Uma pergunta para desenvolvedores de jogos

41 respostas
J

Boa noite galera,

Atualmente conclui meu curso em análise de desenvolvimento de sistemas, estou trabalhando como programador java faz uns meses, porém não estou muito satisfeito com minha profissão e não quero continuar sendo um “crudeiro” criando sistemas para empresas.

Gostaria de saber como foi a experiencia de vocês trabalhando como desenvolvedores de jogos.
Tem vagas pelo Brasil? Como o brasileiro é aceito em outros países?
Foi difícil iniciar no ramo sem ter experiencia?
Tem como “ganhar o pão de cada dia” com isso?

Se puderem contar sobre a experiencia de vocês agradeceria. Toda informação será de grande ajuda.

OBS: pretendo desenvolver em C++.

Obrigado!!!

41 Respostas

H

Legal. Eu sempre quis saber como é o mercado de trabalho para jogos aqui no Brasil. [=

C

Eu trabalho numa empresa como analista desenvolvedor de sistemas, mas ela também atua no ramo de desenvolvimento de jogos.
Há vagas, mas tem que ser bom no que faz, eu admiro muito essa área, pois é uma das areas mais difícil no ramo da informática,
envolve uma lógica fora do comum, estudo completamente inimaginável isso dependendo do jogo a ser criado… “eu admiro esses caras”…
mas não é meu ramo ( :smiley: ).

Vejo que há pouco oportunidade, ainda esta muito escasso essa area no Brasil, penso que esta ainda a nascer, para ter bastante oportunidade
só em grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, alias as “capitais do Brasil” -> $$

Para se ter mais noção o legal é ir em eventos como Campus Party trata um pouco de jogos nos novos games, Brasil Game Show o ideal na verdade.

O legal também é aprender bastante Design 3D tanto para animação quanto para jogos aconselho a melhor escola nesse ramo
http://www.melies.com.br

Enfim, é a minha opinião apesar de eu gostar de jogos, principalmente estrategia medieval.

A

Boa pergunta. Eu também tenho curiosidade de saber mais sobre esse nicho da nossa área. Sempre quis fazer parte de uma equipe de desenvolvimento de um jogo, mas não faço a menor ideia nem mesmo de onde começar.

Gostei do post!

S

Eu li esse livro a um tempo atrás e achei bem foda. Não sei se está desatualizado, mas acho que não. Aquilo ali era dicas straight from the source.

Imagino que tenha um mercado grande para Android.

Quem deve saber bem disso é o ViniGodoy.

Curiosidades:

Qual livro em JAVA (esquece C++ please!) vc recomenda para programação de jogos?

Se eu sou um desenvolvedor bom de Jogos em Java, pra onde eu posso mandar o meu currículo no Brasil?

A

Ué. Eu sempre ouvi dizer que Java para programação em jogos era altamente desfavorável. Era muito utilizado para jogos de celulares mais antigos, mas os jogos atuais não usam mais isso, acho.

Ou isso está incorreto?

C

Com certeza C++ pra jogos é o melhor, isso se tratando de Consoles.

Tem a nova Unreal que vai lançar, teve uma palestra em Campinas foi a coisa mais linda, os novos jogos vão ser demais,
os engenheiros não se preocuparam muito com o personagem em si, mas sim com os detalhes do cenário, até conseguiram
fazer um algoritmo que voce cria uma cachoeira e no jogo voce consegue ver as goticulas de agua, arco iris se formando na
agua que espalha, isso feito pela Engine automaticamente com calculos super precisos ficou a coisa mais linda.

Os das arvores se movimentando de acordo com o vento, agora as folhas nao sai mais chapadas como fazem ainda hoje,
usando textura e sim é feita folha por folha em 3D fica mais suave o movimento e o detalhe… incrivel.

