PL 607/2007 - regulamentação analista de sistemas, cursos excluídos

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J

Estão acompanhando o projeto de lei??

http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82918

nela regulamenta a profissão de analista de sistemas, mas exclui muitos cursos

?Art. 2o ................................................
 I ? os possuidores de diploma de nível superior em Análise de

Sistemas, Engenharia de Software, Ciência da Computação ou
Processamento de Dados, expedido por escolas oficiais ou reconhecidas;

Ou seja, quem é formado em Sistema de informação, Tecnologia em informática(meu caso), engenharia de compução e tantos outros se lascou?

eu trabalho apenas a 2 anos como analista de sistemas, entao se assinarem essa lei eu estou lascado, alguém tem mais alguma informação sobre esse PL? se realmente aprovarem essa lei quem fez outro curso terã que refazer a faculdade? ou teria como validar o curso ? (o meu por exemplo é praticamente igual à ciencia da computação, diria uns 90% igual no minimo)

OBS: sei que tem um ou dois tópicos no fórum para discutir esse PL,mas nenhum dos dois foca no que acontece com quem é sim formado, mas em outro curso relacionado à Tecnologia da Informação.

28 Respostas

P

Devido a muita lambança por aí de cursos com nomes diferentes mas com mesmo intuito, o MEC a uns 5 anos atrás reorganizou os cursos, renomeando e reorganizando a grade obrigatório de materiais.

Então, Análise de Sistemas e outros parecidos, viraram Sistemas de Informação.

Ora, se foi o MEC que fez, vc não deve se preocupar, pois não importa quem fez Análise de Sistemas, Sistemas de Informação, e equivalentes, tudo é farinha do mesmo saco e deve ser tratado igualmente.

Idem para os níveis ‘Ciencia da Computação’ e ‘Engenharia da Computação’.

Eu gostei do que o MEC fez. Tava muita lambança mesmo nestas facul e agora com a padronização está melhor.

R

boone:
Devido a muita lambança por aí de cursos com nomes diferentes mas com mesmo intuito, o MEC a uns 5 anos atrás reorganizou os cursos, renomeando e reorganizando a grade obrigatório de materiais.

Então, Análise de Sistemas e outros parecidos, viraram Sistemas de Informação.

Ora, se foi o MEC que fez, vc não deve se preocupar, pois não importa quem fez Análise de Sistemas, Sistemas de Informação, e equivalentes, tudo é farinha do mesmo saco e deve ser tratado igualmente.

Idem para os níveis ‘Ciencia da Computação’ e ‘Engenharia da Computação’.

Eu gostei do que o MEC fez. Tava muita lambança mesmo nestas facul e agora com a padronização está melhor.


mas ciencias e engenharia da computação são dois focos completamente diferentes

J

Pois é, farinha do mesmo saco, mas infelizmente a lei está trazendo um rol taxativo de ítens que podem exercer o cargo de analista, ou seja, se seu curso não estiver naquele artigo 2, vc não poderá exercer a função de analista de sistemas.

Isso me causa uma certa preocupação

D

Cara nem precisa se preocupar que a área de TI nunca vai ser regulamentada de verdade como acontece em outras profissões.

Talvez aprovem um projeto algum dia, vão falar que agora é regulamentada, mas na prática não vai mudar nada.

M

Esse tipo de lei não afeta o passado, então quem formou até a aprovação, fica com o título original.

O que está acontecendo é um trabalho do MEC junto com a SBC pra padronizar a bagunça de nomenclaturas e definir uma grade mínima comum pra cada curso. Hoje, o nome do curso não diz nada, tem curso de Engenharia da Computação com conteúdo idêntico a um de Sistema de Informação, quem for escolher uma faculdade não tem condição de saber o que vai aprender, isso é ridículo em qualquer país do mundo. E é positivo que eles estão trabalhando junto à SBC, ouvindo profissionais que entendem da área.

Sem essa organização, não tem como sair nenhuma regulamentação.

J

Não li a lei direito.

Só vim aqui para falar que já vi muitas pessoas fazendo resistência a lei por ae.

Eu não tenho opinião formada pela minha pouca experiência de quase meia década em um regime somente CLT com aumentos (acredito eu) justos de salários… Mas gostaria de ler se existem pessoas que são contra a regulamentação e porquê?!

