Software = Bom Salário?

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V

Se a pessoa é mesmo formada em ciência da computação, engenharia da computação ou engenharia de software [ou em especialidades como “game design” e outras] não é o caso que esteja ganhando uma miséria, muito pelo contrário. a demanda é alta e os salários idem, e mundialmente.
agora, se só se tem o ?diploma? de computação e só se sabe ?programar sistemas triviais?? prepare-se: você é commodity e será tratado e remunerado como tal.

Leia o texto na íntegra:
http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2010/08/03/software-bom-salrio/

87 Respostas

F

E quem não tem diploma e tem ótimos empregos e salários trabalhando como desenvolvedor?

V

A questão não é ter diploma ou não. É ter consciência de que para ganhar mais, é necessário se qualificar mais.

F

Qualificação é diferente de diploma.

V

Nem eu, nem o texto estão discordando disso.

D

a eterna discussão…

F

E eu nem li e já estou tomando conclusões. Só fui pela frase postada.

Vou ler e opino novamente. =]

H

Mídia querendo trazer mais dev para área, sendo que empresas falam que pagam bem só que a realidade na maioria das vezes é outra.

É possível ter salários altos, sim. Mas com muita perseverança, experiência e estudo. -_-’’

A

E, depois, tem que comparar com os salários de outras categorias, normalmente o salário de um programador “commodity” é razoável.
Relativo, é claro.

K

Li o texto. Sabem o que acho engraçado? É que sempre é a mesma chuva no molhado.
Já vi empregado doméstico ganhar ultra bem por se especializar e dedicar-se ao seu trabalho DE FATO: investindo em formação, aprendendo coisas novas, inovando técnica e administrativamente.

Isto se aplica a qualuqer área.

R

kicolobo:
Li o texto. Sabem o que acho engraçado? É que sempre é a mesma chuva no molhado.
Já vi empregado doméstico ganhar ultra bem por se especializar e dedicar-se ao seu trabalho DE FATO: investindo em formação, aprendendo coisas novas, inovando técnica e administrativamente.

Isto se aplica a qualuqer área.


Eu lendo os comentários e me revoltei, sem brincadeira. Mais gente falando que a culpa é dos sem formação superior, que desvalorizam o mercado porque não tem regulamentação.
Eu vejo isso e só lembro do ViniGodoy dizendo que você mesmo é assim, e também o Philip Calçado. Uma ofensa seria mesmo barrar pessoas assim.

A verdade absoluta nunca vai mudar, creio eu. O mercado é bom pra quem é bom. Independente de outras coisas, se você é medíocre vai se ofender com a matéria e com a falta de regulamentação. Lembrando que medíocre não é uma ofensa :slight_smile:

Só pra constar, Kico, isso que o Vini falou é verdade?

K

Rodrigo Sasaki:
kicolobo:
Li o texto. Sabem o que acho engraçado? É que sempre é a mesma chuva no molhado.
Já vi empregado doméstico ganhar ultra bem por se especializar e dedicar-se ao seu trabalho DE FATO: investindo em formação, aprendendo coisas novas, inovando técnica e administrativamente.

Isto se aplica a qualuqer área.


Eu lendo os comentários e me revoltei, sem brincadeira. Mais gente falando que a culpa é dos sem formação superior, que desvalorizam o mercado porque não tem regulamentação.
Eu vejo isso e só lembro do ViniGodoy dizendo que você mesmo é assim, e também o Philip Calçado. Uma ofensa seria mesmo barrar pessoas assim.

A verdade absoluta nunca vai mudar, creio eu. O mercado é bom pra quem é bom. Independente de outras coisas, se você é medíocre vai se ofender com a matéria e com a falta de regulamentação. Lembrando que medíocre não é uma ofensa :slight_smile:

Só pra constar, Kico, isso que o Vini falou é verdade?

Minha formação é uma longa e louca história.
Comecei no curso de Filosofia em 2001 na UFMG. Fiquei por lá até 2005 se não me engano.
De 2005 a 2008 eu fiquei no curso de Matemática Computacional (UFMG). Não conclui porque precisava trabalhar e os horários da UFMG eram muito complicados pra mim.
Então em 2008 fui pra FUMEC e terminei em 2013 (três meses atrás) o curso de Ciência da Computação pro meu espanto. :slight_smile:

E sabem qual foi o curso que de fato mais me agregou? O primeiro.
Foi lá que aprendi de fato a ler, escrever, questionar, MODELAR sistemas e soluções.
E os demais, foram ruins? Nope, pelo contrário: foram aonde me lapidei e acredito que sejam essenciais apesar de todo este papo. Mas só vão te lapidar em alguma coisa se você realmente ama este negócio chamado computação e quer ficar bom na coisa. Se entrou nesta por grana, sinto muito: você se fudeu (é como o Aristóteles diz na Ética a Nicômaco: dinheiro é meio e não fim).

E tem as coisas também extra-acadêmicas que formalmente nem são mencionadas né?
Em 1985 com 6 anos escrevi meu primeiro código num TK-85, depois passei pro MSX, houve um hiato sem PCs mas sempre me interessei e amei computação. Em 1996 eu desenvolvi um software chamado MatMaker que foi abordado em diversos mestrados, doutorados, etc. Foi quando voltei pra computação mesmo.
No meio do caminho teve linguística computacional, escrita de livros, mineração, desenvolvimento pro mercado livreiro, escrita de artigos, livros, participação em pesquisas acadêmicas de menstrandos, doutorandos, etc. Coisa pra kcte.

Aí eu me pergunto o seguinte: depois de tanta coisa vão me formalizar em quê?

E vou te dar minha experiência: já passei por empresas/trabalhos nos quais sofri discriminação de gente formada medíocre por eu estar ganhando mais. Simplesmente não conseguiam entender isto. Normalmente os mesmos imbecis que reclamavam eram os caras que as 6 largavam a caneta e iam fazer o básico animal (cagar, trepar, comer, dormir) enquanto eu estava lá escrevendo, estudando, ralando.

Aliás, é tão engraçado este papo: eu tenho mais artigos publicados do que muito mestrando e doutorando por aí. E tem mais artigos, trabalhos de conclusão de curso, mestrandos e doutorandos citando uma coisa ou outra minha do que muito doutor metido a besta por aí que nunca saiu da sala de aula. Então eu me pergunto o seguinte: e daí?

Minha opinião: este papo de formalização e tal só vejo ajudar o medíocre.
To nem aí pra estes bostas.

A

Acho que a terminologia “medíocre” é muito forte. A grande maioria é normal, portanto, salário normal. Não tem nada errado nem vergonhoso nisso!
E, nem sempre, o salário é proporcional à qualificação ou empenho. Se você chegou nesse impasse no seu emprego, provavelmente chegou na hora de mudar. Simples assim.

K

A H Gusukuma:
Acho que a terminologia “medíocre” é muito forte. A grande maioria é normal, portanto, salário normal. Não tem nada errado nem vergonhoso nisso!
E, nem sempre, o salário é proporcional à qualificação ou empenho. Se você chegou nesse impasse no seu emprego, provavelmente chegou na hora de mudar. Simples assim.

Medíocre é a palavra. E inclusive você acabou de confirmar que é a correta.
Medíocre = mediano.
“A grande maioria é normal, portanto, salário normal”

Fato: se você precisa apenas de uma formalização pra ganhar mais e ser melhor reconhecido então é porque não está se desenvolvendo o suficiente pra tal.

R

kicolobo:
Medíocre é a palavra. E inclusive você acabou de confirmar que é a correta.
Medíocre = mediano.
“A grande maioria é normal, portanto, salário normal”

Exatamente isso que eu quis dizer :slight_smile:

Medíocre as vezes parece ter uma conotação ruim, talvez pela forma como é usada normalmente, mas na realidade diz que é algo comum :slight_smile:

D

kicolobo:
Rodrigo Sasaki:
kicolobo:
Li o texto. Sabem o que acho engraçado? É que sempre é a mesma chuva no molhado.
Já vi empregado doméstico ganhar ultra bem por se especializar e dedicar-se ao seu trabalho DE FATO: investindo em formação, aprendendo coisas novas, inovando técnica e administrativamente.

Isto se aplica a qualuqer área.


Eu lendo os comentários e me revoltei, sem brincadeira. Mais gente falando que a culpa é dos sem formação superior, que desvalorizam o mercado porque não tem regulamentação.
Eu vejo isso e só lembro do ViniGodoy dizendo que você mesmo é assim, e também o Philip Calçado. Uma ofensa seria mesmo barrar pessoas assim.

A verdade absoluta nunca vai mudar, creio eu. O mercado é bom pra quem é bom. Independente de outras coisas, se você é medíocre vai se ofender com a matéria e com a falta de regulamentação. Lembrando que medíocre não é uma ofensa :slight_smile:

Só pra constar, Kico, isso que o Vini falou é verdade?

Minha formação é uma longa e louca história.
Comecei no curso de Filosofia em 2001 na UFMG. Fiquei por lá até 2005 se não me engano.
De 2005 a 2008 eu fiquei no curso de Matemática Computacional (UFMG). Não conclui porque precisava trabalhar e os horários da UFMG eram muito complicados pra mim.
Então em 2008 fui pra FUMEC e terminei em 2013 (três meses atrás) o curso de Ciência da Computação pro meu espanto. :slight_smile:

E sabem qual foi o curso que de fato mais me agregou? O primeiro.
Foi lá que aprendi de fato a ler, escrever, questionar, MODELAR sistemas e soluções.
E os demais, foram ruins? Nope, pelo contrário: foram aonde me lapidei e acredito que sejam essenciais apesar de todo este papo. Mas só vão te lapidar em alguma coisa se você realmente ama este negócio chamado computação e quer ficar bom na coisa. Se entrou nesta por grana, sinto muito: você se fudeu (é como o Aristóteles diz na Ética a Nicômaco: dinheiro é meio e não fim).

E tem as coisas também extra-acadêmicas que formalmente nem são mencionadas né?
Em 1985 com 6 anos escrevi meu primeiro código num TK-85, depois passei pro MSX, houve um hiato sem PCs mas sempre me interessei e amei computação. Em 1996 eu desenvolvi um software chamado MatMaker que foi abordado em diversos mestrados, doutorados, etc. Foi quando voltei pra computação mesmo.
No meio do caminho teve linguística computacional, escrita de livros, mineração, desenvolvimento pro mercado livreiro, escrita de artigos, livros, participação em pesquisas acadêmicas de menstrandos, doutorandos, etc. Coisa pra kcte.