O legal que a Engine da Unreal da pra exportar jogo feito pra PC para a arquitetura X Box e vice-versa, por isso
que explodiu a qtde de jogos pra xbox e nao pra ps3…

vamos lá, vamos ver como vai ser o futuro dos games…

C

Arthur F. Ferreira:
Ué. Eu sempre ouvi dizer que Java para programação em jogos era altamente desfavorável. Era muito utilizado para jogos de celulares mais antigos, mas os jogos atuais não usam mais isso, acho.

Ou isso está incorreto?

Eu acho realmente, totalmente ruim e pessimo isso nao se tratando do SO Android…

Pra android vc tem que saber programar Java, ficou mais facil programar, bem mais simples, ta tao facil que existe tantos apps qnts e qts estao sendo criado por dia…
ta legal eu gosto agora…

S

Programar em C++ é chato demais… Se o cara fizer direito em Java acho que dá… Deve ter um jogo foda feito em java por aí.

C

Se voce for fazer jogos pra Console voce vai ter que se render pra C++
pode ser chato, mas Java nao é muito bom pra trabalhar direto com hardware no processamento de dados,
C++ é superior, por isso voce ve qualquer coisa interagindo com hardware tanto em eletronicos.
tbm a galera usa C, por exemplo em Arduino…

A

Eu sempre imaginei que C++ seria o mais utilizado pq com ela vc tem o controle total de alocação de memória, processamento, essas coisas. No Java vc não tem isso pq não pode controlar o GC e a alocação de memória.

S

já vi uma ou duas vagas pra desenvolver jogos para android, mais cara o importante é que se você esta decidido a trabalhar nesse área não desanime e vá criando uns projetos em casa mesmo, pode ser pra android, na unity ou qualquer outra, tente criar algum jogo ai na sua casa porque as vezes você descobre que não é bem isso que você quer rsrs, e criar alguma coisa que de dinheiro não é tão impossível conheço alguns casos de brasileiros amigos meus que conseguiram criar um jogo legal e ganham uma boa grana com isso, boa sorte !

J

Acredito que não tenha “jogos fodas” feitos em JAVA… Jogos em JAVA são esses de mobile somente.

J

Acho que vou seguir a sua dica mesmo…
Desenvolver e praticar em casa para ver se gosto dessa area, estou ficando sem imaginação de qual area seguir.

T

Por falar em jogos para Android… Já tinham ouvido falar disso?

Esse console parece muito promissor!

EDIT - pesquisei no GUJ - depois de postar :oops: - e achei um tópico recente falando sobre esse console:

F

charleston10:
Com certeza C++ pra jogos é o melhor, isso se tratando de Consoles.

Tem a nova Unreal que vai lançar, teve uma palestra em Campinas foi a coisa mais linda, os novos jogos vão ser demais,
os engenheiros não se preocuparam muito com o personagem em si, mas sim com os detalhes do cenário, até conseguiram
fazer um algoritmo que voce cria uma cachoeira e no jogo voce consegue ver as goticulas de agua, arco iris se formando na
agua que espalha, isso feito pela Engine automaticamente com calculos super precisos ficou a coisa mais linda.

Os das arvores se movimentando de acordo com o vento, agora as folhas nao sai mais chapadas como fazem ainda hoje,
usando textura e sim é feita folha por folha em 3D fica mais suave o movimento e o detalhe… incrivel.

O legal que a Engine da Unreal da pra exportar jogo feito pra PC para a arquitetura X Box e vice-versa, por isso
que explodiu a qtde de jogos pra xbox e nao pra ps3…

vamos lá, vamos ver como vai ser o futuro dos games…


Realmente, sou da geração do tetris onde o que vale era a jogabilidade. Me parece que essa nova geração está mais preocupada com a gráfica. Por isso larguei mão do meu XBOX e voltei a jogar os arcades pelo MAME de meu celular!!!
Na boa se continuar assim, dificilmente sairá algo de novo no mercado!!
:lol: :lol:

V

saoj:
Qual livro em JAVA (esquece C++ please!) vc recomenda para programação de jogos?
Os livros de games em Android. Fora do Android, não recomendo usar Java para jogos.
Nem a Sun, e nem a Oracle tiveram qualquer preocupação com games.