[]'s

P

O que eu quis dizer é que o mesmo tipo de ajuste que acontece na família ‘Análise de Sistemas’, também aconteceu na família de cursos ‘Ciencias da Computação’ e na família ‘Engenharia da Computação’.

J

Será que não afeta? pelo que entendi da lei, quando for aprovada, mesmo se o cara for formado há uns 10 em qualquer curso não listado e não possuir 5 anos de experiência na área ele não poderá exercer o cargo de analista de sistemas…

marcosalex:
Esse tipo de lei não afeta o passado, então quem formou até a aprovação, fica com o título original.

O que está acontecendo é um trabalho do MEC junto com a SBC pra padronizar a bagunça de nomenclaturas e definir uma grade mínima comum pra cada curso. Hoje, o nome do curso não diz nada, tem curso de Engenharia da Computação com conteúdo idêntico a um de Sistema de Informação, quem for escolher uma faculdade não tem condição de saber o que vai aprender, isso é ridículo em qualquer país do mundo. E é positivo que eles estão trabalhando junto à SBC, ouvindo profissionais que entendem da área.

Sem essa organização, não tem como sair nenhuma regulamentação.

D

jMotoca:
Será que não afeta? pelo que entendi da lei, quando for aprovada, mesmo se o cara for formado há uns 10 em qualquer curso não listado e não possuir 5 anos de experiência na área ele não poderá exercer o cargo de analista de sistemas…

Tá, aí o mercado começa a contratar como Analista de qualquer coisa… como já acontece, empresas inventam cargos para pagar os salários que quiserem. Isso já acontece até na engenharia, tenho amigos engenheiros que atuam com engenharia mas são contratados como analista de qq coisa, etc…assim a emrpesa não morre em encargos.

M

jMotoca:
Será que não afeta? pelo que entendi da lei, quando for aprovada, mesmo se o cara for formado há uns 10 em qualquer curso não listado e não possuir 5 anos de experiência na área ele não poderá exercer o cargo de analista de sistemas…

Não afeta, só quem formar a partir da lei. Nem o projeto de exigir curso superior afetava quem já estava no mercado. Por causa do direito adquirido, se eles tentarem fazer seria inconstitucional.
A revista do SBC de novembro veio quase que toda dedicada a esses projetos de padronização dos cursos. Quem tiver oportunidade de ler, é uma ótima referência pra tirar dúvidas.

Padronizar as nomenclaturas eu sou completamente a favor, vincular o curso ao exercício da profissão eu sou contra.

Agora, definir o conteúdo de cada curso, eu gostei da proposta: vai ter uma grade mínima em comum, e as faculdades serão livres pra incluir outros cursos que possam diferenciar entre si e criar competição.

J

Pois é, inicialmente pensei em algo assim, que seria inconstitucional e que seria exigido apenas para os novos formados.

Mas recentemente teve um caso um pouco semelhante com a profissão de jornalista, que agora exige diploma para trabalhar na área, e creio que isso não afetou apenas os novos formados não, afetou a todos que já trabalhavam ou já eram formados em algum curso.

V

Eu nunca vi qualquer tipo de utilidade nesse tipo de conselho, e sou um dos que torce veementemente para que essa porcaria aí (do jeito que está) não seja aprovada.
Defendo o exercício da profissão livre, sem exigências de diplomas ou cursos universitários.

E também defendo a completa inexistência de um conselho.
Não precisamos de mais um bando de gente escorada pelo governo, tirando nosso dinheiro para não fazer nada.

Espero que também não queiram estabelecer um piso salarial.

Precisamos é de um mercado mais livre, mas acessível e mais fácil.

V

marcosalex:
Padronizar as nomenclaturas eu sou completamente a favor, vincular o curso ao exercício da profissão eu sou contra.
Agora, definir o conteúdo de cada curso, eu gostei da proposta: vai ter uma grade mínima em comum, e as faculdades serão livres pra incluir outros cursos que possam diferenciar entre si e criar competição.

Também sou a favor de padronizar nomenclaturas e até de um núcleo comum, desde que seja pequeno.

M

ViniGodoy:

Também sou a favor de padronizar nomenclaturas e até de um núcleo comum, desde que seja pequeno.

A ideia é ser pequeno mesmo, pras faculdades terem espaço de lançarem disciplinas diferenciais.