Aí eu me pergunto o seguinte: depois de tanta coisa vão me formalizar em quê?

E vou te dar minha experiência: já passei por empresas/trabalhos nos quais sofri discriminação de gente formada medíocre por eu estar ganhando mais. Simplesmente não conseguiam entender isto. Normalmente os mesmos imbecis que reclamavam eram os caras que as 6 largavam a caneta e iam fazer o básico animal (cagar, trepar, comer, dormir) enquanto eu estava lá escrevendo, estudando, ralando.

Aliás, é tão engraçado este papo: eu tenho mais artigos publicados do que muito mestrando e doutorando por aí. E tem mais artigos, trabalhos de conclusão de curso, mestrandos e doutorandos citando uma coisa ou outra minha do que muito doutor metido a besta por aí que nunca saiu da sala de aula. Então eu me pergunto o seguinte: e daí?

Minha opinião: este papo de formalização e tal só vejo ajudar o medíocre.
To nem aí pra estes bostas.

Mas kico, concordo com você que vai ajudar os merdas, mas esse é o lado ruim da coisa…

EU ACREDITO (botei em maiúsculas pra frisar que é uma suposição… rs…) que a formalização vai ajudar a melhorar nossa área… Ela irá ser fiscalizada por órgãos competentes… Hoje existe muita merda e o próprio empregador acha que tudo é uma cagada só… o cara diz que faz e depois não faz, o cara fala que fez de um jeito e fez de outro…

Eu concordo com você em alguns aspectos, mas eu acho que se colocar em um contexto mais amplo e mais geral, a formalização não irá piorar e sim irá melhorar… Então não vejo mal, se sou correto, bom profissional, esforçado, porque vou me importar? deixem que melhore… se fosse atrapalhar os bons, aí tudo bem…

Espero ter consegui me expressar corretamente…

Vlw.

A

kicolobo:
A H Gusukuma:
Acho que a terminologia “medíocre” é muito forte. A grande maioria é normal, portanto, salário normal. Não tem nada errado nem vergonhoso nisso!
E, nem sempre, o salário é proporcional à qualificação ou empenho. Se você chegou nesse impasse no seu emprego, provavelmente chegou na hora de mudar. Simples assim.

Medíocre é a palavra. E inclusive você acabou de confirmar que é a correta.
Medíocre = mediano.
“A grande maioria é normal, portanto, salário normal”

Fato: se você precisa apenas de uma formalização pra ganhar mais e ser melhor reconhecido então é porque não está se desenvolvendo o suficiente pra tal.


O senso comum não leva à essa associação. Para mim, medíocre é abaixo do aceitável.
Eu nem opinei a respeito de formalização!

F

O que importa é dar bons resultados. Essa é uma discussão sem fim. Temos ótimos exemplos de pessoas não formadas e excelentes profissionais/desenvolvedores. Outros formados que também são excelentes.

K

Eu pensava assim também sabe diogogama, mas aí eu me questiono o seguinte: este órgão fiscalizador vai definir o que é melhor ou pior de que maneira?
Todo sistema precisa ser orientado a objetos? O que deve ser usado? Como devemos trabalhar? Todas estas coisas nós vemos mudar literalmente da água pro vinho (e às vezes de volta pra água) a cada dois, três anos. Como ele poderia monitorar as coisas de forma correta?

Sabe o que eu realmente acho que iria ajudar? Não um órgão fiscalizador que defina como trabalhar, quais salários, etc, mas sim uma tomada geral de consciência a respeito da responsabilidade envolvida no ato de desenvolver. Se um engenheiro, por exemplo, ferra um prédio, ele é penalizado: então nós temos uma qualidade de construção hoje aceitável (prédio quando cai é notícia de jornal, e não fato corriqueiro, o que comprova isto). Com relação ao valor, o mercado cuidaria disto. Trabalho é de qualidade? Bem pago. Trabalho ruim? Você se queima.

E outra: sobre este órgão, me pergunto outra coisa. O que garantiria que este não se tornasse a legalização de um cartel de grandes empresas de desenvolvimento? Este é um risco corrente. Muitos dizem: “ah, mas nós fiscalizariamos!”. Mentira. Você tem seus problemas diários, suas coisas em casa pra resolver e esta empolgação política raríssimas vezes dura mais que alguns prejuízos que você tomou por estar fiscalizando ao invés de resolvendo estas questões.

Aí a coisa muda: hoje há esta falsa impressão de que programar é fácil. “Crie uma app e fique milionário, abra uma startup, é fácil!”
Não, não é. E a tomada de consciência tem de vir de nós, não do cliente. É nosso papel isto: mas vem cá. Vocês vêem isto rolando? Eu não. Muito pouco aliás.

A

kicolobo:
Minha formação é uma longa e louca história.
Comecei no curso de Filosofia em 2001 na UFMG. Fiquei por lá até 2005 se não me engano.
De 2005 a 2008 eu fiquei no curso de Matemática Computacional (UFMG). Não conclui porque precisava trabalhar e os horários da UFMG eram muito complicados pra mim.
Então em 2008 fui pra FUMEC e terminei em 2013 (três meses atrás) o curso de Ciência da Computação pro meu espanto. :slight_smile:

E sabem qual foi o curso que de fato mais me agregou? O primeiro.
Foi lá que aprendi de fato a ler, escrever, questionar, MODELAR sistemas e soluções.
E os demais, foram ruins? Nope, pelo contrário: foram aonde me lapidei e acredito que sejam essenciais apesar de todo este papo. Mas só vão te lapidar em alguma coisa se você realmente ama este negócio chamado computação e quer ficar bom na coisa. Se entrou nesta por grana, sinto muito: você se fudeu (é como o Aristóteles diz na Ética a Nicômaco: dinheiro é meio e não fim).

Se não fossem alguns detalhes nos nomes eu iria achar fui eu quem postei esse trecho! Também tive início em Filosofia, mas fiquei apenas um semestre (tinha mais greve do que aula lá) e fui pra Engenharia de Computação (acabei desistindo por problemas de saúde). Depois passei pra Ciências da Computação e, por problemas de saúde também, tive que largar o curso. Acabou que me formei em um tecnólogo medíocre no início deste ano que mal sei o nome (e nem diploma peguei).

Também achei que o curso de Filosofia foi o que mais me agregou, foi um divisor de águas pra mim e abriu minha cabeça pra muita coisa que eu sei hoje e que faço no meu trabalho. O nível superior não me ajudou nem a conseguir um salário melhor ou pior.

Também concordo com Aristóteles (e já até soltei essa frase aqui no fórum há um tempo). Me lembro até de uma palestra do Ted Simon onde ele diz que “as pessoas não compram o que você faz, compram o porquê você faz”. (Tem uma boa semelhança com a frase do Aristóteles.)

D

kicolobo:
Eu pensava assim também sabe diogogama, mas aí eu me questiono o seguinte: este órgão fiscalizador vai definir o que é melhor ou pior de que maneira?
Todo sistema precisa ser orientado a objetos? O que deve ser usado? Como devemos trabalhar? Todas estas coisas nós vemos mudar literalmente da água pro vinho (e às vezes de volta pra água) a cada dois, três anos. Como ele poderia monitorar as coisas de forma correta?

Sabe o que eu realmente acho que iria ajudar? Não um órgão fiscalizador que defina como trabalhar, quais salários, etc, mas sim uma tomada geral de consciência a respeito da responsabilidade envolvida no ato de desenvolver. Se um engenheiro, por exemplo, ferra um prédio, ele é penalizado: então nós temos uma qualidade de construção hoje aceitável (prédio quando cai é notícia de jornal, e não fato corriqueiro, o que comprova isto). Com relação ao valor, o mercado cuidaria disto. Trabalho é de qualidade? Bem pago. Trabalho ruim? Você se queima.

E outra: sobre este órgão, me pergunto outra coisa. O que garantiria que este não se tornasse a legalização de um cartel de grandes empresas de desenvolvimento? Este é um risco corrente. Muitos dizem: “ah, mas nós fiscalizariamos!”. Mentira. Você tem seus problemas diários, suas coisas em casa pra resolver e esta empolgação política raríssimas vezes dura mais que alguns prejuízos que você tomou por estar fiscalizando ao invés de resolvendo estas questões.

Aí a coisa muda: hoje há esta falsa impressão de que programar é fácil. “Crie uma app e fique milionário, abra uma startup, é fácil!”
Não, não é. E a tomada de consciência tem de vir de nós, não do cliente. É nosso papel isto: mas vem cá. Vocês vêem isto rolando? Eu não. Muito pouco aliás.

Perfeito, só acho que são pontos diferentes…

É a história do sofá… O marido pega a mulher com o amante no sofá e diz que nunca mais eles farão isso, então joga o sofá pela janela… rs…

Acredito que possa haver corrupção, mas aí é uma outra discussão, não tiramos o sistema presidencialista porque o presidente rouba, trocamos o presidente… Sacou?

Outra coisa, já dizia um cara que adimiro que uma coisa que cada um mede o tamanho não existe, por exemplo bom-senso e consciência… você acha que devem ter bom-senso e consciência, mas qual está certa, a sua? a minha?

A idéia, penso eu, é realmente padronizar isso… deixar claro qual é o bom-senso e consciência…

Quanto a questão de qual vai ser, pra isso existe a comunidade… acredito eu que seria interessante a comunidade direcionar as regras, e o órgão seria fiscalizador e não regulador… A comunidade ditaria as regras e o órgão se preocupava em homologar e fazer-se cumprir…

Vlw.

A

diogogama:
kicolobo:
Eu pensava assim também sabe diogogama, mas aí eu me questiono o seguinte: este órgão fiscalizador vai definir o que é melhor ou pior de que maneira?
Todo sistema precisa ser orientado a objetos? O que deve ser usado? Como devemos trabalhar? Todas estas coisas nós vemos mudar literalmente da água pro vinho (e às vezes de volta pra água) a cada dois, três anos. Como ele poderia monitorar as coisas de forma correta?