Ainda assim, é bem provável que você vá usar uma engine portável no mercado, como a Cocos-X.

Infelizmente, o Java não é preparado para isso. Há pouquíssimo suporte da plataforma, seja para aceleração gráfica (melhorou com o JavaFX, mas está longe para um game grande), nem para controles.
A indústria de consoles também não apoia o Java. Na verdade, mesmo as plataformas suportadas pelo Java são poucas, sendo o Unix e o Solaris plataformas desinteressantes.

Uma alternativa similar que vem se destacando é o C#. Seja no XNA ou na API do Windows 8, é suportado no console da Sony, é suportado pelo X-Box e também permite fazer bons jogos para o PC.
Tem ótima aceleração gráfica, pois é só um binding para o DirectX. Dá suporte a shaders, som tridimensional, controles, inclusive os avançados como o Kinect.
O C# também é a linguagem da Unity.

Para quase lugar nenhum. Talvez alguma empresa que desenvolva para Android, e que também faça jogos.

Sobre C++. Ainda é a linguagem mainstream no desenvolvimento de jogos, especialmente no exterior. No Brasil, tem crescido enormemente o mercado da Unity.
Eu não acho “chato” desenvolver em C++. No caso de jogos, acho até mais agradável do que usar o Java. A sintaxe de vetores e matrizes, muito usada em jogos maiores, é natural devido a sobrecarga de operadores. Sem falar que o C++ é a única linguagem suportada em absolutamente todos as plataformas (junto com o C, mas aí sim, estamos falando em sofrimento, heheh).

Mas claro, ainda mais agradável é usar o C#, sobretudo numa engine poderosa como a Unity.

V

fabioEM:
Realmente, sou da geração do tetris onde o que vale era a jogabilidade. Me parece que essa nova geração está mais preocupada com a gráfica. Por isso larguei mão do meu XBOX e voltei a jogar os arcades pelo MAME de meu celular!!!
Na boa se continuar assim, dificilmente sairá algo de novo no mercado!!
:lol: :lol:

Não é só performance. A falta de controle do GC pode gerar travadinhas (glitches) em jogos maiores. E isso contribui diretamente para perda da jogabilidade.

De qualquer forma, a maioria do publico ainda é como você, de games casuais. O mercado hardcore, que valoriza tanto gráficos, não é nem sequer o maior mercado.

R

Humm, o C# também não possui ponteiros certo?Se o C# é bom para o desenvolvimento de jogos pode ser também que um dia o Java seja!

V

Java seria se a Oracle quisesse investir na área. Mas até agora, o java tomou a direção oposta (descontinuou a JMF, descontinuou o Java3D e mesmo o JavaFX tem enfoque claro em aplicativos, sendo games só um “efeito colateral” e não um objetivo per se). A esperança está mesmo no Android despertar esse mercado, principalmente com o Ouya vindo aí.

A Microsoft tem pleno interesse. Fez parceria com a Sony, é dona do X-Box, promove fortemente os games no PC.

V

PS: Não é também só pela existência dos ponteiros. Até porque, hoje em dia se programa com smart pointers em C++, que também faz uma espécie de garbage collection.
No C# é mais fácil acessar código nativo. A sintaxe dos métodos unsafe é limpa e segura. Bem diferente do inferno chamado JNI. Sem falar, claro, nas integrações com DirectX e com o XNA.

No C++, você tem controle total. Pode acessar instruções de hardware, sabe exatamente o que vai ser compilado e como.

R

Não é também só pela existência dos ponteiros. Até porque, hoje em dia se programa com smart pointers em C++, que também faz uma espécie de garbage collection.
No C# é mais fácil acessar código nativo. A sintaxe dos métodos unsafe é limpa e segura. Bem diferente do inferno chamado JNI. Sem falar, claro, nas integrações com DirectX e com o XNA.

No C++, você tem controle total. Pode acessar instruções de hardware, sabe exatamente o que vai ser compilado e como.

