soaj,
Eu trabalho no Itau e sou responsável pela area de TI que atende a corretora de valores (Bolsa). Quando comecei a atender a area (2007) tinha uma visão muito diferente de performance. Hoje trabalhamos extraindo o máximo de performance da aplicação (normalmente pessoa física não tem tanta exigência). A maioria que exige uma performance muito considerável é em clientes institucionais (por utilizarem algoritimos).
Com isso descobri que trafegar 5 mil mensagens por segundo não é suficiente. Hoje a propria bolsa, quanto o Mercado trafega 8 ou 10 mil mensagens por segundos ela começa abrir o bico, mas está em fase de testes um novo sistema capaz de comportar muitos mais mensagens.
Hoje em um pregão trafegamos gigas e gigas de informações e forma tão rápida que é quase impossivel pensar em melhorar, mas aí surge uma idéia, uma forma de trabalho que muda tudo.
Aprendi algumas coisas bastante interessantes (Commet, Long Pooling, conheci uma framework Signal-R), esquema de assinaturas de serviços, enfim? com isso foi necessário alguns conhecimentos do time como um todo (utilizamos C#, C++ e algumas coisas em Java).
Banco de dados é uma coisa que utilizamos apenas para guardar a informação (espero que nenhum DBA leia isso), pois não é performático abrir e fechar uma conexão, mas para isso é necessário uma arquitetura de alta disponibilidade (servidores ativo-ativo, contingencia), enfim…
Hoje temos mais de 150 servidores que trabalham em alta potência, já vi aplicações consumirem 32 gigas de memória ram (por utilizarem recursos de cache para criação de gráficos) o que é muito importante para um cliente que tem como objetivo a analise gráfica.
Enfim, performance só sabe mesmo como utilizar quem realmente precisa dela (20 milisegundos pode ser uma eternidade, dependendo da sua necessidade).
Agora estamos desenhando a arquitetura do futuro (previsao para 2015), sera algo totalmente inovador…