Sabe o que eu realmente acho que iria ajudar? Não um órgão fiscalizador que defina como trabalhar, quais salários, etc, mas sim uma tomada geral de consciência a respeito da responsabilidade envolvida no ato de desenvolver. Se um engenheiro, por exemplo, ferra um prédio, ele é penalizado: então nós temos uma qualidade de construção hoje aceitável (prédio quando cai é notícia de jornal, e não fato corriqueiro, o que comprova isto). Com relação ao valor, o mercado cuidaria disto. Trabalho é de qualidade? Bem pago. Trabalho ruim? Você se queima.

E outra: sobre este órgão, me pergunto outra coisa. O que garantiria que este não se tornasse a legalização de um cartel de grandes empresas de desenvolvimento? Este é um risco corrente. Muitos dizem: “ah, mas nós fiscalizariamos!”. Mentira. Você tem seus problemas diários, suas coisas em casa pra resolver e esta empolgação política raríssimas vezes dura mais que alguns prejuízos que você tomou por estar fiscalizando ao invés de resolvendo estas questões.

Aí a coisa muda: hoje há esta falsa impressão de que programar é fácil. “Crie uma app e fique milionário, abra uma startup, é fácil!”
Não, não é. E a tomada de consciência tem de vir de nós, não do cliente. É nosso papel isto: mas vem cá. Vocês vêem isto rolando? Eu não. Muito pouco aliás.

Perfeito, só acho que são pontos diferentes…

É a história do sofá… O marido pega a mulher com o amante no sofá e diz que nunca mais eles farão isso, então joga o sofá pela janela… rs…

Acredito que possa haver corrupção, mas aí é uma outra discussão, não tiramos o sistema presidencialista porque o presidente rouba, trocamos o presidente… Sacou?

Outra coisa, já dizia um cara que adimiro que uma coisa que cada um mede o tamanho não existe, por exemplo bom-senso e consciência… você acha que devem ter bom-senso e consciência, mas qual está certa, a sua? a minha?

A idéia, penso eu, é realmente padronizar isso… deixar claro qual é o bom-senso e consciência…

Quanto a questão de qual vai ser, pra isso existe a comunidade… acredito eu que seria interessante a comunidade direcionar as regras, e o órgão seria fiscalizador e não regulador… A comunidade ditaria as regras e o órgão se preocupava em homologar e fazer-se cumprir…

Vlw.

Não vejo vantagem nisso, a não ser implantar uma reserva de mercado.
Como já foi dito acima, desenvolver envolve mais a capacidade de pensamento lógico abstrato, do que simplesmente codificar.
Não me consta que isso seja ensinado somente em cursos de informática, muito pelo contrário.

K

diogogama:
kicolobo:
Eu pensava assim também sabe diogogama, mas aí eu me questiono o seguinte: este órgão fiscalizador vai definir o que é melhor ou pior de que maneira?
Todo sistema precisa ser orientado a objetos? O que deve ser usado? Como devemos trabalhar? Todas estas coisas nós vemos mudar literalmente da água pro vinho (e às vezes de volta pra água) a cada dois, três anos. Como ele poderia monitorar as coisas de forma correta?

Sabe o que eu realmente acho que iria ajudar? Não um órgão fiscalizador que defina como trabalhar, quais salários, etc, mas sim uma tomada geral de consciência a respeito da responsabilidade envolvida no ato de desenvolver. Se um engenheiro, por exemplo, ferra um prédio, ele é penalizado: então nós temos uma qualidade de construção hoje aceitável (prédio quando cai é notícia de jornal, e não fato corriqueiro, o que comprova isto). Com relação ao valor, o mercado cuidaria disto. Trabalho é de qualidade? Bem pago. Trabalho ruim? Você se queima.

E outra: sobre este órgão, me pergunto outra coisa. O que garantiria que este não se tornasse a legalização de um cartel de grandes empresas de desenvolvimento? Este é um risco corrente. Muitos dizem: “ah, mas nós fiscalizariamos!”. Mentira. Você tem seus problemas diários, suas coisas em casa pra resolver e esta empolgação política raríssimas vezes dura mais que alguns prejuízos que você tomou por estar fiscalizando ao invés de resolvendo estas questões.

Aí a coisa muda: hoje há esta falsa impressão de que programar é fácil. “Crie uma app e fique milionário, abra uma startup, é fácil!”
Não, não é. E a tomada de consciência tem de vir de nós, não do cliente. É nosso papel isto: mas vem cá. Vocês vêem isto rolando? Eu não. Muito pouco aliás.

Perfeito, só acho que são pontos diferentes…

É a história do sofá… O marido pega a mulher com o amante no sofá e diz que nunca mais eles farão isso, então joga o sofá pela janela… rs…

Acredito que possa haver corrupção, mas aí é uma outra discussão, não tiramos o sistema presidencialista porque o presidente rouba, trocamos o presidente… Sacou?

Outra coisa, já dizia um cara que adimiro que uma coisa que cada um mede o tamanho não existe, por exemplo bom-senso e consciência… você acha que devem ter bom-senso e consciência, mas qual está certa, a sua? a minha?

A idéia, penso eu, é realmente padronizar isso… deixar claro qual é o bom-senso e consciência…

Quanto a questão de qual vai ser, pra isso existe a comunidade… acredito eu que seria interessante a comunidade direcionar as regras, e o órgão seria fiscalizador e não regulador… A comunidade ditaria as regras e o órgão se preocupava em homologar e fazer-se cumprir…

Vlw.

A história da informática e do desenvolvimento de software gera riquezas imensas devido à criatividade dos envolvidos.
De que forma esta padronização não ferraria tudo?
Aliás, o que seria padronizado?

R

É exatamente esse o cerne da discussão. Se repararmos bem, a inovação vem justamente da quebra de padrões, e não do estabelecimento dos mesmos.

Alguém consegue imaginar o que seria do BigData se tivéssemos uma norma técnica estabelecendo “persistência deve ser feita com bancos de dados relacionais” ?
E o que seriam das metodologias ágeis se tivéssemos uma norma técnica “oficializando” o waterfall ?
E como seriam regulados os cargos e atribuições ? Será que qualquer “fazedor de site” passaria a ter que manter programador, analista de infra, analista de teste, dba, balblalba ?

Enfim, a única justificativa que eu consigo enxergar nisso tudo é a famosa reserva de mercado. E na minha opinião, reserva de mercado só favorece os medíocres e prejudica os bons autodidatas. Até mesmo porque a proporção de diplomados em CC e SI sem o mínimo de preparo e os raros bons autodidatas é muito maior.

D

Desculpe, mas nao acho que regulamentação impede inovação… Se voce acha isso, creio que voce tenha que pensar fora da caixa… Rs…

A construção civil deixa de inovar? A engenharia elétrica? A robótica?

Então, vcs citaram filosofia… Eu vou orar o direito… Ele é altamente regulado, mas a toda hora se reinventa… E aí?

Mas concordo que o grande X seja como seria essa regulamentação… Como disse talvez com a escolha partindo da comunidade…

L

Eu ia responder no artigo mas vi que era de 2010 hehehe então vou comentar aqui.

Apesar de eu concordar que estudo = conhecimento = melhor remuneração, achei extremamente desonesto justificar os baixos salários nacionais citando uma remuneração de um profissional especializado do mercado americano.
Se tivesse sido apresentado um profissional local, que deve existir, se não em HFT, em outra área, com uma remuneração boa em R$, daria mais credibilidade ao artigo.

Poderia fazer um contra-argumento ao artigo afirmando que um profissional “commodity” nos Estados Unidos ganha em inicio de carreira um salário que consegue viver com conforto e lazer, e mesmo se eu ignorar o fato desse profissional ganhar em uma moeda mais valorizada, com um poder de compra maior, ainda sim estaria sendo melhor remunerado do que aqui.

Tendo dito isso concordo com a ideia de que se especializando tu vai ser melhor valorizado, isso em qualquer lugar. Agora, provavelmente um profissional com determinada especialização vai acabar saindo do país pois o mesmo não tem condições de manter esse profissional aqui, seja por diferença na remuneração ou outros fatores como oferecer uma melhor qualidade de vida, segurança e etc.

Sem entrar muito em política, o mercado nacional é ferrado pelo estado com a alta carga tributária(empresas pequenas são as que mais sentem isso), consequentemente os salários ficam mais baixos, e o custo de vida mais alto. Acredito que a regulamentação serviria só pra atrapalhar mais o desenvolvimento da profissão no país, o que precisa rever são as cargas tributárias e abrir mais o mercado.

R

diogogama:
Desculpe, mas nao acho que regulamentação impede inovação… Se voce acha isso, creio que voce tenha que pensar fora da caixa… Rs…

A construção civil deixa de inovar? A engenharia elétrica? A robótica?

Então, vcs citaram filosofia… Eu vou orar o direito… Ele é altamente regulado, mas a toda hora se reinventa… E aí?

Mas concordo que o grande X seja como seria essa regulamentação… Como disse talvez com a escolha partindo da comunidade…

Poderia citar alguma?

A

Como exatamente você entende que aconteceria essa tomada de consciência? O que seria isto na prática?

Vejo que hoje há tanta vaga disponível, que mesmo os maus profissionais conseguem emprego com facilidade.
O que eu imagino que aconteça é que (no fim) os bons profissionais consigam as melhores vagas e os medíocres e maus fiquem estagnados nas piores.

kicolobo:

E a tomada de consciência tem de vir de nós, não do cliente. É nosso papel isto: mas vem cá. Vocês vêem isto rolando? Eu não. Muito pouco aliás.

Eu acredito que para ser efetivo, essa consciência tenha que vir do cliente sim.

O maior critério de escolha que vejo hoje é o preço da consultoria que contratam.
Não entendo que para um mecânico, um barbeiro, um restaurante você escolhe os seus de confiança, mas investe milhares de reais na consultoria mais barata.

Um bom exemplo nessa área é a indústria farmacêutica.
Para alguns segmentos, vários laboratórios diferentes promovem eventos entre eles, para discutirem seus sistemas e fornecedores.
Ou seja: se você se queima com um dos laboratórios, se queima com todos.
Vi empresa que era quase líder de mercado perder 80% dos seus clientes por ter se queimado com um cliente

Talvez o que possa partir de nós, seja fornecer uma forma fácil do cliente avaliar a qualidade dos profissionais, baseado em experiências anteriores?