Humm, legal, eu achava que o maior empecilho eram os ponteiros, apesar do C# acessar código nativo ele também é multiplataforma pelo que eu entendi.E o Java acessa a JVM ou acessa nativamente pelo JNI.
A Microsoft nunca vai querer o Java integrando XNA com o Java também.Será preciso investimento da Oracle nisso, ou desenvolvimento de alguma ferramenta da comunidade Java.

S

Com Java vc consegue acessar memória nativa e trabalhar com ponteiros. Só não sei se isso tem qualquer praticidade para jogos.

http://mentablog.soliveirajr.com/2012/11/which-one-is-faster-java-heap-or-native-memory/

R

Com Java vc consegue acessar memória nativa e trabalhar com ponteiros. Só não sei se isso tem qualquer praticidade para jogos.

http://mentablog.soliveirajr.com/2012/11/which-one...er-java-heap-or-native-memory/

Legal!Dessa eu não sabia!

V

Bem, isso é usando uma classe do pacote “sun.misc”. Portanto, não é do Java padrão.
Essa classe pode (e provavelmente não vai) existir em outras implementações da VM - mesmo entre implementações da próprio Oracle.

Fora isso, você não só usou uma classe de um pacote não padrão, como teve que acessar um método inacessível dessa classe.
Um verdadeiro hack, mas que atende mais a uma curiosidade do que a um código de produção.

S

ViniGodoy:
Bem, isso é usando uma classe do pacote “sun.misc”. Portanto, não é do Java padrão.
Essa classe pode (e provavelmente não vai) existir em outras implementações da VM - mesmo entre implementações da próprio Oracle.

Fora isso, você não só usou uma classe de um pacote não padrão, como teve que acessar um método inacessível dessa classe.
Um verdadeiro hack, mas que atende mais a uma curiosidade do que a um código de produção.

Vai na fé que vai estar lá sim !!! hehehe

É assim que eles devem fazer MemoryMappedFiles e DirectBuffers.

Backdoors estão aí para serem explorados. :slight_smile:

Como diz a música:

“They love to tell you to stay inside the lines, but something is better on the other side…”

V

saoj:
Vai na fé que vai estar lá sim !!! hehehe

É assim que eles devem fazer MemoryMappedFiles e DirectBuffers.

Backdoors estão aí para serem explorados. :)

Não entendo como um cara que diz isso pode não gostar de C++… você se tornaria um monstro. :slight_smile:

S

ViniGodoy:
saoj:
Vai na fé que vai estar lá sim !!! hehehe

É assim que eles devem fazer MemoryMappedFiles e DirectBuffers.

Backdoors estão aí para serem explorados. :)

Não entendo como um cara que diz isso pode não gostar de C++… você se tornaria um monstro. :)

Gosto de coisas com um nível de abstração alta pois não me considero possuidor de um cérebro com over-clocking.

Nessa linha te pensamento é melhor trabalhar com assembly para dominar o CPU e todo o resto.

Java está para C++ assim como C++ está para assembly.

É mais confortável e menos doloroso de programar em Java na minha opinião.

V

Acho que do C++ para o assembly o passo é bem maior.
Você sai de objetos e templates, direto para um código que nem sequer estruturado é.

Achei estranho pq geralmente o pessoal que gosta de hacks e exploits adora usar C++.
Afinal, você pode achar os hacks do sistema operacional, pode usar drivers nativos e tem bem mais poder de fogo para fazer coisas “não recomendadas pelo fabricante”.

Você chegou a ter alguma experiência posterior com C++, ou o seu é trauma da época da faculdade (da época que não se usava STL, boost e se manipulava ponteiros selvagemente no braço)?

S

ViniGodoy:
Acho que do C++ para o assembly o passo é bem maior.
Você sai de objetos e templates, direto para um código que nem sequer estruturado é.

Achei estranho pq geralmente o pessoal que gosta de hacks e exploits adora usar C++.
Afinal, você pode achar os hacks do sistema operacional, pode usar drivers nativos e tem bem mais poder de fogo para fazer coisas “não recomendadas pelo fabricante”.