Quanto a Conselhos eu não tenho opinião formada ainda, depende muito de como iria funcionar. A vantagem do conselho seria a profissão ter uma representação, alguém que fale em nome da categoria nas negociações, principalmente agora que anda tendo uma pressão mundial muito grande pra uma legislação específica sobre informática. E no Brasil as categorias que possuem conselhos são mais valorizadas, isso é fato, já que diminui a ingerência do governo na profissão.

Agora, cai no risco de virar cabide de emprego, estimular corporativismo, exigir registro, taxas absurdas e outras coisas que todo mundo conhece e não precisa ficar repetindo.

D

Na verdade numca vi muita logica nos nomes, o meu curso por exemplo que era Sistemas da Informacao virou “Analise e Desenvolvimento de Sistemas”.

L

No meu ponto de vista a lei proposta:

Cria através dos conselhos profissionais uma estrutura inútil e cara. Quem vai pagar? Mais um custo Brasil?
Observação: a comissão de constituição e justiça opinou pela retirada no texto da criação de conselhos e substitui pelo texto, no substitutivo:
“Art. 7º O Poder Executivo responsabilizar-se-á pela fiscalização
e supervisão do exercício da profissão de Analista de Sistemas, e pelo registro
dos profissionais da Informática.”

Cria uma reserva de mercado, que pode ser considerada inconstitucional (como no caso da profissão de jornalista).

O texto não fala claramente de padronização de cursos (assunto importante), matéria que, acho eu, é de responsabilidade do MEC e não deveria nunca estar numa lei.

O senador que apresentou o projeto:

“sábado, 19 de junho de 2010
Expedito Júnior (PSDB-RO)
O ex-senador foi cassado ano passado por compra de votos, sob a acusação de ter conquistado eleitores pagando R$ 100. Ele pretende concorrer ao governo de Rondônia, mas sua inelegibilidade, que seria de três anos pela lei antiga, pode subir para oito anos. Se a decisão do TSE for seguida, ele só poderá ser candidato em 2014.”
http://www.semretoques.com.br/2010/06/expedito-junior-psdb-ro.html

Achei esse texto sobre o assunto bastante coerente:

J

Aqui é brasil,
então se tal regulamentação for aprovada,
certeza absoluta que haverá meios de se burlar.

Eu fiz engenharia, 5 anos estudando hardware e software,
e eu no começo pensava que quando me formasse estaria registrado
como engenheiro na carteira,

mas ao entrar no mercado de trabalho vi que empresa nenhuma registra
um funcionario como engenheiro, para se gastar menos.
Engenharia da computação é a unica engenharia que nunca registra
como engenheiro na carteira.

V

johnny quest:
mas ao entrar no mercado de trabalho vi que empresa nenhuma registra
um funcionario como engenheiro, para se gastar menos.
Engenharia da computação é a unica engenharia que nunca registra
como engenheiro na carteira.

E que empresa contrata um júnior pelo valor do piso de engenheiro? Até porque, muitas vezes, você nem sequer consegue trabalhar como responsável nos projetos antes de 1 ou 2 anos de atuação na empresa.

E

Esse modelo de exigir curso superior em determinada área para exercer a profissão foi usado com sucesso em algum outro país? Ou é um modelo inovador que se pretende experimentar no Brasil?

M

Que eu saiba, nenhum. Pelo menos, nenhum sério. O que existe em outros países é regulamentação da profissão. Por exemplo, na Alemanha toda e qualquer profissão é regulamentada e a área de informática não foge à regra. Mas não exige diploma e conselho não é obrigatório, apesar de existir uma entidade que fale em nome da profissão e formada por profissionais, ACHO que nem paga taxa.

Teve um ano que o congresso do SBC foi dedicado ao tema e surgiram muitos esclarecimentos sobre isso. O SBC inclusive fez uma sugestão de regulamentação pro setor.

Não sei vocês, mas pra mim político sempre está errado, mesmo quando está certo. heheheh

J

Eu falei porque independente do nivel do profissional,
as empresas não registram como engenheiro.

O engenheiro da computacao pode ser extremamente qualificado,
mas é extremamente raro encontrar alguma empresa séria que
registra em carteira a sua formação correta.

A grande maioria de meus colegas que fizeram engenharia eletrica, civil
e mecanica, depois de terminarem a faculdade, foram registrados como engenheiros.