V

Também acredito que melhor seus diplomas, conhecimento, blá blá, melhor seu salário. MAS temos que diferenciar um pouquinho:

Diploma: Apenas irá ter alguma utilidade no seu início de carreira, será empregado por ter bons diplomas, ser graduado, pós-graduado, etc. Mas ainda vem outra coisa: Ninguém contrata um programador sem ele mostrar o que já fez, mas isso é outro assunto.

Mas o que irá te manter ou melhorar seu salário mesmo é o conhecimento, ou seja, a sua qualificação. Bosta nenhuma vale se você não consegue resolver problemas básicos do dia a dia da programação, não tem uma visão boa do horizonte que se estende a programação, não basta só saber Java, vai muito mais além… É como um graduado em CC que não consegue resolver um FizzBuzz:

http://www.codinghorror.com/blog/2013/04/so-you-dont-want-to-be-a-programmer-after-all.html

Sem ser orgulhoso, mas, consigo resolver em 5 minutos. E nem no ensino médio estou…

Confiram também: http://blogoscoped.com/archive/2005-08-24-n14.html

H

Tem muito sênior bom que minha empresa não contrata por falta de diploma. Cuidado com esse pensamento. Diploma ajuda em toda a carreira.

A

Hebert Coelho:

Tem muito sênior bom que minha empresa não contrata por falta de diploma. Cuidado com esse pensamento. Diploma ajuda em toda a carreira.

Se o cara é um bom sênior, e sua empresa não contrata por ele não ter diploma, acho que quem tá perdendo é sua empresa.

Um bom sênior. mesmo sem diploma, desempregado não fica.
Porém, com certeza não vai ser tão simples para ele chegar lá (ser sênior).

H

AbelBueno:
Hebert Coelho:

Tem muito sênior bom que minha empresa não contrata por falta de diploma. Cuidado com esse pensamento. Diploma ajuda em toda a carreira.

Se o cara é um bom sênior, e sua empresa não contrata por ele não ter diploma, acho que quem tá perdendo é sua empresa.

Um bom sênior. mesmo sem diploma, desempregado não fica.
Porém, com certeza não vai ser tão simples para ele chegar lá (ser sênior).

Não disse que concordo com isso, mas sim que tem empresas que adotam essa prática.

Se estiver no contrato de seu cliente que todos seus funcionários precisam ter diploma, oq vc vai fazer?

Eu conheço um cara que ñ tem cv e ele me humilha fácil em conhecimento java. [=

A

Sei que existem. Mas acredito que elas acabam saindo perdendo com essa filosofia.

Falando num fórum, da boca pra fora, é fácil responder que não nos sujeitamos a restrições do cliente.
Mas acho que há limites até onde o cliente pode opinar nisso.
Nessa hora você pode deixar claro que quem escolhe seus funcionários é você, já que você é o especialista no assunto.

E se o cliente não aceitar? Ou você perde o cliente ou você não contrata o cara.

Mas se a essa última condição acontecer, ainda acho que o senior está melhor sem eles.

Hebert Coelho:

Eu conheço um cara que ñ tem cv e ele me humilha fácil em conhecimento java. [=

Não acho que seja raro não-formados renderem mais do que formados, por uma série de motivos:

  • A área é relativamente nova, então tem gente que migrou pra ela antes das faculdades chegarem.
  • A incrível quantidade de UNIESQUINAs que formam profissionais mal-preparados todo ano.
  • A quantidade de bom material disponível na internet que alguém bem dedicado pode aproveitar pra estudar.
Y

Sei que existem. Mas acredito que elas acabam saindo perdendo com essa filosofia.

Falando num fórum, da boca pra fora, é fácil responder que não nos sujeitamos a restrições do cliente.
Mas acho que há limites até onde o cliente pode opinar nisso.
Nessa hora você pode deixar claro que quem escolhe seus funcionários é você, já que você é o especialista no assunto.

E se o cliente não aceitar? Ou você perde o cliente ou você não contrata o cara.

Mas se a essa última condição acontecer, ainda acho que o senior está melhor sem eles.

Cara, não discordo de você, mas acho que alguns pontos podem confundir os menos experientes.

Primeiro, sou contra a regulamentação, principalmente pelos demais casos de regulamentações que temos e em que nada, ou muito pouco, beneficiam os profissionais e ainda enchem as burras de vagabundos que não fazem nada e cobram as anuidades. Salvo exceções como CRM, CREA e OAB, se é que são exceções, as outras são inúteis quando não atrapalham. CRC, CRA, CORE, CRECI e o que mais possa haver dessas siglas são órgãos que funcionam exclusivamente para cobrar taxas e tem muito pouco, ou nenhuma, influência benéfica no dia-a-adia do profissional.

E mesmo as três que eu citeu como exceções, são mais famosas por defenderem os os maus profissionais associados do que um dia terem feito algo de bom pelos bons profissionais. CRM, quando aparece aparece pra defender médico fazendo merda. CREA a mesma coisa.

Por outro lado deve-se ter cuidado em distinguir que defender a não obrigatoriedade por lei do diploma não é defender que o caminho acadêmico seja ruim. Pelo contrário, uma faculdade é o melhor e mais simples caminho para quem quer entrar na nossa profissão.

Podemos sugerir a quem contrata não usar o diploma como requisito primordial na contratação. Mas nunca, nunca mesmo, devemos dizer a quem está começando para não buscar a educação formal.

Eu, sinceramente, não gosto da ideia da regulamentação, principalmente exigindo diploma, mas também não gosto do desmerecimento que alguns dão a ele.

Y

Só concluindo: quando eu digo dar valor ao diploma eu quero dizer ao que ele representa, não ao pedaço de papel.

Quero dizer dar valor ao conhecimento adquirido em instituição séria de ensino, não dar valor a quem conseguiu o diploma se valendo do trabalho dos outros, tirando seis aqui e ali e pondo o nome do trabalho dos colegas ou se responsabilizando, porcamente, pela “documentação” dos trabalhos.

R

Hebert Coelho:
AbelBueno:
Hebert Coelho:

Tem muito sênior bom que minha empresa não contrata por falta de diploma. Cuidado com esse pensamento. Diploma ajuda em toda a carreira.

Se o cara é um bom sênior, e sua empresa não contrata por ele não ter diploma, acho que quem tá perdendo é sua empresa.

Um bom sênior. mesmo sem diploma, desempregado não fica.
Porém, com certeza não vai ser tão simples para ele chegar lá (ser sênior).

Não disse que concordo com isso, mas sim que tem empresas que adotam essa prática.

Se estiver no contrato de seu cliente que todos seus funcionários precisam ter diploma, oq vc vai fazer?

Eu conheço um cara que ñ tem cv e ele me humilha fácil em conhecimento java. [=

Pois, imagina se tiver uma lei ou um órgão impondo essa restrição. Chega a ser inconstitucional.

D

Rodrigo.Rocha:
diogogama:
Desculpe, mas nao acho que regulamentação impede inovação… Se voce acha isso, creio que voce tenha que pensar fora da caixa… Rs…

A construção civil deixa de inovar? A engenharia elétrica? A robótica?

Então, vcs citaram filosofia… Eu vou orar o direito… Ele é altamente regulado, mas a toda hora se reinventa… E aí?

Mas concordo que o grande X seja como seria essa regulamentação… Como disse talvez com a escolha partindo da comunidade…

Poderia citar alguma?

Claro, meu pai por exemplo, impetrou um mandato de segurança para que num processo fosse aceito pela primeira vez na história do Brasil um detector de mentiras para um acusado de um crime que jurava inocência…

Vamos para outro exemplo… o Crea/Confeas, nasceu em 1933, você acha que Oscar Niemeyer deixou de inovar??? Lembrando que ele só pegou seu diploma em 1934…

Então, sim, não acho que fiscalização impede inovação…

D

Isso que é uma discussão improdutiva… todas as vezes que surge a questão da fiscalização sempre vem essa mesma conversinha fiada sobre diploma ser ou não importante…

A verdade é que diploma é importante, mas não determinante e além disso, o tópico se refere a outra coisa…

A preocupação é só se o cara vai ser obrigado ou não a fazer uma faculdade… Na verdade os órgãos de fiscalização não existem apenas pra cobrar diploma não… vocês sempre caem nesse ponto como se fosse o único e mais importante da legalização da profissão… pelo amor de Deus…

A legalização vai poder cobrar mais, dar mais segurança para o cliente… essas coisas… padronizar esse monte de merda que pegamos por aí… existem empresas que tem um projeto, passam 2 anos fazendo o projeto e depois precisam de 3 para arrumar porque o cara fez merda, pediu conta e está em outro lugar… agora já pensou um engenheiro fazer isso??? um médico??? E vocês preocupados se vai ou não cobrar diploma???

acho que o grande ponto não é o diploma… porque quem está na área e gosta mesmo, ou já tem ou está pensando em ter… quem bate nesse ponto como argumento de não cobrar e tal e que não tem diploma, eu acho que tem é preguiça pra tirar…

vlw…

R

Veja bem diogogama, isso o que você está propondo é exatamente o que as certificaçõs CMMI e MPS-Br (não sei se há outras) tentaram e ainda tentam fazer na área de software, e na prática, isso não resolve a vida de ninguém. Primeiro, de maneira geral, as empresas acabam se submentendo à burocracia somente para obter a certificação. Segundo, porque essas certificações avaliam a “qualidade do processo”, e qualidade do processo não garante qualidade do produto.

O bom dessas discussões é que ao procurar referências acabamos encontrado alguns textos interessantes. Veja que até quem vende ISO-9001 alerta que seguir normas e certificações cegamente mais atrapalha do que ajuda:

http://www.quality.eng.br/img_diversos/artigo_58.pdf

Gostei especialmente desse trecho:

“Procedimentos justificados como sendo ?da ISO? e que não simplificam a rotina das pessoas”.

Enfim, pode-se criar a regulamentação que for, o padrão que for. Nada disso vai garantir aos clientes: qualidade do produto desenvolvido, que o produto desenvolvido atenda as necessidades dos clientes e muito menos que o cliente vai obter o retorno do investimento.

R

Hoje saiu no jornal as profissões com maiores salários. Advinha qual a profissão que se destacou com salários a partir de R$8.000,00?

