te ligar pra resolver e mais você vai ganhar. Ainda mais se cobrar a hora.

A

felipefranz:
Só uma dúvida:

Se o objetivo é que os outros perguntem como funciona e você cobrar suporte, o melhor modelo para este tipo de negócio não seria pegar idéias como refatoração, baixo acoplamento, a própria OO e jogar tudo no lixo? Quanto mais complexo seu código e menos pessoas entenderem, mais irão te ligar pra resolver e mais você vai ganhar. Ainda mais se cobrar a hora.

Não, porque se seu sistema for tão ruim, as pessoas não vão querer usar. Isso se volta contra você. O ideal é que seja bem feito, sim, e que tenhamos todos em mente que não é possível atender a todas as necessidades com um único produto (não existe bala de prata) =)

[]'s

F

asaudate:
felipefranz:
Só uma dúvida:

Se o objetivo é que os outros perguntem como funciona e você cobrar suporte, o melhor modelo para este tipo de negócio não seria pegar idéias como refatoração, baixo acoplamento, a própria OO e jogar tudo no lixo? Quanto mais complexo seu código e menos pessoas entenderem, mais irão te ligar pra resolver e mais você vai ganhar. Ainda mais se cobrar a hora.

Não, porque se seu sistema for tão ruim, as pessoas não vão querer usar. Isso se volta contra você. O ideal é que seja bem feito, sim, e que tenhamos todos em mente que não é possível atender a todas as necessidades com um único produto (não existe bala de prata) =)

[]'s

Mas se o sistema estiver funcionando, o usuário final tem esta visão de “sistema ruim”? Considere ambientes em que a TI não é o fim. Você pode apresentar o software e estar rodando (mesmo cheio de for encadeados), o cliente utiliza, depois que dá problema a área de TI da empresa não dá conta de resolver porque o código é absurdamente complexo e só você sabe mexer nele, então a empresa fica refém do desenvolvedor porque é difícil uma empresa trocar uma ferramenta que funcionou e estavam utilizando e há a possibilidade de suporte.

Não sou adepto a este tipo de prática, meu objetivo é somente verificar possíveis problemas no modelo de negócio.

P

felipefranz:
asaudate:
felipefranz:
Só uma dúvida:

Se o objetivo é que os outros perguntem como funciona e você cobrar suporte, o melhor modelo para este tipo de negócio não seria pegar idéias como refatoração, baixo acoplamento, a própria OO e jogar tudo no lixo? Quanto mais complexo seu código e menos pessoas entenderem, mais irão te ligar pra resolver e mais você vai ganhar. Ainda mais se cobrar a hora.

Não, porque se seu sistema for tão ruim, as pessoas não vão querer usar. Isso se volta contra você. O ideal é que seja bem feito, sim, e que tenhamos todos em mente que não é possível atender a todas as necessidades com um único produto (não existe bala de prata) =)

[]'s

Mas se o sistema estiver funcionando, o usuário final tem esta visão de “sistema ruim”? Considere ambientes em que a TI não é o fim. Você pode apresentar o software e estar rodando (mesmo cheio de for encadeados), o cliente utiliza, depois que dá problema a área de TI da empresa não dá conta de resolver porque o código é absurdamente complexo e só você sabe mexer nele, então a empresa fica refém do desenvolvedor porque é difícil uma empresa trocar uma ferramenta que funcionou e estavam utilizando e há a possibilidade de suporte.

Não sou adepto a este tipo de prática, meu objetivo é somente verificar possíveis problemas no modelo de negócio.


O cliente “não TI” não vai querer arcar com o custo de manter uma equipe de manutenção de um aplicativo de terceiros.
Ele vai sempre contratar manutenção e customização.
Então, código deliberadamente ruim é tiro no pé.

F

pinto:
felipefranz:
asaudate:
felipefranz:
Só uma dúvida:

Se o objetivo é que os outros perguntem como funciona e você cobrar suporte, o melhor modelo para este tipo de negócio não seria pegar idéias como refatoração, baixo acoplamento, a própria OO e jogar tudo no lixo? Quanto mais complexo seu código e menos pessoas entenderem, mais irão te ligar pra resolver e mais você vai ganhar. Ainda mais se cobrar a hora.