Por isso essa minha indignação com o mercado.

V

johnny quest:
A grande maioria de meus colegas que fizeram engenharia eletrica, civil
e mecanica, depois de terminarem a faculdade, foram registrados como engenheiros.

Por isso essa minha indignação com o mercado.

É verdade. E mesmo que o conselho colocasse muitos fiscais, e o governo autuassem as outras empresas ferozmente, o que ocorreria é uma massa de engenheiros desempregados.

Como eu faço questão de explicar no meu blog, não adianta tentar subir salários e valorizar a profisssão artificialmente, através de uma assinatura de um burocrata e um piso salarial.

Primeiro de tudo, é necessário haver produção de renda. Ou seja, para você poder ganhar mais, seus prováveis patrões também devem ganhar mais. E para que isso ocorra, deve ser mais fácil abrir empresas, fechar empresas, contratar e demitir. Ou seja, deve ser mais fácil para alguém iniciar sua empresa e ser bem-sucedido e, por consequencia, precisar de mão de obra.

Só assim aumenta-se a demanda no mercado, o que faz com que quem procure seja obrigado a subir salários.

Só que isso se resolve com boas políticas fiscais, e não com uma lei para grego ver. A regulamentação, no sentido que o Marcos Alex e a SBC defendem, eu também defendo: sem restrições de mercado, sem um conselho inchado, sem necessidade de diplomação. Ela regulamentaria apenas o que é o profissional e daria nome aos bois. Agora, um projeto como esse PL607/2007, ao meu ver, traria mais prejuízos que benefícios para a área.

D

Eu sou totalmente a favor da regulamentação, mas alguns argumentos dos contrários a el devem ser levados em consideração.

O problema todo na minha visão se resume a um fator:

O fator Brasil.

Esse é o problema. Não dá para acreditar em seriedade nesse assunto quando estamos no Brasil.

É muito claro para mim que vai ser obrigatório o pagamento de mais taxas, que não existirá fiscalização porra nenhuma, e que as empresas continuarão contratando como analista de qualquer coisa, programador 1,2,3…10, programador I, II, III…X, programador A, B…Z, etc…

Ou seja, eu sou a favor da regulamentação na teoria, sendo o mundo perfeito, rolando o caminho feliz…aqui no Brasil infelizmente a corrupção e a sede por dinheiro fácil já está no oxigênio.

M

Eu falei porque independente do nivel do profissional,
as empresas não registram como engenheiro.

O engenheiro da computacao pode ser extremamente qualificado,
mas é extremamente raro encontrar alguma empresa séria que
registra em carteira a sua formação correta.

A grande maioria de meus colegas que fizeram engenharia eletrica, civil
e mecanica, depois de terminarem a faculdade, foram registrados como engenheiros.

Por isso essa minha indignação com o mercado.

Poderia dizer qual era sua atividade na empresa? Seu trabalho envolvia engenharia de fato ou vc achou que ia ser registrago como tal pra fazer web site?

Y

Eu ja disse isso uma vez. Eu iria gostar muito se houvesse um orgao que atestasse a capacidade do profissional, algo nos moldes da prova da OAB.

Mas como eu duvido muito que consigamos chegar a esse nivel de seriedade, eu sou contra.

L

isto que é uma putaria nessa area… vc pode ser engenheiro, cientista, ou seja lá o que for… vc sempre será registrado como programador…

H

O que eu acho mais complicado é que em nossa área podem atuar qualquer um com facilidade de lógica de programação.

Já tive professor que tinha doutorado em Agrônomia. Chefe de empresa formado em Administração (e que codificava). E já dei manutenção em sistema criado por um contador.

Como tratar esses casos? Essas pessoas não poderiam ser contratadas como desenvolvedores?

M

jakefrog:
O que eu acho mais complicado é que em nossa área podem atuar qualquer um com facilidade de lógica de programação.

Já tive professor que tinha doutorado em Agrônomia. Chefe de empresa formado em Administração (e que codificava). E já dei manutenção em sistema criado por um contador.

Como tratar esses casos? Essas pessoas não poderiam ser contratadas como desenvolvedores?

Se o projeto do governo for aprovado do jeito que está, eles terão outro nome no registro, mas na prática nada muda.

Criado 7 de dezembro de 2010
Ultima resposta 16 de dez. de 2010
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