Inventor de aplicativos. :smiley:

R

diogogama:
Isso que é uma discussão improdutiva… todas as vezes que surge a questão da fiscalização sempre vem essa mesma conversinha fiada sobre diploma ser ou não importante…

A verdade é que diploma é importante, mas não determinante e além disso, o tópico se refere a outra coisa…

A preocupação é só se o cara vai ser obrigado ou não a fazer uma faculdade… Na verdade os órgãos de fiscalização não existem apenas pra cobrar diploma não… vocês sempre caem nesse ponto como se fosse o único e mais importante da legalização da profissão… pelo amor de Deus…

A legalização vai poder cobrar mais, dar mais segurança para o cliente… essas coisas… padronizar esse monte de merda que pegamos por aí… existem empresas que tem um projeto, passam 2 anos fazendo o projeto e depois precisam de 3 para arrumar porque o cara fez merda, pediu conta e está em outro lugar… agora já pensou um engenheiro fazer isso??? um médico??? E vocês preocupados se vai ou não cobrar diploma???

acho que o grande ponto não é o diploma… porque quem está na área e gosta mesmo, ou já tem ou está pensando em ter… quem bate nesse ponto como argumento de não cobrar e tal e que não tem diploma, eu acho que tem é preguiça pra tirar…

vlw…

Não sabia que quando uma obra não é entregue no prazo e os clientes saem prejudicados o engenheiro é punido.

A

Repassando um dos bons conselhos que já recebi: “Esteja preparado quando a oportunidade surgir”.
Abraços

R

Não acho que programador ganha mal, mas começar ganhando 8 mil tb é conversa fiada.

Agora querer comparar programação com engenheiros de prédios que abrigam pessoas, ou advogados que livram mensaleiros da cadeia, é um pouco demais, não acha?

A

Rodrigo.Rocha:
Não acho que programador ganha mal, mas começar ganhando 8 mil tb é conversa fiada.

Agora querer comparar programação com engenheiros de prédios que abrigam pessoas, ou advogados que livram mensaleiros da cadeia, é um pouco demais, não acha?


Acho improdutivo e desnecessário fazer esse tipo de comparação, até porquê um advogado desses não é um cara iniciante, muito pelo contrário.
Seria querer comparar um programador de HFT ou da NASA com um advogado recém formado, não teria sentido nenhum!

R

A H Gusukuma:
Rodrigo.Rocha:
Não acho que programador ganha mal, mas começar ganhando 8 mil tb é conversa fiada.

Agora querer comparar programação com engenheiros de prédios que abrigam pessoas, ou advogados que livram mensaleiros da cadeia, é um pouco demais, não acha?


Acho improdutivo e desnecessário fazer esse tipo de comparação, até porquê um advogado desses não é um cara iniciante, muito pelo contrário.
Seria querer comparar um programador de HFT ou da NASA com um advogado recém formado, não teria sentido nenhum!

Na verdade, está cheio de recém formados na NASA e em WallStreet. Só que eles são engenheiros e analistas quantitativos, e não programadores.

A

Rodrigo.Rocha:
A H Gusukuma:
Rodrigo.Rocha:
Não acho que programador ganha mal, mas começar ganhando 8 mil tb é conversa fiada.

Agora querer comparar programação com engenheiros de prédios que abrigam pessoas, ou advogados que livram mensaleiros da cadeia, é um pouco demais, não acha?


Acho improdutivo e desnecessário fazer esse tipo de comparação, até porquê um advogado desses não é um cara iniciante, muito pelo contrário.
Seria querer comparar um programador de HFT ou da NASA com um advogado recém formado, não teria sentido nenhum!

Na verdade, está cheio de recém formados na NASA e em WallStreet. Só que eles são engenheiros e analistas quantitativos, e não programadores.


Cara, você entendeu.
Uma pergunta você é programador ou advogado? hehehe

R

A H Gusukuma:

Cara, você entendeu.
Uma pergunta você é programador ou advogado? hehehe

Nenhum dos dois.

Sei programar mas não considero uma profissão, da mesma forma que saber escrever não torna alguém um profissional de letras. :wink:

A

Rodrigo.Rocha:
A H Gusukuma:

Cara, você entendeu.
Uma pergunta você é programador ou advogado? hehehe

Nenhum dos dois.

Sei programar mas não considero uma profissão, da mesma forma que saber escrever não torna alguém um profissional de letras. ;)


Não ficou claro, a sua profissão não é programador, ou, você não considera programação uma profissão?

R

A H Gusukuma:

Não ficou claro, a sua profissão não é programador, ou, você não considera programação uma profissão?

Eu não ganho pra programar, portanto não sou programador. Ficou mais claro agora?

A

Rodrigo.Rocha:
A H Gusukuma:

Não ficou claro, a sua profissão não é programador, ou, você não considera programação uma profissão?

Eu não ganho pra programar, portanto não sou programador. Ficou mais claro agora?

Ficou, é claro. Obrigado por esclarecer.
Mas, para ser um programador não é preciso ser profissional, basta saber programar. É claro que depende do quanto programa.

R

Ah sim, pensei que estivesse perguntando minha profissão.

Neste caso sou programador, escritor, contador, jogador… :slight_smile:

A

Rodrigo.Rocha:
A H Gusukuma:

Ficou, é claro. Obrigado por esclarecer.
Mas, para ser um programador não é preciso ser profissional, basta saber programar. É claro que depende do quanto programa.

Ah sim, pensei que estivesse perguntando minha profissão.

Neste caso sou programador, escritor, contador, jogador… :)

Conhece aquela anedota do cara que concorda com tudo ou discorda de tudo?

M

Rodrigo.Rocha:
A H Gusukuma:

Cara, você entendeu.
Uma pergunta você é programador ou advogado? hehehe

Nenhum dos dois.

Sei programar mas não considero uma profissão, da mesma forma que saber escrever não torna alguém um profissional de letras. ;)

Programar é sim uma profissão ! Agora como em qualquer setor existem os AMADORES.

Nesse caso a frase acima na verdade seria :

Sei programar mas não sou PROFISSIONAL . Sou AMADOR!

A

misterzire:
Rodrigo.Rocha:
A H Gusukuma:

Cara, você entendeu.
Uma pergunta você é programador ou advogado? hehehe

Nenhum dos dois.

Sei programar mas não considero uma profissão, da mesma forma que saber escrever não torna alguém um profissional de letras. ;)

Programar é sim uma profissão ! Agora como em qualquer setor existem os AMADORES.

Nesse caso a frase acima na verdade seria :

Sei programar mas não sou PROFISSIONAL . Sou AMADOR!


Eu complemento: ser profissional não significa necessariamente programar melhor que um amador, e, vice-versa!

J

A H Gusukuma:
misterzire:
Rodrigo.Rocha:
A H Gusukuma:

Cara, você entendeu.
Uma pergunta você é programador ou advogado? hehehe

Nenhum dos dois.

Sei programar mas não considero uma profissão, da mesma forma que saber escrever não torna alguém um profissional de letras. ;)

Programar é sim uma profissão ! Agora como em qualquer setor existem os AMADORES.

Nesse caso a frase acima na verdade seria :

Sei programar mas não sou PROFISSIONAL . Sou AMADOR!


Eu complemento: ser profissional não significa necessariamente programar melhor que um amador, e, vice-versa!

Trocando a palavra “amador” por “menos técnico”, isso é verdade, quando se enxerga o negócio acima da tecnologia.

Y

javaflex:

Trocando a palavra “amador” por “menos técnico”, isso é verdade, quando se enxerga o negócio acima da tecnologia.

Isso não tem nada a ver com profissional ou amador. Essa é uma obrigação de qualquer profissional (não do amador, pois afinal amador faz o que quiser já que faz só por que gosta e não ganha dinheiro com isso). Mas enxergar negócio acima de tecnologia é a diferença entre um bom e um mau profissional.

J

YvGa:
javaflex:

Trocando a palavra “amador” por “menos técnico”, isso é verdade, quando se enxerga o negócio acima da tecnologia.

Isso não tem nada a ver com profissional ou amador. Essa é uma obrigação de qualquer profissional (não do amador, pois afinal amador faz o que quiser já que faz só por que gosta e não ganha dinheiro com isso). Mas enxergar negócio acima de tecnologia é a diferença entre um bom e um mau profissional.

exatamente! Um exemplo são musicos amadores que muitas vezes manjam muito mais que musicos profissionais que tocam com essas bandinhas de sucesso de uma musica só! Enxergar o negócio não tem nada a ver.

Um bom empresário pode não entender nada de nada, como pode ser especialista em algum assunto e também pode ter dezenas de negócios diferentes. Ele precisa conhecer o MERCADO e saber basicamente colocar as pessoas certas nos lugares certos. Óbvio que se fosse fácil e simples assim, todos seriam empresários…

J

jmmenezes:
YvGa:
javaflex:

Trocando a palavra “amador” por “menos técnico”, isso é verdade, quando se enxerga o negócio acima da tecnologia.

Isso não tem nada a ver com profissional ou amador. Essa é uma obrigação de qualquer profissional (não do amador, pois afinal amador faz o que quiser já que faz só por que gosta e não ganha dinheiro com isso). Mas enxergar negócio acima de tecnologia é a diferença entre um bom e um mau profissional.

exatamente! Um exemplo são musicos amadores que muitas vezes manjam muito mais que musicos profissionais que tocam com essas bandinhas de sucesso de uma musica só! Enxergar o negócio não tem nada a ver.

Um bom empresário pode não entender nada de nada, como pode ser especialista em algum assunto e também pode ter dezenas de negócios diferentes. Ele precisa conhecer o MERCADO e saber basicamente colocar as pessoas certas nos lugares certos. Óbvio que se fosse fácil e simples assim, todos seriam empresários…


Exatamente, por isso troquei a palavra “amador” por outra na frase do colega.

Só esclarecendo: O que eu quis dizer com Negócio está relacionado ao Negócio do cliente, não com empreendedorismo próprio.

R

misterzire:
Rodrigo.Rocha:
A H Gusukuma:

Cara, você entendeu.
Uma pergunta você é programador ou advogado? hehehe

Nenhum dos dois.

Sei programar mas não considero uma profissão, da mesma forma que saber escrever não torna alguém um profissional de letras. ;)

Programar é sim uma profissão ! Agora como em qualquer setor existem os AMADORES.