Você chegou a ter alguma experiência posterior com C++, ou o seu é trauma da época da faculdade (da época que não se usava STL, boost e se manipulava ponteiros selvagemente no braço)?

Tem razão, Vini. Meu trauma é antigo. Faz muito tempo que não brinco.

Qual o livro vc recomendaria para uma cabeça-dura como eu, para aprender C++ the modern way?

V

saoj:
Tem razão, Vini. Meu trauma é antigo. Faz muito tempo que não brinco.

Qual o livro vc recomendaria para uma cabeça-dura como eu, para aprender C++ the modern way?

Se quiser revisar o básico da linguagem, o principles and practices do Stroustrup:


(não confundir com o outro livro dele, que é arido de ler e fica só nos detalhes sintáticos da linguagem).

Outra opção, já que você já programa, é o Accelerated C++.

Caso você esteja sabendo a linguagem é só seguir a área “para quem sabe C++” desse roadmap:
http://www.pontov.com.br/site/cpp/46-conceitos-basicos/88-roadmap-c

Agora, se você só quer brincar um pouco de fazer aplicações, ao invés de pegar um livro de C++ puro, pegue um de QT, como esse aqui:

S

ViniGodoy:
saoj:
Tem razão, Vini. Meu trauma é antigo. Faz muito tempo que não brinco.

Qual o livro vc recomendaria para uma cabeça-dura como eu, para aprender C++ the modern way?

Se quiser revisar o básico da linguagem, o principles and practices do Stroustrup:


(não confundir com o outro livro dele, que é arido de ler e fica só nos detalhes sintáticos da linguagem).

Outra opção, já que você já programa, é o Accelerated C++.

Caso você esteja sabendo a linguagem é só seguir a área “para quem sabe C++” desse roadmap:
http://www.pontov.com.br/site/cpp/46-conceitos-basicos/88-roadmap-c

Agora, se você só quer brincar um pouco de fazer aplicações, ao invés de pegar um livro de C++ puro, pegue um de QT, como esse aqui:


Valeu mestre. Eu teria muito interesse em trabalhar com non-blocking I/O, selectors, EPoll, UDP, byte buffers e networking, que é a área que eu trabalho.

Vc já viu algum livro que fala sobre isso? Vc já trabalhou com isso em C++?

V

saoj:
Valeu mestre. Eu teria muito interesse em trabalhar com non-blocking I/O, selectors, EPoll, UDP, byte buffers e networking, que é a área que eu trabalho.

Vc já viu algum livro que fala sobre isso? Vc já trabalhou com isso em C++?

Já sim. Uma das principais bibliotecas para isso é a boost, em especial, a boost asio:
http://www.boost.org/doc/libs/1_52_0/doc/html/boost_asio.html

Para aplicações internet based, dê uma olhada na POCO:

S

ViniGodoy:
saoj:
Valeu mestre. Eu teria muito interesse em trabalhar com non-blocking I/O, selectors, EPoll, UDP, byte buffers e networking, que é a área que eu trabalho.

Vc já viu algum livro que fala sobre isso? Vc já trabalhou com isso em C++?

Já sim. Uma das principais bibliotecas para isso é a boost, em especial, a boost asio:
http://www.boost.org/doc/libs/1_52_0/doc/html/boost_asio.html

Para aplicações internet based, dê uma olhada na POCO:
http://pocoproject.org/

Imagino que um servidor MMOG deve usar isso tb…

Algum livro que fala sobre isso?

V

Provavelmente sim. Infelizmente, há pouquíssima literatura sobre o assunto. Um dos livros, um tanto superficial é:

Ele fala mais dos truques de design e da importância de um protocolo otimizado, mas não entra a fundo sobre questões de I/O não bloqueante.

Aliás, talvez um server de MMO é um local onde não vejo problemas do Java entrar. Afinal, o Java é feito com muitas preocupações de rede em mente e os problemas de latência são muito piores do que os possíveis atrasos do garbage collector.