Não, porque se seu sistema for tão ruim, as pessoas não vão querer usar. Isso se volta contra você. O ideal é que seja bem feito, sim, e que tenhamos todos em mente que não é possível atender a todas as necessidades com um único produto (não existe bala de prata) =)

[]'s

Mas se o sistema estiver funcionando, o usuário final tem esta visão de “sistema ruim”? Considere ambientes em que a TI não é o fim. Você pode apresentar o software e estar rodando (mesmo cheio de for encadeados), o cliente utiliza, depois que dá problema a área de TI da empresa não dá conta de resolver porque o código é absurdamente complexo e só você sabe mexer nele, então a empresa fica refém do desenvolvedor porque é difícil uma empresa trocar uma ferramenta que funcionou e estavam utilizando e há a possibilidade de suporte.

Não sou adepto a este tipo de prática, meu objetivo é somente verificar possíveis problemas no modelo de negócio.


O cliente “não TI” não vai querer arcar com o custo de manter uma equipe de manutenção de um aplicativo de terceiros.
Ele vai sempre contratar manutenção e customização.
Então, código deliberadamente ruim é tiro no pé.

Depende. Como tipicamente é a precificação de contrato de suporte? Se for por hora, ainda é rentável. Pergunto por ignorância mesmo.

E já trabalhei em empresa no cenário de suporte de aplicativos de terceiros, mesmo não tendo TI como fim, mas no caso eram coisas mais específicas: Lotus Notes, Sistema ERP e algumas coisas em Access. Mas deve ser exceção.

P

felipefranz:
pinto:
felipefranz:
asaudate:
felipefranz:
Só uma dúvida:

Se o objetivo é que os outros perguntem como funciona e você cobrar suporte, o melhor modelo para este tipo de negócio não seria pegar idéias como refatoração, baixo acoplamento, a própria OO e jogar tudo no lixo? Quanto mais complexo seu código e menos pessoas entenderem, mais irão te ligar pra resolver e mais você vai ganhar. Ainda mais se cobrar a hora.

Não, porque se seu sistema for tão ruim, as pessoas não vão querer usar. Isso se volta contra você. O ideal é que seja bem feito, sim, e que tenhamos todos em mente que não é possível atender a todas as necessidades com um único produto (não existe bala de prata) =)

[]'s

Mas se o sistema estiver funcionando, o usuário final tem esta visão de “sistema ruim”? Considere ambientes em que a TI não é o fim. Você pode apresentar o software e estar rodando (mesmo cheio de for encadeados), o cliente utiliza, depois que dá problema a área de TI da empresa não dá conta de resolver porque o código é absurdamente complexo e só você sabe mexer nele, então a empresa fica refém do desenvolvedor porque é difícil uma empresa trocar uma ferramenta que funcionou e estavam utilizando e há a possibilidade de suporte.

Não sou adepto a este tipo de prática, meu objetivo é somente verificar possíveis problemas no modelo de negócio.


O cliente “não TI” não vai querer arcar com o custo de manter uma equipe de manutenção de um aplicativo de terceiros.
Ele vai sempre contratar manutenção e customização.
Então, código deliberadamente ruim é tiro no pé.

Depende. Como tipicamente é a precificação de contrato de suporte? Se for por hora, ainda é rentável. Pergunto por ignorância mesmo.

E já trabalhei em empresa no cenário de suporte de aplicativos de terceiros, mesmo não tendo TI como fim, mas no caso eram coisas mais específicas: Lotus Notes, Sistema ERP e algumas coisas em Access. Mas deve ser exceção.


É, onde eu disse “sempre”, leia-se “quase sempre”, please.
Confesso a minha ignorância tambem, mas suponho que o contrato deva ser bom para todas as partes, como deve ser em qualquer negócio em qualquer ramo de atividade.

Criado 14 de dezembro de 2011
Ultima resposta 16 de dez. de 2011
Respostas 55
Participantes 11