Nesse caso a frase acima na verdade seria :

Sei programar mas não sou PROFISSIONAL . Sou AMADOR!

O que é um escritor profissional pra vc?

Pra mim é quem publica livros. Se você não publica livros, não é um escritor. Não existe meio termo.

Da mesma forma eu digo que não existe programador profissional, e sim pessoas que publicam software.

Quando se fala em programador como profissão, geralmente nos referimos a papéis intermerdiários (especificadores, implementadores, testers). Estes são profissionais de informática, e não “programador profissional”.

R

A H Gusukuma:

Conhece aquela anedota do cara que concorda com tudo ou discorda de tudo?

Não… Conta pra nós.

A

Rodrigo.Rocha:
A H Gusukuma:

Conhece aquela anedota do cara que concorda com tudo ou discorda de tudo?

Não… Conta pra nós.


Sinto muito, essa só tem graça se for contada por um profissional!

Y

Rodrigo.Rocha:
misterzire:
Rodrigo.Rocha:
A H Gusukuma:

Cara, você entendeu.
Uma pergunta você é programador ou advogado? hehehe

Nenhum dos dois.

Sei programar mas não considero uma profissão, da mesma forma que saber escrever não torna alguém um profissional de letras. ;)

Programar é sim uma profissão ! Agora como em qualquer setor existem os AMADORES.

Nesse caso a frase acima na verdade seria :

Sei programar mas não sou PROFISSIONAL . Sou AMADOR!

O que é um escritor profissional pra vc?

Pra mim é quem publica livros. Se você não publica livros, não é um escritor. Não existe meio termo.

Da mesma forma eu digo que não existe programador profissional, e sim pessoas que publicam software.

Quando se fala em programador como profissão, geralmente nos referimos a papéis intermerdiários (especificadores, implementadores, testers). Estes são profissionais de informática, e não “programador profissional”.

Profissional,em qualquer area eh quem vive daquilo. Programador profissional eh aquele cuja profissao eh programar.

Amador eh quem faz por esporte ou hobby.

R

YvGa:
Rodrigo.Rocha:
misterzire:
Rodrigo.Rocha:
A H Gusukuma:

Cara, você entendeu.
Uma pergunta você é programador ou advogado? hehehe

Nenhum dos dois.

Sei programar mas não considero uma profissão, da mesma forma que saber escrever não torna alguém um profissional de letras. ;)

Programar é sim uma profissão ! Agora como em qualquer setor existem os AMADORES.

Nesse caso a frase acima na verdade seria :

Sei programar mas não sou PROFISSIONAL . Sou AMADOR!

O que é um escritor profissional pra vc?

Pra mim é quem publica livros. Se você não publica livros, não é um escritor. Não existe meio termo.

Da mesma forma eu digo que não existe programador profissional, e sim pessoas que publicam software.

Quando se fala em programador como profissão, geralmente nos referimos a papéis intermerdiários (especificadores, implementadores, testers). Estes são profissionais de informática, e não “programador profissional”.

Profissional,em qualquer area eh quem vive daquilo. Programador profissional eh aquele cuja profissao eh programar.

Amador eh quem faz por esporte ou hobby.

Antigamente escribas (gente cuja profissão era escrever) tinham influência na sociedade.

Mas o que aconteceu quando a maior parte da população aprendeu a escrever? De repente essas pessoas não puderam mais sobreviver da sua profissão, e com o tempo ela deixou de existir.

Pra viver como escritor hoje só publicando obras completas, e olhe lá.

Acredito que o mesmo processo de extinção vai acontecer com profissionais de informática, só que vai ser muito mais rápido.

Se software se tornar tão pervasivo na sociedade quanto a escrita, ninguém mais vai conseguir viver como codificador, porque qualquer um vai poder codificar. E quando isso acontecer programador como profissão estará com os dias contados.

A

Rodrigo:

Antigamente escribas (gente cuja profissão era escrever) tinham influência na sociedade.

Mas o que aconteceu quando a maior parte da população aprendeu a escrever? De repente essas pessoas não puderam mais sobreviver da sua profissão, e com o tempo ela deixou de existir.

Pra viver como escritor hoje só publicando obras completas, e olhe lá.

Acredito que o mesmo processo de extinção vai acontecer com profissionais de informática, só que vai ser muito mais rápido.

Se software se tornar tão pervasivo na sociedade quanto a escrita, ninguém mais vai conseguir viver como codificador, porque qualquer um vai poder codificar. E quando isso acontecer programador como profissão estará com os dias contados.

Sinceramente, achar que programar é ser um codificador é ter uma visão muito simplista e não levar em consideração uma série de capacitações que um programador precisa ter.
Só para começar a pensar, vamos admitir que alguém saiba programar muito bem, vai fazer um programa para acessar dados bancários? Dados governamentais? Compras online? Ou, vamos ser menos ambiciosos, vai desenvolver um editor de texto para uso pessoal?

Acabei de elaborar um post sobre como alcançar a excelência em programação baseado num artigo do Norvig, que em resumo diz que precisa dedicar uns 10 anos (ou 10.000 horas) para atingir isso. ( link do meu blog abaixo).

Achar que alguém com noções básicas de computação vai substituir um programador com estudos específicos, treinamento e prática me parece despropositado. De duas uma: ou é provocação ou desconhecimento de causa. Se tiver uma outra opção, por favor, me corrija!

L

Rodrigo.Rocha:

Antigamente escribas (gente cuja profissão era escrever) tinham influência na sociedade.

Mas o que aconteceu quando a maior parte da população aprendeu a escrever? De repente essas pessoas não puderam mais sobreviver da sua profissão, e com o tempo ela deixou de existir.

Pra viver como escritor hoje só publicando obras completas, e olhe lá.

Acredito que o mesmo processo de extinção vai acontecer com profissionais de informática, só que vai ser muito mais rápido.

Se software se tornar tão pervasivo na sociedade quanto a escrita, ninguém mais vai conseguir viver como codificador, porque qualquer um vai poder codificar. E quando isso acontecer programador como profissão estará com os dias contados.

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk faz-me rir…
Desculpa, mas pra você ter feito uma comparação deste tipo, suponho que você não desenvolveu NUNCA nada mais do que um gerenciador de estoque e um blog… isso se for muito.

Ps: Me corrija se estiver errado.

R

Rodrigo.Rocha:
YvGa:
Rodrigo.Rocha:
misterzire:
Rodrigo.Rocha:
A H Gusukuma:

Cara, você entendeu.
Uma pergunta você é programador ou advogado? hehehe

Nenhum dos dois.

Sei programar mas não considero uma profissão, da mesma forma que saber escrever não torna alguém um profissional de letras. ;)

Programar é sim uma profissão ! Agora como em qualquer setor existem os AMADORES.

Nesse caso a frase acima na verdade seria :

Sei programar mas não sou PROFISSIONAL . Sou AMADOR!

O que é um escritor profissional pra vc?

Pra mim é quem publica livros. Se você não publica livros, não é um escritor. Não existe meio termo.

Da mesma forma eu digo que não existe programador profissional, e sim pessoas que publicam software.

Quando se fala em programador como profissão, geralmente nos referimos a papéis intermerdiários (especificadores, implementadores, testers). Estes são profissionais de informática, e não “programador profissional”.

Profissional,em qualquer area eh quem vive daquilo. Programador profissional eh aquele cuja profissao eh programar.

Amador eh quem faz por esporte ou hobby.

Antigamente escribas (gente cuja profissão era escrever) tinham influência na sociedade.

Mas o que aconteceu quando a maior parte da população aprendeu a escrever? De repente essas pessoas não puderam mais sobreviver da sua profissão, e com o tempo ela deixou de existir.

Pra viver como escritor hoje só publicando obras completas, e olhe lá.

Acredito que o mesmo processo de extinção vai acontecer com profissionais de informática, só que vai ser muito mais rápido.

Se software se tornar tão pervasivo na sociedade quanto a escrita, ninguém mais vai conseguir viver como codificador, porque qualquer um vai poder codificar. E quando isso acontecer programador como profissão estará com os dias contados.

Na Internet tu acha os manuais de manutenção do carro que tu precisar. Inclusive eu tenho o do meu carro, por curiosidade mesmo.

Aí te pergunto: Tu acha que eu me esforço pra aprender a consertar meu carro pra não ter que gastar com mecânico?

Claro que não né. Não gosto de consertar carros, só gosto de usá-los, portanto pago pra quem goste de consertar…

Comparação infame, mas perfeitamente condizente com a TI.

Apesar de todas as ferramentas surgindo pra abstrair e facilitar o desenvolvimento de software, você acha que todo mundo tem paciência pra passar semanas na frente de um PC desenvolvendo?

Não é todo mundo que tem conhecimentos satisfatíveis de lógica pra desenvolver software.

Pode existir a ferramenta mais maravilhosa e fácil pra desenvolver aplicações, mas você vai continuar tendo que manjar bem de lógica.

Vejo que a área de TI caminha para a especialização. O cara que quer prosperar tem que se especializar em algo. A cada dia surgem novos usos para TI, a cada dia novas áreas do conhecimento necessitam de soluções informatizadas e principalmente especializadas.

Acontece que a área está finalmente amadurecendo e a medíocredade(existe essa palavra? :stuck_out_tongue: ) está deixando de existir…

R

Quanto tempo você gastou estudando pode ser uma medida de excelência para outros programadores, mas não acredito que é uma medida de valor para o mercado.

Como disse o colega, profissional em qualquer area é quem é pago pra fazer algo, e se um número suficiente de pessoas é pago pra codificar, então é codificar o que define programador como profissão.

A

Rodrigo.Rocha:
A H Gusukuma:

Sinceramente, achar que programar é ser um codificador é ter uma visão muito simplista e não levar em consideração uma série de capacitações que um programador precisa ter.
Só para começar a pensar, vamos admitir que alguém saiba programar muito bem, vai fazer um programa para acessar dados bancários? Dados governamentais? Compras online? Ou, vamos ser menos ambiciosos, vai desenvolver um editor de texto para uso pessoal?

Acabei de elaborar um post sobre como alcançar a excelência em programação baseado num artigo do Norvig, que em resumo diz que precisa dedicar uns 10 anos (ou 10.000 horas) para atingir isso. ( link do meu blog abaixo).