V

Até agora tem sido ótima. Desenvolvi jogos educacionais pela Positivo, usei tecnologias de jogos numa pesquisa para dar acesso a surdos mudos. Organizei eventos como a Global Game Jam (que seria bom você participar na sua região) e também adoro dar aula para a moçada da área.

Sim, mas não tantas. O mercado tem crescido nas empresas de treinamento, simulação e games educacionais. Melhorou muito nos últimos anos, após o governo finalmente entender que games não são necessariamente jogos de azar, o que permite-nos agora conseguir investidores e financiamentos com mais facilidade.

Também melhorou bastante com a distribuição da apple store, steam e Play market. Mas a parte de entretenimento ainda engatinha no Brasil.

O que não ajudou muito foi o projeto Jogo Justo, que é um projeto exclusivamente para lojistas. Eles queriam até impor impostos sobre a distribuição eletrônica, para evitar “competição desleal”.

É importante mostrar um bom portifólio. O mercado internacional está bem aberto para contratação de programadores pelo mundo. Talvez o SaoJ possa falar sobre aceitação bem melhor do que eu.

Sim, especialmente se você almeja ir para o exterior.
Ajudaria você pegar uma pós, como a que oferecemos na PUC, para conhecer melhor as várias tecnologias da área e se focar em uma delas.

Um dos nossos professores foi ex-funcionário da EA, e todo inicio de curso dá uma palestra sobre o que é trabalhar no exterior. Também não é o mar de rosas que todo mundo acha.

Sim. Entretanto, você deve ter plena consciência de que fazer jogo é uma profissão. Trabalha com tecnologias interessantes, mas ainda é um trabalho.
Você quase nunca fará os jogos que irá jogar. Você terá objetivos, prazos, metas. Você terá bugs para corrigir, logs para analisar. E pode ser que faça um ponto do jogo pouco interessante, como o módulo que controla os scripts do jogo.

A menos que esteja num estúdio pequeno, você também não será o criador da história, pois os papéis são divididos. A parte de produção fica com o game designer, roteiristas e com artistas.
Não pense na área com glamour, pois é um passo certo para você quebrar a cara.

Por outro lado, é certamente um dos ramos mais interessantes (e difíceis) tecnicamente. Quantas aplicações você conhece que misturam ao mesmo gráficos, rede, som, inteligência artificial, tempo real, multi-processamento e ainda trabalham com tecnologia de ponta?

V

PS: Vi no seu histórico que há um mês atrás você pensou em se matricular na especialização em POA. Não conheço muito o curso de lá, mas é um bom passo fazer um curso como esse. Ainda que você não trabalhe com jogos, vai conhecer várias tecnologias e formas diferentes de encarar problemas. Muitos alunos, pelo menos da PUC, elogiam o curso porque os tornaram programadores melhores, mesmo fora dos games.

D

ViniGodoy:

Uma alternativa similar que vem se destacando é o C#. Seja no XNA ou na API do Windows 8

Uma duvida ViniGodoy,
A própria Microsoft vem desencorajando o uso de qualquer linguagem que não seja o C++ para a criação de jogos para Win 8 e posterior venda na Windows Store.
Quem usa C# tem que apelar para soluções como o Monogame ou SharpDX.
Tá certo que o Monogame parece ser a indicação da Microsoft para substituir o XNA, mas msm assim é uma situação parecida que acontece com o Java hoje para jogos.
E o XNA é limitado no Win 8.
Qual é essa solução da API do Win 8 ou WinRT usando o C#?
Confesso que não pesquisei o assunto com mais profundidade, por isso a duvida, já que não é primeira vez que o vejo citando algo do tipo.

Olha, desculpa pelo off-topic…

V

De onde você tirou que ela está desencorajando? No site da MS, há diversos e diversos artigos sobre games em C# e JavaScript:
http://msdn.microsoft.com/en-us/library/windows/apps/hh452780.aspx

A recomendação é para o “hardcore”. Que aliás, nunca foi diferente. Mesmo com o XNA, o hardcore sempre se manteve com C++ e DX.