Achar que alguém com noções básicas de computação vai substituir um programador com estudos específicos, treinamento e prática me parece despropositado. De duas uma: ou é provocação ou desconhecimento de causa. Se tiver uma outra opção, por favor, me corrija!

Quanto tempo você gastou estudando pode ser uma medida de excelência para outros programadores, mas não acredito que é uma medida de valor para o mercado.

Como disse o colega, profissional em qualquer area é quem vive daquilo, e se um número suficiente de pessoas vive de codificar, então é codificar o que define programador como profissão.


Dá uma procurada por dados estatísticos sobre quanto tempo um programador gasta do seu tempo codificando (média).
Se um cara gastar mais de 20% (na média) codificando, provavelmente ele estará refazendo código, pois não elaborou o suficiente e saiu codificando!

R

Exatamente, e quando todos estiverem fazendo o mesmo, não haverá mais motivo pra existirem mecânicos.

A

Rodrigo.Rocha:
Ruttmann:

Não gosto de consertar carros, só gosto de usá-los, portanto pago pra quem goste de consertar…

Exatamente, e quando todos estiverem fazendo o mesmo, não haverá mais motivo pra existirem mecânicos.


Não seria exatamente o contrário?

R

Editei meu post pra esclarecer o que estou tentando dizer.

A

Rodrigo.Rocha:
A H Gusukuma:

Dá uma procurada por dados estatísticos sobre quanto tempo um programador gasta do seu tempo codificando (média).
Se um cara gastar mais de 20% (na média) codificando, provavelmente ele estará refazendo código, pois não elaborou o suficiente e saiu codificando!

Editei meu post pra esclarecer o que estou tentando dizer.


Entendo o seu ponto de vista, só não concordo com ele!

R

A H Gusukuma:
Rodrigo.Rocha:
Ruttmann:

Não gosto de consertar carros, só gosto de usá-los, portanto pago pra quem goste de consertar…

Exatamente, e quando todos estiverem fazendo o mesmo, não haverá mais motivo pra existirem mecânicos.


Não seria exatamente o contrário?

Talvez, quem gosta de consertar é mecânico né? :smiley:

Mas estava me refeindo aos mecânicos que usavam manuais antes de estarem disponíveis pra todo mundo. Estes vão ter que abrir oficinas ou se contentar com um salário menor.

R

Rodrigo.Rocha:
Ruttmann:

Não gosto de consertar carros, só gosto de usá-los, portanto pago pra quem goste de consertar…

Exatamente, e quando todos estiverem fazendo o mesmo, não haverá mais motivo pra existirem mecânicos.

Não cara.

Nada é tão bom que alguém em algum lugar não vá odiar. Nada é tão legal ao ponto de que todo mundo vá gostar.

A profissão de mecânico nunca vai se extinguir. Eu não gosto de mecânica, não tenho interesse algum em aprender mecânica só pra economizar no conserto do meu carro. Não tenho as “skills” necessárias pra aprender mecânica também.

Do mesmo modo com programação. Não é todo mundo que tem paciência em ficar pensando em lógica de funcionamento, regra de negócio e afins.

Concordo que a tendência para o futuro é ensinar mais lógica e contato com programação nas escolas. A lógica te dá um “up” no raciocínio, te deixa com mais atenção, apura as tuas decisões, ajuda muito com matemática.

Mas não é porque todo mundo vai ser obrigado a aprender lógica, que todo mundo vai se tornar programador.

Tem o Matisse do NetBeans, o WindowBuilder do Eclipse, tem Genexus, tem Visual Studio, um monte de ferramentas que agilizam e muito o desenvolvimento de aplicações.

Hoje em dia se o cara quer fazer um app Desktop pra resolver sistemas lineares, não precisa estudar a fundo a computação. Tá cheio de biblioteca pra ajudar o cara a passar pro computador as regras de escalonamento. Tá cheio de recursos pra fazer uma interface gráfica legal.

Isso eu concordo, é coisa simples, gurizinho de 12 anos consegue fazer na boa, basta se esforçar um pouco.

Mas e cálculos de engenharia? Aeronáutica? Exploração espacial? Isso tudo precisa de gente especializada! Vai ter que ter um cara que manja muito de fundamentos da computação, pra fazer o sistema rodar o mais rápido possível, mesmo tendo que fazer milhões de cálculos por segundo. Tem que ter um cara que entende muito de Matemática, pra elaborar os modelos, os cálculos e fazer a ponte com o programador.

Isso tudo é muito especializado, não é coisa que um usuário comum consiga fazer.

Por isso repito o que disse no post anterior, nosso setor caminha para a especialização. Os medíocres vão notar que o que eles fazem há anos, tem gurizada que faz em casa no final de semana.

Ou se especializa ou cai fora, simples! Mas a área nunca vai “acabar”…

R

Ruttmann:

Mas e cálculos de engenharia? Aeronáutica? Exploração espacial? Isso tudo precisa de gente especializada! Vai ter que ter um cara que manja muito de fundamentos da computação, pra fazer o sistema rodar o mais rápido possível, mesmo tendo que fazer milhões de cálculos por segundo. Tem que ter um cara que entende muito de Matemática, pra elaborar os modelos, os cálculos e fazer a ponte com o programador.

Isso tudo é muito especializado, não é coisa que um usuário comum consiga fazer.

Mas o que faz vc acreditar que algoritmos mais complexos não estarão disponíveis na internet pra qualquer um baixar e usar?

A

Por isso repito o que disse no post anterior, nosso setor caminha para a especialização. Os medíocres vão notar que o que eles fazem há anos, tem gurizada que faz em casa no final de semana.

Ou se especializa ou cai fora, simples! Mas a área nunca vai “acabar”…

Nem tanto assim, nós precisamos mais de “generalistas” do que de especialistas. Estou falando em quantidade. É claro que precisamos mais de especialistas, mas, não significa que precisamos de que a quantidade de especialistas seja maior que a de “generalistas”.
Outra coisa, tenha cuidado em chamar pessoas de “medíocres” baseado em formação profissional, isso é valorizar muito o “ter” em detrimento do “ser”.
Abraços

A

Uma coisa vcs hão de concordar:

Hoje em dia é mais fácil vc dizer que é programador do que mecânico. Mecânico precisa ter empresa aberta, espaço físico, ferramentas, etc, etc. Para se dizer programador, basta um notebook com Eclipse instalado, facinho…

V

Rodrigo.Rocha:
Mas o que faz vc acreditar que algoritmos mais complexos não estarão disponíveis na internet pra qualquer um baixar e usar?

Mas eles estão, pelo menos em sua grande maioria. A questão, é como usar. Um exemplo básico, Quicksort e Mergesort são dois algoritmos que no melhor caso tem sua complexidade medida em O(n log(n)). Qual dos dois é a melhor opção então?
Depende. O quicksort é ligeiramente melhor para quando os dados estão alocados na memória principal (in-place), já o mergesort é muito melhor quando os dados são esparsos e gravados em armazenamento externo, por exemplo, discos rígidos. Há de se lembrar também que o pior caso do quicksort - O(n²) é mais custoso que o pior caso do mergesort - O(n log(n)). Cabe ao desenvolvedor ter ciência de quando usar cada um.

Outro exemplo? A* é um algoritmo de busca heurística do menor caminho. A função de custo dele pode ser escrita como f(x) = g(x) + h(x), onde f(x) é o custo total do algoritmo, g(x) é o custo total do caminho percorrido do ponto inicial até o ponto x e h(x) é o custo da função de heurística do ponto x até o destino. Essa função de heurística deve ser modelada especificamente para o problema em questão, o que demanda do programador um bom domínio do problema geral. É a parte mais sensível do algoritmo.

E isso é apenas uma explicação breve sobre alguns algoritmos que são ensinados na faculdade e que foram criados a mais de 50 anos atrás. Imagina os casos de algoritmos realmente específicos, de aplicações de alto desempenho onde o programador deve codificar o algoritmo “from scratch”? Não basta apenas saber o algoritmo: tem que conhecer sua complexidade, casos de melhor uso, seus drawbacks. Os algoritmos e suas informações adjacentes estão na internet sim, pelo menos boa parte deles, só que essa informação é deveras complexa inclusive para a maioria dos profissionais da área de tecnologia. Para o público leigo então, nem é necessário comentar.

Concordo com o Ruttman. A nossa área está seguindo em direção à maturidade e a especialização.

R

Vina:
Rodrigo.Rocha:
Mas o que faz vc acreditar que algoritmos mais complexos não estarão disponíveis na internet pra qualquer um baixar e usar?

Mas eles estão, pelo menos em sua grande maioria. A questão, é como usar. Um exemplo básico, Quicksort e Mergesort são dois algoritmos que no melhor caso tem sua complexidade medida em O(n log(n)). Qual dos dois é a melhor opção então?
Depende. O quicksort é ligeiramente melhor para quando os dados estão alocados na memória principal (in-place), já o mergesort é muito melhor quando os dados são esparsos e gravados em armazenamento externo, por exemplo, discos rígidos. Há de se lembrar também que o pior caso do quicksort - O(n²) é mais custoso que o pior caso do mergesort - O(n log(n)). Cabe ao desenvolvedor ter ciência de quando usar cada um.

Outro exemplo? A* é um algoritmo de busca heurística do menor caminho. A função de custo dele pode ser escrita como f(x) = g(x) + h(x), onde f(x) é o custo total do algoritmo, g(x) é o custo total do caminho percorrido do ponto inicial até o ponto x e h(x) é o custo da função de heurística do ponto x até o destino. Essa função de heurística deve ser modelada especificamente para o problema em questão, o que demanda do programador um bom domínio do problema geral. É a parte mais sensível do algoritmo.

E isso é apenas uma explicação breve sobre alguns algoritmos que são ensinados na faculdade e que foram criados a mais de 50 anos atrás. Imagina os casos de algoritmos realmente específicos, de aplicações de alto desempenho onde o programador deve codificar o algoritmo “from scratch”? Não basta apenas saber o algoritmo: tem que conhecer sua complexidade, casos de melhor uso, seus drawbacks. Os algoritmos e suas informações adjacentes estão na internet sim, pelo menos boa parte deles, só que essa informação é deveras complexa inclusive para a maioria dos profissionais da área de tecnologia. Para o público leigo então, nem é necessário comentar.

Concordo com o Ruttman. A nossa área está seguindo em direção à maturidade e a especialização.


Quantos programadores foram contratados pra criar uma engine de busca depois que o google publicou seu serviço na internet? Quantos programadores foram contratados para criar uma rede social depois do facebook?

Acho que não muitos.

Portanto cuidado ao dizer que especialização é uma bala de prata. Apesar de permitir que vc se dedique a problemas com mais desafio intelectual, especialização por si só não garante que alguém vai de fato pagar pra ter esses problemas resolvidos.

Obs: Obviamente estou considerando programadores que residem no Brasil. Sua experiência na profissão pode variar caso vc resida na California, New York, ou trabalhe pra NASA.

R

A H Gusukuma:
Por isso repito o que disse no post anterior, nosso setor caminha para a especialização. Os medíocres vão notar que o que eles fazem há anos, tem gurizada que faz em casa no final de semana.

Ou se especializa ou cai fora, simples! Mas a área nunca vai “acabar”…

Nem tanto assim, nós precisamos mais de “generalistas” do que de especialistas. Estou falando em quantidade. É claro que precisamos mais de especialistas, mas, não significa que precisamos de que a quantidade de especialistas seja maior que a de “generalistas”.
Outra coisa, tenha cuidado em chamar pessoas de “medíocres” baseado em formação profissional, isso é valorizar muito o “ter” em detrimento do “ser”.
Abraços

Não citei especialização como fato do profissional ter 300 cursos ou faculdade, comentei pelo “fazer” mesmo, o cara que é especialista em algo e sabe fazer direito, independente de formação.

Nem citei formação profissional, fiz um apanhado geral. E a palavra medíocre não é ofensiva, é sinônimo de mediano.

Eu por exemplo, não me ofendo nem me envergonho de me reconhecer como medíocre. Sou iniciante, tenho muito o que aprender e sou sim medíocre.

R

andre_salvati:
Uma coisa vcs hão de concordar:

Hoje em dia é mais fácil vc dizer que é programador do que mecânico. Mecânico precisa ter empresa aberta, espaço físico, ferramentas, etc, etc. Para se dizer programador, basta um notebook com Eclipse instalado, facinho…

Concordo. Mas por outro lado, e isso é preciso dizer, a internet tb ajudou a tornar mais fácil a publicação de software como serviço.

A questão é se os escribas estão dispostos a mudar de carreira, de meros escritores para publicadores de livros.

V

Rodrigo.Rocha:
Quantos programadores foram contratados pra criar uma engine de busca depois que o google publicou seu serviço na internet? Quantos programadores foram contratados para criar uma rede social depois do facebook?

Acho que não muitos.

Portanto cuidado ao dizer que especialização é uma bala de prata. Apesar de permitir que vc se dedique a problemas com mais desafio intelectual, especialização por si só não garante que alguém vai de fato pagar pra ter esses problemas resolvidos.

Obs: Obviamente estou considerando programadores que residem no Brasil. Sua experiência na profissão pode variar caso vc resida na California, New York, ou trabalhe pra NASA.


O seu pensamento é muito simplista. Não existe um engenheiro especialista em buscas para internet, ou engenheiro especialista em sistemas de redes sociais. Quando o Google foi criado, tanto Sergey Brin como Larry Page eram estudantes de doutorado e suas pesquisas estavam direcionadas para a criação de sistemas de classificação de dados. Eles inclusive publicaram um artigo, pouco antes de fundarem o Google, chamado “The Anatomy of a Large-Scale Hypertextual Web Search Engine.”. Para tanto, até hoje são necessários especialistas nessa área, já que a classificação de dados não-categorizados é o aspecto fundamental do Big Data. A mesma coisa com o facebook, que emprega a teoria dos grafos extensivamente. Grafos são usados em diversas áreas da computação, desde o processamento de imagens, passando pelo desenvolvimento de jogos até a Inteligência Artificial. Então, até hoje são necessários profissionais com esses conhecimentos.

Não levantei a bandeira da especialização a todo o custo aqui. Mas com certeza a especialização é muito melhor que a inércia da maioria dos profissionais da nossa área.

A

Ruttmann:
A H Gusukuma:
Por isso repito o que disse no post anterior, nosso setor caminha para a especialização. Os medíocres vão notar que o que eles fazem há anos, tem gurizada que faz em casa no final de semana.

Ou se especializa ou cai fora, simples! Mas a área nunca vai “acabar”…

Nem tanto assim, nós precisamos mais de “generalistas” do que de especialistas. Estou falando em quantidade. É claro que precisamos mais de especialistas, mas, não significa que precisamos de que a quantidade de especialistas seja maior que a de “generalistas”.
Outra coisa, tenha cuidado em chamar pessoas de “medíocres” baseado em formação profissional, isso é valorizar muito o “ter” em detrimento do “ser”.
Abraços

Não citei especialização como fato do profissional ter 300 cursos ou faculdade, comentei pelo “fazer” mesmo, o cara que é especialista em algo e sabe fazer direito, independente de formação.

Nem citei formação profissional, fiz um apanhado geral. E a palavra medíocre não é ofensiva, é sinônimo de mediano.

Eu por exemplo, não me ofendo nem me envergonho de me reconhecer como medíocre. Sou iniciante, tenho muito o que aprender e sou sim medíocre.


Nem eu fiz essa associação, a maioria dos especialistas são autodidatas principalmente se é numa área nova.
O fato de ser novato não leva à conclusão de que é medíocre.
O fato de não ter (ou não usar) um vocabulário adequado é preocupante. Saia por aí chamando as pessoas de medíocres e vai entender o que estou tentando argumentar.

R

Vina:

O seu pensamento é muito simplista. Não existe um engenheiro especialista em buscas para internet, ou engenheiro especialista em sistemas de redes sociais. Quando o Google foi criado, tanto Sergey Brin como Larry Page eram estudantes de doutorado e suas pesquisas estavam direcionadas para a criação de sistemas de classificação de dados. Eles inclusive publicaram um artigo, pouco antes de fundarem o Google, chamado “The Anatomy of a Large-Scale Hypertextual Web Search Engine.”. Para tanto, até hoje são necessários especialistas nessa área, já que a classificação de dados não-categorizados é o aspecto fundamental do Big Data. A mesma coisa com o facebook, que emprega a teoria dos grafos extensivamente. Grafos são usados em diversas áreas da computação, desde o processamento de imagens, passando pelo desenvolvimento de jogos até a Inteligência Artificial. Então, até hoje são necessários profissionais com esses conhecimentos.

Não levantei a bandeira da especialização a todo o custo aqui. Mas com certeza a especialização é muito melhor que a inércia da maioria dos profissionais da nossa área.

O meu ponto é que essas empresas contratam especialistas, mas elas nunca vão definir a profissão por que elas são exceção, e não fazem a regra. Portanto não faz sentido dizer “nossa área está seguindo em direção à maturidade e a especialização”, por que é mentira. Você pode estar seguindo nesse rumo, a profissão não. A profissão programador continua sendo definida pela maioria, e a maioria é e sempre vai ser mediocre.

Quando ao meu pensamento, sim o objetivo é ser inteligível, e não parecer sofisticado. :wink:

V

Rodrigo.Rocha:
O meu ponto é que essas empresas contratam especialistas, mas elas nunca vão definir a profissão por que elas são exceção, e não fazem a regra. Portanto não faz sentido dizer “nossa área está seguindo em direção à maturidade e a especialização”, por que é mentira. Você pode estar seguindo nesse rumo, a profissão não. A profissão programador continua sendo definida pela maioria, e a maioria é e sempre vai ser mediocre.

Quando ao meu pensamento, sim o objetivo é ser inteligível, e não parecer sofisticado. :wink:


Entendi o seu ponto. Quando disse que a nossa área está caminhando rumo à especialização, quis dizer que cada vez mais profissionais especialistas serão solicitados. É claro que, em qualquer área, a grande maioria dos profissionais será medíocre. Mas aqueles que quiserem novos desafios vão ter cada vez mais oportunidades na nossa área.

A

A H Gusukuma:
Saia por aí chamando as pessoas de medíocres e vai entender o que estou tentando argumentar.

Sabe, esse é o problema do brasileiro, a falsidade. Não reconher quando há problemas, e na falta de reconhecer não buscar soluções.

Se não é “medíocre” é o q então? Looser? Incompetente? Despreparado? Desqualificado? Burro?

Profissionais novos não são “medíocres” pq ainda não tiveram tempo para se preparar, agora se um cara tah a 10 anos no mercado e não sabe fazer o arroz-com-feijão, desculpe, é MEDÌOCRE sim, no mínimo… e tem muito por aí.

R

Vina:

Entendi o seu ponto. Quando disse que a nossa área está caminhando rumo à especialização, quis dizer que cada vez mais profissionais especialistas serão solicitados. É claro que, em qualquer área, a grande maioria dos profissionais será medíocre. Mas aqueles que quiserem novos desafios vão ter cada vez mais oportunidades na nossa área.

Nos EUA sim, no Brasil não.

Se empresas de tecnologias começarem a brotar por aqui que nem lá, talvez, mas não tenho muita esperança de que isso vai acontecer.

A

andre_salvati:
A H Gusukuma:
Saia por aí chamando as pessoas de medíocres e vai entender o que estou tentando argumentar.

Sabe, esse é o problema do brasileiro, a falsidade. Não reconher quando há problemas, e na falta de reconhecer não buscar soluções.

Se não é “medíocre” é o q então? Looser? Incompetente? Despreparado? Desqualificado? Burro?

Profissionais novos não são “medíocres” pq ainda não tiveram tempo para se preparar, agora se um cara tah a 10 anos no mercado e não sabe fazer o arroz-com-feijão, desculpe, é MEDÌOCRE sim, no mínimo… e tem muito por aí.


Acho que o amigo não leu o contexto do que estou falando.
Estou falando que mediano não é igual nem sinônimo de medíocre. Que as palavras têm nuances que as diferenciam, seja no próprio significado ou no contexto usado. Já que estamos falando em capacitação é bom saber ler e se expressar bem para evitar mal-entendidos.

Agora quanto a melhorar a qualificação da mão de obra, estou de pleno acordo.

Criado 4 de outubro de 2013
Ultima resposta 10 de out. de 2013
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