  • Monogame é o port do XNA para o ambiente Mono. Foi muito usado para que o XNA rodasse em Linux e Mac. E hoje pode ser usada para portar games para Windows 8.
  • O SharpDX é um binding alternativo, open source, feito pela comunidade. Serve como uma ponte completa entre o DirectX e o C#.

E, sim, no caso para Windows 8 eu estava falando que se pode usar C# com WinRT.
Agora, é difícil falar em Windows 8, pois esse foi um passo bastante significativo da Microsoft. E acho que ainda não está completo. Muita coisa mudou para a introdução da interface Metro.

Mas a situação não tem nada de parecida do Java. Primeiro de tudo, a Microsoft apoia ativamente a indústria, e promove o C# para jogos.

Ela descontinuou uma de suas soluções, o XNA, mas não o C#, nem o DirectX. O C# continua sendo a linguagem principal do Windows Phone 8, continua sendo usado no Playstation Suite, continua valendo para o X-Box e continua como linguagem principal da Unity. Isso o torna uma linguagem muito mais interessante que o Java, que luta bravamente no Android.

Quanto à “morte” do XNA… vale lembrar que boa parte do XNA era, na verdade, implementação do DirectX, como a biblioteca XNAMath, ou mesmo as bibliotecas de Audio.
Ele é feito originalmente para C++, mas como roda sobre RT, pode ser acessado via C# ou JavaScript.

A Microsoft estimulou a criação do DirectX Toolkit, que é uma implementação de parte das classes do XNA em C++:

Como eu falei um pouco antes, o C++ é, e continua sendo, a linguagem mainstream para games. Mesmo no auge do XNA, a Microsoft nunca deixou de suportá-lo. E não creio que vá deixar tão cedo.
Particularmente, eu até preferiria que a MS focasse seus esforços em tornar o DirectX um pouco mais amigável (por exemplo, abandonando aquela convenção de nomes detestável e usando recursos mais novos do C++).

V

PS: Quase me esqueço. Uma coisa que não suporto da MS, e no caso do WinRT eles tem feito com muita freqüência, é chamar aquela bizarrice de “managed C++” de C++. Não é do “managed C++” que estava falando no post anterior quando disse em recursos mais modernos da linguagem, e sim, das evoluções do C++11 oficial (lambda, smart pointers, etc).

R

fiz meu tcc técnico em jogos, disponibilizo para quem quiser ver. [email removido] tem estruturas interessantes, como um jogo de poker, de forca, de memoria, um tabuleiro inédito, mega sena, fizz buzz, bingo, etc… Fiquei feliz com o trabalho, talvez o usuário deseje mais gráficos, isto ainda é um ponto que pode ser melhorado por exemplo. Geralmente jogos são feitos por equipe, este fiz tudo sozinho, então já está de bom tamanho.Mas tudo é possível… Já vi aqui em java, bacaninha um j ogo da velha, aquele da cobrinha que vai catando pontos… alguns inicios de xadrez, inclusive um meu, penso ainda num yatzi(general), batalha naval e jogo de 7 erros, são razoavelmente simples e ‘clássicos’ ou mesmo manjados, mas são interessantes de se desenvolver e até bacanas de jogar um pouco por exemplo. quem quiser ver manda email subject : TCC.

Enfim, tudo é possível ao que crê. Espaço conquistamos, nem sempre é fácil. Gosto da posição autonoma de ser, mas certas coisas as vezes precisam ser feitas em equipe mesmo. Ainda mais se tendo gastos vamos precisar de lucros. O mundo capitalista é bonito e livre, mas as vezes não é fácil. Abs.

:shock:

J

Obrigado pelo retorno ViniGodoy… Estou pretendendo mesmo fazer uma pós nesse ramo, porém tenho que sair da onde morro ir morar sozinho, fica complicado pagar a faculdade assim, ainda mais quando não se tem experiencia e se ganha pouco.

Criado 25 de janeiro de 2013
Ultima resposta 28 de jan. de 2013
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